WhatsApp-Image-2019-12-10-at-16.06.55.jpeg

A afirmação de que a alta do dólar irá impulsionar as exportações e conter as importações, feita pelo ministro Paulo Guedes (Economia) na semana passada, é questionada por especialistas de comércio exterior, empresas e entidades ligadas à indústria.

Após a moeda americana bater recordes nominais consecutivos neste mês, o ministro Guedes, em evento em Washington, afirmou que o país deveria se acostumar com o elevado patamar do câmbio e que, nesse cenário, as indústrias devem vender mais para fora.

“O dólar está alto. Qual o problema? Zero. Nem inflação ele [dólar alto] está causando. Vamos exportar um pouco mais e importar um pouco menos”, afirmou.

Dados da balança comercial, do Ministério da Economia, mostram que o Brasil exportou mais no período 2011-2013, quando o câmbio estava mais desfavorável ao exportador –mas a atividade interna e externa era mais intensa– do que nos dois últimos anos.

Nas importações, o nível de atividade econômica e do comércio internacional também influenciou mais os resultados que a cotação do dólar. Os dados mostram que a média diária subiu 30% nos últimos três anos, apesar do dólar 13% mais caro em termos nominais.

Estudo da FEA-USP também mostra que a desvalorização ocorrida desde 2014, quando a moeda era negociada por volta de R$ 2,70, não reduziu as importações de produtos com alto valor tecnológico da indústria, embora tenha contido as compras de insumos para indústrias de baixa tecnologia. Os cálculos foram feitos pelo pesquisador Paulo Morceiro, da Fipe e do Nereus (Núcleo de Economia Regional e Urbana) da FEA-USP.

Na média, a participação dos importados na indústria passou de 16,5% (2003/2004) para 24,4% (2013/2014) e recuou para 22,3% em 2016, principalmente em razão da desaceleração da economia nacional. A parcela dos insumos importados na indústria de alta e média-alta tecnologia avançou de 26,3%, para 38,7% e 41,4%, respectivamente, nesses três períodos.

O pesquisador afirma que houve duas ondas de substituição de produção doméstica por importações, em períodos de câmbio apreciado, nos anos 1990 e no início da década atual, que fizeram com que alguns elos da cadeira produtiva desaparecessem no Brasil. E esses elos não serão recompostos automaticamente só por causa do câmbio.

“Isso foi se perdendo ao longo de vários anos, e a reconstrução não é algo automático. É mais difícil reconstruir hoje do que no passado, pois os países estão investindo caminhões de dinheiro em setores mais sofisticados, e o Brasil ficou parado esse tempo todo. O padrão de competição mudou, e reconstruir vai ser muito mais difícil”, diz Morceiro.

“A taxa de câmbio vem se desvalorizando, mas as exportações estão demorando a reagir. A partir do momento em que a economia começar a crescer, aí o câmbio vai começar a jogar favoravelmente.”

Para José Augusto de Castro, presidente da AEB (Associação de Comércio Exterior do Brasil), a tese de o dólar alto impulsionar as exportações é teoricamente compreensível, mas, na prática, ganha outros contornos.

Ele diz que, no caso das commodities, o preço da mercadoria é definido nas Bolsas ou pelo importador internacional, então o valor dos produtos independe da taxa de câmbio.

“Você vai aumentar o ganho das empresas que exportam commodities. Mas é a rentabilidade da operação, não é a exportação que vai crescer, porque a competitividade do produto não se altera.”

A valorização do dólar, então, afetaria mais a competitividade dos manufaturados do país. Castro ponderou, porém, que tais mercadorias têm a Argentina como um de seus principais destinos. “Só que a Argentina está em crise. Então não adianta eu colocar um preço melhor porque eles não vão comprar”, diz.

Sandra Rios, diretora do Cindes (Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento), lembra que hoje o mundo vive uma queda no comércio internacional por causa do conflito EUA x China, e isso impacta o Brasil também.

“A demanda externa é um fator que dificulta muito o crescimento de exportações por aqui. Minha impressão é que esse é o fator determinante neste momento [para destravar as vendas para fora].”

Ela diz ainda que uma estabilidade na moeda americana aqui no Brasil, mesmo alta, seria fundamental para que o exportador consiga ter previsibilidade.

O presidente da Abicalçados (Associação Brasileira das Indústrias de Calçados), Haroldo Ferreira, corrobora a tese da previsibilidade do câmbio. “Se o dólar ficasse em R$ 4 ou R$ 4,20 e não alterasse muito, tudo bem. O problema é fechar um negócio com o dólar agora e depois ele estar R$ 3,80.”

Ele diz também que o setor calçadista usa de 20% a 25% de insumos importados, e, com o dólar mais caro, o preço dos produtos que usam materiais provenientes de outros países pode subir, impactando assim as exportações.

No caso da indústria elétrica e eletrônica, o presidente da Abinee (associação do setor), Humberto Barbato, diz que o segmento importa muitos produtos que não têm produção local e não podem ser substituídos por similares nacionais. Sobre as vendas externas, ele diz que o novo patamar de câmbio contribui para aumentar o nível de exportação.

“O produto brasileiro vai se tornando mais barato do que no exterior. Então a tendência é um crescimento das exportações. Como esses contratos são mais de longo prazo, isso depende muito de oportunidades”, afirma Barbato, ressaltando também a necessidade de um câmbio mais estável.

O gerente-executivo de Política Econômica da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Flávio Castelo Branco, afirma que a consolidação do câmbio nesse novo patamar pode contribuir para a recuperação da economia em 2020 e, no médio prazo, ajudar o setor industrial a elevar exportações e substituir importações.

“Teremos uma melhoria da competitividade dos produtos brasileiros. Para os exportadores, vai permitir ganhos melhores e incentivar o aumento da produção para exportação. Para a indústria que utiliza insumos importados, pode gerar alguma pressão de custo, mas, a médio prazo, isso pode reverter em substituição por produção doméstica”, diz Castelo Branco.

Para a CNI, o câmbio está se ajustando a uma nova realidade de taxas de juros mais baixas e mudanças no cenário internacional, de menor liquidez, em um ambiente de inflação sob controle e alguma melhora nas contas públicas no Brasil.

“Isso não se constitui um problema para a economia brasileira. Esse choque cambial deve ser absorvido sem causar estresse na economia. Um cenário de estabilidade macroeconômica e com avanço das reformas pode potencializar os efeitos dessa mudança de preços relativos dos produtos brasileiros em relação aos internacionais. Isso poderia ser uma alavanca para o crescimento em 2020”, diz Castelo Branco.

Fonte: Folha de S. Paulo


WhatsApp-Image-2019-12-05-at-14.27.25.jpeg

A movimentação de contêineres, considerando-se todas as navegações, cresceu 3% no período de janeiro a setembro deste ano em comparação a igual período de 2018, equivalendo à movimentação de 86 milhões de toneladas. Houve crescimento na movimentação de contêineres tanto no sentido do embarque quanto do desembarque de cargas, com expansão de 1,96% e 4,38%, respectivamente.

No transporte de cabotagem (transporte entre os portos brasileiros), as operações de contêineres registraram crescimento de 18,34%, enquanto que no transporte de navegação interior, cresceram 15,36% em relação a igual período de 2018, implicando em forte crescimento dessas navegações. Os números são do Estatístico Aquaviário, que é produzido pela Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho – GEA, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ.

Considerando-se todas as cargas, foram movimentados no conjunto dos portos e terminais de uso privado (TUP) brasileiros 812 milhões de toneladas, representando queda de 2,26% em relação a igual período do ano passado.

Entre as naturezas de cargas movimentadas, granel líquido (+4,03%) e conteinerizadas (+3,02%) apresentaram crescimento em relação a 2018. Já granel sólido e carga geral registraram queda de -5,04% e -3,49%, respectivamente.

Na movimentação por tipo de navegação, o longo curso apresentou redução de 3,96% (585 milhões de toneladas) em comparação a igual período do ano passado, quando foram movimentados nesse tipo de navegação 609,24 milhões de toneladas.

Na contramão do longo curso, a movimentação geral de cargas nas navegações de cabotagem e em vias interiores cresceu, no período, 0,97% (173 milhões de toneladas) e 9,95% (50,9 milhões de toneladas), respectivamente.

Para o gerente de Estatística e Avaliação de Desempenho da ANTAQ, Fernando Serra, a queda na movimentação geral de cargas no período janeiro/setembro de 2019 “ainda reflete os problemas enfrentados com o recuo nos embarques (exportações) de minério de ferro registrados ao longo deste ano, devido ao rompimento de barragens de contenção, além de um período atípico de chuvas intensas no Norte do país, onde estão concentradas as minas de minério de ferro, o que afetou o fluxo das cargas que são exportadas pelo Terminal de Ponta da Madeira, no Estado do Maranhão”.

Fonte: ANTAQ


WhatsApp-Image-2019-11-27-at-12.22.39.jpeg

O Porto de Santos registrou, no mês passado, seu novo recorde histórico operacional, ao movimentar 12.788.883 toneladas. O total supera em 0,3% a melhor marca mensal anterior, de julho deste ano, e em 24,7% o volume escoado em outubro de 2018.

Segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), esse desempenho, que superou as expectativas para o mês, se deve ao aumento no número de atracações no período: 46 navios a mais frente igual mês de 2018. A alta foi de 12,1%, totalizando 426 embarcações no período.

Esse crescimento foi possível, segundo a Codesp, graças à maior utilização dos berços de atracação nos cais de Saboó e de Outeirinhos. No Saboó, a autoridade portuária buscou “uma atualização no zoneamento atual que possibilitou a operação de fertilizantes sem restrições”.

Sobre Outeirinhos, uma tratativa entre a Marinha e a Docas permitiu que “a seção sob administração da Autoridade Marítima fosse operacionalizada comercialmente pela primeira vez, em 21/10/2019, desde a inauguração daquele cais em 2016”.

Essas duas iniciativas resultaram em aumento da produtividade, com consequente redução da fila de espera de navios, informou a empresa.

“Isso é gestão pura. Trabalhamos com obstinação junto ao Ministério da Infraestrutura, no primeiro caso, e à Marinha, no segundo, para aumentar a utilização dos berços. Com gestão estratégica e interlocução constante com operadores e agentes, aumentamos a produtividade do Porto sem despender recursos adicionais”, afirma o diretor de Operações da Codesp, Marcelo Ribeiro.

Fonte: A Tribuna


WhatsApp-Image-2019-11-13-at-12.38.33.jpeg

A movimentação de contêineres no Porto de Paranaguá aumentou 15%. De janeiro a outubro deste ano, 726.393 unidades (TEUs) chegaram e saíram pelo terminal paranaense. No mesmo período, em 2018, foram 633.710.

De acordo com o diretor de Operações da empresa pública Portos do Paraná, Luiz Teixeira da Silva Júnior, a demanda do setor produtivo do Estado e as boas condições operacionais do Terminal de Contêineres de Paranaguá contribuem para esse crescimento nas movimentações no segmento. “Dia a dia, com novos investimentos, o terminal vem se aparelhando para receber a demanda do Estado e da região de influência dos Portos do Paraná”, diz Teixeira.

COMÉRCIO – No sentido importação, foram 365.786 TEUs movimentados, 16% a mais que os 316.125 importados no ano passado, nos primeiros dez meses. Outras 360.607 unidades saíram do porto com carga, um crescimento 14% na comparação com as 312.585 unidades exportadas no mesmo período de 2018.

O produto exportado em maior volume, em contêineres, é a carne de frango. Segundo a Divisão de Estatística da Diretoria de Operações da Portos do Paraná, 1,76 milhão de toneladas saíram pelo terminal de janeiro a outubro desse ano, quantidade 9% superior à movimentada no ano passado (1,62 milhão de toneladas).

“O Terminal de Contêineres de Paranaguá possui uma das maiores infraestruturas para contêineres frigorificados. E o Estado do Paraná é o principal produtor de frango do Brasil. Esta combinação possibilita que essa demanda seja direcionada ao nosso porto”, explica o diretor.

Mais da metade, 64,2%, do frango exportado, tem o Paraná como principal origem, seguido dos estados de Mato Grosso do Sul, Goiás e Santa Catarina. Os principais destinos da carne das aves exportadas pelo terminal paranaense são, respectivamente, China, Japão, Emirados Árabes, Arábia Saudita e Hong Kong.

CARNE – Apesar de ser movimentada em menor volume – de janeiro a outubro deste este ano foram 255.633 toneladas – as exportações da carne em contêineres registram aumento de 41%, em relação às 181.017 toneladas exportadas no ano passado.

A carne de boi exportada por Paranaguá vem, principalmente, do Mato Grosso, Minas, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. Os principais destinos são a China, Hong Kong, Egito, Irã e Emirados Árabes.

MOVIMENTO – O total de cargas que passou pelos Portos do Paraná, nos dois sentidos, exportação e importação, já soma 44,7 milhões de toneladas nesses dez meses. O volume é 0,6% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.

Apenas de carga geral, segmento dos contêineres e outras, foram 9,36 milhões de toneladas movimentadas de janeiro a outubro, este ano. O volume é 7% maior que o registrado em 2018 (8,74 milhões).

Nos demais segmentos, o movimento de granéis sólidos chegou a 29,6 milhões de toneladas, volume quase igual ao registrado no ano passado, e 5,7 milhões de toneladas dos granéis líquidos, 5% menos que o registrado em 2018.

Fonte: A Tribuna


portos-parana.png

Em maio, os Portos do Paraná movimentaram quase quatro milhões de toneladas de cargas: 2,5 milhões de exportação e 1,5 milhão de importação. No acumulado dos primeiros cinco meses de 2019, foram mais de 19,7 milhões de toneladas. Só de exportação, foram 12,2 milhões de toneladas. Na importação, foram 7,5 milhões de toneladas.

Na comparação com o mesmo período de 2018, a movimentação geral registra queda de 10%. No ano passado, de janeiro a maio, foram quase 22 milhões de toneladas. Segundo os operadores, a queda é geral, em todos os portos do país, e o motivo é a situação de mercado.

CARGA GERAL – As movimentações de carga geral registraram aumento de 9% em relação ao ano passado. Em 2019, de janeiro a maio, foram mais de 4,4 milhões de toneladas de carga geral movimentados, contra 4 milhões em 2018.

As exportações foram destaque e cresceram 16% em relação ao mesmo período do ano passado: 2,8 milhões de toneladas, ante 2,5 milhões.

Já as importações apresentaram aumento modesto: cerca de 1% em comparação com 2018. Foram mais de 1,44 milhão de toneladas em importação de carga geral de janeiro a maio de 2019 contra 1,43 milhão, em 2018.

CONTÊINERES – O aumento registrado na movimentação dos contêineres, de janeiro a maio de 2019, foi de 14%, no geral. Este ano, foram 343.371 unidades próprias de medida (TEUs). Em 2018, foram 302.492.

No sentido exportação, o aumento registrado na movimentação de contêineres pelo Porto de Paranaguá foi de 12% (170.631 TEUs, contra 152.157). Na importação, o aumento foi de 15%: cresceu de 150.335 TEUs para 172.740)

IMPORTAÇÃO – Entre os granéis de importação movimentados pelo Porto de Paranaguá, o maior aumento foi registrado no trigo: 85%. Este ano, de janeiro a maio, foram 231,8 mil toneladas importadas do produto. Em 2018, quase 125,4 mil toneladas.

O segundo destaque nas importações a granel fica na dupla malte/cevada: 34%. Este ano, nos primeiros cinco meses, foram 242.564 toneladas importadas do produto contra 181.397, no ano passado.

Entre os granéis líquidos importados, o maior aumento foi registrado no metanol, acumulado em mais de 449 mil toneladas. O volume é 12% maior que o registrado no ano passado (pouco mais de 400 mil toneladas).

ANTONINA – O Porto de Antonina, onde opera a empresa TPPF (Terminal Ponta do Félix), segue a tendência de retomada da movimentação. Nos primeiros cinco meses do ano, o crescimento registrado foi de 49%, em comparação com 2018. No total, em 2019, foram quase 376 mil toneladas movimentadas, contra pouco mais de 253 mil toneladas, em 2018.

O principal produto movimentado por Antonina é o fertilizante, na importação. No balanço dos primeiros cinco meses do ano, foram 255 mil toneladas movimentadas – 52% a mais que o volume importado em 2018.

Sentido exportação, são movimentados açúcar (saca) e farelo de soja. Em 2019, foram exportadas mais de 31,2 mil toneladas de açúcar e mais de 89,3 mil de farelo de soja (100% paranaense e não transgênico).

Fonte: APPA


lg-b93083ce-bd68-4d80-9cf3-947a53b05ae7.jpg

Os Portos do Paraná reduziram em 46% o tempo médio que os navios esperam para atracar no cais. Nos primeiros três meses de 2018, um navio esperava, em média, 185 horas desde a chegada na baia de Paranaguá até a atracação. Em 2019, este tempo foi reduzido para 99 horas.

A permanência para operação também ficou menor. No ano passado, a média era de 58 horas no cais, 9% a mais que neste ano (52 horas). “Essa eficiência reduz os custos dos exportadores e importadores e aumenta as vantagens de fazer negócios pelos portos de Paranaguá e Antonina”, explica o presidente dos Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Os números foram divulgados nesta terça-feira (9), pelo departamento de estatísticas da administração portuária. Em relação a movimentação, o balanço destaca alta de 10% nas exportações de carga geral.

Considerando apenas o mês de março, foram movimentadas 955.143 toneladas de produtos de carga geral. Aumento de 11% na comparação com o mesmo período de 2018, quando foram 861.018 toneladas. Apenas nas cargas para exportação, foram 659.037 toneladas movimentadas este ano, contra 583.750 toneladas movimentadas no ano passado (aumento de 12%).

No acumulado de 2019, já foram quase 1,7 milhão de toneladas de carga geral exportada. Em 2018, no mesmo trimestre, foram exportadas pouco mais de 1,5 milhão de toneladas.

MERCADORIAS – O diretor de Operações dos Portos do Paraná, Luiz Teixeira da Silva Júnior, observa que carga geral é toda mercadoria solta ou embalada, que necessita de arrumação para ser transportada em um navio. São produtos como sacas, madeira, bobinas, celulose, papéis, peças, projetos, equipamentos, caixas, veículos. Também se enquadram na categoria as cargas que são transportadas em contêineres.

Considerando os trimestres de 2018 e 2019, os principais produtos movimentados no segmento foram o açúcar em saca, adubo, caldeiras, celulose, contêineres, trilhos de aço e veículos.

“Em Paranaguá, a carga geral é movimentada em diferentes berços do cais público. Normalmente, as operações dessas cargas envolvem serviços com equipamentos de bordo especializados, como guindastes, transporte local rodoviário, empilhadeiras”, comenta Luiz Teixeira da Silva Júnior.

CONTÊINERES – O Porto de Paranaguá registrou alta de 14% no número de contêineres recebidos de importação. Foram 96.039 TEUs movimentados nos três meses de 2019, contra 84.530 em 2018. As principais cargas importadas foram fertilizantes e plástico. Na exportação, o crescimento foi de 5%, com 99.023 unidades movimentadas. Os produtos mais comercializados foram congelados e madeira.

VEÍCULOS – De janeiro a março, foram 23.516 veículos movimentados via Paranaguá. Destaque para as importações: 8.295 veículos, 9% a mais que o total das importações de 2018.

ANTONINA – A movimentação via porto de Antonina continua crescendo. Foram 268.167 toneladas de produtos no acumulado deste ano. O número é 172% maior que o mesmo período do ano passado (105.034). Cabe ressaltar a alta de 260% na movimentação de fertilizantes: foram 62 mil toneladas no primeiro trimestre de 2018 e 223.834 toneladas em 2019.

GRANEIS – A soja se mantém como o principal granel movimentado via portos do Paraná. Em março, foram 1.178.618 toneladas exportadas. Na exportação, também aparecem os farelos (626.495toneladas), milho (152.251) e açúcar (102.751).

Na importação, o destaque é o adubo: 542.329 toneladas. O Estado também recebeu 105.495 toneladas de trigo e 29.311 toneladas de cevada/malte.

LÍQUIDOS – A exportação de óleos vegetais somou 88.583 toneladas em março de 2019. Os derivados de petróleo responderam por 40.558 toneladas na exportação e 359.831 toneladas na importação.

Fonte: APPA


itajai.jpg

 O Complexo Portuário de Itajaí fechou o primeiro trimestre de 2017, com base final no mês de março, apresentando um registro oficial de 76 escalas, sendo totalizada a movimentação de 977.075 toneladas.

Na movimentação acumulada dos três primeiros meses deste ano, foram realizadas para 237 escalas, com 2.963.051 toneladas verificando-se um crescimento de 7% na movimentação total de cargas em relação ao mesmo período do ano anterior, em que foram realizadas 228 escalas, com 2.757.809 toneladas.

Segundo informações da Gerência de Operações, quanto ao número de escalas realizadas houve um crescimento de 4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Na movimentação total do complexo no segmento de cargas contêinerizadas no mês de março foram registrados 88.400 TEU’s com 903.487 toneladas, elevando a movimentação acumulada do ano para 266.068 TEU’S com 2.733.454 toneladas verificando-se um crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior que registrou 246.528 TEU’s com 2.534.774 toneladas.

Héder Cassiano Moritz, Assessor de Direção da Superintendência do Porto de Itajaí, destaca que mesmo enfrentando um período de crise econômica, o complexo apresentou condições operacionais favoráveis e possivelmente segue uma tendência de crescimento até o final de 2017 entre 10% a 12%. Outro fator em específico que poderia elevar ainda mais os números, diz respeito à falta de movimentação operacional nos berços 03 e 04 que ainda se encontram em obras, “Os números indicam que durante esse primeiro trimestre de 2017 nós tivemos uma recuperação em nossas movimentações e apresentamos uma evolução em relação ao mesmo período de 2016. Em movimentação de cargas e escalas, APM Terminals, PORTONAVE, TEPORTI e Braskarne demonstraram crescimento. Se nós tivermos no segundo semestre o retorno do berço 03, o indicativo poderá ser ainda maior devido à demanda de cargas”, lembra Héder.

Na comparação da movimentação total de contêineres do complexo no período de abril de 2016 a março de 2017 (últimos 12 meses) verificamos que foram movimentados 1.121.728 TEU’s com 11.177.761 toneladas observando-se um crescimento de 13% em relação ao período de abril de 2015 a março de 2016 quando foram movimentados 988.573 TEU’s com 10.206.936 toneladas.

Para o Superintendente do Porto de Itajaí, Eng. Marcelo Werner Salles, o trimestre está demonstrando um percentual equilibrado, mesmo diante da crise financeira que o país se encontra e vê com otimismo o crescimento do complexo para o ano em curso, “O próprio relatório de estatísticas demonstra um crescimento na área da APM Terminals, do porto público em 10%, o que é significativo, porque infelizmente nos últimos períodos, nós viemos sempre tendo posições de perdas de cargas no porto devido à falta de infraestrutura disponível e consequentemente a Portonave se destaca, mas ao mesmo tempo a APM Terminals vem recuperando movimentação de cargas em Itajaí. Chegar a 10% nas operações da área pública, até o final deste ano, será uma vitória, e 08% de crescimento no complexo, estão muito acima de todos os índices em relação aos outros portos públicos do Brasil que não cresceram”, reforçou o superintendente Marcelo Werner Salles.

No mês de março, o complexo portuário de Itajaí, assim como em outros portos do país, foram deflagrados pela Polícia Federal através da Operação Carne Fraca, e nos portos de Santa Catarina, principalmente em Itajaí, a greve dos caminhoneiros autônomos também impactou nas atividades portuárias registrando possíveis quedas na movimentação de cargas.

“Neste primeiro momento, durante a greve dos caminhoneiros, não tivemos perdas, pois essas cargas acabaram sendo movimentadas, principalmente na retirada das importações em que as cargas podem ter sofrido um atraso, porém foi movimentada nos navios. Sobre a Operação Carne Fraca, é interessante e cabe uma análise. Se verificarmos o rendimento através das condições operacionais no mês de março, principalmente no seguimento de carnes e frangos congelados, chegou-se a conclusão que não houve esse reflexo negativo. Por incrível que pareça foram os meses em que melhor tivemos movimentação destes seguimentos. É bem provável que esse aspecto seja apresentado à partir deste mês de abril em curso e no mês de maio. As cargas que foram movimentadas no mês de março, já estavam negociadas ou seja, vendidas e foram embarcadas sem nenhuma interrupção de embarque”, destacou Heder Cassiano Moritz, Assessor de Direção da Superintendência do Porto de Itajaí.

Fonte: Porto de Itajaí

A D-Log atua a mais de 20 anos com exportação e importação. Somos um operador multimodaloperador logístico, agente de carga nacional e agente de carga internacional com o expertise na área de Transporte Aéreo, Rodoviário, Marítimo e Desembaraço Aduaneiro. Atuamos em São Paulo, Rio Grande do Sul, Santos e em todo o Brasil, além de diversos países em todos os continentes.

Contêineres.jpg

Todas as operações de estufagem (carregamento) de contêineres nos Recintos Especiais para Despacho Aduaneiro de Exportação (Redex) do Porto de Santos deverão ser monitoradas por câmeras. E suas imagens terão de ficar armazenadas por 90 dias. Além disso, o transporte das caixas metálicas deverá ser rastreado até os terminais de embarque. Essas normas serão adotadas pela Receita Federal para garantir a segurança das operações.

Redex são instalações alfandegadas voltadas à exportação. Nelas, são feitos serviços de estufagem de contêineres e a entrega das caixas metálicas aos terminais portuários.

Antes das novas regras serem publicadas, a Alfândega do Porto de Santos receberá, de empresas do setor, sugestões sobre as normas. Isto porque a Aduana abriu uma consulta pública para definir as responsabilidades no transporte de contêineres entre os Redex e os operadores portuários.

Aduana abriu consulta pública para definir responsabilidades no transporte de contêineres entre os Redex e os operadores portuários

As contribuições devem ser encaminhadas até o próximo dia 12, através da Associação Brasileira de Terminais Retroportuários e das Empresas Transportadoras de Contêineres (ABTTC).

As normas que regem este tipo de instalação já são definidas. Mas, diante das notícias de apreensões de mais de três toneladas de drogas no cais santista apenas neste ano, a possibilidade de mudança de regras foi cogitada. De acordo com a Alfândega do Porto de Santos, a ideia é deixar o final da cadeia de exportação mais seguro. Isto inclui aprimorar a vigilância dos processos de estufagem e da entrega dos contêineres nos terminais onde as mercadorias são embarcadas nos navios.

A Aduana tem como objetivo definir claramente as responsabilidades em relação ao transporte das caixas metálicas. Assim, com as imagens e o rastreio das cargas, será possível apontar os culpados pelas tentativas de tráfico de drogas no Porto.

Para o presidente da ABTTC, Martin Aron, a consulta pública é uma medida acertada. Com ela, será possível que as empresas do segmento façam seus apontamentos e deem suas contribuições. “Nós solicitamos que fosse feita uma consulta pública dessa medida e que a gente fosse ouvido, para que elas não conflitem com outras práticas que nós temos”, destacou.

Segundo Aron, algumas firmas já adotam o monitoramento das operações através de câmeras, mesmo sem que este procedimento seja uma regra da Receita Federal. “Eu acredito que essas medidas serão acolhidas e aprimoradas. Nos próximos dias, chegarão as manifestações das empresas”, destacou.

Contribuições

A minuta da portaria com as novas regras está à disposição através do site da entidade empresarial – www.abttc.org.br. Segundo a entidade, as sugestões deverão ser apresentadas de forma objetiva e fundamentada.

Os apontamentos devem ser encaminhados através do e-mail portariaredex@abttc.org.br, constando no assunto “Consulta Minuta Exportação”. O prazo para o envio das contribuições é o dia 12 do próximo mês.

Fonte: A Tribuna

 

A D-Log atua a mais de 20 anos com exportação e importação. Somos um operador multimodal e agente de carga nacional e agente de carga internacional com o expertise na área de Transporte Aéreo, Rodoviário, Marítimo e Desembaraço Aduaneiro. Atuamos em São Paulo, Rio Grande do Sul, Santos e em todo o Brasil, além de diversos países em todos os continentes.


AGENTE DE CARGA INTERNACIONALAGENTE INTERNACIONALOPERADOR LOGÍSTICO DE CARGA
OPERADOR MULTIMODALTRANSPORTE DE CARGA AÉREAOPERADOR LOGÍSTICO NO BRASILOTM OPERADOR DE TRANSPORTE MULTIMODAL



D-LOG BRASIL

Rua Nova Jerusalém, 78 - Tatuapé
03410-000 - São Paulo-SP
comercial@dlogbr.com
+55 11 3634-2300

FACEBOOK