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A afirmação de que a alta do dólar irá impulsionar as exportações e conter as importações, feita pelo ministro Paulo Guedes (Economia) na semana passada, é questionada por especialistas de comércio exterior, empresas e entidades ligadas à indústria.

Após a moeda americana bater recordes nominais consecutivos neste mês, o ministro Guedes, em evento em Washington, afirmou que o país deveria se acostumar com o elevado patamar do câmbio e que, nesse cenário, as indústrias devem vender mais para fora.

“O dólar está alto. Qual o problema? Zero. Nem inflação ele [dólar alto] está causando. Vamos exportar um pouco mais e importar um pouco menos”, afirmou.

Dados da balança comercial, do Ministério da Economia, mostram que o Brasil exportou mais no período 2011-2013, quando o câmbio estava mais desfavorável ao exportador –mas a atividade interna e externa era mais intensa– do que nos dois últimos anos.

Nas importações, o nível de atividade econômica e do comércio internacional também influenciou mais os resultados que a cotação do dólar. Os dados mostram que a média diária subiu 30% nos últimos três anos, apesar do dólar 13% mais caro em termos nominais.

Estudo da FEA-USP também mostra que a desvalorização ocorrida desde 2014, quando a moeda era negociada por volta de R$ 2,70, não reduziu as importações de produtos com alto valor tecnológico da indústria, embora tenha contido as compras de insumos para indústrias de baixa tecnologia. Os cálculos foram feitos pelo pesquisador Paulo Morceiro, da Fipe e do Nereus (Núcleo de Economia Regional e Urbana) da FEA-USP.

Na média, a participação dos importados na indústria passou de 16,5% (2003/2004) para 24,4% (2013/2014) e recuou para 22,3% em 2016, principalmente em razão da desaceleração da economia nacional. A parcela dos insumos importados na indústria de alta e média-alta tecnologia avançou de 26,3%, para 38,7% e 41,4%, respectivamente, nesses três períodos.

O pesquisador afirma que houve duas ondas de substituição de produção doméstica por importações, em períodos de câmbio apreciado, nos anos 1990 e no início da década atual, que fizeram com que alguns elos da cadeira produtiva desaparecessem no Brasil. E esses elos não serão recompostos automaticamente só por causa do câmbio.

“Isso foi se perdendo ao longo de vários anos, e a reconstrução não é algo automático. É mais difícil reconstruir hoje do que no passado, pois os países estão investindo caminhões de dinheiro em setores mais sofisticados, e o Brasil ficou parado esse tempo todo. O padrão de competição mudou, e reconstruir vai ser muito mais difícil”, diz Morceiro.

“A taxa de câmbio vem se desvalorizando, mas as exportações estão demorando a reagir. A partir do momento em que a economia começar a crescer, aí o câmbio vai começar a jogar favoravelmente.”

Para José Augusto de Castro, presidente da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), a tese de o dólar alto impulsionar as exportações é teoricamente compreensível, mas, na prática, ganha outros contornos.

Ele diz que, no caso das commodities, o preço da mercadoria é definido nas Bolsas ou pelo importador internacional, então o valor dos produtos independe da taxa de câmbio.

“Você vai aumentar o ganho das empresas que exportam commodities. Mas é a rentabilidade da operação, não é a exportação que vai crescer, porque a competitividade do produto não se altera.”

A valorização do dólar, então, afetaria mais a competitividade dos manufaturados do país. Castro ponderou, porém, que tais mercadorias têm a Argentina como um de seus principais destinos. “Só que a Argentina está em crise. Então não adianta eu colocar um preço melhor porque eles não vão comprar”, diz.

Sandra Rios, diretora do Cindes (Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento), lembra que hoje o mundo vive uma queda no comércio internacional por causa do conflito EUA x China, e isso impacta o Brasil também.

“A demanda externa é um fator que dificulta muito o crescimento de exportações por aqui. Minha impressão é que esse é o fator determinante neste momento [para destravar as vendas para fora].”

Ela diz ainda que uma estabilidade na moeda americana aqui no Brasil, mesmo alta, seria fundamental para que o exportador consiga ter previsibilidade.

O presidente da Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados), Haroldo Ferreira, corrobora a tese da previsibilidade do câmbio. “Se o dólar ficasse em R$ 4 ou R$ 4,20 e não alterasse muito, tudo bem. O problema é fechar um negócio com o dólar agora e depois ele estar R$ 3,80.”

Ele diz também que o setor calçadista usa de 20% a 25% de insumos importados, e, com o dólar mais caro, o preço dos produtos que usam materiais provenientes de outros países pode subir, impactando assim as exportações.

No caso da indústria elétrica e eletrônica, o presidente da Abinee (associação do setor), Humberto Barbato, diz que o segmento importa muitos produtos que não têm produção local e não podem ser substituídos por similares nacionais. Sobre as vendas externas, ele diz que o novo patamar de câmbio contribui para aumentar o nível de exportação.

“O produto brasileiro vai se tornando mais barato do que no exterior. Então a tendência é um crescimento das exportações. Como esses contratos são mais de longo prazo, isso depende muito de oportunidades”, afirma Barbato, ressaltando também a necessidade de um câmbio mais estável.

O gerente-executivo de Política Econômica da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Flávio Castelo Branco, afirma que a consolidação do câmbio nesse novo patamar pode contribuir para a recuperação da economia em 2020 e, no médio prazo, ajudar o setor industrial a elevar exportações e substituir importações.

“Teremos uma melhoria da competitividade dos produtos brasileiros. Para os exportadores, vai permitir ganhos melhores e incentivar o aumento da produção para exportação. Para a indústria que utiliza insumos importados, pode gerar alguma pressão de custo, mas, a médio prazo, isso pode reverter em substituição por produção doméstica”, diz Castelo Branco.

Para a CNI, o câmbio está se ajustando a uma nova realidade de taxas de juros mais baixas e mudanças no cenário internacional, de menor liquidez, em um ambiente de inflação sob controle e alguma melhora nas contas públicas no Brasil.

“Isso não se constitui um problema para a economia brasileira. Esse choque cambial deve ser absorvido sem causar estresse na economia. Um cenário de estabilidade macroeconômica e com avanço das reformas pode potencializar os efeitos dessa mudança de preços relativos dos produtos brasileiros em relação aos internacionais. Isso poderia ser uma alavanca para o crescimento em 2020”, diz Castelo Branco.

Fonte: Folha de S. Paulo


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A movimentação de contêineres, considerando-se todas as navegações, cresceu 3% no período de janeiro a setembro deste ano em comparação a igual período de 2018, equivalendo à movimentação de 86 milhões de toneladas. Houve crescimento na movimentação de contêineres tanto no sentido do embarque quanto do desembarque de cargas, com expansão de 1,96% e 4,38%, respectivamente.

No transporte de cabotagem (transporte entre os portos brasileiros), as operações de contêineres registraram crescimento de 18,34%, enquanto que no transporte de navegação interior, cresceram 15,36% em relação a igual período de 2018, implicando em forte crescimento dessas navegações. Os números são do Estatístico Aquaviário, que é produzido pela Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho – GEA, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ.

Considerando-se todas as cargas, foram movimentados no conjunto dos portos e terminais de uso privado (TUP) brasileiros 812 milhões de toneladas, representando queda de 2,26% em relação a igual período do ano passado.

Entre as naturezas de cargas movimentadas, granel líquido (+4,03%) e conteinerizadas (+3,02%) apresentaram crescimento em relação a 2018. Já granel sólido e carga geral registraram queda de -5,04% e -3,49%, respectivamente.

Na movimentação por tipo de navegação, o longo curso apresentou redução de 3,96% (585 milhões de toneladas) em comparação a igual período do ano passado, quando foram movimentados nesse tipo de navegação 609,24 milhões de toneladas.

Na contramão do longo curso, a movimentação geral de cargas nas navegações de cabotagem e em vias interiores cresceu, no período, 0,97% (173 milhões de toneladas) e 9,95% (50,9 milhões de toneladas), respectivamente.

Para o gerente de Estatística e Avaliação de Desempenho da ANTAQ, Fernando Serra, a queda na movimentação geral de cargas no período janeiro/setembro de 2019 “ainda reflete os problemas enfrentados com o recuo nos embarques (exportações) de minério de ferro registrados ao longo deste ano, devido ao rompimento de barragens de contenção, além de um período atípico de chuvas intensas no Norte do país, onde estão concentradas as minas de minério de ferro, o que afetou o fluxo das cargas que são exportadas pelo Terminal de Ponta da Madeira, no Estado do Maranhão”.

Fonte: ANTAQ


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A movimentação de contêineres no Porto de Paranaguá aumentou 15%. De janeiro a outubro deste ano, 726.393 unidades (TEUs) chegaram e saíram pelo terminal paranaense. No mesmo período, em 2018, foram 633.710.

De acordo com o diretor de Operações da empresa pública Portos do Paraná, Luiz Teixeira da Silva Júnior, a demanda do setor produtivo do Estado e as boas condições operacionais do Terminal de Contêineres de Paranaguá contribuem para esse crescimento nas movimentações no segmento. “Dia a dia, com novos investimentos, o terminal vem se aparelhando para receber a demanda do Estado e da região de influência dos Portos do Paraná”, diz Teixeira.

COMÉRCIO – No sentido importação, foram 365.786 TEUs movimentados, 16% a mais que os 316.125 importados no ano passado, nos primeiros dez meses. Outras 360.607 unidades saíram do porto com carga, um crescimento 14% na comparação com as 312.585 unidades exportadas no mesmo período de 2018.

O produto exportado em maior volume, em contêineres, é a carne de frango. Segundo a Divisão de Estatística da Diretoria de Operações da Portos do Paraná, 1,76 milhão de toneladas saíram pelo terminal de janeiro a outubro desse ano, quantidade 9% superior à movimentada no ano passado (1,62 milhão de toneladas).

“O Terminal de Contêineres de Paranaguá possui uma das maiores infraestruturas para contêineres frigorificados. E o Estado do Paraná é o principal produtor de frango do Brasil. Esta combinação possibilita que essa demanda seja direcionada ao nosso porto”, explica o diretor.

Mais da metade, 64,2%, do frango exportado, tem o Paraná como principal origem, seguido dos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás e Santa Catarina. Os principais destinos da carne das aves exportadas pelo terminal paranaense são, respectivamente, China, Japão, Emirados Árabes, Arábia Saudita e Hong Kong.

CARNE – Apesar de ser movimentada em menor volume – de janeiro a outubro deste este ano foram 255.633 toneladas – as exportações da carne em contêineres registram aumento de 41%, em relação às 181.017 toneladas exportadas no ano passado.

A carne de boi exportada por Paranaguá vem, principalmente, do Mato Grosso, Minas, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. Os principais destinos são a China, Hong Kong, Egito, Irã e Emirados Árabes.

MOVIMENTO – O total de cargas que passou pelos Portos do Paraná, nos dois sentidos, exportação e importação, já soma 44,7 milhões de toneladas nesses dez meses. O volume é 0,6% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.

Apenas de carga geral, segmento dos contêineres e outras, foram 9,36 milhões de toneladas movimentadas de janeiro a outubro, este ano. O volume é 7% maior que o registrado em 2018 (8,74 milhões).

Nos demais segmentos, o movimento de granéis sólidos chegou a 29,6 milhões de toneladas, volume quase igual ao registrado no ano passado, e 5,7 milhões de toneladas dos granéis líquidos, 5% menos que o registrado em 2018.

Fonte: A Tribuna


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Na reunião do G-20 realizada em Osaka, no Japão, além de discutir sobre conflitos comerciais globais, especialmente em meio às negociações entre China e Estados Unidos, também apresentou o acordo comercial Mercosul-União Europeia. Com isso, os dois blocos econômicos poderão reduzir tarifas alfandegárias a diversos produtos. O G1 entrevistou o especialista e advogado Antônio Bernardes que explicou sobre o que consiste esses blocos econômicos e o quanto o Pará será afetado com o acordo entre eles.

Segundo Antônio Bernardes, o cardo Mercosul-União Europeia trabalha na redução tarifária e benefícios econômicos e comerciais, bem como político institucional, de médio a longo prazo entre os blocos. Este acordo acabou se tornando a segunda maior integração comercial do mundo em PIB, ficando atrás, apenas, do acordo entre União Europeia-Japão.

Agora, União Europeia e Mercosul estudam como serão feitas as remoções graduais das tarifas dos produtos que são exportados entre os países dos dois blocos. O advogado cita, por exemplo, que os carros europeus devem ter os 35% de imposto de importação eliminados ao longo de um determinado tempo.

Assim, o Pará pode se beneficiar com o aumento na vaga de emprego, exportação e recebimento de investimentos. O empresários paraenses, observando os procedimentos certos e métodos adequados, terão aumentado o acesso de suas commodities ao mercado europeu, além do acordo atrair investimentos para promover a verticalização da produção no estado.

A indústria europeia está cada vez mais procurando meios de produção sustentável. É com esta toada que o advogado Antônio Bernardes aposta na forma de que o empresariado paraense deve tirar vantagem do acordo Mercosul-União Europeia. Segundo ele, as questões ambientais, especialmente para evitar as queimadas na Amazônia, pode ser utilizadas para atrair o capital e investimentos para negócios sustentáveis e que estejam relacionados a biodiversidade.

Veja a entrevista completa abaixo
O que é o Mercosul?

É o acordo comercial de integração regional que tem como membros o Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela. Sendo que a Venezuela está suspensa do bloco pela alegação de violação de regras antidemocráticas, pelos demais países do bloco. Chamam este acordo de união aduaneira.

Por este acordo comercial ocorre a eliminação das barreiras ao comércio entre os seus membros. Por exemplo, com a eliminação na cobrança de imposto por importação dos produtos pelos países membros quando há comercio de produtos entre eles.

De outro lado os estados membros passam a adotar uma única política comercial para estados não membros, aplicando a Tarifa Externa Única de Exportação (TEC). Com isso, os produtos dos países que não estão no Mercosul têm que pagar o mesmo imposto quando entra em qualquer pais do Mercosul. Um país não pode cobrar menos imposto que o outro.

O que é União Europeia?

É um acordo de integração de política, econômica, monetária e comercial entre 28 países da Europa, com implementação, para eles, de uma política cambial, tributária e fiscal uniformizada. Neste acordo existe a eliminação de imposto de importação entre os seus países membros, bem como a livre circulação de pessoas e de serviços, com a utilização de uma moeda oficial, o euro.

O que é o acordo comercial Mercosul-União Europeia, anunciado na reunião do G-20, no final de junho de 2019?

É um acordo de redução tarifária e benefícios econômicos e comerciais, bem como político institucional, de médio a longo prazo entro o Mercosul e a União Europeia. Trata-se do segundo maior acordo de integração comercial do mundo em PIB, ficando atrás, apenas, do acordo entre União Europeia-Japão.

Este acordo pretende remover gradualmente as tarifas aduaneiras de 92% dos bens exportados pelo Mercosul para a União Europeia e 91% dos produtos exportados da União Europeia para o Mercosul.

Por exemplo: carros importados da Europa devem ter os 35% de imposto de importação eliminados ao longo de um determinado tempo.

Já está valendo?

O acordo foi concluído e anunciado no dia 28 de junho de 2019, mas ainda necessita de seu detalhamento completo e finalização do seu texto. Depois precisa ser ratificado por todos os membros de cada um dos blocos econômicos. Não prazo certo para entrar em vigor, mas se acredita que não deve demorar muito.

Quais os benefícios para o Pará deste acordo?

Vários são os benefícios. O estado pode ter o aumento na vaga de emprego, exportação e recebimento de investimentos com esse acordo. Dependendo de como o Estado e a iniciativa privada irão aproveitar esta janela de oportunidade.

Os empresários paraenses, observando os procedimentos certos e métodos adequados, aumentarem o acesso de suas commodities no mercado europeu, além de atrair investimentos para promover a verticalização da produção no estado.

De outro lado, os paraenses devem ter produtos melhores e a valores mais baratos devido a eliminação de tarifas de importação. O fato é que o acordo tempo potencial de estimular o crescimento do Estado e atrair investimentos tanto de países não europeus e do Mercosul, como europeus, beneficiando a população paraense.

Como a economia do Pará pode tirar vantagem do acordo?

De várias formas, mas destaco uma em especial. Pode usar as questões ambientais ao seu favor, especialmente para evitar as queimadas na Amazônia, mediante a atração de capital e investimentos para negócios sustentáveis e que estejam relacionados a biodiversidade.

Fonte: G1


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A Polícia Federal elevou para dois o nível de segurança dentro do Porto de Santos. A decisão foi publicada, neste domingo (27), pela portaria 11/2019 da Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis no Estado de São Paulo (Cesportos-SP).

Segundo a delegada Luciana Fuschini Nave, a iniciativa se deve após os recentes protestos em terminais e embarcações por grupos de estivadores. Em sua decisão, a coordenadora do Cesportos-SP colocou que levou em conta “o registro de ocorrências incidentes aptos a comprometer a segurança pública e a operação portuária, em virtude de recentes invasões em instalações portuárias do Porto de Santos”.

A mudança acontece dois dias após o protesto do Sindicato dos Estivadores de Santos (Sindiestiva) no terminal da empresa Ecoporto. Neste domingo (27), segundo informações da Polícia Federal, a diretoria da Sindiestiva subiu à bordo, via mar, do navio Prominente ACE, de bandeira panamenha, que está atracado no Terminal de Veículos (TEV) dentro do cais público.

Durante a ação dos sindicalistas, a operação na embarcação foi suspensa. O presidente do sindicato, Rodnei Oliveira da Silva, o Nei da Estiva, e outros diretores foram levados para a delegacia da PF para prestar depoimento. Era esperada que a operação no navio fosse retomada a partir das 13h.

O presidente do Sindestiva alegou que a Proporto, responsável pela operação no Prominente ACE, “está querendo trabalhar com mão de obra ilegal” e que o sindicato foi ao local fiscalizar a situação.

Ele informou que a Sindiestiva impediu a operação do navio pois a empresa não requisitou mão de obra para o sindicato e “ia começar a trabalhar com trabalhadores ilegais que não têm registro no Ogmo (Órgão de Gestão de Mão de Obra)”.

Porte ilegal

Durante a manifestação na manhã deste domingo (27), foi registrada a apreensão de uma arma de fogo.

De acordo com a Polícia Civil, o dono do armamento era um soldado que estava realizando a segurança em uma empresa portuária, acompanhado por um policial civil e outro policial reformado. Após os protestos, o homem foi abordado por policiais e apresentou o registro de uma arma pistola cal. 40.

Entretanto, ao ter o carro vistoriado, foi encontrada embaixo do banco do motorista, uma pistola Bersa cal. 9 mm sem o registro. A arma foi apreendida e a ocorrência foi registrada na Central de Polícia Judiciária (CPJ).

Fonte: A Tribuna


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O início de uma relação comercial com o exterior é um desafio para as micro e pequenas empresas que pretendem internacionalizar o seu negócio. Apesar do crescimento das exportações nos últimos anos e das facilidades na comunicação e nas trocas de informação, a assertividade na escolha do possível mercado depende de uma maior compreensão a respeito da conjuntura dos países e das dificuldades que se podem encontrar no caminho.

O Sebrae-RS, com o apoio da Fiergs, vem trabalhando em parceria com a Universidade de Durham, na Inglaterra, em uma pesquisa para a criação de um novo Índice de Avaliação de Risco de Mercados Internacionais, que visa direcionar as pequenas instituições exportadoras a uma avaliação da efetividade de suas ações para melhor encaminhar os seus produtos.

Tendo iniciado em 2016, a parceria rendeu encontros dentro e fora do País para promover e preparar as empresas brasileiras para a internacionalização. No início do ano, por exemplo, foi realizado um encontro na própria Universidade de Durham, onde as companhias foram submetidas a uma imersão com palestras e capacitações junto de instituições, agências e pesquisadores do mundo todo para entender o funcionamento das relações comerciais exteriores.

O diretor técnico do Sebrae-RS, Ayrton Pinto Ramos, diz que a ideia surgiu devido ao interesse em trabalhar essa questão da internacionalização de pequenos negócios a fim de que eles tenham uma condição de competir no comércio internacional de forma mais efetiva. “Muitas vezes, o início de uma relação comercial externa se dá a partir de uma indicação, de uma representação ou de uma facilidade num contato que a empresa possui neste mercado, e, não necessariamente, esta facilidade está no mercado mais propício ao produto dessa empresa”, acrescenta.

O novo índice surge, então, para dar um suporte e transparência quanto aos diversos fatores que podem influenciar no sucesso da exportação de uma determinada companhia. Variáveis como o crescimento econômico do País, a estabilidade política, a segurança da propriedade intelectual, a efetividade do sistema judiciário, a carga tributária na importação, a inflação e a própria burocracia são exemplos das preocupações que se deve ter antes da escolha do destino.

Inicialmente, a pesquisa contou com um projeto-piloto com cinco instituições gaúchas em um trabalho que pretendia alavancar as suas exportações e, futuramente, construir uma ferramenta gerencial. Agora, após a expansão desse número para obtenção de uma amostra mais ampla, elas estão respondendo a questionários para capacitar o melhor entendimento acerca das influências na escolha adequada de mercado.

“Em última análise, tínhamos em torno de 40 empresas, mas precisamos chegar a 50 para estabelecer esse índice”, diz Ramos, que cita o interesse em finalizar esse processo até o final de outubro. A partir daí, a intenção é entrar na concepção do índice como uma possibilidade de desenvolvimento de uma solução específica para os pequenos negócios.

Fonte: Jornal do Comércio – RS


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Faltando pouco mais de um ano para que a Declaração Única de Importação (Duimp) seja implantada em sua totalidade dentro do Portal Único de Comércio Exterior, do Governo Federal, despachantes aduaneiros da região estão conhecendo o novo sistema para tirar dúvidas e auxiliar na resolução de problemas.

Na semana passada, cerca de 230 destes profissionais, ligados ao Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos e Região (SDAS), participaram de uma apresentação da despachante aduaneira Regina Terezin, para conhecer na prática o novo processo de importação. O projeto-piloto da ferramenta já está em funcionamento desde outubro do ano passado, para empresas certificadas pela Receita Federal como Operador Econômico Autorizado (OEA).

A Duimp é um documento eletrônico do processo de importação e reúne informações de natureza aduaneira, administrativa, comercial, financeira, fiscal e logística que caracterizam a operação de importação. Sua implantação promete simplificar os processos, reduzindo tempo e custo para os operadores privados e órgãos de controle.

“Começamos a fazer essa apresentação para o pessoal levar para o seu cliente e conscientizá-lo das mudanças que vão acontecer quanto à forma de entrada de carga, a elaboração do documento de importação, como vai ser o licenciamento ou a autorização de entrada de mercadoria, vistorias físicas”, explica Regina.

A implantação da Duimp está sendo feita em etapas e a expectativa é de que todas as empresas importadoras utilizem o sistema até o início de 2021.

A despachante aduaneira estima que, no próximo mês, um novo módulo do Portal Único deve ser implantado e uma nova apresentação será feita. É o chamado LPCO (Licenças, Permissões, Certificados e Outros), que permite o fornecimento de informações do produto de uma única vez, para todos os órgãos anuentes envolvidos na operação.

Regina afirma que estes encontros são importantes não só para capacitar os despachantes aduaneiros, mas para levar as principais dúvidas do setor para que os órgãos competentes avaliam possíveis falhas.

“Eu sempre espero muitas perguntas para as quais eu não tenha resposta, porque eu levo para a Receita e para a Secex [Secretaria de Comércio Exterior] e eles já vão começar a pensar. Serve para solucionar o problema antes dele acontecer, para evitar o que aconteceu na DU-E [Documentação Única de Exportação]”, afirma ela.

Desde julho do ano passado, o processo de exportação acontece exclusivamente pelo Portal Único de Comércio Exterior.

Fonte: A Tribuna


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Com exportações de US$ 4,226 bilhões e importações de US$ 3,531 bilhões, a segunda semana de julho de 2019 teve superávit de US$ 696 milhões na balança comercial brasileira. No mês, o total dos embarques é de US$ 6,947 bilhões e as compras do exterior chegam a US$ 8,766 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,819 bilhão. No ano, as exportações totalizam US$ 118,609 bilhões e as importações, US$ 90,714 bilhões, com saldo positivo de US$ 27,895 bilhões.

Análise da semana

A média das exportações da segunda semana de julho de 2019 (US$ 845,3 milhões) ficou 6,9% abaixo da média registrada na primeira semana do mês (US$ 908,0 milhões), em razão, principalmente, da queda nas exportações de produtos semimanufaturados (-49,6%, por conta de semimanufaturados de ferro/aço, açúcar de cana em bruto, ouro em formas semimanufaturadas, celulose, ferro-ligas) e manufaturados (-11,2%, em razão de gasolina, suco de laranja não congelado, óleos combustíveis, instrumentos e aparelhos de medida, fio-máquinas e barras de ferro/aço). Por outro lado, cresceram as vendas de produtos básicos (+10,3%, por conta de petróleo em bruto, minério de manganês, milho em grãos, soja em grãos, minério de ferro).

Nas importações, se compararmos a média da segunda semana, (US$ 706,2milhões) e a média da primeira semana de julho deste ano (US$ 683,2 milhões), houve aumento de 3,4%. A elevação pode ser explicada, principalmente, pelo aumento nos gastos com combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, químicos orgânicos e inorgânicos, instrumentos médicos de ótica e precisão, cobre e obras.

Análise do mês

Nas exportações, comparadas as médias até a segunda semana deste mês (US$ 876,6 milhões) com a média diária de julho de 2018 (US$ 1,023 bilhão), houve queda de 14,4%, em razão da diminuição nas vendas de produtos: básicos (-18,5%, por conta de petróleo em bruto, minério de cobre, soja em grãos, farelo de soja, carne bovina e de frango) e produtos manufaturados (-11,0%, por conta de partes de motores e turbinas para aviação, tratores, veículos de carga, óleos combustíveis, automóveis de passageiros). Por outro lado, aumentaram as vendas de produtos semimanufaturados (+5,1%, por conta de zinco em bruto, alumínio em bruto, catodos de cobre, ouro em formas semimanufaturadas, açúcar de cana em bruto). Em relação a junho de 2019, houve queda de 7,6%, em virtude da diminuição nas vendas de produtos semimanufaturados (-11,1%), manufaturados (-7,7%) e básicos (-6,6%).

Nas importações, a média diária até a segunda semana de julho de 2019 (US$ 694,7 milhões) ficou 18,1% abaixo da média de julho/2018 (US$ 847,8 milhões). Nesse comparativo, reduziram os gastos, principalmente, com cobre e obras (-24,0%), cereais e produtos da indústria de moagem (-22,6%), veículos automóveis e partes (-21,7%), siderúrgicos (-18,3%) e combustíveis e lubrificantes (-3,0%). Ante junho/2019, houve crescimento nas importações de 1,3%, pelo aumento em aeronaves e peças (+68,7%), farmacêuticos (+27,7%), instrumentos médicos de ótica e precisão (+9,7%), combustíveis e lubrificantes (+8,6%) e químicos orgânicos e inorgânicos (+3,3%).

Fonte: Ministério da Economia


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Um dos complexos marítimos que mais crescem nos Estados Unidos, o Porto de Houston (Texas) prepara a expansão de sua infraestrutura, com a ampliação do canal de navegação. O projeto, estimado em cerca de US$ 1 bilhão, está em estudo e é considerado estratégico para seu desenvolvimento, ao permitir o tráfego de dois navios de grande porte em sentidos opostos, simultaneamente, e facilitar as operações de contêineres e granéis líquidos da região.

Este empreendimento e outros planos do porto norte-americano serão conhecidos por empresários e autoridades do Porto de Santos no próximo mês de setembro, durante visita técnica organizada pelo Grupo Tribuna. A atividade completa a programação do Porto & Mar – Seminário A Tribuna para o Desenvolvimento do Porto de Santos, realizado nos últimos dias 24 e 25, na Cidade.

Houston tem se destacado como um dos principais portos dos Estados Unidos, ocupando a sexta posição em cargas conteinerizadas e a terceira colocação em tonelagem de mercadorias de comércio exterior. É o principal da costa do Golfo do México (responde por 69% do tráfego de contêineres da região) e reúne mais de 200 terminais industriais públicos e privados.

Nos últimos anos, o complexo texano tem apresentado uma movimentação crescente. Em 2018, operou 2,23 milhões de TEU (Twenty-feet Equivalent Unity ou unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, na tradução do inglês), registrando um crescimento de 10% sobre o resultado de 2017.E no primeiro trimestre deste ano, apresentou uma alta de 12.5%, na comparação com o mesmo período do exercício anterior, segundo dados da autoridade portuária.

Em 2018, o Porto de Santos, o principal da América do Sul, embarcou ou desembarcou 4,122 milhões de TEU, um crescimento de 7%. Considerando todos os tipos de cargas, foram 133,15 milhões de toneladas, um aumento de 2,5%.

Atualmente, o principal projeto do porto norte americano envolve a ampliação de seu canal de navegação, uma via com mais de 74 quilômetros. A obra ainda está em estudos, sob a coordenação do Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos. Simultaneamente, a autoridade portuária quer garantir o financiamento do empreendimento e, para isso, tem pedido o apoio da iniciativa privada. Segundo a administração do complexo, se for contar apenas com recursos públicos (locais ou federais), o aumento das dimensões do canal irá levar de 10 a 15 anos.

Além dos planos para a otimização da infraestrutura do complexo, a comitiva brasileira conhecerá os planos da autoridade portuária para impulsionar a eficiência das operações e seus arranjos logísticos. Ainda estão programados encontros com empresas de tecnologia e centros de pesquisa em Austin, também no Texas.

Fonte: A Tribuna


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Os Portos do Paraná reduziram em 46% o tempo médio que os navios esperam para atracar no cais. Nos primeiros três meses de 2018, um navio esperava, em média, 185 horas desde a chegada na baia de Paranaguá até a atracação. Em 2019, este tempo foi reduzido para 99 horas.

A permanência para operação também ficou menor. No ano passado, a média era de 58 horas no cais, 9% a mais que neste ano (52 horas). “Essa eficiência reduz os custos dos exportadores e importadores e aumenta as vantagens de fazer negócios pelos portos de Paranaguá e Antonina”, explica o presidente dos Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Os números foram divulgados nesta terça-feira (9), pelo departamento de estatísticas da administração portuária. Em relação a movimentação, o balanço destaca alta de 10% nas exportações de carga geral.

Considerando apenas o mês de março, foram movimentadas 955.143 toneladas de produtos de carga geral. Aumento de 11% na comparação com o mesmo período de 2018, quando foram 861.018 toneladas. Apenas nas cargas para exportação, foram 659.037 toneladas movimentadas este ano, contra 583.750 toneladas movimentadas no ano passado (aumento de 12%).

No acumulado de 2019, já foram quase 1,7 milhão de toneladas de carga geral exportada. Em 2018, no mesmo trimestre, foram exportadas pouco mais de 1,5 milhão de toneladas.

MERCADORIAS – O diretor de Operações dos Portos do Paraná, Luiz Teixeira da Silva Júnior, observa que carga geral é toda mercadoria solta ou embalada, que necessita de arrumação para ser transportada em um navio. São produtos como sacas, madeira, bobinas, celulose, papéis, peças, projetos, equipamentos, caixas, veículos. Também se enquadram na categoria as cargas que são transportadas em contêineres.

Considerando os trimestres de 2018 e 2019, os principais produtos movimentados no segmento foram o açúcar em saca, adubo, caldeiras, celulose, contêineres, trilhos de aço e veículos.

“Em Paranaguá, a carga geral é movimentada em diferentes berços do cais público. Normalmente, as operações dessas cargas envolvem serviços com equipamentos de bordo especializados, como guindastes, transporte local rodoviário, empilhadeiras”, comenta Luiz Teixeira da Silva Júnior.

CONTÊINERES – O Porto de Paranaguá registrou alta de 14% no número de contêineres recebidos de importação. Foram 96.039 TEUs movimentados nos três meses de 2019, contra 84.530 em 2018. As principais cargas importadas foram fertilizantes e plástico. Na exportação, o crescimento foi de 5%, com 99.023 unidades movimentadas. Os produtos mais comercializados foram congelados e madeira.

VEÍCULOS – De janeiro a março, foram 23.516 veículos movimentados via Paranaguá. Destaque para as importações: 8.295 veículos, 9% a mais que o total das importações de 2018.

ANTONINA – A movimentação via porto de Antonina continua crescendo. Foram 268.167 toneladas de produtos no acumulado deste ano. O número é 172% maior que o mesmo período do ano passado (105.034). Cabe ressaltar a alta de 260% na movimentação de fertilizantes: foram 62 mil toneladas no primeiro trimestre de 2018 e 223.834 toneladas em 2019.

GRANEIS – A soja se mantém como o principal granel movimentado via portos do Paraná. Em março, foram 1.178.618 toneladas exportadas. Na exportação, também aparecem os farelos (626.495toneladas), milho (152.251) e açúcar (102.751).

Na importação, o destaque é o adubo: 542.329 toneladas. O Estado também recebeu 105.495 toneladas de trigo e 29.311 toneladas de cevada/malte.

LÍQUIDOS – A exportação de óleos vegetais somou 88.583 toneladas em março de 2019. Os derivados de petróleo responderam por 40.558 toneladas na exportação e 359.831 toneladas na importação.

Fonte: APPA


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