Arquivos Marítimo - D-Log - Excelência e Confiabilidade

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A análise dos dados estatísticos de janeiro a agosto de 2018 mostra que o Porto de Rio Grande, no sul do Estado, registrou movimentação de 27,7 milhões de toneladas de cargas. O aumento é de 1,2% quando comparado ao mesmo período do ano passado. O levantamento é da Superintendência do Porto de Rio Grande.

A carga geral é o segmento que mais teve destaque, alcançando 8,1 milhões de toneladas, um aumento de 10,3%. Nesse segmento, a celulose tem um dos principais destaques, totalizando 2,1 milhões de toneladas movimentadas, um aumento de mais de 38% quando comparado ao mesmo período do ano anterior.
Para o diretor-superintendente do Porto, Janir Branco, os bons números da movimentação de celulose são fruto de uma operação fortalecida desde 2015 com o projeto da Celulose Riograndense.

— Esse avanço mostra o potencial hidroviário e a capacidade técnica do porto — afirmou Branco, lembrando que a celulose é um dos produtos que utiliza a hidrovia gaúcha para sua logística.

Entre os granéis sólidos, destacam-se o complexo soja (óleo, farelo e grão), que cresceu 4,1% no período analisado, somando 10,9 milhões de toneladas. O farelo teve crescimento de 28,4%, totalizando 1,6 milhões de toneladas, enquanto o grão ultrapassou 9,1 milhões de toneladas. O desembarque de cevada também teve crescimento significativo, saltando de 34 mil para 95 mil toneladas (aumento de 181%).

Entre os destinos dos produtos gaúchos, a China segue sendo o principal. Ela representa 59,2% da exportação do complexo portuário. Eslovênia, Espanha, Coreia do Sul e Estados Unidos completam a lista dos cinco destinos mais frequentes. Quanto à importação, Argentina, Argélia, Estados Unidos, Marrocos e China são as principais origens de produtos que chegam ao Porto do Rio Grande.

Fonte: Zero Hora


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Mesmo assim crescimento foi de 3% no montante do ano. Restabelecimento de profundidade mínima no canal de acesso aquaviário foi um fator favorável nas operações.

O Complexo Portuário de Itajaí fechou o mês de maio de 2018 com saldo estável na movimentação de cargas. No encerramento do mês foram registradas 77 escalas (atracações) efetuadas no Complexo totalizando a movimentação de 988.365 toneladas elevando a movimentação acumulada do ano para 409 escalas, com 5089.058 toneladas, constatando um crescimento de 3% na movimentação total de cargas em relação ao mesmo período do ano anterior, durante os cinco primeiros meses do ano.

A movimentação nos berços públicos/Cais e da APM Terminals Itajaí (margem direita do Rio), durante o mês de maio somaram 35 embarcações elevando a movimentação acumulada do ano para 157 atracações verificando-se um crescimento de 6% em relação aos meses de janeiro a maio de 2017. Sua movimentação de cargas foi de 360.981 toneladas e 37.060 contêineres movimentados (Twenty-foot Equivalent Unit – unidade internacional equivalente a um contêiner de 20 pés). O Complexo movimentou somente no mês de maio 95.810 contêineres. Com base nos primeiros cinco meses deste ano, a APMT movimentou 143.615 contêineres, registrando um crescimento de 65% em relação ao mesmo período de 2017.

Mesmo apresentando esse quadro em função da paralisação dos caminhoneiros, de acordo com o Assessor de Direção da Superintendência do Porto de Itajaí, Héder Cassiano Moritz, a movimentação de cargas registrada no mês de maio poderia ter sido melhor, “ A paralisação afetou a boa performance que o Porto vinha apresentando nos últimos meses e seus reflexos puderam ser reconhecidos principalmente quanto a chegada das cargas de exportação. Estávamos de uma movimentação favorável, porém as cargas apresentaram queda, e mesmo assim no acumulado do ano representou um crescimento de 3%”, destaca Héder.

No comparativo do Complexo, destaque ainda em maio deste ano quanto aos itens de movimentação de contêineres (TEUs), tonelagem e atracações. Se comparados somente com o mês de maio de 2017, na quantidade de movimentação de TEUs o crescimento foi de 29% passando de 74.236 unidades para 95.810. No número de atracações o crescimento foi de 20% registrando de 64 navios atracados para 77 e na movimentação de toneladas o aumento foi de 24% quando em maio do ano passado foi registrado 797.223 para 988.365 toneladas em 2018.

Para o Superintendente do Porto de Itajaí, Engº Marcelo Werner Salles, a greve dos caminhoneiros deixou para trás o bom desempenho que o Complexo num todo vinha apresentando, mas para o próximos meses, sua recuperação será imediata, “Estávamos num ritmo positivo quanto as estatísticas de operações, mas infelizmente, assim como outros portos do Brasil, toda a cadeia logística produtiva, teve suas atividades interrompidas pela greve dos caminhoneiros e isso impactou significativamente nas condições operacionais do Complexo Portuário de Itajaí. São perdas significativas nos números que eram sempre expressivos de crescimento e que realmente geraram esse déficit de operação. No transcorrer dos próximos meses certamente haverá um retorno na atividade, mas estaremos prontos para dar continuidade as operações pois nossas instalações já estão apropriadas e cada vez melhores, inclusive com condições de profundidade de navegação restabelecidos”, reforça Salles.

Ainda em relação ao desempenho dos números em maio, dois fatores foram essenciais para a estabilidade de movimentação portuária, registrando a primeira atracação do navio “BBC Switzerland”,no berço 3 e também o restabelecimento de profundidade nas margens de atracação de navios, “Com os trabalhos de dragagem de recuperação de profundidade concluídos no início de maio, manteve-se restabelecido a profundidade mínima de 14 metros no canal de acesso aquaviário e com isso nos deu condições com calados de movimentação em torno de 11,90m e 11,20m cuja estatística já se trata de um dado histórico para o Complexo e isso nos favorece“”, acrescentou Héder.

No sentido de toneladas de cargas, em termos percentuais, maio registrou a participação das exportações em 61% e nas importações com 39%. No ranking das importações se destacam as mercadorias de Cerâmica e Vidros em 86,9%, Madeiras e Derivados com 148,9% e Alimentos em geral com 78,9% registrando no acumulado do ano um crescimento de 42% em relação ao mesmo período do ano passado.

No setor de exportações o seguimento das mercadorias de cargas congeladas (REEFERS) de Frangos, Carnes e Peixes, registraram queda em -94,7%, -93,7% e – 92,6% respectivamente. A movimentação da Balança Comercial destacou retração através de receita cambial pois está associada desde o final do ano passado 92017) quanto ao embargo da Rússia para as cargas de carnes suínas e também quanto às restrições impostas pela China, União Europa e Arábia Saudita.

No Terminal PORTONAVE a movimentação realizada durante o mês de maio foi de 38 escalas elevando a movimentação acumulada do ano para 223 navios atracados, registrando-se uma queda de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior, que totalizou 268 navios atracados. Sua movimentação total de cargas registrada no terminal durante o mês de maio foi de 565.905 toneladas, elevando a movimentação acumulada do ano para 3.412.896 toneladas, registrando-se uma queda de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior, que somou 3.943.914 toneladas, com 268 escalas atendidas, observando-se um crescimento de 4% na movimentação de cargas por escala efetuada. Na movimentação de contêineres (TEUs), maio registrou 41.057 unidades e acumula nos cinco primeiros meses deste ano em 234.217, registrando-se uma queda de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior quando foram somados 252.233 contêineres.

O terminal BRASKARNE registrou 3 escalas com 13.469 toneladas elevando a movimentação acumulada do ano para 14 escalas com 74.238 toneladas verificando-se um crescimento de 59 % na movimentação de cargas em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram registradas 10 escalas com 46.758 toneladas movimentadas, observando-se um crescimento de 40% no número de escalas em relação ao mesmo período do ano anterior.

O Terminal TEPORTI não registrou nenhuma. Sua movimentação acumulada do ano segue com o registro de 13 escalas com 27.959 toneladas, verificando-se uma queda de 17% na movimentação de cargas em relação ao mesmo período do ano anterior, que totalizou 11 escalas com 33.887 toneladas movimentadas, observando-se um crescimento de 18% no número de escalas realizadas.

No terminal POLY TERMINAIS apenas uma escala foi registrada com 4.000 toneladas, verificando-se uma queda de 33% na movimentação de cargas em relação ao mesmo período do ano anterior, que totalizou 3 escalas com 12.000 toneladas movimentadas.

Fonte: Porto de Itajaí


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Segundo o Boletim Informativo Aquaviário do 1º Trimestre de 2018, produzido pela Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho da Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ, os portos organizados e terminais de uso privado (TUP) do país movimentaram 249,2 milhões de toneladas no período. O resultado representa queda de 0,5% (1,2 milhão de toneladas) em relação ao primeiro trimestre de 2017.

Considerando apenas a movimentação dos terminais privados, houve queda de 2,3%, em comparação a igual período do ano passado. Já nos portos públicos, houve crescimento de 3,2%, com relação a igual período de 2017. Para o gerente de Estatística e Avaliação de Desempenho da ANTAQ, Fernando Serra, o número é um indicativo de que o setor está apto a atender às demandas do mercado brasileiro nos movimentos internos e nas exportações e importações.

Entre os grupos de mercadorias de maiores movimentações no primeiro trimestre de 2018, destaque para o minério de ferro, com 87,5 milhões de toneladas, mas queda de 6,3%, e petróleo (48,7 milhões de toneladas e decréscimo de 1,1% com relação a igual período do ano anterior). Os contêineres foram a terceira carga mais movimentada, com 26,4 milhões de toneladas e crescimento de 11,5%, com expansão de 14% nas importações e de 9,7% nas exportações.

Outros produtos que merecem destaque no primeiro trimestre de 2018 foram o milho, com 3,7 milhões de toneladas movimentadas e aumento expressivo de 88,2%, e a soja, com 24,2 milhões de toneladas e aumento de 5,1% em relação a igual período do ano passado. O granel sólido continuou com sua participação significativa na movimentação de cargas do país, representando 61,8% do total movimentado no período.

Os dez principais portos organizados em movimentação de cargas brutas operaram aproximadamente 72,2 milhões de toneladas, o que corresponde a 85,9% da movimentação total dos 30 portos organizados que registraram movimentos de cargas nesse primeiro trimestre de 2018.

“O bom desempenho das cargas de petróleo (+7,4%), contêineres (+15,5%) e de milho (+80,6%), que se recuperou de uma queda de 81,6% nas exportações do produto para o 1° trimestre de 2017, foi suficiente para ultrapassar as perdas de movimentação em outros tipos de mercadorias e puxar o crescimento nos portos públicos”, informou o gerente de Estatística e Avaliação de Desempenho da ANTAQ, Fernando Serra.

Entre os portos organizados que apresentaram crescimento na movimentação de cargas no período, em comparação ao primeiro trimestre de 2017, estão os de Paranaguá, com 13,8%, Santos (9,3%), Santarém (31,4%) e São Francisco do Sul (3,9%). Já entre os portos que apresentaram queda estão os de Itaguaí, com redução no volume total de 4,6% e de 8,9% na movimentação de minério de ferro, sua principal mercadoria, e o de Vila do Conde, com recuo de 20,7%.

Com relação ao Porto de Santos, foram movimentados no período 25,1 milhões de toneladas de cargas brutas, com destaque para o milho, com crescimento de 192,3%, pasta de celulose (74,1%) e contêineres (14,5%).

Nos terminais de uso privado, a movimentação de cargas registrou 165,1 milhões de toneladas brutas. Esse volume é 2,3% menor do que o registrado no primeiro trimestre de 2017, refletindo a queda na movimentação de minério de ferro (5,9%), petróleo (3,0%) e bauxita (2,4%).

Tipos de navegação

Na navegação de longo curso, as cargas apresentaram movimento de 179,7 milhões de toneladas, representando queda de 1,9% em comparação ao 1º trimestre de 2017, sendo 33,6 milhões de toneladas de cargas de importação e 146,1 milhões de toneladas de cargas de exportação, com esta última representando 81,3% do total de cargas movimentadas.

Na navegação de cabotagem, que movimentou 53,6 milhões de toneladas, a queda foi pequena: 0,9% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. As principais mercadorias movimentadas na cabotagem, em participação, foram petróleo, que representou 62,1% do total, contêineres (11,8%) e bauxita (10,4%).

Já a movimentação de contêineres na cabotagem registrou alta de 12,8% no primeiro trimestre deste ano, em relação a igual período de 2017. Entre as principais instalações portuárias que movimentaram esse perfil de carga, na cabotagem, destaque para o Porto de Salvador, com aumento de 101,8%, e o Porto Chibatão (+27,6).

Na navegação interior, a movimentação portuária correspondeu a 14,5 milhões de toneladas, representando crescimento de 20,6% em comparação ao movimentado no primeiro trimestre de 2017. Esse bom desempenho se deve ao crescimento de 422,7% na movimentação de bauxita, aumento de 52,8% em pasta de celulose, bem como a boa performance da soja – principal mercadoria operada nesse tipo de navegação – que registrou aumento de 11,7%.

Fonte: ANTAQ


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A greve dos caminhoneiros, que já ultrapassa uma semana, inviabilizou as exportações pelo Porto de Santos e causa prejuízos de US$ 100 milhões, o equivalente a R$ 375 milhões, ao setor de navegação, segundo levantamento do Sindicato da Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar). Um navio graneleiro aguarda atracado, há cinco dias, a chegada da carga para completar o carregamento rumo ao exterior e vários outros estão fundeados esperando mercadorias.

O problema também é enfrentado nos terminais de contêineres, que priorizam operações de importação por conta da falta de caixas metálicas destinadas ao mercado internacional. A situação ainda se agrava diante de paralisações de outras quatro categorias no cais santista.

Em greve desde a segunda-feira da semana passada (21), os caminhoneiros autônomos que atuam no Porto não pretendem voltar ao trabalho, mesmo com as propostas do Governo Federal, divulgadas no último domingo (27). Nesta segunda-feira (28), eles mantiveram os protestos nos acessos rodoviários às duas margens do complexo marítimo.

Com isso, continua impossível o transporte de cargas de exportação até os terminais do cais santista. O problema ainda se agrava diante do comprometimento da capacidade de armazenagem de terminais. Isto acontece devido ao represamento das cargas de importação que foram desembarcadas nas últimas semanas, mas que não estão sendo desembaraçadas ou removidas pelos caminhoneiros.

Segundo o diretor-executivo do Sindamar, José Roque, apenas 20% das cargas de exportação normalmente movimentadas estão sendo embarcadas pelo cais santista. Tratam-se de mercadorias em trânsito ou já depositadas nos terminais.

Houve, ainda, um navio que deixou o Porto de Santos com 80% de sua capacidade de transporte ociosa. Além disso, alguns cargueiros já estão com estoques de água potável, medicamentos e alimentos seriamente comprometidos.

“Estimamos que umas 250 mil toneladas deixaram de embarcar, até sexta-feira, o que equivale, aproximadamente, à 17.860 contêineres, sendo que o maior destino é a Europa e o restante Estados Unidos, Caribe e Ásia”, explicou o executivo.

De acordo com Roque, por falta de carga, os navios de cabotagem ficarão parados por uma semana, fundeados nos portos. Isto eleva ainda mais os prejuízos com a paralisação, tendo em vista o custo de embarcações paradas.

Terminais

A situação afeta terminais de contêineres e graneleiros. Na ADM, as atividades foram reduzidas ou paralisadas em várias unidades de negócio no País, inclusive no Porto de Santos, no Corredor de Exportação, onde o armazenamento está com capacidade total.

Na Rumo, na região de Outeirinhos, os embarques também ficaram comprometidos. No sábado, a ferrovia da empresa no trecho de Chapadão do Sul (MS) chegou a ser vandalizada, mas o problema foi resolvido no mesmo dia.

Já na Brasil Terminal Portuário (BTP), que fica na Alemoa e opera contêineres, cerca de 20 mil acessos para entrega ou retirada de carga deixaram de ser realizados desde o início da greve. A ocupação atual do terminal é de 75%. Estima-se que serão necessárias, no mínimo, 24 horas após o encerramento do movimento para o reestabelecimento do fluxo regular de operações.

No Tecon, na Margem Esquerda (Guarujá) do complexo marítimo, continua o racionamento de combustível. Mas, mesmo com a impossibilidade de remoção de cargas, ainda há espaços nos pátios do terminal administrado pela Santos Brasil.

Ofício

Todos os problemas foram relatados pela Federação Nacional dos Operadores Portuários (Fenop), em ofício endereçado ao presidente da República, Michel Temer (MDB), e vários ministros ontem. Segundo a entidade, a situação é “catastrófica” e os prejuízos, que são “incalculáveis”, devem ser sentidos por muito tempo.

“Navios não conseguem mais ser descarregados ou carregados, empresas de navegação já desviaram embarcações para outros países e, ainda mais grave, as empresas de navegação de cabotagem foram forçadas a paralisar seus navios por absoluta falta de carga e de condições de escoamentos”, destacou o presidente da entidade, Sérgio Aquino.

Fuzileiros

Nos últimos dias, a presença de veículos, embarcações e até aeronaves da Marinha do Brasil é constante no Porto de Santos. Todos esses meios e 300 fuzileiros navais deverão permanecer na Cidade nos próximos dias, realizando inspeções para garantir a segurança no complexo marítimo.

“É uma ação preventiva. Até o momento, não houve nenhum tipo de ocorrência que indicasse a necessidade de ação das tropas com empenho de força. A operação vai continuar nos próximos dias, para a Garantia da Lei e da Ordem (GLO)”, explicou o capitão de mar e guerra Daniel Rosa de Menezes, comandante da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP).

Os militares iniciaram patrulhas nas proximidades do cais santista. Em terra, os oficiais estão presentes, várias vezes ao dia, nos locais de concentração dos caminhoneiros, nos acessos ao Porto.

Pelo mar, o navio-patrulha Macaé é responsável pela inspeção de áreas portuárias e também nas regiões próximas aos atracadouros das balsas que fazem a travessia entre Santos e Guarujá. Na semana passada, um grupo de pescadores interrompeu, por cerca de uma hora, o tráfego nesta região, durante um protesto em apoio aos caminhoneiros.

“A finalidade da GLO é preservar a infraestrutura portuária de ameaças, assim como o patrimônio do Porto e ainda a segurança das pessoas que lá trabalham”, afirmou o capitão dos portos.

Além do navio-patrulha Macaé, outra embarcação da Marinha do Brasil está no Porto. Trata-se do Navio Doca Multipropósito (NDM) Bahia, capaz de transportar viaturas militares e embarcações de desembarque, operar com três helicópteros de porte médio e transportar até 450 fuzileiros navais. Nesta operação no Porto, foram destacadas duas aeronaves, 270 militares e diversos veículos.

O NDM Bahia conta ainda com dois blocos cirúrgicos, que dispõe de 49 leitos, sendo oito de Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Laboratórios de análises clínicas e equipamentos de raios X e ultrassom também fazem parte da estrutura da embarcação.

Fonte: A Tribuna


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Os órgãos envolvidos na atividade portuária planejam uma série de melhorias em seus regramentos e processos. O objetivo é agilizar ou simplificar procedimentos de embarques e desembarques de mercadorias no Porto de Santos e nos demais complexos portuários do País. Para isso, as entidades passarão a utilizar sistemas de análise de risco em forma de parametrização.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Receita Federal e o Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), estão entre as autoridades que têm como objetivo simplificar procedimentos de importação e exportação.

As medidas foram apresentadas em um seminário realizado na sede do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos e Região (SDAS), no Centro.

Em até quatro meses, entrará em vigor um novo processo de análise das importações na Anvisa. A ideia é implantar um sistema de parametrização, semelhante ao da Receita Federal. Assim, de acordo com a carga declarada, a procedência e as referências do importador, as mercadorias desembaraçadas no cais santista serão classificadas nos canais verde, amarelo ou vermelho.

“Existem alguns critérios que a gente vai adotar. A Receita pensa muito na questão fiscal, da tributação. A questão da Anvisa já é uma questão sanitária. Para nós, o que mais tem impacto na importação é saber qual vai ser o produto, qual é o risco dele e também do importador, se ele tem processos de importação, se tem uma idoneidade para que a gente possa ter uma segurança com relação ao produto e aquele importador”, destacou a chefe do posto da Anvisa no Aeroporto Internacional de Guarulhos, Elisa da Silva Braga Boccia.

Segundo a executiva, a tendência é que, com a implantação da norma, produtos com validade curta, como radioativos e radiofármacos, entrem no canal verde, desde que todos os dados estejam em conformidade com os padrões da vigilância sanitária. “Já no canal vermelho, cairiam direto os medicamentos que contenham substâncias controladas, descritos na Portaria 344 de 1998. Hoje, a inspeção já é obrigatória para este tipo de produto, porque o Brasil é signatário de uma série de acordos internacionais e a gente tem que controlar uma série de produtos, entorpecentes, psicotrópicos. Neste momento, esses serão mantidos no canal vermelho”, explicou a chefe do posto aeroportuário.

De acordo com Elisa, atualmente a Anvisa analisa as contribuições da sociedade e do setor regulado. Isto porque foi aberto um período de consulta pública para que as novas regras sejam analisadas pelos envolvidos na cadeia de importação. “Após essa análise, a gente vai compilar tudo isso. A previsão é de três, no máximo quatro meses para a publicação da norma”, afirmou a executiva. Regramento A Anvisa também pretende, até o final do ano, revisar todas as normas de importação de produtos sujeitos à vigilância sanitária. Agrotóxicos, alimentos, cosméticos, medicamentos e tabaco estão nesta lista. As mercadorias podem ser destinadas à indústria, ao comércio ou ao consumo direto.

De acordo com a chefe do posto aeroportuário da Anvisa, a RDC (Resolução de Diretoria Colegiada) nº 81 é o instrumento que reúne as regras de importação da agência reguladora. Porém, trata-se de um regramento extenso, que nem sempre é claro e conciso. “A ideia dessa revisão, que já começou há alguns anos, é justamente compilar em uma única norma todas as orientações de importação que a gente possa ter. Existem vários produtos que a Anvisa regula, várias categorias e várias finalidades de importação. Vamos trazer para uma única norma todas as orientações”. Segundo Elisa, a grande mudança que surgirá com o novo regramento é em relação aos requisitos e aos documentos obrigatórios de importação. A ideia é simplificar o processo e eliminar a necessidade de documentos protocolados. Com isso, reduzir a burocracia.

Isso vai tornar o processo muito mais ágil. Todo o processo vai continuar tendo um rito, mas a quantidade de documentos apresentados vai diminuir, o que vai fazer com que o importador não demore tanto tempo para garantir tudo”, destacou.

Fonte: A Tribuna


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Os chineses não ficaram satisfeitos em comprar apenas o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). No ano passado, pagaram 1 bilhão de dólares para ficarem donos de 90% do porto privado criado no governo Lerner e concedido ao empresário Salomão Soifer (dono também do Mueller, do Patio Batel e outros shoppings) e a outros. Passa pelo TCP atualmente a maior parte das exportações parananenses de automóveis e outras cargas de alto valor agregado.

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Para os chineses da gigante CMPORT, uma das maiores operadoras mundiais de terminais de contêineres, deve ter sido um negócio pequeno. Tanto que, poucos meses após a aquisição do TCP, já estão negociando a compra de uma outra área na baía de Paranaguá para construir um outro terminal.

Trata-se da área do Imbocuí, com 5 milhões de metros quadros e altamente propícia às atividades portuárias de grande porte.

Desde que, no governo Dilma, se abriu à iniciativa a possibilidade de investimentos privados na exploração portuária e após a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) concluir o zoneamento e liberar locais que poderiam ser de interesse de empreendedores, a área do Imbocuí foi adquirida pelo consórcio Triunfo Participações e Investimentos e LOGZ Logística Brasil.

A pretensão era a construir o Terminal de Logística Integrada do Paraná (Terlip), que vinha sendo estudado desde 2013 – um investimento, porém, que ficou muito acima da capacidade econômico-financeira do grupo.

Os chineses, montados na grana que não lhes falta, viram aí uma oportunidade para expandir seus negócios no Paraná e encontraram intermediários dispostos a facilitar a compra do Imbocuí, construir o Terlip e muito mais. Ficará novamente a cargo do CADE e ANTAQ analisar o nível de concentração de serviços portuários por somente um grupo econômico.

contraponto.jor.br


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Por que contratar um agente de cargas?

Agente de Cargas – Por mais que ferramentas online, softwares e novos marcos da tecnologia possam tornar a logística algo cada vez mais dinâmico, transportar uma carga entre continentes exige experiência, conhecimento e contatos nacionais e internacionais. Para imprimir inteligência a esse negócio, o ideal é contratar um agente de cargas (freight forwarder), empresa ou profissional que tem todas as condições de alocar sua carga – tanto em termos de serviço como de valores – poder de negociação e atendimento customizado para cada cliente. Agente de Carga

O agente de carga internacional está apto a fornecer todo o follow-up da carga de forma mais efetiva, coordenando desde a coleta na fábrica até a entrega no destino, e utilizando vários fornecedores para efetivar tal movimentação. Os serviços oferecidos aos importadores e exportadores compreendem a contratação de frete internacional e nacional junto às agências marítimas, companhias aéreas e demais transportadores.

Outros serviços envolvidos no transporte marítimo também são prestados pelos agentes de carga, como coordenação, consolidação e desconsolidação de cargas; armazenagem e distribuição de mercadoria; assessoria nas questões aduaneiras e fiscais; contratação de seguro; coleta e serviços logísticos. A maior responsabilidade deste profissional, no entanto, é buscar soluções logísticas dentro do mercado como, por exemplo, ter mais de uma opção de embarque para movimentar a carga quando o cliente precisa.

Quando utiliza o serviço do agente de carga, o cliente busca aperfeiçoar sua operação e evitar que problemas aconteçam. Em um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo, é fundamental ter uma equipe qualificada e motivada para que o serviço oferecido seja satisfatório. A qualidade da mão de obra permite ao agente de carga desenvolver o seu trabalho com segurança, gerir informações assertivas com velocidade e trazer um serviço customizado para aumentar a competitividade dos clientes no mercado.

D-LOG

A D-Log Brasil foi inaugurada em 1995, sob o nome de Exccel Freight, vindo a representar a Dietrich Logistics no Brasil. Reconhecida pelo mercado pela excelência e confiabilidade dos serviços prestados, sempre priorizou o atendimento individualizado com o objetivo de conquistar a confiança do mercado e a confiabilidade do órgãos competentes.
Ao longo de sua história atendeu e atende aos mais diversos segmentos do comércio e da indústria, constando em seu portifólio empresas como BMW, Vale, Bayer, Grendene, Gerdau, Continental e outras tidas como referência em seu segmento.

A D-Log, em seus mais de 20 anos de história, está pronta para atender você com um excelente atendimento e soluções práticas em logística e comércio exterior.

Fonte: Segs


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30 de setembro de 2017 0Marítimo

As técnicas de navegação apareceram ainda na antiguidade, quando egípcios, fenícios, gregos e romanos utilizaram os conhecimentos de astrologia, meteorologia e geografia para determinar a posição e direção das embarcações. Foram esses povos que criaram os pontos cardiais, a rosa dos ventos e as primeiras cartas de navegação e estas técnicas têm uma grande importância em nossa história. Agente de Carga.

sse foi um dos maiores avanços da humanidade, pois foi a partir disso que mares e terras puderam ser mapeados e países foram descobertos. Mas não era só naquela época, até hoje, a navegação tem uma importância muito grande, tanto para a área náutica quanto para a terrestre. Pois é do principal utensílio de navegação atual, o GPS, que muitas pessoas dependem para se locomover para atividades profissionais e no dia a dia.

Navegação e Meteorologia

Independente do meio, aéreo, marítimo ou terrestre, a navegação depende, e muito da meteorologia. Segundo o meteorologista da Somar Meteorologia, Tiago Robles, “os ventos, tempestades e outros eventos climáticos interferem na navegação, e ter essa previsão é importante até mesmo para evitar transtornos e acidentes”.

Na terra, temporais podem causar alagamentos e gerar transtornos, por isso, quem vai pegar a estrada, seja a trabalho ou para se divertir, precisa estar atento à previsão do tempo para saber qual a melhor direção a seguir.

“No ar os aviões evitam entrar em nuvens de tempestades, e dependendo da situação, os voos precisam ser cancelados”, explica Tiago.

Já no mar, as embarcações precisam estar sempre atentas às condições do tempo, pois furacões e ondas representam perigo tanto para os marinheiros quanto para os turistas.

Para Celso Oliveira, meteorologista da Somar, a previsão é mais fácil no caso dos oceanos, pois “a umidade do ar é absorvida pela água, e a atmosfera se torna menos enérgica, a temperatura não sobe tanto e se torna mais fácil assimilar as condições meteorológicas e prever como será daqui a dois ou três dias”.

Por isso, não importa por onde você vai, ou qual rota vai tomar, é sempre importante ficar de olho na meteorologia.


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Limite que pode ser atingido por navios passa de 12,3 para 12,6 m

Uma semana após a redução do calado operacional (fundura máxima que os navios podem atingir quando totalmente carregados) do Porto de Santos de 13,2 para 12,3 metros, os esforços concentrados na dragagem do trecho 1 do canal de navegação surtiram efeito. Agora, embarcações com até 12,6 metros de calado poderão trafegar na região que vai da entrada da Barra até o Entreposto de Pesca.

De acordo com o capitão de mar e guerra Alberto José Pinheiro de Carvalho, que é comandante da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), uma nova batimetria (levantamento de profundidade) foi entregue ontem pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a estatal que administra o cais santista.

Com essa análise, conseguimos ampliar o calado para 12,6 metros. O ganho é pequeno, de 30 centímetros, mas é resultado dessa dragagem já realizada durante esta semana”, explicou o comandante.

Até o final de julho, a Dratec Engenharia, empresa contratada pela Codesp para a manutenção das profundidades do Porto de Santos, deve concentrar os trabalhos apenas no trecho 1 do canal de navegação. A ideia é evitar o assoreamento (deposição de sedimentos, que torna o canal mais raso) naquela região.

Durante toda esta semana, usuários do Porto de Santos tentaram minimizar as perdas causadas pela redução do calado operacional do cais santista. Mas, de acordo com o diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque, os custos extras foram inevitáveis.

Prejuízos

Em uma semana, cerca de 7 mil contêineres deixaram de ser movimentados no Porto de Santos, segundo o executivo. Isto representa um prejuízo de cerca de US$ 16,1 milhões em frete para os armadores, o equivalente a R$ 52,8 milhões.

“Conforme informações obtidas, há navios que efetuaram escalas extras em Itaguaí e Sepetiba (RJ) para descarga de contêineres de importação. Isto aconteceu para a redução do calado, por conta das restrições do Porto de Santos”, explicou.

De acordo com o executivo, por conta da passagem não prevista em outros portos, somaram-se custos extras com combustível, atracação, serviço de praticagem e rebocadores, onerando mais ainda as operações e elevando os prejuízos.

“Há casos de armadores que cortaram entre 6 mil e 15 mil toneladas de carga de exportação. Isso causa prejuízos imensuráveis com os lotes deixados para trás, causando descontentamento para os clientes e provocando desgaste comercial”, destacou Roque.

Segundo dados do Sindamar, a cada centímetro a menos de calado, deixa-se de embarcar entre sete e oito contêineres. Com a redução atual, isso representa uma perda de carregamento de até 720 caixas metálicas ou 5 mil toneladas de carga por viagem.

Procurada, a Codesp não se posicionou sobre a mudança do calado operacional do Porto de Santos até o fechamento desta edição.

Fonte: A Tribuna


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Exportadores brasileiros que embarcam suas cargas por modal marítimo e rodoviário poderão utilizar o Portal Único do Comércio Exterior, desenvolvido em conjunto pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) do Ministério da Fazenda.

A iniciativa elimina a necessidade da apresentação de alguns documentos e reduz etapas e exigências governamentais. Inicialmente, vale para as exportações sujeitas exclusivamente a controle aduaneiro, realizadas por meio do Porto de Santos e das unidades aduaneiras em Uruguaiana e Foz do Iguaçu. A expectativa da Secex e da Receita Federal é que, até o final deste ano, 100% das exportações possam ser feitas por meio do Portal Único de Comércio Exterior.

O Porto de Santos é responsável por um terço de todas as exportações feitas no modal marítimo. Já Uruguaiana e Foz do Iguaçu respondem por mais de 50% do que o Brasil exporta por meio rodoviário.

O Novo Processo de Exportações do Portal Único foi lançado em março deste ano. As operações foram iniciadas pelo modal aéreo. Agora, estão sendo ampliadas para os modais marítimo e rodoviário, os dois principais canais para as vendas externas. Mais de US$ 50 bilhões de exportações anuais já podem se beneficiar de processos mais simples, rápidos e baratos no comércio exterior.

Novo Processo de Exportações

Os exportadores passam a contar com a Declaração Única de Exportação (DU-E), que substitui os três documentos, utilizados até então, para registro e declaração dos embarques. O Portal Único utiliza tecnologias que otimizam a conferência manual e alguns protocolos. Em alguns casos, a conferência manual poderá ser eliminada. Além disso, processos que hoje são realizados de forma sequencial (despacho aduaneiro, movimentação de cargas, licenciamento e autorizações) já podem ser feitos simultaneamente, gerando importante economia de tempo para as empresas.

A DU-E está integrada à Nota Fiscal Eletrônica (NFe), o que permite que informações constantes das notas sejam automaticamente migradas para a declaração. Com isso, promove-se a garantia da integridade dos dados, redução de erros de preenchimento e a facilitação da comprovação das exportações junto aos fiscos estaduais.

Entre as facilidades disponibilizadas pelo Portal Único aos exportadores, há também a redução na necessidade de preenchimento de informações, que podem chegar a 60% em alguns casos.

Destaca-se ainda a atuação coordenada e harmonizada do governo, no que se refere ao comércio exterior, evitando redundâncias de controles e exigências de dados e documentos. Até o final do ano, deverá ocorrer a integração dos órgãos anuentes no Portal Único, o que garantirá maior eficiência no gerenciamento de riscos. Com essa integração dos órgãos, o governo federal, como um todo, poderá agir de maneira mais direcionada, rápida e eficiente no que se refere aos riscos implicados ao comércio internacional.

Portal Único de Comércio Exterior

As entregas do Portal Único têm sido incrementais, permitindo ganhos concretos ao longo de seu desenvolvimento, iniciado em 2014. Um bom exemplo foi a anexação eletrônica de documentos, que eliminou 99% do uso de documentos em papel nas exportações e importações, com anuência governamental. Ganhos que foram reconhecidos pelo Banco Mundial nos Relatórios Doing Business de 2016 e 2017.

Ao final da implantação e disponibilidade de todas as ferramentas do Portal Único, prevista para acontecer até o final do ano que vem, a meta é reduzir os tempos médios das exportações brasileiras de 13 para 8 dias e das importações de 17 para 10 dias. Os processos de exportação e importação serão em média de 40% mais ágeis.

Com a implementação concluída, de acordo com um estudo da Fundação Getúlio Vargas, o Portal Único poderá trazer um incremento de US$ 23,8 bilhões ao PIB brasileiro, em 2018, podendo chegar a US$ 74,9 bilhões em 2030.  Com as facilidades e as ferramentas de desburocratização disponíveis no Portal Único, a previsão é que haja um incremento anual entre 6 e 7% na corrente de comércio. De acordo com este estudo, há também um indicativo de aumento nas exportações de bens manufaturados, principalmente de produtos oriundos da indústria de transformação. da ordem de 10,3% no primeiro ano de implantação do Portal, podendo chegar a 26,5% em 2030.

Estudo recente do MDIC, realizado em parceria com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), demonstra que as reformas relacionadas à burocracia do comércio exterior no Brasil podem reduzir em até 14,5% os custos dos operadores brasileiros.

O Portal Único de Comércio Exterior é a principal iniciativa de desburocratização e facilitação do comércio exterior brasileiro. A iniciativa, desenvolvida em parceria com o setor privado, estabelece um guichê único para centralizar a interação entre governo e operadores comerciais. O sistema ainda reformula os processos de exportação e importação, com o objetivo de reduzir prazos e custos envolvidos nas operações e, consequentemente, aumentar a competitividade das exportações brasileiras.

Além da Secex e da Receita Federal, que coordenam a implantação do Portal Único, outros 20 órgãos do governo, que de alguma forma intervêm no comércio exterior, também integram o esforço. Com o Portal, os processos passam a ser mais eficientes, promovendo a integração desses órgãos e uma interface única entre o governo federal e operadores privados.

O Portal Único vai otimizar os benefícios decorrentes dos investimentos em curso em infraestrutura logística no comércio exterior ao possibilitar o compartilhamento de dados e a redução de entraves burocráticos que prejudicam a gestão da cadeia de suprimentos.

O que muda com o Novo Processo de Exportações

  • Eliminação de documentos
  • Eliminação de etapas processuais
  • Integração com a Nota Fiscal Eletrônica
  • Redução em 60% no preenchimento de informações
  • Automatização da conferência de informações;
  • Guichê único entre exportadores e governo;
  • Fluxos processuais paralelos
  • Expectativa de redução de 40% do prazo médio para exportação.
  • Porto de Santos em números

As exportações realizadas no Porto de Santos representam 33% de todos os embarques realizados por meio marítimo no que se refere a valor. Já em volume, Santos é responsável por 12% das exportações que usam esse tipo de modal.

Desse total, as exportações sujeitas a controle exclusivamente aduaneiro e que se aproveitarão do Portal Único neste momento representam 77% do valor e 91% do volume. Em 2016, essas exportações somaram cerca de US$ 40 bilhões.

No ano passado, os principais produtos exportados por Santos foram açúcar (US$ 8 bilhões), soja (US$ 5 bilhões), café (US$ 4 bilhões), suco de frutas (US$ 2,4 bilhões) e carnes bovinas congeladas (US$ 1,9 bilhões).

Os três principais destinos foram China (US$ 7,3 bilhões), Estados Unidos (US$ 6,7 bilhões) e Argentina (US$ 3,2 bilhões).

URF Uruguaiana e Foz do Iguaçu em números

Uruguaiana representa 35% das exportações realizadas pelo modal rodoviário (U$4,3 bilhões em 2016). Em volume, a participação é de 29%, ou seja, 1,7 mil toneladas. Mais de 80% da carga exportada por meio de Uruguaiana poderá ser imediatamente processada a partir do Novo Processo de Exportações.

Em 2016, os principais produtos exportados por Uruguaiana foram automóveis (US$ 313,6 milhões), polímeros (US$ 203 milhões) e partes e peças para automóveis (US$ 201,8 milhões).

Os três principais destinos foram Argentina (US$ 3,4 bilhões), Chile (US$ 914 milhões) e Peru (US$ 59,3 milhões).

Por Foz do Iguaçu passam 16% das exportações, o que representou, no ano passado, U$ 2,1 bilhões. Se considerado o volume, esse percentual sobe para 21% ou 1,3 mil de toneladas. No caso de Foz, mais de 92% da carga exportada já poderá utilizar o Novo Processo de Exportações neste momento.

Os principais produtos exportados por Foz foram adubos e fertilizantes (US$ 82 milhões), papel ou cartão de caulim (US$ 56,5 milhões) e fumo (US$ 55,4 milhões).

Os principais destinos foram Paraguai (US$ 1,9 bilhões), Argentina (US$ 177,5 milhões) e Chile (US$ 31,2 milhões).

Fonte: Mdic


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