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O Brasil aumentou a exportação de tecnologia em 2016. Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços revelam que a venda de produtos mais complexos, classificados como manufaturados, cresceu 8% entre o ano passado e 2015.

Em igual período, os semimanufaturados, que também foram processados de alguma maneira, cresceram 9,5% frente a 2015. Esses dados sugerem ainda que o setor externo garantiu rentabilidade para a indústria, apesar das dificuldades no ano passado, principalmente com o mercado doméstico.

Segundo o ministério, entre os industrializados, os principais destaques em volume foram açúcar em bruto (+24,5%), celulose (+12,6%), aviões (+15,3%), automóveis de passageiros (+44,3%) e óxidos e hidróxidos de alumínio (+5,7%).

Em faturamento também se destacaram açúcar em bruto (39,8%), ouro em forma semimanufaturada (31,1%), madeira serrada (17,4%), plataformas de petróleo (86,9%), automóveis de passageiros (38,2%), veículos de carga (27,1%) e aviões (6%).

Volume de exportação em 2016

Com esse desempenho, as exportações brasileiras passaram de 638 milhões de toneladas, em 2015, para 645 milhões de toneladas, no ano passado – um avanço de 1,10%.

No caso de açúcar em bruto, celulose, óxidos e hidróxidos de alumínio e suco de laranja não congelado, o volume exportado foi recorde.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços

 

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O diretor do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes), Ricardo Ramos, afirmou que a diretoria do banco deve aprovar ainda neste ano o cancelamento de alguns dos 25 contratos de financiamento à exportação suspensos por serem considerados de risco.

“Estamos olhando um a um (dos contratos), o que nos abre uma frente de trabalho grande. Temos algumas análises mais avançadas que outras porque alguns projetos são mais avançados que os outros. Neste ano ainda já começa a sair alguma coisa”, afirmou Ramos, após participar ontem do seminário “Exportação e internacionalização de serviços de engenharia consultiva: oportunidade para o Brasil”.

O Bndes suspendeu 25 contratos de financiamento à exportação que, dependendo de análise técnica, poderão ser cancelados. Alguns deles são considerados frágeis porque os países onde as obras financiadas acontecem estão em crise econômica. Outros, porque as empresas brasileiras envolvidas nas obras são construtoras investigadas pela Polícia Federal na Operação Lava Jato.

“Não é só Lava Jato que influencia nessas questões. Tem também a situação dos países dos projetos. Em alguns projetos nossa decisão é mais crítica do que outra”, afirmou.

Segundo o executivo, as análises avançaram nos últimos dois meses, mas, a definição de cancelar ou não contratos será da diretoria do banco e do Ministério de Relações Exteriores. O banco ainda busca alternativas financeiras para que as obras não sejam afetadas.
Outros financiadores, como bancos de fomento internacionais, poderão assumir o compromisso firmado com o Bndes. Ramos citou especificamente os bancos de fomento da Itália e da Alemanha como exemplos de financiadores que já participam das obras e com os quais pode negociar uma substituição.

Ramos ressaltou ainda a complexidade em concluir o termo de compliance, que deve ser assinado com as empreiteiras que continuarem a ser beneficiadas pelo banco. “Estamos discutindo o termo de compliance, que hoje é a grande questão. Faz com que o importador e o exportador assumam que, nessa obra específica que a gente entende que pode continuar, não houve problema”, disse o diretor.

O dinheiro de contratos suspensos entrará no orçamento do Bndes e poderá ser alocado a outros projetos. Mas não há nenhuma determinação para que a indústria local que seria beneficiada com o contrato cancelado seja atendida nesse realocamento de desembolso.

Fonte: Jornal do Comércio

 

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Embaixadas e representações brasileiras no exterior irão divulgar o regime de Zonas de Processamento de Exportação (ZPE) do País, por meio dos Setores de Promoção Comercial (Secoms). O objetivo é prestar assistência a empresas estrangeiras que desejam investir no Brasil ou importar produtos e serviços brasileiros.

As Zonas de Processamento de Exportações são áreas de livre comércio com o exterior destinadas à instalação de empresas com produção voltada à exportação. Para efeito de controle aduaneiro, as ZPE são consideradas Zonas Primárias.

Como instrumento de política industrial, as Zonas buscam fortalecer a balança de pagamentos, atrair investimentos estrangeiros, aumentar a competitividade das exportações brasileiras, gerar emprego e difundir novas tecnologias no País.

As empresas que se instalam em ZPE têm acesso a tratamento tributário, cambial e administrativo específicos. Para a aquisição de bens e serviços no mercado interno, há suspensão da cobrança do IPI, Cofins e PIS/Pasep. Nas exportações, também são suspensos o Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) e o Imposto de Importação (II).

Os Secoms também reúnem e divulgam para o empresariado nacional informações sobre negócios e oportunidades de investimento em sua área de atuação. A iniciativa faz parte de uma parceria dos ministérios da Indústria, Comércio Exterior e Serviço (Mdic) e de Relações Exteriores (MRE).

Fonte: Portal Brasil

 

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Se a crise financeira tem dificultado a vida dos brasileiros, gaúchos e das empresas locais, ao menos na relação com outros países os números têm animado empresários e institutos econômicos. No Rio Grande do Sul, por quatro meses consecutivos as exportações têm crescido em valor e volume, conforme aponta a Fundação de Economia e Estatística do RS (FEE).

Segundo dados da entidade, no mês agosto as exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 1,749 bilhão, um crescimento de US$ 153,6 milhões em relação a agosto de 2015 (9,6%). O crescimento já havia sido observado em relação a maio e julho. Na próxima quinta-feira (27), a instituição divulga os dados de setembro e a expectativa é de manutenção da tendência.

Para Cezar Müller, coordenador do Conselho de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Concex) da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), o sucesso das exportações de manufaturados está condicionado à adoção de medidas internas que aumentam a competitividade e a produtividade da indústria nacional.
“Tudo isso somado a uma agenda que prioriza o segmento exportador nas políticas públicas, considerando a exportação uma atividade estratégica para o desenvolvimento e a sustentabilidade da indústria brasileira”, avalia.

Müller também reconhece a valorização do dólar como uma das responsáveis pelo bom momento. “O fator cambial também não pode ser desconsiderado, pois é uma importante ferramenta de competitividade para um país que ainda não conseguiu realizar as reformas estruturantes de longo prazo, como o Brasil”, opina.

A FIERGS vê com bons olhos a adoção e fortalecimento de uma cultura exportadora que facilite a internacionalização dos produtos gaúchos. Para Müller, significa reconhecer que mesmo no mercado interno a empresa sofre com a concorrência internacional, e que sendo assim, a busca por novas oportunidades comerciais e tecnológicas no exterior não é uma escolha, mas sim uma obrigação.
“A internacionalização se faz importante, pois aumenta a lucratividade da empresa no curto prazo, como também propicia os alicerces necessários para ganhos de competitividade a nível local e global, tanto em termos de escala de produção, quanto em termos tecnológicos e culturais”, crê Müller.

Calçados lideram entre os manufaturados

Automóveis e calçados puxam a fila dos manufaturados do RS mais vendidos para o exterior. A indústria calçadista gaúcha, por exemplo, está reagindo e voltando a contratar, graças às exportações. Quase metade dos calçados brasileiros vendidos lá fora são produzidos em fábricas do Rio Grande do Sul. De janeiro até outubro de 2016, foram criadas quatro mil novas vagas no setor.

“Existem sinais bem claros de que passamos o pior momento e que estão dadas condições de recuperação no desempenho do setor calçadista doravante”, analisa o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein.
Só em agosto, foram 10 milhões de pares vendidos para o exterior, um faturamento 27% superior se comparado ao mesmo mês do ano passado.

China vira principal aliado

“A China já é o principal parceiro comercial do Rio Grande do Sul e o momento é extremamente favorável para a diversificação da pauta exportadora para aquele país”, sinaliza Tarson Núñez, Pesquisador em Ciência Política do Centro de Estudos Econômicos e Sociais da FEE.

“Atingimos mais de US$ 4,8 bilhões em 2015 no total exportado para a China e, de janeiro a junho de 2016, quase 26% do total das exportações gaúchas foram para o mercado chinês”, detalha o pesquisador. Trata-se de um crescimento de 17,3% em valor durante os primeiros cinco meses de 2016 em relação a igual período de 2015.

Fonte: G1

 

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