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Mesmo em ano de pandemia, terminais e portos públicos e privados brasileiros registraram crescimento de 4,2% na movimentação. Apesar da pandemia de covid-19, a movimentação de cargas nos portos do Brasil cresceu 4,2% no ano passado sobre 2019 e ficou em 1,15 bilhão de toneladas, de acordo com dados divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) nesta semana em seu anuário estatístico.

Os dados incluem a movimentação em portos públicos e privados. Os públicos responderam por 34% dos volumes e os privados ficaram com 66%. Do total de cargas que passaram pelos portos do Brasil, a maioria, ou 775,5 milhões de toneladas, foi embarque, ou seja, exportação. Os desembarques foram 377,2 milhões de toneladas, importações.

O Terminal de Ponta da Madeira, que é privado, fica no estado do Maranhão e pertence à mineradora Vale, foi quem registrou maior movimento entre os portos e terminais do Brasil. O segundo com maior movimento foi o Porto de Santos, que é público e fica no litoral de São Paulo, seguido do Terminal de Angra dos Reis, que é público, mas está arrendado à iniciativa privada. Ele fica no estado do Rio de Janeiro e movimenta óleos brutos de petróleo.

O minério de ferro foi a carga de destaque para o setor portuário em 2020. No total, foram movimentadas 356 milhões de toneladas. Em seguida veio o petróleo e derivados, com 262 milhões de toneladas. Na terceira posição ficaram os contêineres, na quarta a soja, na quinta os cereais e na sexta os fertilizantes. Ainda estão na lista das mercadorias de maior movimentação cereais, açúcar, pasta de madeira, ferro e produtos químicos inorgânicos.

Fonte: ANBA

 


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A balança comercial registrou superávit de US$ 210,3 milhões até a terceira semana de fevereiro, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia divulgados nesta segunda-feira (22/2). A corrente de comércio alcançou US$ 22,64 bilhões no acumulado do mês, com US$ 11,42 bilhões de exportações e US$ 11,21 bilhões de importações. 

Comparados a fevereiro do ano passado, pela média diária, os resultados apontam crescimento de 1,5% nas exportações e de 17,1% nas importações, com a corrente de comércio subindo 8,7% e o superávit recuando 87,5%.

Já no acumulado do ano, as exportações somam US$ 26,23 bilhões, com alta de 5,7%, e as importações sobem 11,8% e chegam a US$ 27,15 bilhões, resultando em um déficit de US$ 915,2 milhões, com uma corrente de comércio de US$ 53,38 bilhões.

O aumento das exportações foi impulsionado pelo crescimento de 14,6% nas vendas da Indústria Extrativa, que chegaram a US$ 3,42 bilhões, e de 3,2% da Indústria de Transformação, com US$ 6,55 bilhões, enquanto na Agropecuária houve redução de 25,3%, somando US$ 1,38 bilhão.

As maiores altas na Indústria Extrativa foram de minério de ferro e seus concentrados (88,8%), minérios de alumínio e seus concentrados (4,7%) e carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (367%). A Indústria de Transformação aumentou as vendas de farelos de soja e outros alimentos para animais (excluídos cereais não moídos), farinhas de carnes e outros animais (111%), além de ouro não monetário, excluindo minérios de ouro e seus concentrados (74,8%) e açúcares e melaços (40,4%).

O recuo das vendas da Agropecuária foi puxado por soja (-60,1%), lã e pelos em bruto (-63%) e animais vivos, excluindo pescados ou crustáceos (-47,5%), mas o setor elevou as vendas de milho não moído, exceto milho doce (204,6%), café não torrado (13%) e algodão em bruto (48,2%).

Plataformas em destaque

Nas importações, até a terceira semana do mês, a Secex destaca o crescimento de 16% nas compras da Indústria de Transformação, que chegaram a US$ 10,16 bilhões, e de 11% na Agropecuária, com US$ 266,84 milhões. Já na Indústria Extrativa, as importações atingiram US$ 542,41 milhões, recuando 0,23% pela média diária, na comparação com fevereiro de 2020.

A alta das importações no mês é influenciada, principalmente, pela entrada de plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes, que somam US$ 1,432 bilhão (30.710%). Ainda na Indústria de Transformação, destacam-se os aumentos nas compras de adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos (75,3%), válvulas e tubos termiônicos, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos e transistores (39,9%).

Na Agropecuária, cresceram as importações de milho não moído, exceto milho doce (300%), cacau em bruto ou torrado (26,2%) e látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (36,1%). A Indústria Extrativa, apesar do recuo na média diária geral, registrou crescimento nas compras de outros minérios e concentrados dos metais de base (164,9%), carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (16,5%) e gás natural, liquefeito ou não (55,7%).

 

Fonte: Comex do Brasil

(*) Com informações da Secex/Ministério da Economia


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Mais de 15,6 milhões de toneladas de cargas passaram pelo complexo portuário em 2020

O Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes registrou durante o ano de 2020 a maior movimentação de contêineres da história. Entre os meses de janeiro e dezembro, somando as movimentações de importação e exportação, foram mais de 15,6 milhões de toneladas de cargas que passaram pelos portos. 

O número representa um aumento de 14% em relação a 2019.

O número de TEUs — medida usada para calcular o volume de um contêiner, em que cada TEU representa a capacidade de carga de um contêiner marítimo normal — também aumentou: com mais de 1,4 milhão de TEUs movimentados nos portos em 2020, houve um aumento de 15% em relação a 2019.

Os produtos de maior exportação — que representa 61% da movimentação — foram carnes, principalmente a suína, madeiras e derivados.

Já os produtos com maior importação foram eletrônicos, químicos, mecânicos e têxteis.

De acordo com o superintendente do Porto de Itajaí, Fábio da Veiga, a marca é histórica e classifica o complexo portuário como o segundo maior do país em movimentação de cargas, ficando atrás apenas do Porto de Santos em São Paulo.

Crescimento que se mantém em alta

Esse não foi o primeiro ano em que o Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes apresentou crescimento. Desde 2017 a movimentação de contêineres segue em alta, com um aumento de 21% em TEUs desde então. Confira os números de movimentação nos portos dos últimos quatro anos:

2017 – 1.119.271 TEUs

2018 – 1.150.559 TEUs

2019 – 1.230.467 TEUs

2020 – 1.419.082 TEUs

Obras de ampliação do Porto de Itajaí

As recentes obras de ampliação da estrutura podem ter contribuído para o crescimento da movimentação. Foi realizada a melhoria do acesso e do canal aquaviário, a reabertura dos berços 3 e 4, a implantação do sistema OCR, que realiza a leitura e o registro de contêineres no sistema central, o novo sistema de monitoramento metaoceanográfico, a recuperação do pátio e uma nova bacia de evolução, onde se manobram as embarcações.

Fonte: NSC Total


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Alavancado pelo aumento das movimentações na importação, exportação, cargas domésticas e remessas expressas em decorrência do incomum ano de pandemia, o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), registrou em 2020 recorde histórico de movimentação de carga (em peso) para um ano desde o início integral da concessão, em 2013.

O total foi de 262,2 mil toneladas, enquanto o recorde anterior havia sido registrado em 2018, com 241,3 mil toneladas.

Na comparação do acumulado de 2020 com o total do ano de 2019, a alta foi de 18,16%, já que em 2019 foram movimentados pelo TECA (Terminal de Carga) de Viracopos 221,9 mil toneladas. A eficiente logística e a moderna infraestrutura do TECA foram fundamentais e estratégicas, por exemplo, para a chegada de medicamentos, equipamentos hospitalares, respiradores, máscaras, testes e vacinas para o combate à COVID-19.

Além do recorde de melhor ano em 2020, o mês de dezembro também representou o melhor mês em carga movimentada da história do aeroporto com um total de 28,4 mil toneladas. O recorde mensal anterior havia sido registrado em outubro de 2020 como 27,8 mil toneladas. Já na comparação de dezembro de 2020 com dezembro de 2019, a alta chegou a 63,9%.

Importação e Exportação

Na importação, a alta no peso foi de 2,45% no acumulado do ano em relação a 2019, com um total de 120,4 mil toneladas que chegaram ao país pelo TECA de Viracopos. Hoje, o aeroporto é o maior em importação de carga do país, movimentando mais de 1/3 de toda a carga aérea que chega ao Brasil. Em 2020, a participação do aeroporto foi de 38% no volume de cargas de importação aérea no Brasil.

Já em relação ao mês de dezembro, o crescimento na importação foi de 45,14% na comparação com o mesmo mês de 2019, sendo que dezembro foi o melhor mês de 2020, com um total de 12,7 mil toneladas.

A exportação também apresentou bons resultados com alta de 23,37% no acumulado do ano em relação a 2019, com um total de 77,1 mil toneladas de carga saindo do país por Viracopos. Na comparação entre os meses de dezembro, o crescimento foi de 41,7%, com 6,7 mil toneladas movimentadas no mês passado ante 4,7 mil toneladas do último mês de 2019.

Remessas expressas

Outro setor que apresentou alta foi o de remessas expressas (courier), de importação e exportação, com 5,1% de crescimento no acumulado do ano de 2020 em relação ao acumulado de 2019. Foram movimentadas no ano 5,7 mil toneladas de remessas expressas ante 5,4 mil toneladas de 2019.

Considerando apenas o mês de dezembro, a alta nas de remessas expressas foi de 24,3% em relação ao mesmo mês de 2019, com 563 quilos ante 453 quilos de carga.

Carga Nacional

A movimentação das chamadas cargas domésticas também apresentou forte crescimento em Viracopos no ano de 2020 na comparação com 2019.

Em 2020, foram movimentados 58.829 toneladas ante 36.299 toneladas processadas no aeroporto em 2019, resultando em um aumento de 62,07%. Dezembro também representou o melhor mês de 2020 neste setor em Viracopos com um total de 8.378 toneladas.

TECA Viracopos

Hoje, o Terminal de Carga (TECA) de Viracopos é um dos mais importantes e movimentados do Brasil e é o maior em carga importada no país.

Como reconhecimento das melhorias e dos investimentos realizados nos últimos anos, Viracopos foi eleito o Melhor Aeroporto de Carga do Mundo no Air Cargo Excellence Awards 2018, na categoria até 400 mil toneladas/ano. A premiação é realizada pela Air Cargo World, uma das principais publicações do setor, e celebra as melhores performances na área de transporte aéreo.

O TECA tem sempre figurado nos últimos anos no pódio da premiação. Em 2014, o Air Cargo Excellence Awards já havia premiado Viracopos como o segundo melhor da América Latina, além de ter reconhecido o terminal como o Melhor Aeroporto da América Latina no quesito Operação de Carga.

Em 2015, Viracopos ficou com o título de Melhor Aeroporto de Carga da América Latina e, em 2016, ganhou como segundo Melhor Aeroporto de Carga do Mundo. Já em 2020, o TECA obteve a premiação de terceiro Melhor Aeroporto de Carga do mundo, também na categoria até 400 mil toneladas/ano.

 

Fonte: Aeroin


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O Ministério do Comércio da China se comprometeu na sexta-feira a continuar ampliando o acesso ao mercado para investimento estrangeiro, já que o setor continua enfrentando uma situação complexa e severa este ano.

A China implementará totalmente a nova lista negativa para investimento estrangeiro e suspenderá ainda mais medidas restritivas, disse Zong Changqing, funcionário do ministério, em uma coletiva de imprensa.

As medidas piloto para abrir o setor de serviços serão expandidas ainda mais, enquanto um apoio político mais forte será fornecido para estabilizar o investimento estrangeiro, disse Zong, acrescentando que a pasta também vai melhorar o layout das zonas-piloto de livre comércio e implementar o plano de construção para o porto de livre comércio de Hainan.

Serão feitos mais esforços para intensificar a proteção dos interesses legítimos dos investidores estrangeiros e promover um ambiente de negócios orientado para o mercado, baseado na lei e internacionalizado.

Superando os desafios trazidos pela pandemia COVID-19 e a recessão econômica global, a China se tornou o principal destino mundial para novos investimentos estrangeiros diretos no ano passado.

O país contrariou a tendência mundial de queda e registrou um crescimento de 4% nos fluxos de entrada, ultrapassando os Estados Unidos como o maior destinatário em 2020, de acordo com um relatório recente da ONU.

(*)  Com informações da Agência Xinhua

 

Fonte: Comex do Brasil


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O volume de cargas importadas e exportadas em contêineres em 2020, pela TCP, no Porto de Paranaguá, aumentou 6% em relação a 2019. Foram 8.541.091 toneladas, 508.664 toneladas a mais que no ano anterior. Os produtos em contêineres representam 14,9% da movimentação geral dos portos do Paraná.

“A movimentação do Paraná foi na contramão de portos do mundo inteiro. Mesmo com os efeitos da pandemia, que prejudicou o fluxo de transporte por contêineres na Ásia e Europa, o Porto de Paranaguá registrou alta, tanto em volume quanto em unidades de contêineres”, afirma o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Em unidades específicas de contêineres, equivalentes a um contentor de 20 pés (TEUs), o aumento registrado foi em 5%. Em 2020 foram 906.504 TEUs. Em 2019, 867.185 TEUs.

Segundo Garcia, a forte demanda por alimentos, no mundo, contribuiu para a alta verificada entre as cargas de contêineres, já que o Porto de Paranaguá segue sendo o maior exportador de frango do Brasil. Em 2020, foram exportadas 1.805.011 toneladas de carne de aves. O produto congelado é o mais movimentado em contêineres pelo terminal paranaense.

PRODUTOS – Estão também entre os principais produtos que chegam ou saem pelo terminal de contêineres do Porto de Paranaguá, arrendado e operado pela empresa TCP, a madeira, o papel, a celulose e a carne bovina, na exportação; e os fertilizantes na importação.

De madeira, foram exportadas 905.294 toneladas, em 2020. O volume representa alta de 3,67% em relação às 873.227 toneladas registradas em 2019.

O papel exportado em contêiner somou 407.290 toneladas. A alta foi de 15,78%, comparado às 351.792 toneladas do ano anterior. O aumento observado nas exportações de celulose foi ainda maior na comparação dos dois últimos anos: 30,4%. Em 2020, 373.981 toneladas; em 2019, 286.720 toneladas.

As exportações de carne bovina congelada, em 2020, somaram 348.356 toneladas. Comparado às 280.276 toneladas de 2019, o aumento registrado foi de 24,29%.

IMPORTAÇÃO – Entre as importações, o principal destaque é o volume de fertilizantes importados em contêineres pelo Porto de Paranaguá. Foram 526.085 toneladas importadas em 2020 – 34,63% a mais que em 2019 – com 390.769 toneladas.

NAVIOS – Segundo o registro DataLiner, o número de escalas de navios contêineres no terminal paranaense também está maior, na comparação entre os dois últimos anos: passou de 771 (2019) para 796 (2020). A alta é de 3%. O Porto de Paranaguá está entre os únicos cinco do Brasil a registrar crescimento nas atracações do segmento.

 

Fonte: Portos e Navios


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A corrente de comércio de bens da China (exportação+importação) registrou uma alta de 19% em 2020 e totalizou US$ 5 trilhões ( 32,16 trilhões de yuans), atingindo um recorde apesar da queda mundial em embarques, segundo dados oficiais divulgados nesta quinta-feira (14).

As exportações aumentaram 4%, enquanto as importações caíram 0,7%, de acordo com a Administração Geral das Alfândegas (AGA). Somente em dezembro, as exportações subiram 10,9% anualmente em termos de yuan.

A China superou os desafios econômicos e comerciais globais em 2020, tornando-se a única grande economia do mundo a registrar crescimento positivo no comércio exterior de bens, disse o porta-voz da AGA, Li Kuiwen, em uma coletiva de imprensa.

Durante os primeiros 10 meses do ano passado, o comércio exterior e as exportações do país representaram 12,8% e 14,2% do total mundial, respectivamente, ambos batendo os recordes históricos, disse Li, citando os dados da Organização Mundial do Comércio e as estatísticas nacionais disponibilizadas.

(*) Com informações da Xinhua

 

Fonte: Comex do Brasil


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O porto de Santos vai entrar em 2021 com a projeção de novos arrendamentos que vão gerar R$ 4,8 bilhões em investimentos, além de mais R$ 2 bilhões em novos acessos rodoferroviários. Além disso, estarão em andamento obras que movimentam investimentos de R$ 1,5 bilhão.

Tudo isso antes de seu processo de desestatização, que está em fase de estudos.

O porto já teve a conclusão de outras quatro obras em 2020, todas recém-inauguradas. Entre elas, a construção de uma pera ferroviária (desvio usado para mudar a direção de uma composição), que aumentou o transporte de celulose por meio de trens. Os investimentos somaram R$ 1,057 bilhão.

A SPA, que administra o porto, ainda estima outros R$ 387 milhões nas avenidas perimetrais.

Os investimentos em ferrovias vão ganhando força. A projeção é que os trens subam de 33% a 40% o share de participação no transporte de cargas no porto de Santos, segundo Diogo Piloni, secretário nacional de Portos.

“Isso está na linha do que é o planejamento do PDZ (Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto de Santos). Ele tem alguns pilares, e um deles é a questão da utilização mais massiva do transporte ferroviário para o porto”, afirmou Piloni.

Fernando Biral, diretor-presidente da SPA, afirmou que o investimento no modal ferroviário otimiza o espaço disponível no porto, que fica colado na cidade de Santos.

“Quanto mais caminhão em movimento circulando pela cidade, [mais] prejudica a qualidade de vida da população. O transporte ferroviário tem todas as vantagens. É uma adaptação custosa, herdamos um porto totalmente desenhado para movimentação rodoviária, precisa fazer muitos investimentos”, afirmou.

Os investimentos em ferrovias devem multiplicar a movimentação atual de cargas, segundo Bruno Stupello, diretor de Desenvolvimento de Negócios e Regulação da SPA.

“A capacidade ferroviária de escoamento de cargas para Santos deve chegar a 120 milhões de toneladas. Hoje, o porto tem capacidade de 50 milhões de escoamento de ferrovia, por isso a necessidade urgente do acesso ferroviário”, disse Stupello.

A DPWorld, um dos maiores terminais do porto, investiu, em parceria com a Suzano, R$ 700 milhões na construção da pera ferroviária, de um armazém com 35 mil toneladas de capacidade estática, na expansão do cais de 653 m para 1.100 m e em novos dois viadutos.

Fábio Siccherino, diretor comercial e de relações institucionais da DPWorld, apontou que a construção do desvio ferroviário contribui para reduzir o custo logístico do terminal. “É fundamental. Além do fator de sustentabilidade, tem a questão do meio ambiente e torna o produto mais competitivo no exterior”.

Patricia Lascosque, superintendente de Portos da Suzano, afirmou que a empresa possui 90% de suas vendas destinadas ao mercado internacional, com estrutura logística que abastece mais de 80 países, razão pela qual decidiu investir no porto de Santos.

“Todo o projeto foi pensado para conciliar eficiência e tecnologia com sustentabilidade. A ampliação possibilitou, por exemplo, que o terminal pudesse operar ao mesmo tempo até dois navios dedicados às operações de celulose”, disse Patrícia.

A DPWorld Santos pode receber até quatro navios simultâneos. O empreendimento possui um armazém de 35 mil metros quadrados, com capacidade estática para mais de 150 mil toneladas de celulose.

Já entre os futuros arrendamentos previstos para antes da desestatização do porto, estão dois licitados em 2020 e arrematados pela Eldorado e pela Bracell, com previsão de obras em 2021, em investimentos de R$ 380 milhões.

Entram na lista mais dois arrendamentos de granel líquido com consultas públicas já realizadas, no momento em análise pelo TCU (Tribunal de Contas da União), com estimativa de obras que chegam a R$ 1 bilhão.

Ainda estão previstos outros dois leilões de contêineres, sendo um de terminal portuário e outro retroportuário, e um de granel sólido mineral, em estudos preliminares, mais um que já foi qualificado no PPI. Esses quatro, somados, chegam a R$ 3,4 bilhões em investimentos.

A SPA também prevê investimentos de R$ 2 bilhões em acessos rodoferroviários.

Aí se incluem o retropátio do Valongo e Alemoa, a terceira linha do Valongo, a pera na região de Outeirinhos, as novas linhas do pátio do Macuco, o retropátio da Prainha, o viaduto da entrada de Santos, dos viadutos entre o canal 4 e a Ponta da Praia, as passarelas da margem direita do porto e outros.

LEILÕES MUDAM PERFIL DE OPERADORES DO PORTO

Entre os arrendamentos e obras, o secretário de portos Diogo Piloni ainda apontou como segundo pilar do PDZ a chamada “clusterização” do porto, ou seja, concentrar nas mesmas áreas os terminais com o mesmo tipo de carga de movimentação, fazendo com que o complexo marítimo tenha terminais operando com escala superior.

“Não dá para ter mais no porto operações de pequeno porte e ineficientes. Não se trata de predileção por empresas grandes ou desprestígio a empresas familiares. Não há impedimento que participem do processo de licitação. Mas trarão operações e terminais com outro grau de eficiência”, disse Piloni.

O momento é considerado histórico para o porto, pois contratos de arrendamentos que vinham desde os anos 90 chegaram ao fim, dando lugar a um novo perfil de operador. Assim, vão saindo de cena empresas sem governança e entrando arrendamentos feitos por grandes multinacionais ou empresas listadas em Bolsa de Valores.

Um dos principais é da Hidrovias do Brasil, que venceu leilão de agosto de 2019 e está investindo R$ 332,5 milhões no novo terminal STS 20, sendo R$ 112,5 milhões referente à outorga, mais os R$ 220 milhões previstos no edital para melhoria da estrutura, como a construção e reforma dos armazéns e berço dos navios.

No local, ficava o antigo terminal Pérola, que tinha a Rodrimar como um dos acionistas. Agora, a Hidrovias tem a concessão do terminal por 25 anos e vai movimentar fertilizantes e sal, consumindo insumos principalmente dos segmentos de cana, citrus e reflorestamento. Cerca de 30% das obras já estão concluídas, com previsão de entrega para 2022.

Fabio Schettino, presidente da Hidrovias, disse que a operação em Santos faz parte da estratégia de suprir uma demanda de negócio importante, atendendo o mercado de São Paulo, já que o terminal é muito relevante para o abastecimento de fertilizantes e sal no estado.

“Nos últimos anos, a operação de fertilizantes tem crescido consideravelmente no porto de Santos, em razão da demanda do estado de São Paulo, onde se encontram mercados estáveis de cana-de-açúcar e café. Essas características resultam em um mercado cativo e regular para a companhia”, disse Schettino.

O terceiro trimestre de 2020 foi o primeiro completo da operação da Hidrovias em Santos. Mesmo sem a operação plena e transporte apenas de fertilizantes, já que a logística de sal está em estágio pré-operacional, a empresa teve um faturamento de R$ 17,8 milhões e Ebitda de R$ 3,9 milhões, com margem de 22% no trimestre.

Outro exemplo é no Terminal Exportador de Santos (TES), com investimentos de R$ 395 milhões, que teve o leilão vendido por um consórcio formado pelas empresas Louis Dreyfus e Cargill Agrícola. Em outros casos, os valores integram o pacote de investimentos como contrapartida à prorrogação antecipada de contratos firmados com o governo, como Ageo Norte, Terminal XXXIX e Santos Brasil.

A Santos Brasil está investindo R$ 420 milhões no Tecon Santos, sendo R$ 250 milhões na ampliação do cais de atracação do terminal em 220 metros, totalizando 1.510 metros, e o aprofundamento do cais, com reforço da estrutura para a instalação de trilhos para os novos portêineres. Os outros R$ 170 milhões foram destinados a novos equipamentos.

Roberto Teller, diretor de operações portuárias da Santos Brasil, explicou que a grande vantagem do negócio é que, assim que a reforma for finalizada, a empresa vai ter três grandes berços para operação de navios de até 366 metros, transformando o terminal no único apto a receber três grandes embarcações simultaneas desse porte.

“Vai ser um ganho aos nossos armadores. Na medida que pode aumentar o tamanho do navio se tem um grande ganho de escala, pois consegue colocar mais contêineres e o terminal está preparado para receber os maiores navios. Assim, vai estar competitivamente muito à frente dos demais, os armadores estão aguardando a nova estrutura”, afirmou.

A Santos Brasil vem implantando outras medidas para melhoria do terminal. Em 2020, inaugurou um centro de controle operacional, com dashboard interativo e online. E lançou carregadores veiculares para carros elétricos que foram instalados recentemente no Terminal de Veículos (TEV) administrado pela empresa, transformando o local no único terminal portuário no país a ter esse tipo de equipamento.

PORTO ABRE CHAMAMENTO PÚBLICO PARA NOVO TERMINAL

No último dia 29 de dezembro, a SPA abriu um chamamento público para receber projetos para um novo terminal de passageiros no porto. Os interessados têm 30 dias para pedir autorização para elaboração dos estudos. A partir daí, sendo autorizados, mais 120 dias para apresentá-los.

Atualmente, existe o terminal de passageiros do Concais, com apenas um berço de atracação exclusivo. Com o novo projeto, a expectativa é que a capacidade aumente para quatro a oito, segundo previsto no PDZ.

Nas condições atuais, o navio de passageiros tem preferência na atracação e ganha prioridade para atracar em detrimento dos navios de carga. Assim, o porto acaba tendo espaço reduzido na temporada de cruzeiros.

O novo terminal viria para suprir essas necessidades de infraestrutura e ainda revitalizar a região do Valongo, no centro histórico de Santos, repleto de bares, restaurantes e comércios locais.

Espera-se que o investimento traga novos turistas à cidade, pois o terminal atual fica em uma região cheia de cargas, o que, normalmente, não traz motivação aos passageiros para permanecerem na cidade.

Segundo a SPA, o projeto faz parte de planejamento estratégico do porto para os próximos 20 anos e está em consonância com o Plano Diretor do Município de Santos, com o objetivo de incrementar o turismo. A futura modelagem será encaminhada ao Ministério da Infraestrutura, que vai realizar o leilão.

No dia 23 de dezembro, a SPA também abriu consulta pública, pelo prazo de 45 dias, para receber contribuições, subsídios e sugestões relativas à gestão, operação, manutenção e expansão da ferrovia interna do porto.

Fonte: Folha de São Paulo


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A queda das importações em ritmo maior que o recuo das exportações fez a balança comercial encerrar 2020 com superávit maior do que em 2019. No ano passado, o Brasil exportou US$ 51 bilhões a mais do que importou, alta de 4,6% em relação ao superávit observado em 2019. Pelo critério da média diária, que divide o saldo total pelo número de dias úteis, o crescimento somou 7,1%. Os dados foram divulgados hoje (04) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

Para 2021, a previsão é de um superávit de US$ 53 bilhões, resultado de exportações no total de US$ 221 bilhões (alta de 5,3% em relação aos US$ 206,9 bilhões exportados em 2020) e importações da ordem de US$ 168,9 bilhões (superiores em 5,8% aos US$ 168,1 bilhões importados no ano passado). A corrente de comércio (exportações+ importações) deverá totalizar US$ 389,2 bilhões, com uma alta de 5,5% comparativamente com o fluxo de comércio de US$ 368,9 bilhões registrados no ano passado.

No ano passado, o superávit cresceu pela primeira vez depois de dois anos seguidos de queda. Em 2017, o indicador bateu recorde, atingindo US$ 66,989 bilhões. Depois disso, o superávit caiu para US$ 58,033 bilhões em 2018 e US$ 48,035 bilhões em 2019.

No ano passado, o Brasil exportou US$ 209,972 bilhões, com recuo de 5,9% em relação a 2019 pelo critério da média diária. As importações somaram US$ 158,9 bilhões. Como as compras do exterior caíram mais do que as vendas, o saldo comercial cresceu no acumulado do ano.

Por causa da pandemia da covid-19, o Brasil passou a exportar menos à medida que o consumo mundial caiu. Em contrapartida, o país também passou a comprar menos do exterior por causa da alta de quase 30% do dólar no ano passado.

Queda em dezembro

O superávit da balança comercial poderia ter sido maior não fosse o desempenho de dezembro. No mês passado, o Brasil registrou saldo negativo, importando US$ 800,7 milhões a mais do que exportando.

O recuo das exportações em dezembro foi puxado pela agropecuária, cujas vendas para o exterior caíram 19,1% no mês passado em relação ao mesmo mês de 2019. Isso se deve à antecipação de embarques de diversos produtos, como soja (-91%) e arroz com casca ou bruto (-99,5%). Como as vendas se concentraram até novembro, os embarques caíram no mês seguinte.

As exportações da indústria extrativa encolheram 10,3% em dezembro, puxada por minérios de metais preciosos (-45,2%) e por óleos brutos de petróleo (-62,8%). Somente as exportações da indústria de transformação cresceram no mês passado, tendo subido 5,4% na comparação com dezembro de 2019. As principais altas foram registradas no açúcar processado, com aumento de 116,64%, no ouro processado (+61,5%) e nos combustíveis (+25,9%).

(*) Com informações da Agênia Brasil

 

Fonte: Comex do Brasil


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