Arquivos Notícias - Página 2 de 22 - D-Log - Excelência e Confiabilidade

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Em relação ao primeiro semestre de 2019, a movimentação de granel sólido teve incremento de 2,2%, e a de granel líquido de 15,5%

O setor portuário brasileiro (portos públicos e portos privados) movimentou 538 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2020. Ainda que em meio à pandemia da Covid-19, que atingiu o mundo no período, o montante representou crescimento de 4,4% em relação ao primeiro semestre do ano passado, quando foram movimentados 515,2 milhões de toneladas.

Em relação aos tipos de carga, houve crescimento no primeiro semestre deste ano na comparação com igual período do ano passado de 2,2% na movimentação de granel sólido, com a movimentação de 323,5 milhões de toneladas, e de 15,5% na movimentação de granéis líquidos, com a operação de 134,2 milhões de toneladas. Já contêineres e carga geral solta apresentaram queda, respectivamente, de -1%, com 54,8 milhões de toneladas movimentadas, e de -6,2% (25,4 milhões de toneladas) em relação a igual período de 2019.

Entre as mercadorias que registraram crescimento de movimentação em comparação com o primeiro semestre de 2019, as principais foram petróleo e derivados (+19,8%), com a movimentação de 123 milhões de toneladas; e soja (+31,4%), com 81 milhões de toneladas movimentadas. Já entre as que registraram queda na comparação com o ano anterior, as principais foram minério de ferro (-9,7) e contêineres (-1%).

Tabela

Os números são do Estatístico Aquaviário, produzido pela Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho, da Superintendência de Desempenho, Desenvolvimento e Sustentabilidade da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (GEA-SDS/ANTAQ), e estão disponíveis para consulta no portal da Autarquia na internet (portal.antaq.gov.br).

“O crescimento nas exportações de Petróleo e Derivados (+76%) e na exportação de soja (+32), principalmente em portos públicos, foi o grande destaque no primeiro semestre de 2020. Essas duas mercadorias representaram 38% de toda a movimentação portuária no período, tendo impacto significativo na movimentação total de cargas”, apontou o gerente de Estatística e Avaliação de Desempenho da ANTAQ, Fernando Serra.

De acordo com o levantamento da ANTAQ, o Porto de Santos foi o de maior movimentação entre os portos públicos. No período, o porto santista movimentou 55,7 milhões de toneladas de cargas, representando crescimento de 10% em relação ao primeiro semestre de 2019. O porto santista também foi destaque na movimentação de soja ao operar 16,1 milhões de toneladas (4,5 milhões de toneladas a mais em comparação com o primeiro semestre de 2019), representando crescimento de 39%.

Tabela

O segundo lugar em movimentação entre os portos públicos no semestre ficou com o Porto de Paranaguá. O porto paranaense movimentou 25,7 milhões de toneladas de cargas, registrando crescimento de 13%, e 2,9 milhões de toneladas a mais do que em igual período do ano anterior.

Entre os portos privados, os principais destaques foram o Terminal Aquaviário de Angra dos Reis e o DP World Santos. O terminal da Transpetro movimentou 31,5 milhões de toneladas de petróleo, 8,7 milhões de toneladas a mais do que no primeiro semestre de 2019. Já o DP World de Santos registrou a maior movimentação de contêineres entre os portos privados, ao operar 387,2 mil TEU, representando crescimento de 41% na movimentação (mais 113 mil TEU) em relação a igual período do ano passado.

Navegações

Em relação aos tipos de navegação, foram movimentados na navegação de longo curso 375,5 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2020, representando crescimento de 2,5% na comparação com igual período de 2019.

Já a navegação de cabotagem movimentou 125,4 milhões de toneladas. Nessa navegação, o crescimento na movimentação foi de 10%, com a operação de mais 11,4 milhões de toneladas em comparação com o ano passado. No transporte de contêineres, a cabotagem apresentou crescimento de 2,6% no período, totalizando 750 mil TEU.

Na navegação interior, a movimentação atingiu 35,4 milhões de toneladas no semestre, contabilizando crescimento de 7,8%, em relação ao primeiro semestre de 2019. Na comparação entre os primeiros semestres de 2010 e 2020, o crescimento na movimentação foi de 122%.

 

 

Fonte: ANTAQ


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Obras já foram iniciadas e espaço ficará pronto em março de 2021; área dos galpões terá 7,4 mil m², além de 13 mil m² de pátio.

O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), terá um condomínio de galpões especial para manutenção de equipamentos das empresas de serviços auxiliares de solo e empresas de logística. As obras foram iniciadas nesta semana e devem ser concluídas em oito meses.

O centro irá se chamar Avir Viracopos Logística Aeroportuária e deve passar a funcionar em março de 2021. O local terá 7.400 m² de galpão coberto e mais 13 mil m² destinados à manobra de caminhões e estacionamento, separados de forma modular com o tamanho das áreas, variando entre 800 m² e 400 m², com docas para carga e descarga.

Trata-se de um empreendimento com todos os requisitos técnicos para as operações de carga e manutenção de equipamentos, com instalações modernas que utilizam o que há de mais atual em termos de padrão construtivo.

O espaço será alugado a empresas usuárias do aeroporto e cinco empresas já assinaram contrato para usar os espaços. O empreendimento é realizado por meio de uma parceria entre a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, e as empresas JBens, Zavit Capital, RC Sollis e BF Participações

O empreendimento está em uma área nobre do aeroporto, com acesso fácil ao ‘lado ar’ facilitando, não somente o deslocamento de equipamentos destinados a manutenção, mas também gerando agilidade e rapidez nas operações de carga no pátio de aeronaves.

“Apesar de todos os desafios do momento, este empreendimento é uma demonstração clara de que os investimentos seguem firmes em Viracopos. Não tenho a menor dúvida que os investimentos continuarão a acontecer, pois há muito espaço para novas oportunidades dentro do complexo aeroportuário”, disse o diretor-presidente de Viracopos, Gustavo Müssnich.

 

 

 

Fonte: Assessoria


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O Porto de Santos, o mais importante do País, bateu em julho recorde histórico de movimentação ao atingir 13,49 milhões de toneladas, alta de 0,05% sobre a melhor marca da série até então, que fora em abril de 2020, com 13,48 milhões de toneladas. Na comparação com julho de 2019 a alta foi de 5,9% – até então, o melhor julho da história do Porto. Os dados são da prévia de resultados divulgada pela Santos Port Authority (SPA), administradora do Porto, nesta quinta-feira (13/08).

Vale destacar que, a despeito da pandemia, julho é, além de o melhor mês da história, o sexto recorde consecutivo do complexo no ano, que já registrara em fevereiro, março, abril, maio e junho os melhores desempenhos para esses meses da sua história.

No acumulado do ano, o Porto também teve o melhor resultado para o período, ao movimentar 84,1 milhões de toneladas, alta de 10,2% sobre janeiro-julho de 2019.

O desempenho ratifica o Porto de Santos como o mais importante do País ao manter o forte ritmo de crescimento apesar do cenário econômico atual, demonstrando, sobretudo, a força do agronegócio e o câmbio favorável às exportações.

“Esses números refletem também uma gestão que prioriza a eficiência operacional e a obstinação pela produtividade. Além de garantir uma infraestrutura adequada e modernizar regras operacionais nos últimos meses, a SPA vem implementando ações comerciais que atraíram novos arrendatários”, afirma o presidente da SPA, Fernando Biral.

No mês, o granel sólido apresentou crescimento de 7%, totalizando 7,6 milhões de toneladas – entre os principais destaques das exportações estão o açúcar, cujos embarques cresceram 86,2%, para 2,2 milhões de toneladas, e a soja em grãos, com avanço de 6,3%, para 1,3 milhão de toneladas.

O granel líquido aumentou 22,8%, para 1,7 milhão de toneladas. Entre as cargas que mais cresceram, destaque para o óleo diesel e gasóleo, com alta de 111%, para 471,2 mil toneladas, e óleo combustível, que teve aumento de 127,5%, totalizando 203,4 mil toneladas no mês. Também a carga solta cresceu: avanço de 14,8%, para 464,4 mil toneladas.  A única queda no mês foi no contêiner: recuo de 3,8%, para 3,7 milhões de toneladas. Mesmo assim, a carga conteinerizada reverteu em julho o viés de baixa registrado no mês anterior, ao crescer 7,5% em toneladas. Em TEU (unidade padrão equivalente a um contêiner de 20 pés), a queda foi de 12,7%, para 323,4 mil TEU.

No acumulado do ano, o contêiner mantém a tendência de alta, tendo registrado 25,8 milhões de toneladas, crescimento de 0,8%. Em TEU, a movimentação apresentou alta de 1,7%, acumulando 2,3 milhões TEU no período de 2020.

Também os granéis sólidos e líquidos apresentaram alta de janeiro a julho na comparação com igual período de 2019: 17,4% e 10,9%, chegando a 44,6 milhões de toneladas e 10,5 milhões de toneladas, respectivamente.

Principais destaques:

– 13,49 milhões de toneladas em julho, novo recorde de movimentação mensal de toda a série histórica;

– Alta de 0,05% sobre recorde anterior, de abril de 2019 (13,48 milhões de toneladas);

– Alta de 5,9% sobre julho de 2019 (12,74 milhões de toneladas);

– Crescimento de 10,2% no acumulado de jan-jul: 84,1 milhões de toneladas.

 

Fonte: Comex do Brasil


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A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,095 bilhões e corrente de comércio de US$ 7,596 bilhões, na primeira semana de agosto de 2020 – com cinco dias úteis –, como resultado de exportações no valor de US$ 4,845 bilhões e importações de US$ 2,751 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (10/8) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

No ano, as exportações totalizam US$ 125,737 bilhões e as importações, US$ 93,657 bilhões, com saldo positivo de US$ 32,08 bilhões e corrente de comércio de US$ 219,395 bilhões.

 

Análise do mês

Nas exportações, comparadas a média até a primeira semana de agosto de 2020 (US$ 969,08 milhões) com a de agosto de 2019 (US$ 894,07 milhões), houve crescimento de 8,4%, em razão do aumento nas vendas em Agropecuária (+35,5%) e em produtos da Indústria de Transformação (+3,6%). Por outro lado, caíram as vendas na Indústria Extrativista (-0,9%).

O aumento nas exportações foi puxado, principalmente, pelo crescimento nos seguintes produtos agropecuários: Soja (+41,8%); Milho não moído, exceto milho doce (+21,5%); Café não torrado (+44,7%); Algodão em bruto (+102,8%) e Sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras (+ 370,5%). Já em relação aos produtos da Indústria de Transformação, o aumento nas exportações se deve pelo crescimento nas vendas dos seguintes produtos: Açúcares e melaços (+121,4%); Ouro, não monetário, excluindo minérios de ouro e seus concentrados (+109,3%); Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (+38,7%); Carne suína fresca, refrigerada ou congelada (+166,7%) e Carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas (+20,3%).

Nas importações, a média diária até a primeira semana de agosto de 2020 (US$ 550,17 milhões), ficou -22,3% abaixo da média de agosto do ano passado (US$ 707,72 milhões). Nesse comparativo, caíram os gastos, principalmente, com Agropecuária (-5,7%), Indústria Extrativa (-78,9%) e com produtos da Indústria de Transformação (-19,6%).

A queda das importações foi puxada, principalmente, pela diminuição dos seguintes produtos agropecuários: Látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-67,2%); Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (-13,9%); Milho não moído, exceto milho doce (-27,0%); Trigo e centeio, não moídos (-3,7%) e Tabaco em bruto (-89,3%).

Já na Indústria Extrativa a queda nas importações se deu, principalmente, pela diminuição nas compras de carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-77,0%); Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-71,2%); Gás natural, liquefeito ou não (-100,0%); Outros minérios e concentrados dos metais de base (-93,5%) e Minérios de cobre e seus concentrados (-100,0%).

Por fim, entre os produtos da Indústria de Transformação contribuíram para a queda nas importações, principalmente, Instalações e equipamentos de engenharia civil e construtores, e suas partes (-87,2%); Óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (-53,0%); Adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos (-31,8%); Veículos automóveis de passageiros (-59,0%) e Partes e acessórios dos veículos automotivos (-25,3%).

(*) Com informações da Secex/Ministério da Economia

 

Fonte: Comex do Brasil


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Ministério da Economia publica novas diretrizes para facilitar e ampliar o comércio internacional. Para estimular a economia e as exportações, o governo federal publicou a Portaria SECEX nº 44 que revisa as normas de concessão, utilização e encerramento do regime aduaneiro especial de drawback – um mecanismo que permite a desoneração tributária de insumos aplicados na produção de bens exportados.

O ato normativo foi publicado no Diário Oficial da União dessa semana (27 de julho) e a medida entrará em vigor em 30 dias. “Essa decisão traz mais segurança jurídica, transparência, simplifica e reduz procedimentos burocráticos, possibilita a diversificação e o aumento do volume exportado do país”, assegura Arthur Achiles de Souza Correa, advogado especialista em Direito Aduaneiro, Empresarial e Internacional que atua no setor há 18 anos.

Abrangência

Dentre os segmentos de negócios que utilizam a modalidade de drawback, destaque para a cadeia de minérios de ferro, cobre e seus concentrados; carne de frango congelada, fresca ou refrigerada; celulose; óxidos e hidróxidos de alumínio; automóveis de passageiros; embarcações; couros e pele; polímeros; produtos semimanufaturados de ferro ou aço, entre outros.

Segundo dados obtidos junto ao Ministério da Economia, o regime aduaneiro auxilia a exportação de cerca de R$ 50 bilhões anuais.

“A evidência empírica disponível sugere que o drawback é um regime que não apenas contribui para o aumento do volume exportado pelo país, como também para a diversificação da nossa pauta exportadora, a chamada margem extensiva do comércio internacional”, afirma o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Lucas Ferraz.

O que é o drawback

O regime aduaneiro especial de drawback foi criado em 1966, serve como um incentivo fiscal à exportação. Ele é concedido a empresas e consiste na suspensão ou isenção de tributos incidentes sobre a aquisição de insumos utilizados na produção de bens, que serão exportados outros países.

Ao longo dos anos, o drawback passou por modificações legais e tecnológicas para tornar o benefício acessível às companhias que vendem para o exterior e ajudam a equilibrar o saldo da balança comercial do país.

Abatimentos

Os principais tributos que são isentos ou suspensos pelo regime de drawback são o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI); Imposto de Importação (II); Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) e Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS).

“Essa condição torna os produtos feitos no Brasil mais competitivos no mercado internacional”, ressalta Arthur Achiles de Souza Correa, que mantém escritório comercial  de trade law em Curitiba.

A Portaria SECEX nº 44 – que foi objeto de consulta pública entre os meses de fevereiro e abril deste ano – também elimina custos de transação desnecessários, cria incentivos para que mais empresas utilizem esse regime especial e abre oportunidade aos estreantes no comércio internacional.


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A China concedeu reduções ou isenções para o imposto de exportação no valor de 812,8 bilhões de yuans (US$ 116,2 bilhões) no primeiro semestre do ano para aliviar a pressão financeira sobre empresas em meio à pandemia da COVID-19.

A partir de 20 de março, o país elevou as taxas de redução do imposto de exportação para 1.464 itens de 10% a 13%, ou de 6% a 9%, de acordo com a Administração Geral de Impostos.

Até o final de junho, quase 25 mil empresas de exportação se beneficiaram das políticas favoráveis.

A China está melhorando a implementação das reduções do imposto de exportação, explorando o potencial da reforma de desembaraço aduaneiro e otimizando os serviços para empresas em meio aos esforços para estabilizar o comércio exterior e o investimento estrangeiro.

O país alcançou um desempenho de comércio exterior melhor do que o esperado no primeiro semestre, com tanto as exportações como as importações aumentando em junho, um vez que a recuperação econômica da China ganha impulso em meio a uma maior contenção da COVID-19.

O comércio exterior do país cresceu 5,1% em termos anuais em junho, com as exportações e as importações subindo 4,3% e 6,2%, respectivamente, mostraram dados oficiais.

 

Fonte: Comex do Brasil


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Dados refletem os efeitos da pandemia do novo coronavírus, que a partir de março se intensificou no Brasil, reduzindo o volume de importações de produtos

Após o superávit de US$ 1,326 bilhão em maio, o resultado das transações correntes ficou novamente positivo em junho deste ano, em US$ 2,235 bilhões, informou nesta terça-feira, 28, o Banco Central. Este foi o terceiro mês consecutivo de superávit em conta corrente.

O resultado das transações correntes, um dos principais sobre o setor externo do país, é formado pela balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), pelos serviços (adquiridos por brasileiros no exterior) e pelas rendas (remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior).

Os dados refletem os efeitos da pandemia do novo coronavírus, que a partir de março se intensificou no Brasil, reduzindo o volume de importações de produtos. A autarquia projetava para o mês passado superávit de US$ 2 bilhões na conta corrente.

A balança comercial registrou saldo positivo de US$ 7 bilhões em junho, enquanto a conta de serviços ficou negativa em US$ 1,37 bilhão. A conta de renda primária também ficou deficitária, em US$ 3,452 bilhões. No caso da conta financeira, o resultado ficou positivo em US$ 2,42 bilhões.

No acumulado do primeiro semestre, o rombo nas contas externas soma US$ 9,734 bilhões. A estimativa atual do BC é de déficit em conta corrente de US$ 13,9 bilhões em 2020.

Nos 12 meses até junho deste ano, o saldo das transações correntes está negativo em US$ 38,188 bilhões, o que representa 2,35% do Produto Interno Bruto (PIB). Este é o menor porcentual desde maio de 2019 (2,32%).

Investimentos estrangeiros
Em um ambiente ainda de incertezas sobre o futuro do Brasil, na esteira da pandemia do novo coronavírus, os Investimentos Diretos no País (IDP) somaram US$ 4,754 bilhões em junho, o maior resultado para meses de junho desde 2018 (US$ 6,239 bilhões).

No acumulado do primeiro semestre, o ingresso de investimentos estrangeiros destinados ao setor produtivo somou US$ 25,349 bilhões. A estimativa do BC para este ano é de IDP de US$ 55,0 bilhões.

No acumulado dos 12 meses até junho deste ano, o saldo de investimento estrangeiro ficou em US$ 71,676 bilhões, o que representa 4,41% do Produto Interno Bruto (PIB).

 

 

Fonte: Estadão


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A assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e o Canadá, que segue em negociação, tem potencial para aumentar em US$ 7,8 bilhões a receita das exportações brasileiras de produtos agropecuários, segundo estudo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que analisou os desafios e as oportunidades para as cadeias produtivas do setor.

O lançamento oficial do estudo será nesta quarta-feira (29), durante um webinar sobre o andamento das negociações, com a participação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Ministério de Relações Exteriores (MRE).

Os resultados do documento mostram a relevância do acordo para o setor e vão subsidiar negociadores brasileiros com dados técnicos, que ajudarão na tomada de decisões e na definição de posicionamento do país.

Carnes, cereais, farinhas e preparações, frutas e complexo soja são os setores do agro, segundo a CNA, que têm mais potencial de serem beneficiados com o acordo. No caso das carnes, o aumento da receita pode chegar a US$ 1,4 bilhão por ano.

“Os cortes nobres e de melhor qualidade tendem a ter melhor competitividade no mercado canadense. Animais criados a pasto, menor percentual de gordura e sustentabilidade ambiental chamam a atenção do consumidor médio”, diz o estudo.

O segmento de cereais, farinhas e preparações pode ter alta de US$ 771,9 milhões nas vendas ao Canadá, sendo o milho o produto com maior capacidade de aumento de receita (US$ 324,0 milhões) e o arroz como potencial explorável no curto prazo, pois já possui alíquota de importação zerada no país norte-americano.

Para o setor de frutas, a oportunidade de comércio é de US$ 751,7 milhões. De acordo com o documento, apesar das alíquotas já zeradas, o Brasil ainda é pouco expressivo no abastecimento do mercado canadense para frutas tropicais, como melões (1,7% do mercado), goiabas e mangas (8,1%), limões e limas (1,4%).

Já para o complexo soja (grão e farelo), a estimativa é de aumento de US$ 703,9 milhões, apesar da concorrência com os Estados Unidos. “A proximidade geográfica entre os dois países norte-americanos implica custos menores de logística e de transporte”.

Com relação às tarifas, o mercado canadense tende a negociar a eliminação de boa parte delas já no ano seguinte à entrada em vigor dos acordos, o que pode beneficiar os produtores brasileiros em um curto prazo.

“Em média, cerca de 89% das linhas tarifárias do setor foram eliminadas no primeiro ano de vigência dos acordos analisados com o Canadá. A redução das tarifas médias em pontos percentuais pode chegar até 8,11 p;p. no caso dos cereais. Para hortaliças e carnes, a redução chega a 5,88 p.p. e 5,35 p.p., respectivamente”.

O estudo releva que, de forma generalizada, as tarifas não são altas para os países do Mercosul. Muitos produtos do agro brasileiro já entram nesse mercado livres da incidência de tarifa de importação. Contudo, a Confederação alerta os negociadores para a importância da melhoria das condições de acesso e às medidas não-tarifárias.

A análise da CNA conclui que além de gerar impactos positivos nas exportações brasileiras, o acordo Mercosul-Canadá pode expandir as fronteiras comerciais do bloco sul-americano com mercados importadores de alimentos, bebidas e bens agropecuários.

“As negociações com o Canadá poderão abrir portas para acordos com outros países, estratégia fundamental para consolidar o agronegócio brasileiro nas principais cadeias globais de alimentos e bebidas”, diz a entidade.

Comércio bilateral

Em 2019, o comércio de produtos agropecuários com o Canadá registrou movimentação de US$ 628,7 milhões. As exportações brasileiras de carne de frango in natura, castanhas de caju e milho tiveram alta de US$ 21,3 milhões, segundo dados do Ministério da Economia.

 

Fonte: Comex do Brasil


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A balança comercial brasileira deverá fechar o ano de 2020 com um superávit de US$ 47,466 bilhões, segundo dados contidos na revisão do fluxo de comércio exterior brasileiro divulgada hoje (22) pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), no Rio de Janeiro.

A Associação projeta exportações de US$ 192,721 bilhões, queda de 13,9% em relação aos US$ 223,989 bi lhões em 2019; e importações de US$ 145,255 bilhões, recuo de 18,1% em relação aos US$ 177,344 bilhões do ano passado.

O superávit previsto é superior em 1,7% ao saldo registrado em 2019, da ordem de US$ 46,674 bilhões. Os números divulgados pela AEB refletem os efeitos da pandemia do novo coronavírus no comércio exterior brasileiro.

Em dezembro do ano passado, a AEB divulgou uma previsão que projetava exportações no total de US$ 217,341 bilhões, importações de US$ 191,211 bilhões e superávit de US$ 26,130 bilhões.

Ao justificar os novos números da revisão divulgada, o presidente da AEB, José Augusto de Castro afirmou que “dezembro era completamente diferente, não tinha pandemia. As exportações cresceriam porque o Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no Brasil, também cresceria, mas agora isso não vai mais acontecer. Então, o dado de dezembro não tem nada a ver com a realidade”.

Segundo a revisão feita pela AEB, o superávit projetado evoluiu em relação à previsão anterior porque, com a queda do PIB no mercado interno, as exportações terão uma queda muito forte. Isso faz com que cresça o superávit, não pelo aumento nas exportações, mas pela retração nas importações.

A projeção feita pela AEB salienta que o superávit comercial projetado para o Brasil em 2020 será triplamente negativo, pois será obtido com queda das exportações de 13,9%, das importações de 18,1%, e de 15,4% na corrente de comércio, com geração de redução da atividade econômica.

Os dados projetados para 2020 sinalizam que o Brasil deverá ocupar a 30ª posição no ranking mundial de exportação e 31ª de importação, com a participação nas exportações globais caindo para perto de 1%.

Manufaturados

O presidente da AEB explicou, ainda, que a queda de 13,9% nas exportações se deve, principalmente, à redução de 27,3% dos produtos manufaturados, responsáveis pela geração de empregos qualificados no país. Na América do Sul, nosso principal cliente de manufaturados, em especial automóveis, que é a Argentina, está passando por uma grande crise. “É um cenário em 2020, sob todos os aspectos, negativo”, disse  Castro.

Dos principais itens brasileiros de exportação, dez são commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado internacional). “Não tem nenhum produto manufaturado”, observou. Pelo sexto ano consecutivo, a soja será o principal produto de exportação do Brasil em 2020, seguida do minério de ferro e do petróleo.

Na lista de manufaturados exportáveis, os principais produtos são automóveis e aviões, cujas quedas previstas para este ano pela AEB atingem 36,7% e 66,5%, respectivamente. “Em manufaturados, nós não temos nada para destacar de positivo”, sintetizou.

Excetuando o ano de 2018, o estudo da AEB revela que as exportações nacionais de manufaturados se mantêm em patamar inferior a US$ 80 bilhões desde 2014, com o valor projetado para 2020 de US$ 56,295 bilhões, perto das exportações registradas em 2004.

Brasil e China

O presidente da AEB torce para que 2020 passe rápido e 2021 comece logo, de preferência com alguma mudança estrutural, como a reforma tributária.

Ele analisou que, em princípio, o projeto de reforma tributária apresentado ao Congresso pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, atende ao setor porque a exportação não será tributada. Na opinião do presidente da AEB, a redução de custos é positiva porque contribui para aumentar as exportações de manufaturados.

No atual cenário, a China continua – “mais do que nunca” – como o principal cliente do Brasil, por conta das commodities, totalizando participação de 35%. “É uma concentração muito grande em um único país”, comentou Castro.

Para ele, é preciso reduzir o chamado custo Brasil para tornar a China cliente de produtos manufaturados brasileiros e não apenas de commodities. O grupo de países da União Europeia pode se tornar também um cliente dos manufaturados produzidos no Brasil, finalizou.


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A demanda por transportes rodoviários de cargas no Brasil voltou a melhorar na última semana, aproximando-se ainda mais dos níveis verificados antes da queda brusca sofrida no final de março, indicando pesquisa divulgada nesta terça-feira pela NTC & Logística.

Segundo ou levantamento, uma demanda terminou na semana com variação negativa de 27,18% em relação aos níveis pré-pandemia de coronavírus, avanço de 3,3 pontos percentuais na comparação semanal e novamente melhor resultado desde uma semana terminada em 29 de março, quando o índice atingindo cerca de 26,9%.

A última semana de março antecedeu uma forte derrocada que atingiu seu pico em meados de abril, em meio a medidas de isolamento social para contenção de Covid-19, quando uma demanda teve uma negativa negativa de 45,2%.

Essa é a terceira semana consecutiva de melhora no índice de pesquisa da NTC & Logística, que é realizada a partir de março, acompanha a demanda pelos transportes rodoviários de cargas no país desde os primeiros impactos mais fortes da crise.

Assim como a demanda, o percentual de empresas do setor com queda no faturamento desde o início da sondagem também diminuiu, atingindo 83%, contra 88% na semana anterior. Esse é o melhor resultado desde a primeira semana de abril – tempo médio, o índice chegou a bater 94% em maio.

Na pesquisa da NTC & Logística para cargas fracionadas, que pequenos volumes, houve um avanço de cerca de 2 pontos na comparação semanal, para uma variação negativa de 21,77% em frente aos níveis pré-pandemia.

Já para cargas de lotação, que ocupam toda a capacidade dos veículos e são usadas principalmente nas áreas industriais e agrícolas, a retração chegou a 30,90% na semana, ante 34,34% na semana anterior.

A melhoria na demanda foi puxada pelos processos de reabertura gradual da economia brasileira em meio à pandemia, com uma flexibilização das medidas de isolamento social. O país conta com quase 1,9 milhão de casos de coronavírus e cerca de 72,8 milhões de óbitos.

 

Fonte: Reuters


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