Arquivos Notícias - Página 2 de 25 - D-Log - Excelência e Confiabilidade

o-terminal-portuario-de-vila-velha-tvv-e-unico-do-estado-especializado-no-transporte-de-conteineres-ele-e-administrado-pela-log-in-logistica-279013-1200x675.jpg

Entra em vigor na data de hoje, 1º de dezembro, a Instrução Normativa RFB nº 1.984/2020, que trata da habilitação de declarantes de mercadorias para atuarem no comércio exterior, bem como as regras para credenciamento de responsáveis e representantes nos sistemas informatizados do órgão.

Com o intuito de diminuir a burocracia e facilitar o fluxo de mercadorias, a habilitação passa a ser concedida, via de regra, de forma automática, através do sistema Habilita, localizado no Portal Único do Comércio Exterior; e as pessoas físicas passam a ser dispensadas de habilitação.

Outra mudança significativa foi a dilatação do prazo de desabilitação automática por inatividade, que passou de seis meses para 12 meses. Caso a desabilitação ocorra, o interessado pode pedir a habilitação automaticamente através do sistema Habilita.

A IN 1984/2020 também reúne legislação espalhada em atos dispersos e a organiza de maneira mais simples, definindo de maneira clara os papéis que cabem aos declarantes, responsáveis que atuam em seu nome perante a Receita Federal e representantes autorizados.

A sistemática de habilitação Expressa, Limitada e Ilimitada foi mantida, de acordo com as características das empresas que requerem a habilitação e de sua capacidade financeira. Caso o responsável queira aumentar o limite de sua habilitação, ele pode fazer o requerimento de maneira automática pelo sistema Habilita, ou abrir um Dossiê Digital de Atendimento, nos casos em que seja necessária a inclusão de documentos comprobatórios de sua capacidade financeira que não possam ser acessados automaticamente pelo sistema.

A habilitação automática busca agilizar o processo e trazer simplificação para o usuário do comércio exterior, mas sem abrir mão do controle aduaneiro e do combate a fraudes. A nova Instrução Normativa se insere em um contexto de controle aduaneiro que prevê o gerenciamento de risco integral do comércio exterior, atingindo as fases pré-despacho, o despacho em si e as operações posteriores e prevendo regras para uma melhor gestão das situações específicas.

A notícia foi publicada em 01/12/2020 na página da Receita Federal.


usar-1200x800.png

O dólar voltou a cair de forma expressiva ante o real nesta quarta-feira, com a moeda norte-americana flertando com suportes técnicos em meio à expectativa de mais liquidez no mundo.

O real esteve entre as divisas de melhor desempenho na sessão, numa lista dominada por moedas que, assim como o real, se beneficiam de perspectivas de recuperação econômica. O dólar, por sua vez, tocou mínimas em cerca de três meses ante uma cesta de pares e caía nesta sessão contra 28 de seus 33 principais rivais.

No mercado doméstico, o dólar à vista fechou em queda de 1,03%, a 5,3206 reais na venda, menor patamar desde o último dia 19, quando encerrou a 5,3131 reais –o menor valor de encerramento desde 17 de setembro (5,2319 reais).

Ao longo desta jornada, a cotação oscilou entre 0,37%, para 5,396 reais (logo no começo da sessão), e recuo de 1,32%, a 5,3052 reais, por volta de 15h15.

A moeda voltou a se aproximar dos suportes de 5,3000 e da média móvel de 200 dias (atualmente perto de 5,29 reais) –que, se rompidos, poderiam deflagrar mais vendas de dólares.

Na B3, o dólar futuro tinha baixa de 1,07%, a 5,3165 reais, às 17h12.

Na terça, o dólar spot havia perdido 1,09%, a 5,3759 reais na venda.

Lá fora, o índice do dólar cedia 0,16%, enquanto a moeda dos EUA caía 0,5% contra rand sul-africano, 1,1% ante lira turca, 0,5% frente ao dólar da Nova Zelândia e 1,2% em relação ao peso chileno. Esse movimento se manteve depois de o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) divulgar a ata de sua última reunião de política monetária.

O Fed vem defendendo a manutenção de recursos para financiar suas ferramentas de apoio à economia, especialmente depois de o Tesouro dos EUA anunciar o encerramento de alguns dos principais programas no fim deste ano.

Apesar disso, o mercado vem reagindo com venda de dólar à possível indicação da ex-chair do Federal Reserve Janet Yellen para o comando do Tesouro dos EUA. O entendimento é que a dupla Yellen/Powell –Jerome Powell, atual chair do Fed– poderia promover uma coordenação sem precedentes entre as políticas monetária e fiscal a fim de garantir a recuperação econômica dos EUA da crise da Covid-19.

O ambiente externo mais positivo foi decisivo para que alguns bancos estrangeiros melhorassem as perspectivas para o real nos próximos meses.

Analistas do Barclays, por exemplo, veem que o mercado pode se tornar “muito otimista” no primeiro semestre de 2021 se a incerteza fiscal diminuir (ainda que temporariamente), se a economia global se recuperar e se os riscos relacionados à Covid-19 forem reduzidos.

“O posicionamento leve, valuations atrativos e um beta alto ao ambiente offshore mais construtivo trazem uma janela de oportunidade para apreciação do real no final do primeiro trimestre de 2021”, disseram em relatório Roberto Secemski, Juan Prada e Sebastian Vargas.

O Barclays projeta que o dólar terminará 2020 em 5,35 reais e fique em 5,15 reais ao fim do primeiro trimestre de 2021, indo a 5,05 reais, 5,15 reais e 5,25 no fechamento dos demais trimestres, respectivamente.

O CIBC vê inclusive a moeda norte-americana indo à faixa entre 4,50 reais e 4,80 reais com aprovação da reforma administrativa e com aceleração da agenda de privatizações em 2021, em meio a um suporte por parte do Banco Central.

“Prevemos intervenção do BC nos picos recentes acima de 5,60 reais”, afirmaram analistas do CIBC, vendo inclusive chances de aumentos de juros em 2021.

Bernardo Zerbini, um dos responsáveis pela estratégia da gestão macro da gestora AZ Quest, também vê a sinalização recente do BC sobre oferecer liquidez ao mercado no fim do ano como fator de apoio ao câmbio e avalia que uma normalização da política monetária no ano que vem ajudaria o real.

“Você começaria a tentar equiparar o Brasil em termos de carry (retorno de taxa de juros) aos demais pares, como África do Sul e México”, afirmou, considerando “factível” um dólar de 5 reais nos primeiros meses de 2021.

Os contratos de NDF de real para um ano embutem taxa implícita de 2,2% ao ano, enquanto taxas de juros equivalentes para o rand sul-africano e peso mexicano estão em 4,3%. A nota de crédito soberano do México está acima da brasileira e, apesar da mesma classificação de risco da África do Sul, o Brasil oferece praticamente a metade do carry do país africano.

Mais cedo, dados de transações correntes pintaram um quadro benigno para as contas externas. O superávit em transações correntes foi de 1,473 bilhão de dólares em outubro, melhor que o previsto pelo mercado, com o déficit em 12 meses caindo a 1,04% do PIB, menor valor desde fevereiro de 2018.

“No geral, a dinâmica de curto prazo da conta corrente é bastante favorável, devido à sólida demanda de exportação e à melhora dos termos de troca”, disse o Goldman Sachs em nota. “Mas um ajuste fiscal profundo que eleve a poupança do setor público permanece crítico para facilitar um ajuste estrutural permanente em conta corrente, em vez de apenas um ajuste cíclico impulsionado pela fraca demanda interna abaixo do potencial”, acrescentou.

 

Fonte: Reuters


1-1200x800.jpg

O retorno das exportações da indústria brasileira aos níveis de 2008 traria até R$ 376 bilhões por ano para a economia do país e preservaria 3,07 milhões de empregos. A estimativa foi feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e será apresentada hoje (18), no Encontro Nacional da Indústria 2020, evento que ocorre de maneira virtual neste ano.

O levantamento considerou os impactos diretos e indiretos, assim como o pagamento de tributos e o aumento da renda, de um eventual aumento nas exportações de manufaturados ao pico, observado no fim da primeira década do século. De 2005 a 2008, o Brasil exportou, em valores totais, 0,8% dos produtos industrializados em todo o planeta. De lá para cá, a participação caiu para 0,6%.

De acordo com a CNI, caso a participação tivesse sido mantida, as exportações industriais subiriam dos atuais US$ 82,2 bilhões por ano para US$ 105,3 bilhões anuais, alta de 28,1%. Segundo a entidade, cada US$ 1 bilhão exportado a mais por ano gera R$ 4,4 bilhões para a economia brasileira – em impactos diretos, indiretos, sobre impostos e sobre renda – e sustentaria 36.004 postos de trabalho.

Desafios

Para aumentar as exportações da indústria brasileira, a CNI considera necessário maior grau de inserção das empresas brasileiras no mercado internacional. Segundo o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi, o Brasil precisa combinar a abertura comercial com a reforma tributária, que aumentaria a competitividade dos produtos brasileiros no exterior.

O fortalecimento das medidas de defesa comercial, com a aplicação de retaliações a países que subsidiam exportações, como a China, também é apontado pela entidade como medida necessária. Apenas em 2019, ressalta a CNI, o Brasil importou US$ 5 bilhões em produtos com subsídios condenados pela Organização Mundial do Comércio (OMC).

A CNI também defende a desburocratização do comércio exterior, a redução de barreiras comerciais em terceiros mercados, investimentos em logística e infraestrutura para o comércio internacional e a concessão de financiamentos e de garantias às exportações como medidas complementares para impulsionar a conquista de mercados internacionais pelas indústrias brasileiras. Por causa da pandemia de covid-19, as exportações de manufaturados brasileiros caíram 20% de janeiro a setembro, em relação ao mesmo período de 2019.

 

Fonte: Agência Brasil


pexels-pixabay-51325-1200x794.jpg

A balança comercial acumula saldo positivo de US$ 2,05 bilhões até a segunda semana de novembro, um crescimento de 27,8%, pela média diária, em relação a novembro de 2019, com a corrente de comércio subindo 4,5% e alcançando US$ 15 bilhões. Na segunda semana do mês, o superávit foi de US$ 0,572 bilhão, com corrente de comércio de US$ 7,694 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 4,133 bilhões e importações de US$ 3,561 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (16/11) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

No acumulado do mês, as exportações somam US$ 8,524 bilhões e as importações, US$ 6,475 bilhões, enquanto no ano as exportações totalizam US$ 182,671 bilhões e as importações, US$ 133,194 bilhões, com saldo positivo de US$ 49,478 bilhões e corrente de comércio de US$ 315,865 bilhões.

Veja os dados completos da balança comercial

Nas exportações, comparadas as médias até a segunda semana deste mês (US$ 947,14 milhões) com a de novembro de 2019 (US$ 886,84 milhões), houve crescimento de 6,8%. Em relação às importações, a alta foi de 1,5%, na comparação entre as médias até a segunda semana de novembro deste ano (US$ 719,41 milhões) com a de novembro do ano passado (US$ 708,61 milhões).

Assim, até a segunda semana de novembro de 2020, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 1,666 bilhão e o saldo, também por média diária, foi de US$ 227,73 milhões. Comparando-se este período com a média de novembro de 2019, houve crescimento de 4,5% na corrente de comércio.

Setores 

No acumulado até a segunda semana do mês, comparando com novembro do ano anterior, pela média diária, houve crescimento de US$ 59,82 milhões (+34,5%) em Indústria Extrativa e de US$ 13,48 milhões (+2,6%) em produtos da Indústria de Transformação, com recuo de US$ 11,16 milhões (-6,3%) em Agropecuária.

Na Indústria Extrativa, as principais altas na média diária foram de minério de ferro e seus concentrados (+49,7%), com aumento de US$ 45,25 milhões; óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (+13,2%), com alta de US$ 9,27 milhões; minérios de cobre e seus concentrados (+83,4%), com crescimento de US$ 6,31 milhões; e outros minerais em bruto (+69,5%), que subiram US$ 0,71 milhão.

Já na Indústria de Transformação, também pela média diária, destacaram-se as vendas de açúcares e melaços (+89,9%), com aumento de US$ 25,37 milhões; ouro não monetário (+45,6%), que exclui minérios de ouro e seus concentrados, com alta de US$ 7,67 milhões; álcoois, fenóis, fenóis-álcoois e seus derivados halogenados, sulfonados, nitrados ou nitrosados (+94,7%), que subiram US$ 5,36 milhões; carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (+12,8%), com crescimento de US$ 4,82 milhões; e carne suína fresca, refrigerada ou congelada (+64,9%) com aumento de US$ 4,49 milhões na média diária.

Importações 

Do lado das importações, no acumulado até a segunda semana deste mês, comparando com novembro de 2019, a Secex registrou crescimento de US$ 1,15 milhão (+7,1%) em Agropecuária, queda de US$ 27,87 milhões (-62,6%) em Indústria Extrativa e crescimento de US$ 36,5 milhões (+5,7%) em produtos da Indústria de Transformação.

A combinação desses resultados levou a um aumento das importações pela média diária, puxado principalmente pelo crescimento dos seguintes produtos na Agropecuária: soja (+2.505,6%), com aumento de US$ 2,47 milhões; matérias vegetais em bruto (+49,3%), subindo US$ 0,37 milhão; milho não moído, exceto milho doce (+7,7%), com alta de US$ 0,11 milhão; especiarias (+53,2%), com crescimento de US$ 0,10 milhão; e café não torrado (+371.439,2%), com aumento de US$ 0,08 milhão.

Já na Indústria de Transformação, o crescimento das importações na média diária foi impulsionado por válvulas e tubos termiônicos, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (+26,7%), com alta de US$ 6,35 milhões; adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos (+12,7%), com crescimento de US$ 5,26 milhões; equipamentos de telecomunicações, incluindo peças e acessórios (+15,8%), subindo US$ 4,38 milhões; propano e butano liquefeito (+276,6%), com aumento de US$ 3,96 milhões; e cobre (+64,9%), que cresceu US$ 3,36 milhões.

(*) Com informações da Secex/Ministério da Economia


Viracopos-1400x600-1200x514.jpg

Aeroporto deve fechar ano de 2020 com maior marca desde o início da concessão. Puxado pelo aumento das movimentações na importação, exportação e cargas domésticas, o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), registrou em outubro o maior movimento de carga (em peso) para um mês desde o início da concessão, em 2012, com um total de 27.886 toneladas. A maior marca anterior havia sido registrada no mês de setembro deste ano com 23.896 toneladas.

Com 206,1 mil toneladas já movimentadas no acumulado entre janeiro e outubro deste ano, Viracopos deve fechar o ano de 2020 com movimentação recorde para um ano desde o início da concessão. O recorde anterior para o acumulado do ano foi em 2018, com um total de 241,3 mil toneladas.

Na importação, a alta no mês de outubro chegou a 27,8% em relação ao mesmo mês de 2019, com um total de 12,5 mil toneladas ante 9,8 mil de outubro de 2019. Com isso, outubro é o melhor mês até agora no ano para a importação.

A exportação também apresentou nova alta em outubro, chegando a 36,3% em relação ao mesmo mês de 2019, com 7,4 mil toneladas enviadas para fora do país ante 5,4 mil de outubro do ano passado.

Outro setor que apresentou alta foi o de remessas expressas (courier), de importação e exportação, com 7,4% de crescimento em relação a outubro de 2019, com um total de 550 quilos ante 512 do mesmo mês de 2019.

Já as cargas domésticas, que circulam dentro do país, apresentaram o melhor mês do ano com alta de quase 10% em outubro em relação a setembro, somando 6,6 mil toneladas. No acumulado do ano, de janeiro a outubro, este setor apresentou 45,14% de alta em relação ao mesmo período de 2019.

No total acumulado deste ano foram processadas em Viracopos 42,9 mil toneladas de cargas domésticas ante 29,6 mil ton. do mesmo período de 2019.

TECA Viracopos

Hoje, o Terminal de Carga (TECA) de Viracopos é um dos mais importantes e movimentados do Brasil e é o maior em carga importada no país. Além de contar com uma ampla, ágil e moderna estrutura para movimentação, armazenamento e liberação de cargas, o aeroporto é responsável por movimentar quase 40% de toda carga aérea importada do país em toneladas.

Como reconhecimento das melhorias e dos investimentos realizados nos últimos anos, Viracopos foi eleito foi eleito o Melhor Aeroporto de Carga do Mundo no Air Cargo Excellence Awards 2018, na categoria até 400 mil toneladas/ano. A premiação é realizada pela Air Cargo World, uma das principais publicações do setor, e celebra as melhores performances na área de transporte aéreo.

O TECA tem figurado nos últimos anos no pódio da premiação. Em 2014, o Air Cargo Excellence Awards já havia premiado Viracopos como o segundo melhor da América Latina, além de ter reconhecido o terminal como o Melhor Aeroporto da América Latina no quesito Operação de Carga.
Em 2015, Viracopos ficou com o título de Melhor Aeroporto de Carga da América Latina e, em 2016, ganhou como segundo Melhor Aeroporto de Carga do Mundo. Já em 2020, o TECA obteve a premiação de terceiro Melhor Aeroporto de Carga do mundo, também na categoria até 400 mil toneladas/ano.

 

Fonte: Assessoria – *Crédito da foto: Divulgação/Viracopos


3-1200x675.jpg

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,55 bilhão e corrente de comércio de US$ 7,377 bilhões, na primeira semana de novembro de 2020 – com quatro dias úteis –, como resultado de exportações no valor de US$ 4,464 bilhões e importações de US$ 2,914 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (9), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia (Secex/ME).

No ano, as exportações totalizam US$ 178,611 bilhões e as importações, US$ 129,633 bilhões, com saldo positivo de US$ 48,978 bilhões e corrente de comércio de US$ 308,243 bilhões.

Análise do mês

Nas exportações, comparadas a média diária até a primeira semana de novembro de 2020 (US$ 1.115,89 milhões) com a de novembro de 2019 (US$ 886,84 milhões), houve crescimento de 25,8%, em razão  do aumento nas vendas de produtos da Indústria de Transformação (+15,7%), da Indústria Extrativista (+ 56,3%) e também da Agropecuária (+ 27,0%).

O crescimento das exportações foi puxado, principalmente, pelo aumento nas vendas dos seguintes produtos da Indústria de Transformação: Açúcares e melaços (+ 90,4%); Álcoois, fenóis, fenóis-álcoois, e seus derivados halogenados, sulfonados, nitrados ou nitrosados (+ 189,6%); Veículos automóveis de passageiros (+ 48,6%); Celulose (+ 39,2%) e Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (+ 22,6%). Quanto à Indústria Extrativista, o crescimento das exportações se deve, principalmente, ao aumento das vendas dos seguintes produtos: Minério de ferro e seus concentrados (+ 44,8%); Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (+ 48,2%); Minérios de cobre e seus concentrados (+ 312,4%); Outros minerais em bruto (+ 165,2%) e Fertilizantes brutos, exceto adubos (+ 27,0%). Já no que se refere à agropecuária, o aumento das exportações de deve, principalmente, ao Café não torrado (+ 102,7%); Algodão em bruto (+ 97,2%); Milho não moído, exceto milho doce (+ 45,2%); Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (+ 100,2%) e Especiarias (+ 61,5%).

Nas importações, a média diária até a primeira semana de novembro de 2020 (US$ 728,46 milhões) ficou 2,8% acima da média de novembro do ano passado (US$ 708,61 milhões). Nesse comparativo, aumentaram os gastos, principalmente, com Agropecuária (+19,6%) e com produtos da Indústria de Transformação (+7,1%). Já em relação à Indústria Extrativista houve queda de gastos (-68,2%).

O aumento das importações foi puxado, principalmente, pela elevação  dos gastos com a compra dos seguintes produtos da Indústria de Transformação: Válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (+ 40,3%); Equipamentos de telecomunicações, incluindo peças e acessórios (+ 31,8%); Polímeros de etileno, em formas primárias (+ 147,3%); Outras matérias plásticas em formas primárias (+ 58,5%) e Adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos, (+ 9,1%). Em relação à Agropecuária, o aumento das importações foi puxado, principalmente, pelo aumento  dos gastos com os seguintes produtos: Soja (+ 2.077,9%); Trigo e centeio, não moídos (+ 27,6%); Matérias vegetais em bruto (+ 107,3%); Produtos hortícolas, frescos ou refrigerados (+ 10,7%) e Outras sementes oleaginosas de copra ou linhaça (+ 222,0%).

(*) Com informações da Secex/Ministério da Economia


2-1200x799.jpg

O comércio exterior da China cresceu 4,6% em outubro em termos anuais, mostraram os dados oficiais divulgados no último sábado (7).  De janeiro a outubro, a corrente de comércio da China (exportação+importação) atingiu a impressionante cifra de US$ 3,91 trilhões, o maior volume de comércio registrado por um único país no período.

As exportações saltaram 7,6% ano a ano, enquanto as importações subiram 0,9% em termos do yuan (moeda chinesa), informou a Administração Geral das Alfândegas.

Nos primeiros 10 meses de 2020, o comércio exterior de mercadorias da China totalizou 25,95 trilhões de yuans (US$ 3,91 trilhões), um aumento anual de 1,1%, acelerando ante o aumento de 0,7% nos três primeiros trimestres, informou a Administração em comunicado.

A Associação das Nações do Sudeste Asiático permaneceu como o maior parceiro comercial da China durante o período, seguida pela União Europeia e pelos Estados Unidos.

As empresas privadas desempenharam um papel significativo no crescimento do comércio, com seu comércio exterior expandindo 10,5% nos primeiros 10 meses, representando 46,2% do total nacional, mostraram os dados da Administração.

(*) Com informações da Xinhua

Fonte: Comex do Brasil


pexels-tom-fisk-2217513-1200x799.jpg

Após meses imersa em crise provocada pela pandemia de Covid-19, a indústria brasileira traça estratégias de recuperação e aposta em reforçar a internacionalização das empresas. Essa saída é importante no contexto de reestruturação das cadeias de suprimentos internacionais –afetadas pela pandemia– e exige que as empresas brasileiras estejam posicionadas para atender a demanda.

O reforço e o investimento no comércio exterior expandem a demanda pelo produto nacional e instigam a competitividade interna e externa da indústria. Esse processo é fundamental para aumentar a produtividade e acelerar o crescimento econômico.

Para ampliar a presença das empresas no comércio mundial, a indústria brasileira precisa de um aperfeiçoamento da governança da política comercial do país para tornar o processo decisório mais eficiente, eficaz e equilibrado nos resultados.

Entre as propostas elaboradas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) para a retomada da economia, está a necessidade de modernizar o financiamento público para as exportações e reduzir a burocracia e os custos do comercio exterior.

“Nas duas últimas crises econômicas (2008/2009 e 2014/2016), a exportação teve papel fundamental como alavanca para a retomada do crescimento. Na crise de 2020 não é diferente. Por essa razão, precisamos utilizar ao máximo o potencial da demanda externa para auxiliar a retomada da economia brasileira”, contextualiza o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.

A CNI também elaborou a Agenda Internacional da Indústria, produzidos a partir de ampla consulta ao setor privado brasileiro nos últimos meses de 2019, quando a crise da Argentina e a desaceleração do crescimento da China já impunham desafios ao comércio exterior brasileiro. A publicação reúne 109 ações, distribuídas em 4 eixos: política comercial, serviços de apoio à internacionalização, ações em mercados estratégicos e cooperação internacional.

“Ainda nos falta uma Estratégia Nacional de Comércio Exterior com metas e prazos bem definidos, considerando que as exportações serão um dos poucos motores de retomada do crescimento após o fim da pandemia“, alerta Abijaodi. Ele lembra que países como Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido já têm esse instrumento. A Agenda traz ações importantes para 2020, mas que seguramente serão realocadas para 2021.

Desafios

Os danos causados pela pandemia ainda impõem alguns obstáculos para o desenvolvimento do comércio exterior. “Com a pandemia, os desafios para se posicionar no exterior são ainda maiores porque é uma crise global. Na prática, todos os mercados estão retraídos e o desafio de vender é maior. Então, as dificuldades de começar agora são maiores que no passado”, explica o presidente do Fórum das Empresas Transnacionais da CNI e CEO da empresa Stefanini, Marco Stefanini.

Um dos desafios do país é eliminar o resíduo tributário na exportação –com a reconstituição da alíquota do Reintegra– e assegurar a manutenção e pleno funcionamento dos instrumentos de financiamento e garantias.

No médio prazo, é importante que o Brasil continue avançando nas agendas de facilitação de comércio, com a modernização da aduana, e de acordos comerciais, com a abertura de novos mercados. Também é necessário reforçar a defesa comercial, pois a crise gera um aumento das práticas desleais de comércio.

Segundo Stefanini, é importante para as empresas definir metas de longo prazo. “Conquistar mercados internacionais demanda tempo, por isso é fundamental ter uma estratégia bem definida, além de investimento e perseverança”. Para ele, as empresas precisam desenvolver a marca em um país estrangeiro, desenvolver a cultura. Também é preciso conhecer o cliente na ponta, desenvolver maturidade de ponto de vista de pensar global e não local.

Desempenho da indústria no mundo

De acordo com dados do estudo Desempenho da Indústria no Mundo, feito pela CNI, a indústria brasileira é a 16ª em participação na produção mundial do setor. Até 2014, o Brasil estava entre os 10 maiores produtores no ranking mundial. Em trajetória de queda desde 2009, a participação do Brasil na produção industrial mundial caiu de 1,24%, em 2018, para 1,19%, em 2019. É o piso da série histórica iniciada em 1990.

A participação nacional nas exportações, que já havia recuado de 0,91% para 0,88%, de 2017 para 2018, manteve o viés negativo e ficou em 0,82%, em 2019, igualando o menor patamar da série histórica, registrado em 1999. O Brasil ocupava a 30ª colocação no ranking global no último dado disponível, de 2018.

O estudo aponta que, com a nova retração em 2019, a indústria nacional passa a ocupar a 16ª posição global. Desde 2015, foi superada pelas indústrias do México, da Indonésia, da Rússia, de Taiwan, da Turquia e da Espanha.

O desempenho das exportações da indústria de transformação brasileira retrata a perda de competitividade. “O cenário torna ainda mais urgente a aprovação de reformas e legislações que destravem a economia brasileira e aumentem a competitividade da indústria nacional. São os casos da reforma tributária, da nova lei do gás e do reforço em investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Essas são iniciativas essenciais para restabelecer condições para a indústria brasileira voltar a competir internacionalmente”, comentou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

A perda de participação da indústria brasileira na produção industrial mundial ocorre desde meados da década de 1990, mas os dados evidenciam que a crise econômica brasileira de 2014-2016 intensificou esse movimento. Nesse período, o PIB da indústria acumulou queda de 10,1%, enquanto a agropecuária recuou 2,1% e os serviços recuaram 4,9%. Diferentemente do Brasil, a produção industrial mundial manteve-se em crescimento, após queda em 2009, ano da crise financeira global.

Garantias de crédito

No atual cenário, a definição de políticas públicas de financiamento e garantias de crédito às exportações se torna ainda mais importante para a indústria.

Para que as empresas brasileiras possam competir em condições de igualdade com seus concorrentes no comércio internacional, elas precisam de um sistema público de financiamento e garantias às exportações que proporcione segurança para a realização dos investimentos.

“Empresas que usam esses instrumentos chegam a exportar quase 15% a mais. Além disso, ampliam até 70% seus mercados e aumentam seu número de funcionários em até 10%. Instrumentos desse tipo existem em mais de 90 países e têm ganhado cada vez mais relevância na política comercial das maiores economias do mundo”, destaca o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.

Para ele, os principais gargalos do sistema oficial de crédito no Brasil são: insegurança jurídica; falta de alinhamento da prática brasileira ao mínimo praticado pelos demais países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE); e falta de previsibilidade, clareza e dificuldade de acesso aos mecanismos de apoio oficial.

Nessa linha, para melhorar o sistema oficial de crédito é preciso aprimorar a governança. “É necessário reduzir a confusão de competências de formulação e operacionalização da política de financiamento à exportação e multiplicidade de órgãos atuantes. Também é preciso assegurar previsibilidade, transparência e segurança orçamentária no acesso aos mecanismos de apoio oficial, e alinhar a ação brasileira ao praticado internacionalmente”, diz Abijaodi.

Financiamento para exportações

Para garantir subsídios de apoio às exportações, a indústria pediu ao governo federal para ampliar a previsão orçamentária para o Programa de Financiamento às Exportações (Proex) Equalização em 2021, dos atuais R$ 1 bilhão para R$ 1,6 bilhão. A CNI, em parceria com o Fórum de Competitividade das Exportações, a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), também pediu suplementação de pelo menos R$ 400 milhões para o programa ainda neste ano, dos atuais R$ 600 milhões para R$ 1 bilhão.

O Proex Equalização é um programa do governo federal de apoio às exportações brasileiras de bens e serviços criado em 1979. Na modalidade Equalização, ele assume parte dos encargos financeiros do financiamento de exportações brasileiras, tornando-os equivalentes àqueles praticados no mercado internacional.

As entidades destacam que o programa é essencial por promover igualdade e isonomia entre as exportações do Brasil de alto valor agregado e as dos demais países. O custo de financiamento das exportações brasileiras é significativamente mais alto que o de exportações de países concorrentes. A título de exemplo, países como a Coreia do Sul, Espanha, Alemanha e Índia também fazem equalização de encargos financeiros das operações de crédito às exportações.

Certificado de Origem Digital

Um dos caminhos da indústria para facilitar o processo do comércio internacional e avançar com a digitalização e desburocratização do setor em tempos de pandemia é o Certificado de Origem Digital (COD). A ferramenta traz vantagens como benefício tarifário, redução de custos operacionais, além de diminuir o tempo de duração do trâmite comercial como um todo.

Em maio, a CNI lançou uma nova plataforma para a emissão do COD para exportadores brasileiros. O sistema é mais ágil e moderno permite que o empresário emita o documento de forma simples. Além do benefício econômico, no contexto da pandemia da Covid-19, o COD reduz a circulação de papéis e pessoas que podem se tornar vetores da doença.

“Hoje, a pandemia exige que as empresas reinventem o processo de  internacionalização e busquem novas formas de fazer negócio, em especial, sem o contato presencial. Toda essa energia deve estar focada em buscar ferramentas que possam reduzir o tempo, trazer vantagens financeiras e reduzir o esforço da empresa na produção de documentos de comércio exterior”, destaca o coordenador de Serviços de Internacionalização da CNI, Felipe Spaniol.

A emissão do COD é feita pela Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN) coordenada pela CNI. Presente nas federações das indústrias dos estados e do Distrito Federal, ela promove a internacionalização das empresas brasileiras por meio da oferta de um conjunto de serviços customizados a suas necessidades. Em casos específicos, a depender do acordo comercial entre os países, o COD pode garantir a isenção completa das tarifas alfandegárias.

“O COD impacta diretamente na competitividade das exportações brasileiras. Além disso, ele atesta que que o produto atende regras gerais de comércio. Ou seja, independente de ter o benefício fiscal, o COD garante legitimidade e reconhecimento daquele produto lá fora”, explica Spaniol.

No primeiro quadrimestre de 2020, a emissão de COD pela CNI mais que dobrou na comparação com o mesmo período de 2019. O salto foi de 116%.

Atualmente, é possível emitir certificado com a assinatura digital, que é um passo além da emissão eletrônica, para Argentina e Uruguai. “Com esses 2 países nós emitimos hoje exclusivamente certificado com assinatura digital. Então, além do documento ser feito em um sistema online, ele é assinado eletronicamente e enviado por arquivo digital direto para a aduana do país de destino”, esclarece Spaniol.

Em 2020, está em andamento o processo piloto de implementação do COD com o Paraguai, único integrante do Mercosul que ainda não aceita o documento com assinatura digital.

Para o presidente do Fórum das Empresas Transnacionais da CNI e CEO da empresa Stefanini, Marco Stefanini, o modelo digital ajuda a quebrar barreiras globais, o que considera fator importante para as empresas brasileiras expandirem os negócios.

“Esse ponto do digital é uma variável que já estava presente antes da pandemia, mas agora acelerou. Então, se tem um viés positivo com a pandemia é esse, existe uma pegada muito mais digital que favorece a internacionalização. Reduz tempo, burocracia, ajuda a entender o cliente, o mercado. As soluções digitais facilitam a vida, aumentam a eficiência”, diz.

 

Fonte: Comex do Brasil


shutterstock_pfIsWAv-1200x800.jpg

A Receita Federal publicou na edição de hoje do Diário Oficial da União a Instrução Normativa RFB nº 1.984/2020, que trata da habilitação de declarantes de mercadorias para atuarem no comércio exterior, bem como as regras para credenciamento de responsáveis e representantes nos sistemas informatizados do órgão. Com o intuito de diminuir a burocracia e facilitar o fluxo de mercadorias, a habilitação passa a ser concedida via de regra de forma automática, através do sistema Habilita, localizado no Portal Único do Comércio Exterior.

Outra mudança significativa foi a dilatação do prazo de desabilitação automática por inatividade, que passou de seis meses para 12 meses. Caso a desabilitação ocorra, o interessado pode pedir a habilitação automaticamente através do sistema Habilita. A nova Instrução Normativa passa a vigorar a partir de 1º de dezembro de 2020.

A IN 1984/2020 também reúne legislação espalhada em atos dispersos e a organiza de maneira mais simples, definindo de maneira clara os papéis que cabem aos declarantes, responsáveis que atuam em seu nome perante a Receita Federal e representantes autorizados. A sistemática de habilitação Expressa, Limitada e Ilimitada foi mantida, de acordo com as características das empresas e pessoas físicas que requerem a habilitação e de sua capacidade financeira.

Caso o responsável queira aumentar o limite de sua habilitação, ele pode fazer o requerimento de maneira automática pelo sistema Habilita, ou abrir um Dossiê Digital de Atendimento, nos casos em que seja necessária a inclusão de documentos comprobatórios de sua capacidade financeira que não possam ser acessados automaticamente pelo sistema.

A habilitação automática busca agilizar o processo e trazer simplificação para o usuário do comércio exterior, mas sem abrir mão do controle aduaneiro e do combate a fraudes, prevendo regras para a punição de quem agir em desacordo com as regras previstas, que variam de sanções administrativas como a exclusão da habilitação até a responsabilidade criminal dos responsáveis.

A nova Instrução Normativa se insere em um contexto de controle aduaneiro que prevê o gerenciamento de risco integral do comércio exterior, atingindo as fases pré-despacho, o despacho em si e as operações posteriores.

 

Fonte: Comex do Brasil


terminal-portuário-1200x801.jpg

As contas externas registraram saldo positivo pelo sexto mês seguido em setembro, de US$ 2,320 bilhões, informou hoje (23) o Banco Central (BC). Foi o primeiro resultado positivo para setembro desde de 2007 (US$ 482 milhões) e o maior para o mês na série histórica iniciada em 1995.

No ano passado, no mesmo mês, houve déficit de US$ 2,727 bilhões em transações correntes (contas externas), que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do Brasil com outros países.

“Seguindo a tendência dos meses anteriores, essa reversão decorreu do aumento de US$ 2,1 bilhões no superávit da balança comercial de bens, e das reduções de US$ 2,1 bilhões e de US$ 885 milhões nos déficits em renda primária [lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários] e serviços [viagens internacionais, transporte, aluguel de investimentos, entre outros], respectivamente”, diz o BC, em relatório.

De janeiro a setembro, foi registrado déficit em transações correntes de US$ 6,476 bilhões, contra US$ 36,748 bilhões em igual período de 2019.

Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, essa redução do déficit no acumulado do ano e os resultados positivos mensais são explicados pela retração da demanda por bens e serviços do exterior, devido à crise gerada pela pandemia de covid-19. “A menor demanda por bens e serviços importados diminui o déficit em transações correntes”, explicou.

Em 12 meses encerrados em setembro, houve déficit em transações correntes de US$ 20,7 bilhões (1,37% do Produto Interno Bruto – PIB), ante saldo negativo de US$ 25,7 bilhões (1,66% do PIB) no período equivalente terminado em agosto.

Balança comercial                                              

As exportações de bens totalizaram US$ 18,485 bilhões em setembro, com recuo de 9,1% em relação a igual mês de 2019. As importações somaram US$ 13,130 bilhões, queda de 23,3% na comparação com setembro do ano passado. Com esses resultados, a balança comercial registrou superávit de US$ 5,355 bilhões no mês passado e de US$ 36,969 bilhões, no acumulado de sete meses.

Serviços

O déficit na conta de serviços (viagens internacionais, transporte, aluguel de investimentos, entre outros) atingiu US$ 1,621 bilhão em setembro, ante US$ 2,506 bilhões em igual mês de 2019. Nos sete meses do ano, o saldo negativo chegou a US$ 15,350 bilhões, ante US$ 25,593 bilhões de janeiro a setembro de 2019.

No caso das viagens internacionais, as receitas de estrangeiros em viagem ao Brasil chegaram a US$ 164 milhões, enquanto as despesas de brasileiros no exterior ficaram em US$ 301 milhões. Com isso, a conta de viagens fechou o mês com déficit de US$ 138 milhões. No acumulado do ano até setembro, o saldo negativo é de US$ 2,029 bilhões.

Segundo Rocha, as viagens internacionais são o principal determinante para o resultado da conta de serviços. Ele destaca que o turista e quem viaja a negócios ainda têm receio de se expor em viagens ao exterior.

“Atrações turísticas com espaço limitado, shows e eventos restritos diminuem a atratividade das viagens”, disse. Ele citou ainda o medo de ter restrições para retornar ao Brasil, com a segunda onda de covid-19 em países da Europa. Além disso, o dólar mais caro também reduz a atratividade das viagens ao exterior.

Rendas

Em setembro de 2020, o déficit em renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) chegou a US$ 1,625 bilhão, contra US$ 3,733 bilhões em igual período de 2019. De janeiro a setembro, o saldo negativo ficou em US$ 30,089 bilhões, ante US$ 42,825 bilhões em igual período do ano passado.

A conta de renda secundária (gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) teve resultado positivo de US$ 212 milhões, contra US$ 280 milhões em setembro de 2019. Nos sete meses do ano, o resultado positivo chegou a US$ 1,994 bilhão, contra US$ 977 milhões em igual período de 2019.

Investimentos

Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 1,597 bilhão no mês, ante US$ 6,033 bilhões em setembro de 2019. De janeiro a setembro, o IDP chegou a US$ 28,554 bilhões, contra US$ 52,032 bilhões nos sete meses de 2019.

Nos 12 meses encerrados em setembro de 2020, o IDP totalizou US$ 50 bilhões, correspondendo a 3,31% do PIB, em comparação a US$ 54,5 bilhões (3,52% do PIB) no mês anterior.

De acordo com Rocha, a crise gerada pela pandemia gerou incertezas, o que faz com que sejam adiados os investimentos diretos. “Quando está tendo um choque na economia mundial, [algo] novo que traz muita incerteza, a primeira reação é parar um pouquinho e avaliar como vai se dar aquele investimento que tinha uma programação”, disse. Segundo ele, as medidas se isolamento e os impactos da crise estão se prolongando por mais tempo do que o imaginado inicialmente.

Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque os recursos são aplicados no setor produtivo e costumam ser investimentos de longo prazo. Apesar de os investimentos estarem menores neste ano, no acumulado de 12 meses o IDP supera o déficit nas contas externasque também se reduziu por conta da crise gerada pela pandemia..

Em setembro, houve entrada líquida de investimento em carteira no mercado doméstico no total de US$ 1,207 bilhão, contra US$ 4,911 bilhões de saída líquida em igual período de 2019. No caso das ações e fundos de investimento, houve saída de US$ 972 milhões. Já os investimentos em títulos de dívida tiveram entrada líquida de US$ 2,179 bilhões.

De janeiro a setembro, houve saídas líquidas de US$ 27,074 bilhões nesses tipos de investimento, contra a entrada líquida de US$ 2,598 bilhões observados em igual período de 2019.

(*) Com informações da Agência Brasil


AGENTE DE CARGA INTERNACIONALAGENTE INTERNACIONALOPERADOR LOGÍSTICO DE CARGA
OPERADOR MULTIMODALTRANSPORTE DE CARGA AÉREAOPERADOR LOGÍSTICO NO BRASILOTM OPERADOR DE TRANSPORTE MULTIMODAL



D-LOG BRASIL

Rua Nova Jerusalém, 78 - Tatuapé
03410-000 - São Paulo-SP
comercial@dlogbr.com
+55 11 3634-2300

FACEBOOK