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O volume de cargas importadas e exportadas em contêineres em 2020, pela TCP, no Porto de Paranaguá, aumentou 6% em relação a 2019. Foram 8.541.091 toneladas, 508.664 toneladas a mais que no ano anterior. Os produtos em contêineres representam 14,9% da movimentação geral dos portos do Paraná.

“A movimentação do Paraná foi na contramão de portos do mundo inteiro. Mesmo com os efeitos da pandemia, que prejudicou o fluxo de transporte por contêineres na Ásia e Europa, o Porto de Paranaguá registrou alta, tanto em volume quanto em unidades de contêineres”, afirma o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Em unidades específicas de contêineres, equivalentes a um contentor de 20 pés (TEUs), o aumento registrado foi em 5%. Em 2020 foram 906.504 TEUs. Em 2019, 867.185 TEUs.

Segundo Garcia, a forte demanda por alimentos, no mundo, contribuiu para a alta verificada entre as cargas de contêineres, já que o Porto de Paranaguá segue sendo o maior exportador de frango do Brasil. Em 2020, foram exportadas 1.805.011 toneladas de carne de aves. O produto congelado é o mais movimentado em contêineres pelo terminal paranaense.

PRODUTOS – Estão também entre os principais produtos que chegam ou saem pelo terminal de contêineres do Porto de Paranaguá, arrendado e operado pela empresa TCP, a madeira, o papel, a celulose e a carne bovina, na exportação; e os fertilizantes na importação.

De madeira, foram exportadas 905.294 toneladas, em 2020. O volume representa alta de 3,67% em relação às 873.227 toneladas registradas em 2019.

O papel exportado em contêiner somou 407.290 toneladas. A alta foi de 15,78%, comparado às 351.792 toneladas do ano anterior. O aumento observado nas exportações de celulose foi ainda maior na comparação dos dois últimos anos: 30,4%. Em 2020, 373.981 toneladas; em 2019, 286.720 toneladas.

As exportações de carne bovina congelada, em 2020, somaram 348.356 toneladas. Comparado às 280.276 toneladas de 2019, o aumento registrado foi de 24,29%.

IMPORTAÇÃO – Entre as importações, o principal destaque é o volume de fertilizantes importados em contêineres pelo Porto de Paranaguá. Foram 526.085 toneladas importadas em 2020 – 34,63% a mais que em 2019 – com 390.769 toneladas.

NAVIOS – Segundo o registro DataLiner, o número de escalas de navios contêineres no terminal paranaense também está maior, na comparação entre os dois últimos anos: passou de 771 (2019) para 796 (2020). A alta é de 3%. O Porto de Paranaguá está entre os únicos cinco do Brasil a registrar crescimento nas atracações do segmento.

 

Fonte: Portos e Navios


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A corrente de comércio de bens da China (exportação+importação) registrou uma alta de 19% em 2020 e totalizou US$ 5 trilhões ( 32,16 trilhões de yuans), atingindo um recorde apesar da queda mundial em embarques, segundo dados oficiais divulgados nesta quinta-feira (14).

As exportações aumentaram 4%, enquanto as importações caíram 0,7%, de acordo com a Administração Geral das Alfândegas (AGA). Somente em dezembro, as exportações subiram 10,9% anualmente em termos de yuan.

A China superou os desafios econômicos e comerciais globais em 2020, tornando-se a única grande economia do mundo a registrar crescimento positivo no comércio exterior de bens, disse o porta-voz da AGA, Li Kuiwen, em uma coletiva de imprensa.

Durante os primeiros 10 meses do ano passado, o comércio exterior e as exportações do país representaram 12,8% e 14,2% do total mundial, respectivamente, ambos batendo os recordes históricos, disse Li, citando os dados da Organização Mundial do Comércio e as estatísticas nacionais disponibilizadas.

(*) Com informações da Xinhua

 

Fonte: Comex do Brasil


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O porto de Santos vai entrar em 2021 com a projeção de novos arrendamentos que vão gerar R$ 4,8 bilhões em investimentos, além de mais R$ 2 bilhões em novos acessos rodoferroviários. Além disso, estarão em andamento obras que movimentam investimentos de R$ 1,5 bilhão.

Tudo isso antes de seu processo de desestatização, que está em fase de estudos.

O porto já teve a conclusão de outras quatro obras em 2020, todas recém-inauguradas. Entre elas, a construção de uma pera ferroviária (desvio usado para mudar a direção de uma composição), que aumentou o transporte de celulose por meio de trens. Os investimentos somaram R$ 1,057 bilhão.

A SPA, que administra o porto, ainda estima outros R$ 387 milhões nas avenidas perimetrais.

Os investimentos em ferrovias vão ganhando força. A projeção é que os trens subam de 33% a 40% o share de participação no transporte de cargas no porto de Santos, segundo Diogo Piloni, secretário nacional de Portos.

“Isso está na linha do que é o planejamento do PDZ (Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto de Santos). Ele tem alguns pilares, e um deles é a questão da utilização mais massiva do transporte ferroviário para o porto”, afirmou Piloni.

Fernando Biral, diretor-presidente da SPA, afirmou que o investimento no modal ferroviário otimiza o espaço disponível no porto, que fica colado na cidade de Santos.

“Quanto mais caminhão em movimento circulando pela cidade, [mais] prejudica a qualidade de vida da população. O transporte ferroviário tem todas as vantagens. É uma adaptação custosa, herdamos um porto totalmente desenhado para movimentação rodoviária, precisa fazer muitos investimentos”, afirmou.

Os investimentos em ferrovias devem multiplicar a movimentação atual de cargas, segundo Bruno Stupello, diretor de Desenvolvimento de Negócios e Regulação da SPA.

“A capacidade ferroviária de escoamento de cargas para Santos deve chegar a 120 milhões de toneladas. Hoje, o porto tem capacidade de 50 milhões de escoamento de ferrovia, por isso a necessidade urgente do acesso ferroviário”, disse Stupello.

A DPWorld, um dos maiores terminais do porto, investiu, em parceria com a Suzano, R$ 700 milhões na construção da pera ferroviária, de um armazém com 35 mil toneladas de capacidade estática, na expansão do cais de 653 m para 1.100 m e em novos dois viadutos.

Fábio Siccherino, diretor comercial e de relações institucionais da DPWorld, apontou que a construção do desvio ferroviário contribui para reduzir o custo logístico do terminal. “É fundamental. Além do fator de sustentabilidade, tem a questão do meio ambiente e torna o produto mais competitivo no exterior”.

Patricia Lascosque, superintendente de Portos da Suzano, afirmou que a empresa possui 90% de suas vendas destinadas ao mercado internacional, com estrutura logística que abastece mais de 80 países, razão pela qual decidiu investir no porto de Santos.

“Todo o projeto foi pensado para conciliar eficiência e tecnologia com sustentabilidade. A ampliação possibilitou, por exemplo, que o terminal pudesse operar ao mesmo tempo até dois navios dedicados às operações de celulose”, disse Patrícia.

A DPWorld Santos pode receber até quatro navios simultâneos. O empreendimento possui um armazém de 35 mil metros quadrados, com capacidade estática para mais de 150 mil toneladas de celulose.

Já entre os futuros arrendamentos previstos para antes da desestatização do porto, estão dois licitados em 2020 e arrematados pela Eldorado e pela Bracell, com previsão de obras em 2021, em investimentos de R$ 380 milhões.

Entram na lista mais dois arrendamentos de granel líquido com consultas públicas já realizadas, no momento em análise pelo TCU (Tribunal de Contas da União), com estimativa de obras que chegam a R$ 1 bilhão.

Ainda estão previstos outros dois leilões de contêineres, sendo um de terminal portuário e outro retroportuário, e um de granel sólido mineral, em estudos preliminares, mais um que já foi qualificado no PPI. Esses quatro, somados, chegam a R$ 3,4 bilhões em investimentos.

A SPA também prevê investimentos de R$ 2 bilhões em acessos rodoferroviários.

Aí se incluem o retropátio do Valongo e Alemoa, a terceira linha do Valongo, a pera na região de Outeirinhos, as novas linhas do pátio do Macuco, o retropátio da Prainha, o viaduto da entrada de Santos, dos viadutos entre o canal 4 e a Ponta da Praia, as passarelas da margem direita do porto e outros.

LEILÕES MUDAM PERFIL DE OPERADORES DO PORTO

Entre os arrendamentos e obras, o secretário de portos Diogo Piloni ainda apontou como segundo pilar do PDZ a chamada “clusterização” do porto, ou seja, concentrar nas mesmas áreas os terminais com o mesmo tipo de carga de movimentação, fazendo com que o complexo marítimo tenha terminais operando com escala superior.

“Não dá para ter mais no porto operações de pequeno porte e ineficientes. Não se trata de predileção por empresas grandes ou desprestígio a empresas familiares. Não há impedimento que participem do processo de licitação. Mas trarão operações e terminais com outro grau de eficiência”, disse Piloni.

O momento é considerado histórico para o porto, pois contratos de arrendamentos que vinham desde os anos 90 chegaram ao fim, dando lugar a um novo perfil de operador. Assim, vão saindo de cena empresas sem governança e entrando arrendamentos feitos por grandes multinacionais ou empresas listadas em Bolsa de Valores.

Um dos principais é da Hidrovias do Brasil, que venceu leilão de agosto de 2019 e está investindo R$ 332,5 milhões no novo terminal STS 20, sendo R$ 112,5 milhões referente à outorga, mais os R$ 220 milhões previstos no edital para melhoria da estrutura, como a construção e reforma dos armazéns e berço dos navios.

No local, ficava o antigo terminal Pérola, que tinha a Rodrimar como um dos acionistas. Agora, a Hidrovias tem a concessão do terminal por 25 anos e vai movimentar fertilizantes e sal, consumindo insumos principalmente dos segmentos de cana, citrus e reflorestamento. Cerca de 30% das obras já estão concluídas, com previsão de entrega para 2022.

Fabio Schettino, presidente da Hidrovias, disse que a operação em Santos faz parte da estratégia de suprir uma demanda de negócio importante, atendendo o mercado de São Paulo, já que o terminal é muito relevante para o abastecimento de fertilizantes e sal no estado.

“Nos últimos anos, a operação de fertilizantes tem crescido consideravelmente no porto de Santos, em razão da demanda do estado de São Paulo, onde se encontram mercados estáveis de cana-de-açúcar e café. Essas características resultam em um mercado cativo e regular para a companhia”, disse Schettino.

O terceiro trimestre de 2020 foi o primeiro completo da operação da Hidrovias em Santos. Mesmo sem a operação plena e transporte apenas de fertilizantes, já que a logística de sal está em estágio pré-operacional, a empresa teve um faturamento de R$ 17,8 milhões e Ebitda de R$ 3,9 milhões, com margem de 22% no trimestre.

Outro exemplo é no Terminal Exportador de Santos (TES), com investimentos de R$ 395 milhões, que teve o leilão vendido por um consórcio formado pelas empresas Louis Dreyfus e Cargill Agrícola. Em outros casos, os valores integram o pacote de investimentos como contrapartida à prorrogação antecipada de contratos firmados com o governo, como Ageo Norte, Terminal XXXIX e Santos Brasil.

A Santos Brasil está investindo R$ 420 milhões no Tecon Santos, sendo R$ 250 milhões na ampliação do cais de atracação do terminal em 220 metros, totalizando 1.510 metros, e o aprofundamento do cais, com reforço da estrutura para a instalação de trilhos para os novos portêineres. Os outros R$ 170 milhões foram destinados a novos equipamentos.

Roberto Teller, diretor de operações portuárias da Santos Brasil, explicou que a grande vantagem do negócio é que, assim que a reforma for finalizada, a empresa vai ter três grandes berços para operação de navios de até 366 metros, transformando o terminal no único apto a receber três grandes embarcações simultaneas desse porte.

“Vai ser um ganho aos nossos armadores. Na medida que pode aumentar o tamanho do navio se tem um grande ganho de escala, pois consegue colocar mais contêineres e o terminal está preparado para receber os maiores navios. Assim, vai estar competitivamente muito à frente dos demais, os armadores estão aguardando a nova estrutura”, afirmou.

A Santos Brasil vem implantando outras medidas para melhoria do terminal. Em 2020, inaugurou um centro de controle operacional, com dashboard interativo e online. E lançou carregadores veiculares para carros elétricos que foram instalados recentemente no Terminal de Veículos (TEV) administrado pela empresa, transformando o local no único terminal portuário no país a ter esse tipo de equipamento.

PORTO ABRE CHAMAMENTO PÚBLICO PARA NOVO TERMINAL

No último dia 29 de dezembro, a SPA abriu um chamamento público para receber projetos para um novo terminal de passageiros no porto. Os interessados têm 30 dias para pedir autorização para elaboração dos estudos. A partir daí, sendo autorizados, mais 120 dias para apresentá-los.

Atualmente, existe o terminal de passageiros do Concais, com apenas um berço de atracação exclusivo. Com o novo projeto, a expectativa é que a capacidade aumente para quatro a oito, segundo previsto no PDZ.

Nas condições atuais, o navio de passageiros tem preferência na atracação e ganha prioridade para atracar em detrimento dos navios de carga. Assim, o porto acaba tendo espaço reduzido na temporada de cruzeiros.

O novo terminal viria para suprir essas necessidades de infraestrutura e ainda revitalizar a região do Valongo, no centro histórico de Santos, repleto de bares, restaurantes e comércios locais.

Espera-se que o investimento traga novos turistas à cidade, pois o terminal atual fica em uma região cheia de cargas, o que, normalmente, não traz motivação aos passageiros para permanecerem na cidade.

Segundo a SPA, o projeto faz parte de planejamento estratégico do porto para os próximos 20 anos e está em consonância com o Plano Diretor do Município de Santos, com o objetivo de incrementar o turismo. A futura modelagem será encaminhada ao Ministério da Infraestrutura, que vai realizar o leilão.

No dia 23 de dezembro, a SPA também abriu consulta pública, pelo prazo de 45 dias, para receber contribuições, subsídios e sugestões relativas à gestão, operação, manutenção e expansão da ferrovia interna do porto.

Fonte: Folha de São Paulo


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A queda das importações em ritmo maior que o recuo das exportações fez a balança comercial encerrar 2020 com superávit maior do que em 2019. No ano passado, o Brasil exportou US$ 51 bilhões a mais do que importou, alta de 4,6% em relação ao superávit observado em 2019. Pelo critério da média diária, que divide o saldo total pelo número de dias úteis, o crescimento somou 7,1%. Os dados foram divulgados hoje (04) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

Para 2021, a previsão é de um superávit de US$ 53 bilhões, resultado de exportações no total de US$ 221 bilhões (alta de 5,3% em relação aos US$ 206,9 bilhões exportados em 2020) e importações da ordem de US$ 168,9 bilhões (superiores em 5,8% aos US$ 168,1 bilhões importados no ano passado). A corrente de comércio (exportações+ importações) deverá totalizar US$ 389,2 bilhões, com uma alta de 5,5% comparativamente com o fluxo de comércio de US$ 368,9 bilhões registrados no ano passado.

No ano passado, o superávit cresceu pela primeira vez depois de dois anos seguidos de queda. Em 2017, o indicador bateu recorde, atingindo US$ 66,989 bilhões. Depois disso, o superávit caiu para US$ 58,033 bilhões em 2018 e US$ 48,035 bilhões em 2019.

No ano passado, o Brasil exportou US$ 209,972 bilhões, com recuo de 5,9% em relação a 2019 pelo critério da média diária. As importações somaram US$ 158,9 bilhões. Como as compras do exterior caíram mais do que as vendas, o saldo comercial cresceu no acumulado do ano.

Por causa da pandemia da covid-19, o Brasil passou a exportar menos à medida que o consumo mundial caiu. Em contrapartida, o país também passou a comprar menos do exterior por causa da alta de quase 30% do dólar no ano passado.

Queda em dezembro

O superávit da balança comercial poderia ter sido maior não fosse o desempenho de dezembro. No mês passado, o Brasil registrou saldo negativo, importando US$ 800,7 milhões a mais do que exportando.

O recuo das exportações em dezembro foi puxado pela agropecuária, cujas vendas para o exterior caíram 19,1% no mês passado em relação ao mesmo mês de 2019. Isso se deve à antecipação de embarques de diversos produtos, como soja (-91%) e arroz com casca ou bruto (-99,5%). Como as vendas se concentraram até novembro, os embarques caíram no mês seguinte.

As exportações da indústria extrativa encolheram 10,3% em dezembro, puxada por minérios de metais preciosos (-45,2%) e por óleos brutos de petróleo (-62,8%). Somente as exportações da indústria de transformação cresceram no mês passado, tendo subido 5,4% na comparação com dezembro de 2019. As principais altas foram registradas no açúcar processado, com aumento de 116,64%, no ouro processado (+61,5%) e nos combustíveis (+25,9%).

(*) Com informações da Agênia Brasil

 

Fonte: Comex do Brasil


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A Comissão Latino-Americana de Aviação Civil (CLAC) assinou na manhã da quinta-feira (17), um Memorando de Entendimento (MoU) que permite a liberalização temporária do direito de tráfego para os serviços aéreos exclusivamente cargueiros na América Latina. O acerto foi feito durante uma assembleia extraordinária convocada pela CLAC para discutir a liberalização da 7ª Liberdade do Ar.

As Liberdades do Ar são um conjunto de nove acordos da aviação mundial para viabilizar o transporte aéreo internacional. A 7ª Liberdade estabelece o direito de tráfego de um país para um terceiro sem passar pelo território do estado de bandeira da aeronave.

O documento assinado homologa essa norma e permite transportar carga entre dois países membros do grupo sem a obrigação de obter autorização do país de nacionalidade da empresa aérea. A medida visa facilitar o transporte de material de combate à COVID-19, especialmente, o transporte da vacina.

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) aderiu e assinou o Memorando de Entendimento CLAC, tornando o Brasil parte deste acordo. De acordo com a agência, a medida foi necessária diante dos expressivos impactos da crise da pandemia do Covid-19 sobre o setor aéreo, com forte redução no número de operações aéreas em todo o mundo.

Dez países já estão com o Acordo válido: Brasil, Chile, Equador, Guatemala, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Venezuela e Uruguai.  A adesão dos outros 22 países membros que compõem a CLAC segue em aberto.

Em média, é calculado que as operações aéreas tenham sido reduzidas em mais de 90% em nível global. A drástica diminuição do tráfego foi consequência das medidas de proteção ante a emergência de saúde, tais como fechamento de fronteiras e restrições ao deslocamento internacional de pessoas, o que impactou significativamente o transporte aéreo de passageiros e cargas.

Na América Latina, o impacto para o transporte de cargas foi ainda maior diante da redução da realização de voos mistos (passageiros e carga), cujas aeronaves tinham seus porões utilizados para transporte de mercadorias.

A apresentação do texto inicial até a assinatura por dez países levou menos de sete meses. Com isso, conclui-se que ambos os países envolvidos entenderam que a medida pode ser um fator importante na contribuição para o transporte de vacinas.

Entenda a proposta de liberalização de 7ª liberdade

O Brasil e o Chile apresentaram uma proposta à CLAC para que esta Comissão solicite à OACI incentivar discussões sobre entendimentos multilaterais, ou até mesmo sobre um acordo global, de liberalização temporária de direitos de tráfego exclusivamente cargueiros, como medida para contribuir para a distribuição aérea da vacina.

A proposta foi uma iniciativa da ANAC, respaldada na Portaria nº 527/2019, do Ministério da Infraestrutura (Minfra), pela qual o Governo estabelece diretrizes para ampliar a liberdade para acordos internacionais de transporte aéreo, dentre elas, o princípio para negociar a concessão de direitos de tráfego de até 7ª liberdade para serviços exclusivamente cargueiros. Observando essas diretrizes, a ANAC convidou a Junta de Aviación Civil do Chile (JAC) para apresentarem, conjuntamente, um texto inicial aos Membros da CLAC.

O Memorando de Entendimento CLAC estabelece, em complemento aos acordos bilaterais ou multilaterais existentes, concessão recíproca do direito de sétima liberdade para serviços exclusivos de transporte de carga desenvolvidos por empresas aéreas dos Estados que o subscrevam, sem restrições geográficas (serviços de e para terceiros países, inclusive países fora da CLAC) nem de capacidade; prorrogação da vigência do Memorando até o fim de 2022, permitida a retirada da adesão em qualquer momento com aviso prévio de seis meses; e manutenção de direitos de tráfego para serviços nos entendimentos bilaterais ou multilaterais vigentes.

Informações da ANAC


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A balança comercial brasileira poderá fechar o ano de 2021 com um superávit de US$ 69,018 bilhões, com uma alta de 33% comparativamente aos US$ 51,875 previstos para 2020, de acordo com projeção divulgada hoje (16) pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB). 

O saldo projetado para o próximo ano resultaria de exportações de US$ 237,334 bilhões (alta de 13,7% sobre os US$ 208,791 bilhões estimados para este ano) e de importações totalizando US$ 168,316 bilhões, superiores em 7,3% aos US$ 156,916 bilhões estimados para 2020.

Segundo o presidente da AEB, José Augusto de Castro, as projeções para o comércio exterior em 2021 foram realizadas tendo como base o cenário atual, passível de oscilações, e que poderão impactar os resultados. Entre outros fatores, ele destaca os seguintes: qual impacto terá para o Brasil o atraso na vacinação da Covid-19? Efeitos da posse de Joe Biden na presidência dos Estados Unidos; Como ficará a guerra comercial Estados Unidos x China? Como se comportarão as commodities neste mundo “novo normal” e seus impactos na balança comercial brasileira?

José Augusto de Castro ressalta também que as projeções poderão ser impactadas pelo fato de que as commodities estão mostrando atraentes cotações para os exportadores brasileiros mas sem uma indicação clara de manutenção dos atuais patamares de preços praticados nos mercados internacionais. Além disso, destaca, o Brasil continua altamente dependente das exportações de commodities, com os produtos manufaturados sofrendo o impacto negativo da falta de competitividade decorrente do elevado Custo-Brasil.

Em relação às exportações, a projeção da balança comercial divulgada pela AEB ressalta que independentemente do nível da taxa cambial, a competitividade das exportações de manufaturados será impactada na América do Sul, devido aos problemas políticos e/ou econômicos enfrentados pelos países da região. Nesse cenário, as exportações de commodities continuarão sendo o motor de sustentação das exportações brasileiras. 

No tocante às importações, a AEB estima que a previsão de crescimento do PIB em 2020 entre 2,5% e 4% deverá mitigar o nível de desemprego, aumentar o consumo das famílias e do governo, ampliar a demanda interna e acelerar as importações.

A exemplo do que vem acontecendo nos últimos anos, também em 2021 a soja continuará sendo o carro-chefe das exportações brasileiras. A previsão da AEB é de que no próximo ano a oleaginosa vai liderar, pelo sétimo ano consecutivo, a lista dos principais produtos brasileiros de exportação, com uma receita recorde de Us$ 36,550 bilhões. Soja, petróleo e minério de ferro deverão ser responsáveis pelo recorde de 40,2% das exportações totais brasileiras projetadas para 2021, em comparação com uma participação de 35,4% no volume total exportado em 2020.

Na avaliação da AEB, sem a implantação de uma série de reformas, e a consequente redução do elevado Custo-Brasil, o Brasil não deixará de ter uma participação meramente residual (algo em torno de 1% a 1,2%) no comércio mundial. 

Segundo José Augusto de Castro, “desde o ano de 2018, o Brasil está passando por transformações que, quando concluídas, deverão ter impacto positivo no Custo-Brasil e reflexos igualmente positivos nas exportações de produtos manufaturados”.

Entre as medidas, o presidente da AEB relaciona como imprescindíveis a discussão da reforma tributária e indicação da reforma administrativa; concessões e privatizações em infraestrutura dos segmentos de logística; implementação do Acordo de Facilitação do Comércio; fase final de desenvolvimento da área de importação do Portal Único de Comércio Exterior, gerando importante redução da burocracia e do seu custo e negociação de acordos comerciais com países ou blocos de maiores pesos político, econômico e comercial, entre outras.

José Augusto de Castro lembra que “estudo divulgado pelo Ministério da Economia mostrou que o Custo-Brasil consome R$ 1,5 trilhão e representa abusrdos 22% do Produto Interno Bruto brasileiro. Sem a remoção desses obstáculos e na ausência das reformas citadas, as exportações brasileiras de produtos manufaturados seguirá registrando um valor nominal inferior ao exportado em 2007”.

 

Fonte: Comex do Brasil


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Resultados são alavancados pelos bons números registrados na importação, exportação, carga doméstica e remessas expressas. O Terminal de Carga do Aeroporto Internacional de Viracopos registrou em novembro a segunda maior alta de movimentação de carga no ano, com um total de 27.597 toneladas em importação, exportação, carga nacional e remessas expressas (courier).

O mês de novembro apresentou crescimento de 31% em relação ao mesmo período do ano passado. Já no acumulado do ano, de janeiro a novembro, a alta chegou a 14,28% em relação ao mesmo período de 2019, com um total de 233.790 toneladas transportadas por Viracopos em 2020.

Novembro só ficou atrás do mês de outubro, que detém até agora o recorde de registro de carga movimentada no ano, com 27.886 toneladas, somadas as exportações, importações, cargas nacionais e remessas expressas.

As seguidas altas são alavancadas pelos resultados na importação, exportação, carga doméstica e remessas expressas, consolidando o TECA (Terminal de Carga) de Viracopos, mais uma vez, entre as estruturas mais importantes para a logística e o abastecimento do Brasil, principalmente nos segmentos das indústrias farmacêutica, de tecnologia, alimentícia, autopeças, vestuário, química, calçados, entre outros diversos segmentos.

Importação e Exportação
Considerando apenas as importações, o mês de novembro registrou o recorde do ano, com 12.768 toneladas de carga chegando ao país por meio do TECA de Viracopos. O crescimento chegou a 5,8% em relação ao mesmo mês de 2019. Hoje, Viracopos recebe quase 40% do total de carga importada por via aérea no país.

As exportações também seguem em alta. Em novembro, 6.848 toneladas de carga deixaram o Brasil por Viracopos. O número é 32,6% superior ao volume registrado no mesmo mês de 2019.

Remessas expressas e Carga Doméstica
As remessas expressas ou courier também mantêm uma tendência de alta no acumulado do ano. Entre janeiro e novembro de 2020 foram movimentadas 5.181 toneladas, número 3,3% superior ao acumulado no mesmo período de 2019. Só no mês de novembro foram 492 quilos de remessas que passaram por Viracopos.

No entanto, o recorde de remessas expressas enviadas ou recebidas neste ano aconteceu no mês de julho, com 583 quilos.

As cargas domésticas continuam exercendo um importante papel para impulsionar ainda mais a relevância logística e estratégica de Viracopos no cenário nacional por ser um aeroporto com uma das maiores distribuições de voos por todas as regiões do país.

No acumulado do ano, a alta de movimentação de carga doméstica por Viracopos chega a 53,10% neste ano em relação aos 10 primeiros meses de 2019. Passaram pelo aeroporto 50.451 toneladas ante 32.952 toneladas do mesmo período do ano passado.

Além disso, o mês de novembro representa o recorde no ano de movimentação de carga nacional por Viracopos, com 7.489 toneladas, superando o recorde anterior que havia sido registrado em outubro, com. 7.331 toneladas.

 

 

 

Fonte: Assessoria


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Sendo um dos maiores pontos de escoamento de produção no País, a alta na movimentação de cargas no Porto de Itajaí pode ser um sinal de reaquecimento econômico no Brasil. Especialistas afirmam que 2020 ainda pode fechar em alta no quesito movimentação de cargas

De acordo com a Superintendência do Porto de Itajaí, outubro foi um mês de recordes para o complexo portuário: o número de contêineres movimentados aumentou em 225%. Esse aumento foi referente ao acumulado de movimentação registrado durante os últimos três anos e meio.

O mês de outubro, quando analisado individualmente, também mostra resultados positivos. Apenas um ano atrás, em outubro de 2019, o Porto teria movimentado 39.103 TEUs – uma medida padrão utilizada para designar contêineres de 20 pés de comprimento por 8 de largura e 8 de altura. Já no mesmo mês do ano seguinte, o número foi de 52.185 TEUs, registrando um aumento de 33%, ainda de acordo com dados divulgados pela gestão do Porto.

Mesmo com a diminuição nas atividades de importação e exportação causada pela pandemia, o Porto de Itajaí alcançou números satisfatórios ao longo dos meses. Por isso, para especialistas, a expectativa é de que os números se mantenham em crescimento, acumulando um aumento de 15% ao longo de 2020.

Porto de Itajaí: exportação e importação em 2020

Durante o ano de 2020, o Porto de Itajaí correspondeu a 63% da movimentação de carga em todo o Brasil. Entre os produtos mais exportados, estão as carnes, como o frango e a carne bovina – a movimentação de carnes representou um crescimento de 51,8% em relação ao mesmo mês do ano passado – e os derivados de madeira.

Enquanto isso, as importações acumularam 37% do total, com destaque para os materiais eletrônicos, têxteis e produtos químicos, que representaram um aumento de 80,5%, em comparação a 2019.

 

Viracopos também bateu recordes em 2020

O Aeroporto Internacional de Viracopos, localizado em Campinas, no estado de São Paulo, também bateu recordes no registro de movimentação de carga dentro do período de um mês. Segundo a própria instituição, em outubro, foram 27.886 toneladas movimentadas, superando a melhor marca já registrada: 23.896 toneladas em setembro de 2020.

No quesito importação, o mês de outubro deste ano (que registrou 12,5 mil toneladas) superou o mesmo período do ano anterior, quando a movimentação foi de 9,8 mil toneladas. Enquanto isso, na exportação, outubro também apresentou alta, alcançando até 36,3% a mais do que em 2019, acumulando 7,4 mil toneladas enviadas para o exterior.

 

A importância da segurança na indústria de movimentação de cargas

Empresas de transporte precisam estar preocupadas com equipamentos de segurança que protejam a equipe e as cargas movimentadas. Um bom exemplo de um componente de segurança é a cinta de amarração de carga, que precisa ser composta por materiais resistentes à ação do tempo e intempéries.

A indústria logística movimenta milhões de toneladas todos os anos, e é imprescindível que a segurança seja uma preocupação notória para todos os envolvidos nas operações, afinal, um acidente pode gerar prejuízos financeiros e humanos.

 

Fonte: Polifitema


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A Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) bateu um recorde histórico de faturamento anual no Porto de Niterói, faltando ainda um mês para o fim do ano. O total acumulado de receitas, de janeiro a novembro de 2020, atingiu a marca de R$ 7.295.867,50, valor que já é 9,8% maior que o ano de 2019 e superior a todos os anos anteriores da história do porto. As receitas são provenientes de tarifas públicas (58%) e de arrendamentos (42%). As informações foram divulgadas pela CDRJ, Autoridade Portuária responsável pela administração dos Portos do Rio de Janeiro, Niterói, Itaguaí e Angra dos Reis.

A gerente de Operações do Porto de Niterói, Aline Moriggi, explicou o resultado positivo, obtido mesmo durante a pandemia: “Nesse ano atípico, tomamos uma série de providências para garantir a continuidade das operações e a segurança dos trabalhadores. Apesar da perda de receitas fixas, provenientes da renovação dos contratos de arrendamento, os novos negócios no mercado offshore, o aumento das receitas variáveis e a dedicação de todos os envolvidos na cadeia logística garantiram o bom desempenho do porto”.

O Porto de Niterói conta com uma localização estratégica na Baía de Guanabara e se tornou uma base logística em apoio às atividades offshore. As principais cargas movimentadas no porto são suprimentos, peças e equipamentos que contemplam esse segmento. Com foco em empresas nacionais e internacionais de petróleo e gás que operam no país, os dois terminais arrendados pelas empresas Nitshore Engenharia e Serviços Portuários e Nitport Serviços Portuários atendem a demandas de suporte, fabricação e reparação, voltadas para módulos de plataformas de perfuração e/ou produção.

Além dos terminais arrendados, a Gerência do Porto de Niterói também pratica a cobrança das tarifas públicas das embarcações que acessam os estaleiros no entorno do porto. O resultado alcançado, neste ano, demonstra a resiliência do mercado de óleo e gás, frente a um ano de grandes desafios. “Esperamos, no ano de 2021, alcançar maiores resultados, considerando o potencial que o mercado tem demonstrado,” ressaltou Leandro Lima, superintendente de Gestão Portuária do Rio de Janeiro e Niterói.

 

 

Fonte: Portos e Navios


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O fluxo de comércio exterior da China (exportações+importações) atingiu a cifra de US$ 4,44 trilhões (29,04 trilhões de yuans) no acumulado de janeiro a novembro. As exportações tiveram uma alta de 14,9% no acumulado de um ano, enquanto as importações caíram 0,8% em igual período em termos de yuan, informou a Administração Geral das Alfândegas (AGE).

Os números do comércio exterior chinês de mercadorias são realmente impactantes. Para se ter uma ideia, nos onze primeiros meses do ano, o  Brasil teve uma corrente de comércio no total de US$ 332,195 bilhões, equivalentes a aproximadamente 13% do total das exportações e importações chinesas no período.

De acordo com a AGE, a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN)permaneceu como o maior parceiro comercial da China no período, seguida pela União Europeia e pelos Estados Unidos.

As empresas privadas desempenharam um papel significativo na promoção do crescimento do comércio, com seu comércio exterior se expandindo 11,3% nos primeiros 11 meses, respondendo por 46,4% do total do país.

(*) Com informações da Xinhua

 

Fonte: Comex do Brasil


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