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A combinação entre a desaceleração da economia global, o atraso na tramitação de reformas e a queda no consumo do brasileiro, afasta as expectativas de recuperação no comércio exterior no Brasil para 2020. A avaliação está no relatório divulgado pela gigante Maersk, maior armadora de contêineres do mundo. Em SC, a empresa opera o Porto de Itajaí e tem participação no Porto de Itapoá, por meio da APM Terminals.

A estimativa da multinacional é fechar o ano no Brasil com um crescimento de até 6% nas exportações, e de até 3% nas importações. A expectativa é conservadora, e o relatório alerta que é necessário avaliar com cautela os números do comércio exterior nos últimos meses. O segundo trimestre apontou crescimento de 11% em relação a 2018, mas traz um “falso positivo”: no mesmo período, no ano passado, a greve dos caminhoneiros praticamente suspendeu importações e exportações no país.

– Muitos commodities parecem que estão crescendo fortemente, mas na realidade a base de comparação é muito fraca. Entre o final de maio e junho do ano passado praticamente não teve movimentação de exportação e importação, porque as estradas estavam bloqueadas, os caminhões não estavam operando – lembra o Diretor de Produtos Maersk East Coast South America, Matias Concha.

Contexto global
O cenário é, em grande parte, reflexo de um contexto global de desaceleração econômica, com incertezas geopolíticas – caso do Brexit, que afeta o Brasil pelas parcerias comerciais com a União Europeia – e a disputa de tarifas entre os EUA e a China reduzindo o volume de contêineres ao redor do mundo.

O Brasil, no entanto, poderia se beneficiar do dólar alto para fomentar as exportações. O que não tem ocorrido de forma consistente, seja por falta de acordos de comércio, seja por questões de infraestrutura que impactam os preços.

Natal morno
Mas o principal fator a frear localmente expectativas é a falta de movimentação nas importações, a três meses do Natal. Tradicionalmente, o terceiro trimestre do ano é quando são feitas as encomendas de mercadorias para abastecer o comércio.

– Para isso acontecer tem que ter consumo, alguém comprando os produtos importados. O que vemos é que o consumo não está suficientemente forte. É um reflexo da confiança na economia, no caminho que o país está seguindo – diz Concha.

Serviços integrados
A Maersk anunciou, com o relatório, a integração de serviços terrestres em todos os terminais – inclusive Itajaí e Itapoá – como solução logística. Além do conserto de contêineres, que já era oferecido, os clientes também poderão usar os terminais para armazenamento, limpeza, reparo, cross-docking (processamento cruzado), o que envolve o carregamento de mercadorias de um caminhão para um contêiner ou vice-versa, nas estações de carga de contêineres.

A proposta é oferecer soluções para superar os entraves de infraestrutura portuária e logística no Brasil.

Entrevista: Matias Concha

“A exportação brasileira poderia estar vivendo um momento muito mais forte”
O acordo entre Mercosul e União Europeia terá reflexos para o comércio exterior?

Esse acordo ainda tem que ser ratificado pelas partes, então o impacto provavelmente vamos ver mais para frente. É definitivamente algo que ajuda a economia brasileira, agrega competitividade, mas os verdadeiros reflexos provavelmente vão ser enxergados depois do próximo ano.

Qual é a leitura que a Maersk faz hoje do comércio exterior no Brasil?

Os números estão fortemente impactados pela greve dos caminhoneiros no ano passado. Segundo, se pensarmos no cenário global, tem bastante incertezas sobre qual será a performance da economia. Principalmente relacionadas ao impacto das tarifas que estão sendo impostas entre EUA e China, que vão cada vez aumentando mais. Tem um impacto do Brexit, qual vai ser a forma da Grã-Bretanha sair da União Europeia, com que tipo de acordo. Terceiro, naturalmente há sempre uma dúvida quanto ao preço da energia global. É um cenário complexo, o FMI diminuiu a perspectiva de crescimento global de 3.8 ou 3.9 para 3.2%. São quatro reduções consecutivas. O cenário global é muito difícil, e o cenário local está impactado fortemente pelas reformas que estão sendo discutidas no Congresso. Principalmente a Reforma da Previdência, a expectativa era que fosse mais rápido. Depois, a reforma de impostos (tributária), que deveria ser discutida no próximo ano. Há várias coisas a serem discutidas para o Brasil aproveitar e melhorar a competitividade. A exportação brasileira poderia estar vivendo um momento muito mais forte. O dólar está em R$ 4,2, aumento de 15% em menos de três semanas.

O real mais fraco deveria fomentar uma exportação mais forte, mas não é o que estamos vendo. Essa falta de competitividade brasileira, para aproveitar parte do cenário relacionado com o tipo de câmbio, é algo que definitivamente precisa ser melhorado.
O caminho são acordos comerciais, bilaterais ou com grupos de países, reformas fundamentais que têm que passar pelo Congresso, melhoras na malha logística. Houve muitos anos em que os investimentos não foram suficientes em portos, em ferrovias. Nossa estratégia está baseada em ajudar o cliente nesse cenário, expandir a oferta de produtos, para ajudar o cliente a ser mais eficiente na logística dele e do Brasil.

As reformas também não ocorreram em anos anteriores, e no entanto temos um cenário mais preocupante agora em relação às importações para o Natal. O que pesou?

O período mais forte das importações é o terceiro trimestre, principalmente pelo Natal. Na parte ocidental do planeta, é o principal driver para importações. Por agora deveria começar um boom de importações, principalmente da Ásia. Para isso acontecer, tem que ter consumo, alguém comprando os produtos importados. O que vemos é que o consumo não está suficientemente forte. Apesar de haver algumas indicações de crescimento no segundo trimestre, temos que lembrar que estão fortemente impactadas pela base de comparação do ano passado, por causa da greve dos caminhoneiros. Agora, a base de comparação do ano passado foi muito fraca também. Tivemos importações fortes no primeiro trimestre, devido à Copa do Mundo, normalmente isso acontece. O segundo semestre foi muito baixo e tivemos praticamente um ano completo com importações caindo a cada mês, em comparação com o mês anterior. Esse é um reflexo muito claro de que a confiança do consumidor brasileiro não está suficientemente forte para retomar o nível de consumo. A importação tem impacto também de reposição de estoque.

As empresas importaram bem pouco, e têm que começar a importar um pouco mais. Mas o driver verdadeiro da importação é o consumo, e o driver do consumo é a confiança. E isso não está resolvido.
Eventuais embargos pelos posicionamentos brasileiros, especialmente na área ambiental, preocupam? Como podem impactar o mercado?

Qualquer barreira, qualquer dificuldade para o comércio é uma preocupação. Seja um embargo, seja um imposto, seja na tarifa. Experimentamos isso no ano passado, tivemos bloqueio de exportação de proteína brasileira para a Rússia, e isso teve um impacto. O que termina acontecendo é que, depois de 15 meses sem importar a carne brasileira, eles conseguiram achar diferentes provedores e hoje conseguem viver sem necessidade de carne brasileira.

O bloqueio de algum país, seja qual for a razão, tem impacto no comércio, e não só de curto prazo, mas de longo prazo, se o país que não quer a entrada do produto brasileiro consegue achar algum substituto.
A Maersk tem operações em Itajaí e Itapoá, por meio da APM Terminals. Há previsão de novos investimentos?

Não temos claros, ainda, potenciais investimentos no futuro. Estamos expandindo nossa oferta de serviços, lançando mais um passo na nossa estratégia de integrador global de logística, absorvendo uma operação que já fazia parte do grupo. Em Santa Catarina são dois depósitos de contêineres, em Itajaí e Itapoá, onde temos oportunidade de oferecer mais um serviço e integrar ainda mais a cadeia logística, com oportunidade de fazer reparos, de armazém.

Santa Catarina é uma área importante para a Maersk, na importação, por causa dos benefícios fiscais.
O Sul e o Sudeste do Brasil são um polo de crescimento grande, 50 a 60% do PIB brasileiro está concentrado aí. Para nós é fundamental a performance de SC.

Fonte: NSC Total


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A movimentação de cargas no Porto de Vitória no mês de julho foi 20% maior em comparação a julho do ano passado. Cargas como ferro gusa, malte, concentrado de cobre, produtos siderúrgicos e contêineres contribuíram para a movimentação de 609.466 mil t., contra 506.919 mil t. em 2018, uma diferença de 102.547 mil t. Destaque para a carga geral solta (peso bruto) que cresceu 96,6% no período.

Outras duas cargas com movimentação positiva: granéis líquidos, 10%, e granéis sólidos, 28%. A carga de contêineres (peso bruto) também vale registro: 5,6% de aumento.

O granito em chapa, por exemplo, teve crescimento de 80% na exportação no comparativo com julho de 2018.

Os dados se referem aos seguintes terminais: Cais Comercial de Vitória, Cais de Capuaba, Terminal de Vila Velha (TVV), Peiú, Paul e Flexibras. Fonte: Coordenação de Planejamento e Desenvolvimento (COPLAD) da CODESA.

Fonte: CODESA


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O Ministério da Economia e o Ministério das Relações Exteriores Britânico (FCO) assinaram nesta terça-feira (20/8), em Brasília, Memorando de Entendimento (MoU) para projetos de cooperação em facilitação de comércio no âmbito do Prosperity Fund, o fundo interministerial do Reino Unido.
O Brasil vai receber até £ 20 milhões (cerca de R$ 100 milhões) do fundo para atuar em cinco frentes: inserção de micro, pequenas e médias empresas nas Cadeias Globais de Valor; maior eficiência dos portos; apoio da acessão do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE); além dos projetos de Propriedade Intelectual e de Regulação.

A assinatura do documento formalizou o compromisso das duas partes para trabalhar em conjunto. Pelo lado do Ministério da Economia, assinaram o secretário-executivo, Marcelo Guaranys, e o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Marcos Troyjo. Da parte britânica, firmou o memorando o ministro do Departamento de Comércio Internacional do Reino Unido, Conor Burns.

Mais oportunidades

Brasil e Reino Unido assinam cooperação em facilitação de comércio
O Ministério da Economia e o Ministério das Relações Exteriores Britânico (FCO) assinaram nesta terça-feira (20/8), em Brasília, Memorando de Entendimento (MoU) para projetos de cooperação em facilitação de comércio no âmbito do Prosperity Fund, o fundo interministerial do Reino Unido.

O Brasil vai receber até £ 20 milhões (cerca de R$ 100 milhões) do fundo para atuar em cinco frentes: inserção de micro, pequenas e médias empresas nas Cadeias Globais de Valor; maior eficiência dos portos; apoio da acessão do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE); além dos projetos de Propriedade Intelectual e de Regulação.

A assinatura do documento formalizou o compromisso das duas partes para trabalhar em conjunto. Pelo lado do Ministério da Economia, assinaram o secretário-executivo, Marcelo Guaranys, e o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Marcos Troyjo. Da parte britânica, firmou o memorando o ministro do Departamento de Comércio Internacional do Reino Unido, Conor Burns.

Mais oportunidades

O Ministério da Economia é um dos principais interlocutores do governo britânico para o Programa de Facilitação de Comércio, desenvolvido por vários órgãos públicos no Brasil. O objetivo é apoiar o desenvolvimento do país, aumentando a eficiência em operações de comércio exterior e criando oportunidades para um sistema de comércio mais inclusivo para empresas de diferentes portes.

A implementação da inserção internacional das empresas e a maior eficiência dos portos deverão começar em setembro deste ano. O projeto de Propriedade Intelectual está em fase de licitação e o projeto de Regulação encontra-se em fase de finalização do documento de escopo.

Com relação ao apoio à acessão do Brasil à OCDE, alguns projetos já se encontram em andamento. Em maio de 2019, o governo do Reino Unido e a OCDE assinaram Memorando de Entendimento, com o intuito de agilizar os projetos a serem executados pelo Secretariado da Organização.

Outros investimentos

O fundo britânico informou, ainda, que investirá em diversos setores, no Brasil, um total de £ 80 milhões (equivalentes a cerca de R$ 400 milhões) nas áreas de facilitação de comércio, ambiente de negócios, energia, cidades inteligentes, finanças verdes e saúde.

Esse valor é parte do £ 1,2 bilhão (aproximadamente R$ 6 bilhões) que o Prosperity Fund destinará até março de 2023 para impulsionar o crescimento econômico e o desenvolvimento sustentável de países em desenvolvimento.

Antes da assinatura, o ministro de Comércio Exterior do Reino Unido, Conor Burns, reuniu-se com o secretário especial Marcos Troyjo, no Ministério da Economia, para reafirmar a parceria chave bilateral e global com o Brasil.

Fonte: Ministério da Economia


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Faltando pouco mais de um ano para que a Declaração Única de Importação (Duimp) seja implantada em sua totalidade dentro do Portal Único de Comércio Exterior, do Governo Federal, despachantes aduaneiros da região estão conhecendo o novo sistema para tirar dúvidas e auxiliar na resolução de problemas.

Na semana passada, cerca de 230 destes profissionais, ligados ao Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos e Região (SDAS), participaram de uma apresentação da despachante aduaneira Regina Terezin, para conhecer na prática o novo processo de importação. O projeto-piloto da ferramenta já está em funcionamento desde outubro do ano passado, para empresas certificadas pela Receita Federal como Operador Econômico Autorizado (OEA).

A Duimp é um documento eletrônico do processo de importação e reúne informações de natureza aduaneira, administrativa, comercial, financeira, fiscal e logística que caracterizam a operação de importação. Sua implantação promete simplificar os processos, reduzindo tempo e custo para os operadores privados e órgãos de controle.

“Começamos a fazer essa apresentação para o pessoal levar para o seu cliente e conscientizá-lo das mudanças que vão acontecer quanto à forma de entrada de carga, a elaboração do documento de importação, como vai ser o licenciamento ou a autorização de entrada de mercadoria, vistorias físicas”, explica Regina.

A implantação da Duimp está sendo feita em etapas e a expectativa é de que todas as empresas importadoras utilizem o sistema até o início de 2021.

A despachante aduaneira estima que, no próximo mês, um novo módulo do Portal Único deve ser implantado e uma nova apresentação será feita. É o chamado LPCO (Licenças, Permissões, Certificados e Outros), que permite o fornecimento de informações do produto de uma única vez, para todos os órgãos anuentes envolvidos na operação.

Regina afirma que estes encontros são importantes não só para capacitar os despachantes aduaneiros, mas para levar as principais dúvidas do setor para que os órgãos competentes avaliam possíveis falhas.

“Eu sempre espero muitas perguntas para as quais eu não tenha resposta, porque eu levo para a Receita e para a Secex [Secretaria de Comércio Exterior] e eles já vão começar a pensar. Serve para solucionar o problema antes dele acontecer, para evitar o que aconteceu na DU-E [Documentação Única de Exportação]”, afirma ela.

Desde julho do ano passado, o processo de exportação acontece exclusivamente pelo Portal Único de Comércio Exterior.

Fonte: A Tribuna


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Com exportações de US$ 4,226 bilhões e importações de US$ 3,531 bilhões, a segunda semana de julho de 2019 teve superávit de US$ 696 milhões na balança comercial brasileira. No mês, o total dos embarques é de US$ 6,947 bilhões e as compras do exterior chegam a US$ 8,766 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,819 bilhão. No ano, as exportações totalizam US$ 118,609 bilhões e as importações, US$ 90,714 bilhões, com saldo positivo de US$ 27,895 bilhões.

Análise da semana

A média das exportações da segunda semana de julho de 2019 (US$ 845,3 milhões) ficou 6,9% abaixo da média registrada na primeira semana do mês (US$ 908,0 milhões), em razão, principalmente, da queda nas exportações de produtos semimanufaturados (-49,6%, por conta de semimanufaturados de ferro/aço, açúcar de cana em bruto, ouro em formas semimanufaturadas, celulose, ferro-ligas) e manufaturados (-11,2%, em razão de gasolina, suco de laranja não congelado, óleos combustíveis, instrumentos e aparelhos de medida, fio-máquinas e barras de ferro/aço). Por outro lado, cresceram as vendas de produtos básicos (+10,3%, por conta de petróleo em bruto, minério de manganês, milho em grãos, soja em grãos, minério de ferro).

Nas importações, se compararmos a média da segunda semana, (US$ 706,2milhões) e a média da primeira semana de julho deste ano (US$ 683,2 milhões), houve aumento de 3,4%. A elevação pode ser explicada, principalmente, pelo aumento nos gastos com combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, químicos orgânicos e inorgânicos, instrumentos médicos de ótica e precisão, cobre e obras.

Análise do mês

Nas exportações, comparadas as médias até a segunda semana deste mês (US$ 876,6 milhões) com a média diária de julho de 2018 (US$ 1,023 bilhão), houve queda de 14,4%, em razão da diminuição nas vendas de produtos: básicos (-18,5%, por conta de petróleo em bruto, minério de cobre, soja em grãos, farelo de soja, carne bovina e de frango) e produtos manufaturados (-11,0%, por conta de partes de motores e turbinas para aviação, tratores, veículos de carga, óleos combustíveis, automóveis de passageiros). Por outro lado, aumentaram as vendas de produtos semimanufaturados (+5,1%, por conta de zinco em bruto, alumínio em bruto, catodos de cobre, ouro em formas semimanufaturadas, açúcar de cana em bruto). Em relação a junho de 2019, houve queda de 7,6%, em virtude da diminuição nas vendas de produtos semimanufaturados (-11,1%), manufaturados (-7,7%) e básicos (-6,6%).

Nas importações, a média diária até a segunda semana de julho de 2019 (US$ 694,7 milhões) ficou 18,1% abaixo da média de julho/2018 (US$ 847,8 milhões). Nesse comparativo, reduziram os gastos, principalmente, com cobre e obras (-24,0%), cereais e produtos da indústria de moagem (-22,6%), veículos automóveis e partes (-21,7%), siderúrgicos (-18,3%) e combustíveis e lubrificantes (-3,0%). Ante junho/2019, houve crescimento nas importações de 1,3%, pelo aumento em aeronaves e peças (+68,7%), farmacêuticos (+27,7%), instrumentos médicos de ótica e precisão (+9,7%), combustíveis e lubrificantes (+8,6%) e químicos orgânicos e inorgânicos (+3,3%).

Fonte: Ministério da Economia


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Um dos complexos marítimos que mais crescem nos Estados Unidos, o Porto de Houston (Texas) prepara a expansão de sua infraestrutura, com a ampliação do canal de navegação. O projeto, estimado em cerca de US$ 1 bilhão, está em estudo e é considerado estratégico para seu desenvolvimento, ao permitir o tráfego de dois navios de grande porte em sentidos opostos, simultaneamente, e facilitar as operações de contêineres e granéis líquidos da região.

Este empreendimento e outros planos do porto norte-americano serão conhecidos por empresários e autoridades do Porto de Santos no próximo mês de setembro, durante visita técnica organizada pelo Grupo Tribuna. A atividade completa a programação do Porto & Mar – Seminário A Tribuna para o Desenvolvimento do Porto de Santos, realizado nos últimos dias 24 e 25, na Cidade.

Houston tem se destacado como um dos principais portos dos Estados Unidos, ocupando a sexta posição em cargas conteinerizadas e a terceira colocação em tonelagem de mercadorias de comércio exterior. É o principal da costa do Golfo do México (responde por 69% do tráfego de contêineres da região) e reúne mais de 200 terminais industriais públicos e privados.

Nos últimos anos, o complexo texano tem apresentado uma movimentação crescente. Em 2018, operou 2,23 milhões de TEU (Twenty-feet Equivalent Unity ou unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, na tradução do inglês), registrando um crescimento de 10% sobre o resultado de 2017.E no primeiro trimestre deste ano, apresentou uma alta de 12.5%, na comparação com o mesmo período do exercício anterior, segundo dados da autoridade portuária.

Em 2018, o Porto de Santos, o principal da América do Sul, embarcou ou desembarcou 4,122 milhões de TEU, um crescimento de 7%. Considerando todos os tipos de cargas, foram 133,15 milhões de toneladas, um aumento de 2,5%.

Atualmente, o principal projeto do porto norte americano envolve a ampliação de seu canal de navegação, uma via com mais de 74 quilômetros. A obra ainda está em estudos, sob a coordenação do Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos. Simultaneamente, a autoridade portuária quer garantir o financiamento do empreendimento e, para isso, tem pedido o apoio da iniciativa privada. Segundo a administração do complexo, se for contar apenas com recursos públicos (locais ou federais), o aumento das dimensões do canal irá levar de 10 a 15 anos.

Além dos planos para a otimização da infraestrutura do complexo, a comitiva brasileira conhecerá os planos da autoridade portuária para impulsionar a eficiência das operações e seus arranjos logísticos. Ainda estão programados encontros com empresas de tecnologia e centros de pesquisa em Austin, também no Texas.

Fonte: A Tribuna


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Operadores portuários buscam profissionais focados em segurança, produtividade e solução de problemas por meio da tecnologia. É o que contam responsáveis pela área de Recursos Humanos de terminais do Porto de Santos. Mas, além do conhecimento técnico, é preciso ter uma boa dose de inteligência emocional.

“A gente contrata pelo técnico e demite pelo comportamental. O cara pode saber tudo mas se ele não se comunica, não interage, não trabalha em equipe e não compartilha o conhecimento, não vai para frente. A inteligência emocional, o conviver, o aguentar pressão são fundamentais”, afirma o diretor de assuntos corporativos da Brasil Terminal Portuário (BTP), Joel Contente.

A mesma opinião tem a superintendente de Gestão de Desempenho da VLI, Fernanda Quadros. Para ela, além de conhecer e se encaixar nos valores da empresa, é preciso que o candidato faça os treinamentos operacionais desenvolvidos pelo terminal.

“A parte técnica sempre vai ser um requisito, mas hoje, também é preciso ter outras habilidades, como inovação, criatividade e capacidade de solucionar problemas”, destaca a executiva.

Recentemente, a BTP realizou um evento com o objetivo de encontrar soluções a serem usadas pelos trabalhadores da instalação. A iniciativa inédita no cais santista, o Hackathon dos Portos, é um exemplo de como a tecnologia e a inovação podem ser aliadas para garantir a eficiência das operações portuárias.

“A gente tem outra iniciativa que é um grupo de excelência operacional e melhoria contínua. São pessoas dedicadas a estudar processos no detalhe, em medição de tempo, para colocar uma solução de ganho de eficiência. O tempo todo nós temos que melhorar processos para aumentar a produtividade”, explica Contente.

Se era raro ver mulheres atuando no cais santista, hoje esta realidade é bem diferente. Segundo a superintendente da VLI, a empresa investe na equidade para garantir as mesmas oportunidades para homens e mulheres.

Elas garantiram espaço, inclusive, nas áreas operacionais. “Oferecemos treinamentos operacionais e os voltados a desenvolver habilidades, que não encontramos no cotidiano”, detalha Fernanda.

Entrevista

No momento da contratação, os especialistas em Recursos Humanos avaliam as experiências do candidato e a formação. Já na fase de entrevistas e testes, são explorados o comportamento em diferentes situações. Por isso, para Contente, é importante que o candidato se esforce para alcançar essa etapa do processo.

Mas é preciso ter cuidado e muita responsabilidade na hora de responder às perguntas dos selecionadores. “Seja você mesmo, seja autêntico. Não adianta querer inventar alguma coisa para passar na entrevista. Falar que sabe fazer o que não sabe é a pior coisa. Você está barrando o seu futuro”, afirma o diretor do terminal de contêineres.

Fonte: A Tribuna


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Durante a visita de autoridades do Ministério da Infraestrutura ao Porto de Santos, o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Casemiro Tércio, revelou que pretende modernizar o sistema de atracação do cais, viabilizando uma quantidade maior de berços e criando uma regra de atracação mais justa, privilegiando a operação eficiente.

Tércio também anunciou que negocia mudanças no transporte ferroviário na área do Porto.

“Devemos fazer uma revisão no contrato da Portofer visando investimentos, principalmente na Margem Direita. Estamos falando de pátios ferroviários e pera ferroviária no Saboó, terceira linha no Valongo, desvio ferroviário em Outeirinhos e outros dois acessos ferroviários no Macuco”, anunciou.

Fonte: A Tribuna


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Todos os dias, em média, mais de quatro mil pessoas chegam para trabalhar no Porto de Paranaguá. São funcionários da empresa pública, servidores das empresas operadoras portuárias, motoristas, prestadores de serviços e trabalhadores portuários avulsos, os chamados TPAs.

Dados do Ministério do Trabalho estimam que a atividade portuária seja responsável por cerca de 9 mil empregos, somente no setor de armazenamento e transporte. O número é equivalente a 20% de todos os postos de trabalho registrados no município e o impacto na economia chega a R$ 33 milhões mensais, em salários.

“São R$ 403 milhões por ano, que estes trabalhadores recebem e movimentam a economia da cidade, impulsionando o setor de comércio e serviços, em um ciclo virtuoso de desenvolvimento. Além disso, as empresas que atuam no Porto de Paranaguá movimentam aproximadamente R$ 21 milhões por ano em imposto referente aos serviços realizados, o ISS”, destaca o presidente dos Portos do Paraná Luiz Fernando Garcia.

TRABALHADORES AVULSOS – A categoria que reúne o maior número de trabalhadores são os TPAs. Segundo o Órgão de Gestão de Mão de Obra do Trabalhador Portuário Avulso do Porto Organizado de Paranaguá (OGMO), são 2.387 trabalhadores ativos. Todos os dias, 880 deles são escalados para operações no cais.

De acordo com o OGMO, seis atividades são classificadas para atuação dos TPAs e incluem os estivadores, arrumadores, trabalhadores do bloco, conferentes de carga, consertadores e vigias de embarcações.

Segundo o diretor de Operações dos Portos do Paraná, Luiz Teixeira da Silva Júnior, ter mão-de-obra qualificada é um dos principais diferenciais do Porto de Paranaguá, já que os serviços tem impacto direto na eficiência das movimentações.

“Os trabalhadores avulsos aqui são muito preparados, o que nos garante um baixíssimo índice de avaria nos produtos movimentados. São eles que se preparam e manuseiam todos os equipamentos e mercadorias e nossos usuários estão sempre muito satisfeitos”, garante.

ESCALA – A diretora executiva do OGMO Paranaguá, Shana Carolina Bertol, explica que os TPA’s são treinados e qualificados, através de cursos regulares. Os trabalhadores são contratados para um período de seis horas, conforme requisição feita pelo operador portuário ao OGMO, que escala os trabalhadores, através de uma escala eletrônica, obedecendo os critérios de qualificação profissional.

“A inovação tecnológica e a automatização nas operações portuárias fazem com os trabalhadores mudem seu perfil, no intuito de acompanhar as constantes mudanças no trabalho portuário. Em Paranaguá, gradativamente os trabalhadores tem se conscientizado dessas mudanças e se inserido nesse novo contexto de trabalho portuário”, destaca a diretora.

ESTIVA – Os estivadores, que movimentam as cargas dentro dos navios, são a categoria mais antiga dos trabalhadores portuários. A atividade existe desde 1903, antes mesmo do Porto de Paranaguá ser inaugurado. Hoje, são 1093 estivadores na ativa em Paranaguá.

“Antigamente, o trabalho passava de pai para filho, por indicação. Eu, por exemplo, sou a terceira geração da minha família na estiva. Meu avô foi um sócio fundador do sindicato, quando foi fundado em 1903 e os trabalhos eram executado no atracadouro da Rua da Praia, no Guinchinho”, conta Everson Fernando Leite de Faria, secretário do Sindicato dos Estivadores de Paranaguá (Sindestiva).

Com o passar do tempo, o ingresso na profissão mudou. Desde de 1991, o ingresso é feito por concurso e os trabalhadores precisaram adequar os conhecimentos ao processo de automação e o uso de mais equipamentos nas operações.

Neste Dia do Trabalhador (01/05), a categoria comemora, principalmente, o crescimento na quantidade de trabalho. “Quando o porto cresce é bom para todos os trabalhadores, nos traz mais serviço e satisfação. Somos todos parte de uma engrenagem”, conclui.

ARRUMADORES – A segunda categoria mais numerosa entre os TPAs é a dos arrumadores, que preparam as cargas em terra, para o transporte nos vagões, caminhões, armazéns. Segundo o OGMO, são 684 trabalhadores ativos.

Eliel Teodoro dos Santos, secretário do Sindicato dos Arrumadores, explica que a função exige prática e conhecimento. “A carga não pode ser transportada de qualquer jeito para evitar problemas, acidentes ou avarias. Outro motivo é a otimização do espaço e do peso, para que a carga seja bem transportada”, conta.

Segundo Oziel Serafim Felisbino, presidente do Sindicato, além de comemorar o Dia do Trabalhador, em maio a categoria comemora o centenário da profissão. “Em 1919 a profissão foi criada e desde então temos muito a comemorar. Temos nos qualificado muito e hoje Paranaguá é referência em treinamentos para portos de todo o Brasil”, conclui.

OUTRAS CATEGORIAS – Paranaguá conta ainda com 389 trabalhadores do Bloco, 84 conferentes, 76 vigias e 43 consertadores. Em Antonina, segundo o OGMO da cidade, são 382 TPAs na ativa; 160 arrumadores e 122 estivadores.

Confira a definição de cada uma das outras categorias de TPAs, segundo o Dicionário Básico Portuário, dos Portos do Paraná:

Bloco – Trabalhador responsável pela limpeza e conservação de embarcações mercantes e de seus tanques, incluindo batimento de ferrugem, pintura, reparos de pequena monta e serviços correlatos;
Conferente – Profissional responsável pela verificação de uma conta, de mercadorias, dinheiro e outros valores no navio;
Vigia – Trabalhador pago pela agência marítima (que é representante do armador) para vigiar o navio. A vigia é feita no interior do navio e na escada que dá acesso;
Consertador – Profissional responsável pelo conserto de carga avariada dentro ou fora do navio.

Fonte: APPA


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Os acessos viários ao complexo portuário na Margem Esquerda do Porto de Santos foram o tema central de uma reunião entre a Prefeitura de Guarujá e o setor portuário. O encontro buscou encontrar soluções para a melhoria do tráfego na região, a fim de garantir agilidade para veículos de carga e, também, a mobilidade para veículos de passeio que utilizam a via Santos Dumont.

Participaram do encontro técnicos da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Guarda Portuária, Ecovias, Polícia Rodoviária, representantes dos terminais da margem de Guarujá, além das secretarias municipais de Defesa e Convivência Social e Desenvolvimento Econômico e Portuário.

Foram debatidos pontos como a manutenção da Rua Idalino Pinês (Rua do Adubo), o retorno do convênio com os terminais portuários para a contratação de agentes de trânsito e possíveis alterações no viário urbano.

Uma das questões em destaque foi a deterioração do leito carroçável da Rua do Adubo. Segundo a administração municipal, mais de 4 mil caminhões passam por dia pelo local, e o problema é apontado como a principal causa dos congestionamentos ocorridos nas últimas semanas. De acordo com a prefeitura, no entanto, medidas paliativas já foram tomadas. Uma nova camada de pavimento asfáltico vem sendo aplicada no principal trecho comprometido por buracos e desníveis, fruto de uma parceria com a empresa Santos Brasil.

A Codesp, por sua vez, afirmou que está finalizando a contratação de uma empresa para a manutenção das vias de acesso ao Porto, sendo que a Rua do Adubo deverá ser uma das primeiras a serem atendidas. O prefeito de Guarujá, Válter Suman (PSB), em reunião realizada junto à presidência da Docas, no último dia 15, fez pessoalmente o pedido de prioridade ao novo diretor-presidente da companhia, Casemiro Tércio Carvalho.

Agentes e alterações no acesso

A retomada de uma parceria entre terminais portuários e prefeitura, para a contratação de agentes de trânsito, foi debatida. Os profissionais ficariam exclusivamente atuando nos acessos ao Porto, e seriam subordinados à Diretoria de Trânsito de Guarujá.

Em relação à parte viária, a proposta de mudança no fluxo de entrada e saída de caminhões para o Porto foi um dos temas citados. A ideia é que os veículos que adentrem ao Porto utilizem o acesso rodoviário localizado na altura do Km 7 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni, que liga à via Santos Dumont, próximo ao trecho da Avenida Perimetral.

Desta forma, a Rua do Adubo seria utilizada apenas pelos veículos que deixam o Porto no sentido da rodovia. A Prefeitura de Guarujá informou que um estudo de trânsito será desenvolvido nos próximos dias, inclusive utilizando-se de simuladores de tráfego. O local também deverá receber nova sinalização e melhorias de pavimento.

A criação de um Comitê Logístico de Apoio ao Porto de Guarujá também foi proposta na reunião, no sentido de integrar todos os agentes envolvidos nas operações portuárias, antever os problemas e minimizar ao máximo os impactos junto à área urbana do município.

O setor portuário é responsável por mais de 58% da arrecadação de Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN) na cidade, e gera cerca de 3.600 empregos diretos e indiretos, sendo quase 90% desse total mão de obra do município. A previsão para 2019 é de retomada da economia e aumento da movimentação, que será ampliada nos próximos meses com o escoamento da safra.

Fonte: A Tribuna


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