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Sociedade é vítima da ilegalidade, não as empresas, diz CEO da Souza Cruz

24 de maio de 2018 0Mercado

Companhia - São Paulo – O mercado ilegal de cigarros rende R$ 10 bilhões, o que representa metade da indústria no Brasil, segundo o presidente da Souza Cruz Liel Miranda.

Cotação - “Isso é outra indústria”, diz ele, que aponta a recente redução de produção e o fechamento de uma fábrica da empresa, uma marca de como a empresa sofre com o comércio ilegal. Assim, ele afasta a percepção de que a ilegalidade é um crime sem vítima. “A vítima não é a empresa, mas a sociedade brasileira. É o consumidor, são os trabalhadores, é o plantador de tabaco.”

Serviços - Liel Miranda abriu o debate do EXAME Fórum: Combate à Ilegalidade sobre a competição ilegal e o desincentivo ao investimento e à inovação causado pela economia cinza.

Road Transportation - O executivo e mais três representantes de diferentes setores da indústria brasileira, todos afetados pelo problema, conversaram como suas áreas mais são afetadas – e suas propostas de soluções.

Prêmios e Certificados - Para o setor de tabaco, Liel Miranda aponta a diferente regulamentação do mercado entre o Brasil e seu vizinho, o Paraguai, que não segue as regras alinhadas com o padrão internacional. O problema gera uma concorrência desleal, além de ajudar a criminalidade e prejudicar a saúde da população com um produto sem controle de qualidade.

Transporte Aéreo de Animais - “Não tem volta na regulamentação, temos que garantir através do Mercosul que seja possível regulamentar nossos vizinhos”, fala.

Newsletter - Se a sociedade é colocada como a maior vítima do mercado cinza, ela também é parte do problema e fundamental para a solução.

Transporte Aéreo de Animais - Marina Carvalho, diretora da Associação pela Indústria e Comércio de Esportivos no Brasil, que representa as maiores marcas do setor no país, conta como ganhou de presente para seu filho uma camiseta falsificada da seleção brasileira. Quando colocou a questão ao conhecido que deu o presente, a pessoa respondeu que não tinha problema e perguntou se ela não tinha dó do camelô.

Road Transportation - Acompanhando apreensão de mercadorias com autoridades, Marina Carvalho já viu vendedores nessa condição que geraram R$ 450 mil de caixa. “A gente tem a falsa ideia de que eles não tem culpa”, fala.

Operador Logístico - Segundo ela, a indústria formal tem responsabilidades e cuidados com o produtos que não são vistos pelo consumidor. “É um custo com o design, com o que é melhor para o consumidor e o meio ambiente. Esse valor é intangível e pouco percebido quando adquirimos o produto. Socialmente, a gente aceita a ilegalidade no dia a dia.”

Serviços - Oskar Metsavaht, fundador e diretor criativo da Osklen, aponta que o problema é difícil de combater apenas com apreensões de produtos, pois a indústria informal possui uma cadeia produtiva. “Para combater, é preciso perceber que existem outros culpados”, diz.

Operadores Logísticos - Ele concorda com a diretora sobre a permissividade de produtos falsificados pela sociedade brasileira, mas acrescenta que é necessário distinguir as diversas fontes de cópia para o setor de moda.

Termos e Procedimentos - Sua indústria tem grande investimento na área criativa, de design de produtos – um valor que não é considerado pela população, mas que desperta o desejo pelo consumo dos produtos. Além do camelô, que copia produtos de marcas de luxo, ele aponta as empresas de fast-fashion que copiam os produtos originais para atendar a demanda dos consumidores e por baixo custo.

Empresa de Logística em São Paulo - Ele cobra maior apoio jurídico para combater o plágio, mas tem também uma mudança cultural da ética da sociedade que aceita os produtos.

Site desenvolvido pela Lima & Santana Propaganda - Antonio Ferreira Martins, vice-presidente jurídico da Raízen, concorda com a responsabilidade que o consumidor tem como aliado no combate ao mercado cinza. Ele pede por um avanço civilizatório da sociedade: “Temos que sair da situação em que sonegação, roubo de carga e outros crimes podem se acomodar dentro do nosso jeitinho brasileiro”, comenta.

Site desenvolvido pela Lima & Santana Propaganda - As autoridades apontaram, no entanto, que em qualquer indústria os investimentos não pode parar, embora os impactos sejam sentidos por todos.

Aéreo - O presidente da Souza Cruz ainda indica a simplificação tributária como essencial para a luta. Para ele, isso também não beneficiaria somente as empresas, mas ajudaria a equiparar a carga tributária com a realidade da sociedade brasileira, que sofre com a desigualdade econômica.

Fonte: https://exame.abril.com.br/economia/sociedade-e-vitima-da-ilegalidade-nao-as-empresas-diz-ceo-da-souza-cruz/


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