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Com exportações de US$ 4,226 bilhões e importações de US$ 3,531 bilhões, a segunda semana de julho de 2019 teve superávit de US$ 696 milhões na balança comercial brasileira. No mês, o total dos embarques é de US$ 6,947 bilhões e as compras do exterior chegam a US$ 8,766 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,819 bilhão. No ano, as exportações totalizam US$ 118,609 bilhões e as importações, US$ 90,714 bilhões, com saldo positivo de US$ 27,895 bilhões.

Análise da semana

A média das exportações da segunda semana de julho de 2019 (US$ 845,3 milhões) ficou 6,9% abaixo da média registrada na primeira semana do mês (US$ 908,0 milhões), em razão, principalmente, da queda nas exportações de produtos semimanufaturados (-49,6%, por conta de semimanufaturados de ferro/aço, açúcar de cana em bruto, ouro em formas semimanufaturadas, celulose, ferro-ligas) e manufaturados (-11,2%, em razão de gasolina, suco de laranja não congelado, óleos combustíveis, instrumentos e aparelhos de medida, fio-máquinas e barras de ferro/aço). Por outro lado, cresceram as vendas de produtos básicos (+10,3%, por conta de petróleo em bruto, minério de manganês, milho em grãos, soja em grãos, minério de ferro).

Nas importações, se compararmos a média da segunda semana, (US$ 706,2milhões) e a média da primeira semana de julho deste ano (US$ 683,2 milhões), houve aumento de 3,4%. A elevação pode ser explicada, principalmente, pelo aumento nos gastos com combustíveis e lubrificantes, equipamentos mecânicos, químicos orgânicos e inorgânicos, instrumentos médicos de ótica e precisão, cobre e obras.

Análise do mês

Nas exportações, comparadas as médias até a segunda semana deste mês (US$ 876,6 milhões) com a média diária de julho de 2018 (US$ 1,023 bilhão), houve queda de 14,4%, em razão da diminuição nas vendas de produtos: básicos (-18,5%, por conta de petróleo em bruto, minério de cobre, soja em grãos, farelo de soja, carne bovina e de frango) e produtos manufaturados (-11,0%, por conta de partes de motores e turbinas para aviação, tratores, veículos de carga, óleos combustíveis, automóveis de passageiros). Por outro lado, aumentaram as vendas de produtos semimanufaturados (+5,1%, por conta de zinco em bruto, alumínio em bruto, catodos de cobre, ouro em formas semimanufaturadas, açúcar de cana em bruto). Em relação a junho de 2019, houve queda de 7,6%, em virtude da diminuição nas vendas de produtos semimanufaturados (-11,1%), manufaturados (-7,7%) e básicos (-6,6%).

Nas importações, a média diária até a segunda semana de julho de 2019 (US$ 694,7 milhões) ficou 18,1% abaixo da média de julho/2018 (US$ 847,8 milhões). Nesse comparativo, reduziram os gastos, principalmente, com cobre e obras (-24,0%), cereais e produtos da indústria de moagem (-22,6%), veículos automóveis e partes (-21,7%), siderúrgicos (-18,3%) e combustíveis e lubrificantes (-3,0%). Ante junho/2019, houve crescimento nas importações de 1,3%, pelo aumento em aeronaves e peças (+68,7%), farmacêuticos (+27,7%), instrumentos médicos de ótica e precisão (+9,7%), combustíveis e lubrificantes (+8,6%) e químicos orgânicos e inorgânicos (+3,3%).

Fonte: Ministério da Economia


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Operadores portuários buscam profissionais focados em segurança, produtividade e solução de problemas por meio da tecnologia. É o que contam responsáveis pela área de Recursos Humanos de terminais do Porto de Santos. Mas, além do conhecimento técnico, é preciso ter uma boa dose de inteligência emocional.

“A gente contrata pelo técnico e demite pelo comportamental. O cara pode saber tudo mas se ele não se comunica, não interage, não trabalha em equipe e não compartilha o conhecimento, não vai para frente. A inteligência emocional, o conviver, o aguentar pressão são fundamentais”, afirma o diretor de assuntos corporativos da Brasil Terminal Portuário (BTP), Joel Contente.

A mesma opinião tem a superintendente de Gestão de Desempenho da VLI, Fernanda Quadros. Para ela, além de conhecer e se encaixar nos valores da empresa, é preciso que o candidato faça os treinamentos operacionais desenvolvidos pelo terminal.

“A parte técnica sempre vai ser um requisito, mas hoje, também é preciso ter outras habilidades, como inovação, criatividade e capacidade de solucionar problemas”, destaca a executiva.

Recentemente, a BTP realizou um evento com o objetivo de encontrar soluções a serem usadas pelos trabalhadores da instalação. A iniciativa inédita no cais santista, o Hackathon dos Portos, é um exemplo de como a tecnologia e a inovação podem ser aliadas para garantir a eficiência das operações portuárias.

“A gente tem outra iniciativa que é um grupo de excelência operacional e melhoria contínua. São pessoas dedicadas a estudar processos no detalhe, em medição de tempo, para colocar uma solução de ganho de eficiência. O tempo todo nós temos que melhorar processos para aumentar a produtividade”, explica Contente.

Se era raro ver mulheres atuando no cais santista, hoje esta realidade é bem diferente. Segundo a superintendente da VLI, a empresa investe na equidade para garantir as mesmas oportunidades para homens e mulheres.

Elas garantiram espaço, inclusive, nas áreas operacionais. “Oferecemos treinamentos operacionais e os voltados a desenvolver habilidades, que não encontramos no cotidiano”, detalha Fernanda.

Entrevista

No momento da contratação, os especialistas em Recursos Humanos avaliam as experiências do candidato e a formação. Já na fase de entrevistas e testes, são explorados o comportamento em diferentes situações. Por isso, para Contente, é importante que o candidato se esforce para alcançar essa etapa do processo.

Mas é preciso ter cuidado e muita responsabilidade na hora de responder às perguntas dos selecionadores. “Seja você mesmo, seja autêntico. Não adianta querer inventar alguma coisa para passar na entrevista. Falar que sabe fazer o que não sabe é a pior coisa. Você está barrando o seu futuro”, afirma o diretor do terminal de contêineres.

Fonte: A Tribuna


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Em maio, os Portos do Paraná movimentaram quase quatro milhões de toneladas de cargas: 2,5 milhões de exportação e 1,5 milhão de importação. No acumulado dos primeiros cinco meses de 2019, foram mais de 19,7 milhões de toneladas. Só de exportação, foram 12,2 milhões de toneladas. Na importação, foram 7,5 milhões de toneladas.

Na comparação com o mesmo período de 2018, a movimentação geral registra queda de 10%. No ano passado, de janeiro a maio, foram quase 22 milhões de toneladas. Segundo os operadores, a queda é geral, em todos os portos do país, e o motivo é a situação de mercado.

CARGA GERAL – As movimentações de carga geral registraram aumento de 9% em relação ao ano passado. Em 2019, de janeiro a maio, foram mais de 4,4 milhões de toneladas de carga geral movimentados, contra 4 milhões em 2018.

As exportações foram destaque e cresceram 16% em relação ao mesmo período do ano passado: 2,8 milhões de toneladas, ante 2,5 milhões.

Já as importações apresentaram aumento modesto: cerca de 1% em comparação com 2018. Foram mais de 1,44 milhão de toneladas em importação de carga geral de janeiro a maio de 2019 contra 1,43 milhão, em 2018.

CONTÊINERES – O aumento registrado na movimentação dos contêineres, de janeiro a maio de 2019, foi de 14%, no geral. Este ano, foram 343.371 unidades próprias de medida (TEUs). Em 2018, foram 302.492.

No sentido exportação, o aumento registrado na movimentação de contêineres pelo Porto de Paranaguá foi de 12% (170.631 TEUs, contra 152.157). Na importação, o aumento foi de 15%: cresceu de 150.335 TEUs para 172.740)

IMPORTAÇÃO – Entre os granéis de importação movimentados pelo Porto de Paranaguá, o maior aumento foi registrado no trigo: 85%. Este ano, de janeiro a maio, foram 231,8 mil toneladas importadas do produto. Em 2018, quase 125,4 mil toneladas.

O segundo destaque nas importações a granel fica na dupla malte/cevada: 34%. Este ano, nos primeiros cinco meses, foram 242.564 toneladas importadas do produto contra 181.397, no ano passado.

Entre os granéis líquidos importados, o maior aumento foi registrado no metanol, acumulado em mais de 449 mil toneladas. O volume é 12% maior que o registrado no ano passado (pouco mais de 400 mil toneladas).

ANTONINA – O Porto de Antonina, onde opera a empresa TPPF (Terminal Ponta do Félix), segue a tendência de retomada da movimentação. Nos primeiros cinco meses do ano, o crescimento registrado foi de 49%, em comparação com 2018. No total, em 2019, foram quase 376 mil toneladas movimentadas, contra pouco mais de 253 mil toneladas, em 2018.

O principal produto movimentado por Antonina é o fertilizante, na importação. No balanço dos primeiros cinco meses do ano, foram 255 mil toneladas movimentadas – 52% a mais que o volume importado em 2018.

Sentido exportação, são movimentados açúcar (saca) e farelo de soja. Em 2019, foram exportadas mais de 31,2 mil toneladas de açúcar e mais de 89,3 mil de farelo de soja (100% paranaense e não transgênico).

Fonte: APPA


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A Secretaria de Comércio Exterior e a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil informam que, para testes nos sistemas informatizados, os usuários (exportadores, importadores e demais intervenientes) devem utilizar apenas o ambiente de treinamento.

Apesar de não conter exatamente os mesmos parâmetros de produção (atributos de NCM, por exemplo), as telas de preenchimento e todas as funcionalidades são as mesmas, em todos os módulos (DU-E, LPCO, etc.).

A orientação consta da Notícia Siscomex-Exportação 0040, de 23/05/2017, que também informa que sempre que houver alguma evolução no ambiente de produção, a versão do ambiente de treinamento será atualizada antes para que os usuários possam se adaptar às mudanças.

Segundo os órgãos, as operações de testes registradas no ambiente de produção, além de produzirem relatórios irreais para os gestores do sistema, geram custo de manutenção para toda a sociedade.

Fonte: Portal Siscomex


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Durante a visita de autoridades do Ministério da Infraestrutura ao Porto de Santos, o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Casemiro Tércio, revelou que pretende modernizar o sistema de atracação do cais, viabilizando uma quantidade maior de berços e criando uma regra de atracação mais justa, privilegiando a operação eficiente.

Tércio também anunciou que negocia mudanças no transporte ferroviário na área do Porto.

“Devemos fazer uma revisão no contrato da Portofer visando investimentos, principalmente na Margem Direita. Estamos falando de pátios ferroviários e pera ferroviária no Saboó, terceira linha no Valongo, desvio ferroviário em Outeirinhos e outros dois acessos ferroviários no Macuco”, anunciou.

Fonte: A Tribuna


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Graças às exportações ao Brasil, a produção de veículos na Argentina cresceu de apenas 159 mil unidades em 2002 para o pico de 829 mil em 2012 e, seguindo a crise no vizinho, baixou a 467 mil em 2018. O movimento de alta, no entanto, não foi acompanhado pela indústria local de autopeças, que produz componentes de baixo valor agregado, tem baixa participação no fornecimento às 12 montadoras instaladas no país e há anos vem sofrendo processo de encolhimento devido à baixa escala e falta de competitividade.

Esse foi o cenário apresentado aos colegas brasileiros por Raul Amil, presidente da Afac, a associação de fabricantes de autopeças da Argentina. Ele participou do Encontro da Indústria de Autopeças, realizado na segunda-feira, 22, pelo Sindipeças, entidade que reúne cerca de 500 empresas do setor no Brasil.

Especialização a Argentina já tem, em picapes, é o quarto maior fabricante do mundo desse tipo de veículo (atrás de China, Estados Unidos e Tailândia), com a produção de modelos da Ford, Toyota, Volkswagen e, mais recentemente, Nissan. Contudo, a escala segue muito baixa, apenas a Toyota produziu mais de 100 mil unidades no país em 2018, o que torna mais competitivo importar componentes. “O alto nível de importação também é uma barreira logística nacional para o aumento da produção nacional de veículos”, pontua o presidente da Afac.

Em 2012, com a produção de 829 mil veículos no país, o déficit na balança comercial de autopeças argentina foi de US$ 7,2 bilhões, quase o mesmo valor do saldo negativo registrado em 2018, de US$ 7,4 bilhões, produzindo apenas a metade. Os valores comprovam a acelerada evolução do processo de desnacionalização da indústria automotiva no país vizinho.

Segundo Amil, a Argentina tem perto de 450 fabricantes de autopeças, mas apenas 153 são fornecedores diretos de primeiro nível (tier 1). Destes, somente 27 fornecem para mais de seis das doze montadoras instaladas no país, 43 deles só abastecem o máximo de 2 fábricas de veículos.

Fonte: Automotive Business


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Os acessos viários ao complexo portuário na Margem Esquerda do Porto de Santos foram o tema central de uma reunião entre a Prefeitura de Guarujá e o setor portuário. O encontro buscou encontrar soluções para a melhoria do tráfego na região, a fim de garantir agilidade para veículos de carga e, também, a mobilidade para veículos de passeio que utilizam a via Santos Dumont.

Participaram do encontro técnicos da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Guarda Portuária, Ecovias, Polícia Rodoviária, representantes dos terminais da margem de Guarujá, além das secretarias municipais de Defesa e Convivência Social e Desenvolvimento Econômico e Portuário.

Foram debatidos pontos como a manutenção da Rua Idalino Pinês (Rua do Adubo), o retorno do convênio com os terminais portuários para a contratação de agentes de trânsito e possíveis alterações no viário urbano.

Uma das questões em destaque foi a deterioração do leito carroçável da Rua do Adubo. Segundo a administração municipal, mais de 4 mil caminhões passam por dia pelo local, e o problema é apontado como a principal causa dos congestionamentos ocorridos nas últimas semanas. De acordo com a prefeitura, no entanto, medidas paliativas já foram tomadas. Uma nova camada de pavimento asfáltico vem sendo aplicada no principal trecho comprometido por buracos e desníveis, fruto de uma parceria com a empresa Santos Brasil.

A Codesp, por sua vez, afirmou que está finalizando a contratação de uma empresa para a manutenção das vias de acesso ao Porto, sendo que a Rua do Adubo deverá ser uma das primeiras a serem atendidas. O prefeito de Guarujá, Válter Suman (PSB), em reunião realizada junto à presidência da Docas, no último dia 15, fez pessoalmente o pedido de prioridade ao novo diretor-presidente da companhia, Casemiro Tércio Carvalho.

Agentes e alterações no acesso

A retomada de uma parceria entre terminais portuários e prefeitura, para a contratação de agentes de trânsito, foi debatida. Os profissionais ficariam exclusivamente atuando nos acessos ao Porto, e seriam subordinados à Diretoria de Trânsito de Guarujá.

Em relação à parte viária, a proposta de mudança no fluxo de entrada e saída de caminhões para o Porto foi um dos temas citados. A ideia é que os veículos que adentrem ao Porto utilizem o acesso rodoviário localizado na altura do Km 7 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni, que liga à via Santos Dumont, próximo ao trecho da Avenida Perimetral.

Desta forma, a Rua do Adubo seria utilizada apenas pelos veículos que deixam o Porto no sentido da rodovia. A Prefeitura de Guarujá informou que um estudo de trânsito será desenvolvido nos próximos dias, inclusive utilizando-se de simuladores de tráfego. O local também deverá receber nova sinalização e melhorias de pavimento.

A criação de um Comitê Logístico de Apoio ao Porto de Guarujá também foi proposta na reunião, no sentido de integrar todos os agentes envolvidos nas operações portuárias, antever os problemas e minimizar ao máximo os impactos junto à área urbana do município.

O setor portuário é responsável por mais de 58% da arrecadação de Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN) na cidade, e gera cerca de 3.600 empregos diretos e indiretos, sendo quase 90% desse total mão de obra do município. A previsão para 2019 é de retomada da economia e aumento da movimentação, que será ampliada nos próximos meses com o escoamento da safra.

Fonte: A Tribuna


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A balança comercial de autopeças terminou o primeiro bimestre com déficit de US$ 625,9 milhões, valor 39,2% mais baixo que o registrado no mesmo período de 2018. O resultado decorre de uma queda acentuada de 21,9% nas importações (US$ 1,75 bilhão) no período. As exportações caíram também, mas apenas 7,4% (US$ 1,13 bilhão). Os números foram divulgados pelo Sindipeças, entidade que reúne fabricantes do setor.

O Sindipeças atribui as alterações na balança e a redução do déficit à volatilidade do câmbio e também às incertezas causadas por falhas de comunicação do governo, às duvidas provocadas por declarações da GM e pelo anúncio do fim da operação da Ford no ABC.

A queda nas exportações para a Argentina (-39,2%) foi em parte compensada com o aumento nos embarques para Estados Unidos, México, Chile, Colômbia e Peru. A crise no país vizinho fez com que ele se tornasse o segundo e não mais o primeiro destino das autopeças brasileiras desde o começo do ano. Os EUA são agora o maior comprador: US$ 259,2 milhões no bimestre e 23% de participação.

JAPÃO SUPERA ALEMANHA EM FORNECIMENTO

No caminho oposto, a China se manteve como maior fornecedora de componentes, com US$ 307,4 milhões e 17,5% de participação. O segundo lugar, porém, foi tomado da Alemanha pelo Japão, que enviou para o Brasil US$ 169,5 milhões em autopeças.

O aumento de volume de vendas de carros fabricados no Brasil por Toyota, Nissan e o crescimento da participação de transmissões automáticas trazidas do Japão (e utilizadas por Volkswagen e FCA, por exemplo) ajudam a explicar o crescimento das importações do Japão. A vantagem sobre a Alemanha ainda é pequena, menos de US$ 4 milhões, mas pode se ampliar durante o ano.

Fonte: Automotive Business


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O surto de peste suína africana na China deixou de ser apenas um fator de especulação sobre o comércio mundial de carnes. O Ano Novo Chinês, em fevereiro, marcou um ponto de inflexão no humor – e nas vendas, é claro – da indústria de carne suína do Brasil. A expectativa de executivos do segmento é que os embarques do produto para o país asiático ganhem envergadura nos próximos meses.

“Houve uma mudança total de demanda e preço. É o momento de o país compensar as perdas dos últimos anos”, afirmou ao Valor um alto executivo de uma das principais agroindústrias processadoras de suínos do país. De fato, o resultado setorial do ano passado foi desastroso devido à sobreoferta de carne suína no país – em grande parte provocada pelo embargo da Rússia – e dos preços altos da ração animal. A margem bruta da produção de carne suína no sistema de integração ficou negativa em 14%, de acordo com a consultoria MB Agro.

De acordo com um executivo de um grande exportador, o preço do pernil suíno vendido pelo Brasil à China passou de US$ 2 mil por tonelada, no ano passado, para US$ 3 mil nos contratos fechados recentemente, com embarque nos portos brasileiros a partir de abril.

Pelos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), porém, ainda não é possível confirmar um forte aumento do volume comercializado, mas apenas dos preços (ver arte acima). Na visão do analista César Castro Alves, da MB Agro, o primeiro impacto do surto de peste suína na China, que começou em agosto, foi negativo para os preços. Os produtores locais correram para liquidar o plantel ainda saudável, o que elevou a oferta de carne suína momentaneamente.

Nas últimas semanas, porém, os sinais de redução da oferta chinesa são cada vez maiores, o que casa com a mudança de humor na indústria de carne suína do Brasil. Na bolsa de Chicago, os contratos futuros de suíno magro subiram mais de 16% nos últimos 11 pregões, de acordo com a agência Dow Jones Newswires. Corroborando o cenário, o Ministério da Agricultura da China informou no mês passado que a oferta de carne suína no país caiu 12,6% em janeiro, na comparação anual. Nesse cenário, algumas indústrias de ração na China vêm reportando queda de mais de 20% nas vendas, conforme relatos da agência Agricensus.

Na avaliação do vice-presidente de mercado da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, os chineses caminham para cumprir um papel que, há poucos anos, seria improvável. Pequim deve substituir a Rússia não só em importância no volume de vendas, mas também em preços, o que é fundamental para a recuperação da rentabilidade do segmento, que ainda está negativa em 6%, conforme o indicador da MB Agro.

Até 2017, os russos respondiam por cerca de 40% do volume de carne suína exportada pelo Brasil e 50% da receita cambial. No setor, a dependência da Rússia – um país de comércio instável, dado a rompantes protecionistas -, sempre foi vista como uma grande fragilidade da suinocultura do país.

Conforme Santin, a crise gerada pelo embargo da Rússia à carne suína brasileira – Moscou proibiu a importação do produto nacional em dezembro de 2017 – já vinha sendo amenizada pela demanda chinesa, que estava aquecida mesmo antes do surto de peste suína africana. Mas os preços estavam mais baixos.

Com o agravamento da peste suína no país asiático, o preço médio da carne suína exportada para a China está se aproximando do preço pago pela Rússia – Moscou retirou o embargo ao produto brasileiro no fim do ano passado. De acordo com dados compilados pela ABPA, o preço médio da carne suína exportada para a China passou de US$ 1.726 por tonelada, em setembro do ano passado, para US$ 2.053 por tonelada em dezembro. Trata-se de uma alta de quase 20%.

O movimento de valorização deve continuar. Segundo o dirigente da ABPA, novos contratos de exportação para a China estão sendo fechados a valores próximos de US$ 2,5 mil por tonelada, enquanto as vendas aos russos saem por cerca de US$ 2,6 mil por tonelada. Esses valores devem aparecer nas estatísticas no segundo trimestre, quando os embarques forem realizados pelos nove abatedouros que estão autorizados a vender à China.

Com firme demanda, a China assumiu, pela primeira vez, a liderança do ranking dos maiores compradores da carne suína do Brasil. No primeiro bimestre, as exportações diretas de carne suína do Brasil para a China somaram 20,5 mil toneladas, segundo dados preliminares compilados pala ABPA. Hong Kong foi o segundo maior destino, com 20 mil toneladas. A Rússia ficou na terceira posição, comprando 11 mil toneladas no período, de acordo com Santin.

O impacto positivo não beneficia só frigoríficos de carne suína. Conforme a ABPA, a China se tornou, pela primeira vez, o principal destino das exportações de carne de frango do Brasil. O país desbancou em fevereiro a Arábia Saudita, que vem tomando medidas para proteger a indústria local e, no fim de janeiro, suspendeu a importação de diversos abatedouros de frango do Brasil.

Fonte: Valor Econômico


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