Arquivos Notícias - D-Log - Excelência e Confiabilidade

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Ainda que quatro dos seis indicadores estejam ligados ao setor privado, foram os dois indicadores relacionados aos investimentos públicos que puxaram essa melhora

Desde 2007 o Banco Mundial vem publicando regularmente um índice internacional de desempenho do setor logística com base em um levantamento realizado em 160 países, o chamado LPI – Logistic Performance Index, que visa ranquear quão eficiente cada país é ao embarcar suas cargas para outros países, permitindo assim que o desempenho desses países seja comparado ao desempenho de outros países, regiões e grupos de renda.

O índice geral de LPI é composto pela média ponderada da pontuação dos países em seis “indicadores-chave”:

1) Eficiência do processo de desembaraço:

Rapidez, simplicidade e previsibilidade do controle das fronteiras por parte das autoridades, incluindo as alfândegas;

2) Qualidade do comércio e infraestrutura relacionada com o transporte:

Portos, ferrovias, estradas, tecnologia da informação;

3) Facilidade para contratar o transporte com preços competitivos:

Disponibilidade de empresas transportadoras, concorrência, poder de barganha;

4) Competência e qualidade dos serviços logísticos:

Operadores de transporte, agentes de carga, despachantes;

5) Capacidade de rastreabilidade da carga:

6) Integridade de Schedule:

Cumprimento dos prazos de entrega previstos.

De acordo com essa metodologia desenvolvida pelo Banco Mundial, lideraram o ranking internacional de eficiência logística: Alemanha (4,23), Luxemburgo (4,22), Suécia (4,20), Holanda (4,19) e Singapura (4,14), sendo as piores posições ocupadas por: Síria (1,60), Haiti (1,72) e Somália (1,75).

Ainda segundo o Banco, a média de desempenho dos países mais ricos (3,5) ficou 45% acima da média dos países mais pobres (2,41), num momento em que muitos embarcadores já percebem mais valor na previsibilidade do que na velocidade da entrega.

Em 2007, quando o primeiro levantamento foi divulgado, o Brasil ocupava a 61ª oposição do ranking com um índice geral de 2,75, contudo, em 2014, ainda que o nosso índice geral tenha melhorado para 2,94, caímos para 65ª oposição do ranking numa clara demonstração de que outros países também estão investindo no desenvolvimento de suas logísticas.

Em 2016, com um índice geral de 3,09, subimos para a 55ª oposição do ranking, a frente dos nossos vizinhos na costa leste da América do Sul (Argentina e Uruguai), mas ainda muito aquém da nossa posição como 8ª economia do mundo ou de 23ᵒ maior exportador do mundo.

Interessante notar no gráfico a seguir que, segundo a metodologia/levantamento do Banco Mundial, os dois indicadores logísticos brasileiros que mais melhoram em relação a 2014 foram: Desembaraço e Infraestrutura.

Ainda que na prática muitos profissionais do setor possam não conseguir perceber essa melhora da performance brasileira, possivelmente em virtude de condições ainda pouco competitivas de muitos elos da nossa cadeia logística (ex. dwell time, quantidade de órgãos anuentes, baixa participação do ferroviário no acesso aos portos etc), essa melhora da avaliação por parte do Banco Mundial é, no mínimo, boa para nossa imagem internacional, mas basta lembrar dos congestionamentos vividos em Santos e Paranaguá durante o escoamento das Safras de Grãos em 2012/2013 – corrigidos com medidas relativamente simples e de baixo custo como por exemplo: o agendamento de carga e os pátios “pulmões” para carretas – para acreditar que essa nossa melhora faz algum sentido.

Contudo, ainda estamos muito longe dos líderes ranking e, portanto, temos muito que aprender com eles.

Fonte: Guia Marítimo


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O evento Startupbootcamp Smart Transportation & Energy Demo Day apresentou, na Alemanha, diversas soluções para o setor transportador

Start-ups inovadoras nas áreas de transporte e energia apresentaram, nesta semana, novas soluções para esses dois setores durante o Startupbootcamp Smart Transportation & Energy Demo Day, em Berlim. O Diretor do Escritório CNT na Alemanha, Thiago Ramos dos Santos, esteve no evento e participou das apresentações de diferentes empresas que integram um programa de aceleração no país.

A Startupbootcamp Smart Transportation & Energy é a principal aceleradora global com foco em mobilidade conectada e eficiente tanto de pessoas quanto de cargas. O programa de aceleração proporciona financiamento e espaços de trabalho às start-ups, bem como o acesso a uma expertise industrial de alto nível durante um programa de aceleração intensivo de três meses.

O Demo Day é um evento aberto, no qual as start-ups participantes do programa fazem suas apresentações a potenciais investidores, a membros da imprensa e à comunidade em geral. Neste ano, o patrocínio foi das empresas Airbus, Cisco, Bosch, Mercedes-Benz, Intel, entre outras.

Entre as start-ups que estiveram presentes em Berlim, o diretor do Escritório da CNT na Alemanha destacou as empresas Delphisoni e Parknav. “A Delphisoni resolve problemas referentes à manutenção preditiva de frotas por meio do monitoramento de condições em tempo real, com base na internet das coisas. A Parknav utiliza aprendizado de máquina e análise preditiva juntamente com diversas fontes de dados para predizer, em tempo real, em quais ruas haverá maior probabilidade de encontrar vagas de estacionamento. A precisão é de 80% de acerto”, afirma.


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Limite que pode ser atingido por navios passa de 12,3 para 12,6 m

Uma semana após a redução do calado operacional (fundura máxima que os navios podem atingir quando totalmente carregados) do Porto de Santos de 13,2 para 12,3 metros, os esforços concentrados na dragagem do trecho 1 do canal de navegação surtiram efeito. Agora, embarcações com até 12,6 metros de calado poderão trafegar na região que vai da entrada da Barra até o Entreposto de Pesca.

De acordo com o capitão de mar e guerra Alberto José Pinheiro de Carvalho, que é comandante da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), uma nova batimetria (levantamento de profundidade) foi entregue ontem pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a estatal que administra o cais santista.

Com essa análise, conseguimos ampliar o calado para 12,6 metros. O ganho é pequeno, de 30 centímetros, mas é resultado dessa dragagem já realizada durante esta semana”, explicou o comandante.

Até o final de julho, a Dratec Engenharia, empresa contratada pela Codesp para a manutenção das profundidades do Porto de Santos, deve concentrar os trabalhos apenas no trecho 1 do canal de navegação. A ideia é evitar o assoreamento (deposição de sedimentos, que torna o canal mais raso) naquela região.

Durante toda esta semana, usuários do Porto de Santos tentaram minimizar as perdas causadas pela redução do calado operacional do cais santista. Mas, de acordo com o diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque, os custos extras foram inevitáveis.

Prejuízos

Em uma semana, cerca de 7 mil contêineres deixaram de ser movimentados no Porto de Santos, segundo o executivo. Isto representa um prejuízo de cerca de US$ 16,1 milhões em frete para os armadores, o equivalente a R$ 52,8 milhões.

“Conforme informações obtidas, há navios que efetuaram escalas extras em Itaguaí e Sepetiba (RJ) para descarga de contêineres de importação. Isto aconteceu para a redução do calado, por conta das restrições do Porto de Santos”, explicou.

De acordo com o executivo, por conta da passagem não prevista em outros portos, somaram-se custos extras com combustível, atracação, serviço de praticagem e rebocadores, onerando mais ainda as operações e elevando os prejuízos.

“Há casos de armadores que cortaram entre 6 mil e 15 mil toneladas de carga de exportação. Isso causa prejuízos imensuráveis com os lotes deixados para trás, causando descontentamento para os clientes e provocando desgaste comercial”, destacou Roque.

Segundo dados do Sindamar, a cada centímetro a menos de calado, deixa-se de embarcar entre sete e oito contêineres. Com a redução atual, isso representa uma perda de carregamento de até 720 caixas metálicas ou 5 mil toneladas de carga por viagem.

Procurada, a Codesp não se posicionou sobre a mudança do calado operacional do Porto de Santos até o fechamento desta edição.

Fonte: A Tribuna


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Exportadores brasileiros que embarcam suas cargas por modal marítimo e rodoviário poderão utilizar o Portal Único do Comércio Exterior, desenvolvido em conjunto pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) do Ministério da Fazenda.

A iniciativa elimina a necessidade da apresentação de alguns documentos e reduz etapas e exigências governamentais. Inicialmente, vale para as exportações sujeitas exclusivamente a controle aduaneiro, realizadas por meio do Porto de Santos e das unidades aduaneiras em Uruguaiana e Foz do Iguaçu. A expectativa da Secex e da Receita Federal é que, até o final deste ano, 100% das exportações possam ser feitas por meio do Portal Único de Comércio Exterior.

O Porto de Santos é responsável por um terço de todas as exportações feitas no modal marítimo. Já Uruguaiana e Foz do Iguaçu respondem por mais de 50% do que o Brasil exporta por meio rodoviário.

O Novo Processo de Exportações do Portal Único foi lançado em março deste ano. As operações foram iniciadas pelo modal aéreo. Agora, estão sendo ampliadas para os modais marítimo e rodoviário, os dois principais canais para as vendas externas. Mais de US$ 50 bilhões de exportações anuais já podem se beneficiar de processos mais simples, rápidos e baratos no comércio exterior.

Novo Processo de Exportações

Os exportadores passam a contar com a Declaração Única de Exportação (DU-E), que substitui os três documentos, utilizados até então, para registro e declaração dos embarques. O Portal Único utiliza tecnologias que otimizam a conferência manual e alguns protocolos. Em alguns casos, a conferência manual poderá ser eliminada. Além disso, processos que hoje são realizados de forma sequencial (despacho aduaneiro, movimentação de cargas, licenciamento e autorizações) já podem ser feitos simultaneamente, gerando importante economia de tempo para as empresas.

A DU-E está integrada à Nota Fiscal Eletrônica (NFe), o que permite que informações constantes das notas sejam automaticamente migradas para a declaração. Com isso, promove-se a garantia da integridade dos dados, redução de erros de preenchimento e a facilitação da comprovação das exportações junto aos fiscos estaduais.

Entre as facilidades disponibilizadas pelo Portal Único aos exportadores, há também a redução na necessidade de preenchimento de informações, que podem chegar a 60% em alguns casos.

Destaca-se ainda a atuação coordenada e harmonizada do governo, no que se refere ao comércio exterior, evitando redundâncias de controles e exigências de dados e documentos. Até o final do ano, deverá ocorrer a integração dos órgãos anuentes no Portal Único, o que garantirá maior eficiência no gerenciamento de riscos. Com essa integração dos órgãos, o governo federal, como um todo, poderá agir de maneira mais direcionada, rápida e eficiente no que se refere aos riscos implicados ao comércio internacional.

Portal Único de Comércio Exterior

As entregas do Portal Único têm sido incrementais, permitindo ganhos concretos ao longo de seu desenvolvimento, iniciado em 2014. Um bom exemplo foi a anexação eletrônica de documentos, que eliminou 99% do uso de documentos em papel nas exportações e importações, com anuência governamental. Ganhos que foram reconhecidos pelo Banco Mundial nos Relatórios Doing Business de 2016 e 2017.

Ao final da implantação e disponibilidade de todas as ferramentas do Portal Único, prevista para acontecer até o final do ano que vem, a meta é reduzir os tempos médios das exportações brasileiras de 13 para 8 dias e das importações de 17 para 10 dias. Os processos de exportação e importação serão em média de 40% mais ágeis.

Com a implementação concluída, de acordo com um estudo da Fundação Getúlio Vargas, o Portal Único poderá trazer um incremento de US$ 23,8 bilhões ao PIB brasileiro, em 2018, podendo chegar a US$ 74,9 bilhões em 2030.  Com as facilidades e as ferramentas de desburocratização disponíveis no Portal Único, a previsão é que haja um incremento anual entre 6 e 7% na corrente de comércio. De acordo com este estudo, há também um indicativo de aumento nas exportações de bens manufaturados, principalmente de produtos oriundos da indústria de transformação. da ordem de 10,3% no primeiro ano de implantação do Portal, podendo chegar a 26,5% em 2030.

Estudo recente do MDIC, realizado em parceria com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), demonstra que as reformas relacionadas à burocracia do comércio exterior no Brasil podem reduzir em até 14,5% os custos dos operadores brasileiros.

O Portal Único de Comércio Exterior é a principal iniciativa de desburocratização e facilitação do comércio exterior brasileiro. A iniciativa, desenvolvida em parceria com o setor privado, estabelece um guichê único para centralizar a interação entre governo e operadores comerciais. O sistema ainda reformula os processos de exportação e importação, com o objetivo de reduzir prazos e custos envolvidos nas operações e, consequentemente, aumentar a competitividade das exportações brasileiras.

Além da Secex e da Receita Federal, que coordenam a implantação do Portal Único, outros 20 órgãos do governo, que de alguma forma intervêm no comércio exterior, também integram o esforço. Com o Portal, os processos passam a ser mais eficientes, promovendo a integração desses órgãos e uma interface única entre o governo federal e operadores privados.

O Portal Único vai otimizar os benefícios decorrentes dos investimentos em curso em infraestrutura logística no comércio exterior ao possibilitar o compartilhamento de dados e a redução de entraves burocráticos que prejudicam a gestão da cadeia de suprimentos.

O que muda com o Novo Processo de Exportações

  • Eliminação de documentos
  • Eliminação de etapas processuais
  • Integração com a Nota Fiscal Eletrônica
  • Redução em 60% no preenchimento de informações
  • Automatização da conferência de informações;
  • Guichê único entre exportadores e governo;
  • Fluxos processuais paralelos
  • Expectativa de redução de 40% do prazo médio para exportação.
  • Porto de Santos em números

As exportações realizadas no Porto de Santos representam 33% de todos os embarques realizados por meio marítimo no que se refere a valor. Já em volume, Santos é responsável por 12% das exportações que usam esse tipo de modal.

Desse total, as exportações sujeitas a controle exclusivamente aduaneiro e que se aproveitarão do Portal Único neste momento representam 77% do valor e 91% do volume. Em 2016, essas exportações somaram cerca de US$ 40 bilhões.

No ano passado, os principais produtos exportados por Santos foram açúcar (US$ 8 bilhões), soja (US$ 5 bilhões), café (US$ 4 bilhões), suco de frutas (US$ 2,4 bilhões) e carnes bovinas congeladas (US$ 1,9 bilhões).

Os três principais destinos foram China (US$ 7,3 bilhões), Estados Unidos (US$ 6,7 bilhões) e Argentina (US$ 3,2 bilhões).

URF Uruguaiana e Foz do Iguaçu em números

Uruguaiana representa 35% das exportações realizadas pelo modal rodoviário (U$4,3 bilhões em 2016). Em volume, a participação é de 29%, ou seja, 1,7 mil toneladas. Mais de 80% da carga exportada por meio de Uruguaiana poderá ser imediatamente processada a partir do Novo Processo de Exportações.

Em 2016, os principais produtos exportados por Uruguaiana foram automóveis (US$ 313,6 milhões), polímeros (US$ 203 milhões) e partes e peças para automóveis (US$ 201,8 milhões).

Os três principais destinos foram Argentina (US$ 3,4 bilhões), Chile (US$ 914 milhões) e Peru (US$ 59,3 milhões).

Por Foz do Iguaçu passam 16% das exportações, o que representou, no ano passado, U$ 2,1 bilhões. Se considerado o volume, esse percentual sobe para 21% ou 1,3 mil de toneladas. No caso de Foz, mais de 92% da carga exportada já poderá utilizar o Novo Processo de Exportações neste momento.

Os principais produtos exportados por Foz foram adubos e fertilizantes (US$ 82 milhões), papel ou cartão de caulim (US$ 56,5 milhões) e fumo (US$ 55,4 milhões).

Os principais destinos foram Paraguai (US$ 1,9 bilhões), Argentina (US$ 177,5 milhões) e Chile (US$ 31,2 milhões).

Fonte: Mdic


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O Porto de Santos receberá na madrugada desta quarta-feira (28) o maior navio – em capacidade de transporte de contêineres – a atracar em suas instalações. Trata-se do Cape Sounio, da armadora Zim, que pode carregar 11 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés).

O navio chegou na Barra de Santos ontem. Ele irá operar no Terminal Embraport, na Margem Esquerda do complexo marítimo, na Área Continental de Santos. Segundo informações do site da empresa, o cargueiro deve atracar às 5 horas de amanhã para o embarque de 1.975 e o desembarque de 125 contêineres. Sua partida está prevista para o meio-dia de quinta-feira.

Até então o maior conteineiro em capacidade de transporte a vir a Santos foi o CMA CGM Tigris, que pode carregar 10.900 TEU. Ele esteve no complexo marítimo pela primeira vez em 6 de fevereiro de 2015, durante sua viagem inaugural, atracando nos terminais da Libra e da Embraport.

A vinda do Cape Sounio a Santos integra a estratégia da armadora Zim em ampliar sua oferta de transporte de contêineres para o mercado brasileiro e sul-americano, destacou a presidente da Zim do Brasil, Ana Bighetti.

O Sounio integra a linha de navegação que liga a costa leste da América do Sul (onde está Santos) até o Extremo Oriente.

Fonte: A Tribuna


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Transporte aéreo internacional de cargas

Número contabiliza cargas com origem ou destino no Brasil. Dado integra o Anuário CNT do Transporte, que compila informações de todos os modais de transporte no país

Dados disponíveis no Anuário CNT do Transporte mostram que o transporte aéreo internacional de cargas com origem ou destino no Brasil cresceu 72,1% em 11 anos. Enquanto que em 2004 transportava-se 460,2 milhões de toneladas, em 2014 foram transportadas 792,3 milhões.

A maior parte desse transporte (78%) foi realizada pelas empresas internacionais, com 618,1 milhões de toneladas movimentadas. As aéreas nacionais foram responsáveis pelo transporte de 22% dessa carga (174, 2 milhões de toneladas).

No mercado doméstico, também houve incremento da carga paga transportada. Enquanto em 2004 as empresas nacionais movimentaram 273,2 milhões de toneladas, em 2014, foram 410,5 milhões de toneladas, acréscimo de 50,3%.

Número de passageiros por ano ultrapassa 100 milhões

Nos últimos anos, o acesso ao modal aeroviário no Brasil aumentou expressivamente. Em 2004, o número total de passageiros pagos transportados por ano era de 41,2 milhões e, em 2014, chegou a 117,2 milhões, aumento de 184,3%. O maior incremento, de 199,9%, ocorreu nos voos domésticos, que passaram de 32,1 milhões de passageiros em 2004 para 95,9 milhões em 2014. Nos voos internacionais, os números, nesse período, saltaram de 9,1 milhões para 21,3 milhões (132,8% de crescimento).

Entretanto, com a crise na economia, tem ocorrido queda na movimentação do transporte aéreo no Brasil. Em 2014, o transporte doméstico realizou 942 mil voos, 0,5% abaixo de 2013 (946,7 mil voos). E, em 2013, a queda foi de 4,5% na comparação com 2012 (990,8 mil voos). Já os voos internacionais registraram ligeiro aumento nesses três anos.

Em 2014, foram 148,9 mil voos, 3% de aumento em relação a 2013 (144,6 mil). E 2013 já havia registrado aumento de 3,4% frente a 2012 (139,8 mil). No total, em 2014, as empresas brasileiras e estrangeiras realizaram 1,1 milhão de voos no Brasil.


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Já está disponível para consulta pública minuta de instrução normativa (IN) que dispõe sobre simplificação do despacho aduaneiro de bens, equipamentos e componentes aeronáuticos destinados a reparos, revisão e manutenção de aeronaves.

Trata-se de proposição de IN que altera as Instruções Normativas SRF nº 409, de 19 de março de 2004, a Instrução Normativa SRF nº 611, de 18 de janeiro de 2006, e a Instrução Normativa RFB nº 1.600, de 14 de dezembro de 2015. A proposta da Instrução Normativa tem como objetivo solucionar questões relacionadas aos seguintes temas: procedimentos simplificados para o despacho aduaneiro de bens enquadrados como MRO – Manutenção, Reparo e Operação; movimentação de bens entre Depósitos Afiançados (DAF) e adaptações pontuais em dispositivos da IN RFB no 1.600, de 14 de dezembro de 2015.

Além disso, a norma busca prover eficiência ao setor por meio da desburocratização do processo de despacho e propõe um conjunto de medidas que simplifiquem a movimentação no País dos bens enquadrados como MRO.

É importante destacar que as propostas de simplificação do despacho dos bens MRO tiveram como respaldo a credibilidade das empresas do setor aéreo, muitas delas com título de Operador Econômico Autorizado (OEA) e a rastreabilidade dos equipamentos, ferramentas, partes e peças com que as empresas são obrigadas a trabalhar. Diante do exposto, propõe-se a edição da presente Instrução Normativa, a fim de que seja adotado procedimento simplificado para os bens MRO.

As sugestões poderão ser encaminhadas até 19 de junho às 18h por meio da seção “Consultas Públicas e Editoriais” do site da Receita Federal na Internet.

Fonte: Receita Federal do Brasil – RFB

 


D-Log Embarca Helicóptero Bell Modelo 206B

Veja os detalhes do embarque:

  • Origem: Viracopos
  • Destino: Miami
  • Carga: um helicóptero Bell Modelo 206B
  • Comprimento: 9,5 metros
  • Largura: 2,4 metros
  • Altura: 1,95 metros

Saiba mais.

 


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Auditores fiscais da Receita Federal se reunirão em assembleia nas próximas terça e quarta-feiras (6 e 7). A ideia é determinar um meio de pressionar o Governo Federal a definir, através de um decreto, detalhes do bônus de produtividade da categoria.

Na última quinta-feira, o Senado aprovou a medida provisória que concede reajustes a servidores federais e reestrutura cargos e carreiras do serviço público. A maior discussão se deu por conta da base de cálculo para o pagamento de um bônus de eficiência e produtividade para as carreiras tributária e aduaneira da Receita e de auditoria-fiscal do Trabalho.

E este é justamente o tema de uma nova batalha da categoria. Isto porque o texto aprovado pelo Congresso Nacional não tratou desses bônus. Segundo o presidente da unidade de Santos do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco), Renato Tavares, o acordo firmado em dezembro previa essa questão.

A fonte desses bônus seria a arrecadação das multas e dos leilões de produtos apreendidos feitos pelas alfândegas. Mas isto foi retirado pelo Parlamento. Constava no acordo firmado em dezembro do ano passado”, explicou o sindicalista.

Com a exclusão da base de cálculo, os servidores permanecem ganhando um valor fixo, previsto no texto para ser pago enquanto não fosse definida a metodologia de mensuração da produtividade. Agora, a medida provisória segue para a sanção do presidente Michael Temer.

Diante disso, a categoria vai definir, em assembleia, os próximos passos do movimento. O mais provável, segundo Tavares, é que a operação “meta zero”, que consiste no represamento de créditos da União, seja implantada. “Se isso acontecer, é provável que caia a arrecadação. A ideia é segurar os autos de infração e diminuir a fiscalização nas empresas. Consequentemente, cai o crédito tributário”, explicou o presidente do Sindifisco Nacional em Santos.

Tavares afirma, ainda, que, neste caso, os impactos serão sentidos apenas nos cofres do Governo. Assim, a logística do Porto de Santos não tende a ser tão prejudicada como em outras manifestações. “É um movimento que deve acontecer dentro das repartições. Sem greve”, disse.

Com o resultado das assembleias da próxima semana, um novo encontro, desta vez, nacional será realizado na capital federal. A ideia é definir um posicionamento de todos os auditores fiscais da Receita.

Fonte: A Tribuna


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O Brasil e a China irão anunciar a criação de um fundo de investimento para obras de infraestrutura, com aporte de US$ 20 bilhões. O objetivo é o financiamento de projetos considerados de comum interesse para os dois países. O fundo deve começar a operar em junho. As informações são do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. A criação do fundo conjunto para projetos de infraestrutura é discutida desde 2015. O lançamento oficial ocorrerá durante o Fórum de Investimentos Brasil 2017, evento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que acontece em São Paulo amanhã e quarta-feira.

Os aportes financeiros devem vir dos dois países, com uma parcela maior disponibilizada pela China – cerca de US$ 15 bilhões – e o restante pelo Brasil. Segundo o Planejamento, o fundo será administrado por uma secretaria executiva sob responsabilidade da Secretaria de Assuntos Internacionais da pasta e integrado por um grupo técnico e um comitê diretivo de alto nível, composto por secretários executivos do governo federal e por três representantes chineses ao nível de vice-ministro.

O secretário de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento, Jorge Arbache, afirmou que o fundo é diferente dos demais que a China mantém com outros países, porque tem um acordo paritário. Isso significa que as decisões dos dois países terão o mesmo peso. “O fundo terá gestão compartilhada, diferentemente da maioria dos fundos chineses de investimento”, diz Arbache. “A China só tem 15 fundos desse tipo.”

Pelo estatuto, o conselho gestor terá seis membros – metade da China e outra metade do Brasil, entre eles, Eduardo Guardia (secretário executivo da Fazenda) e Adalberto de Vasconcelos (secretário do Programa de Parceria em Investimentos). Pelo lado chinês, um dos assentos ficará com o China Development Bank, o Bndes daquele país. “Cada lado tem poder de veto, o que permite barrar projetos que só atendam a interesses chineses no País”, afirma Arbache.

Inicialmente, caberá à China investir 75% dos recursos (US$ 15 bilhões). Os 25% restantes (US$ 5 bilhões) sairão do Tesouro Nacional. O interesse dos chineses se descolou do cenário político brasileiro porque eles estão preocupados em garantir a logística de exportação de insumos do Brasil para a China, principalmente grãos (soja) e minérios, pelo Norte do País, especialmente pelo porto de Itaqui (MA). Estão no setor elétrico, nos transportes, na logística e na agricultura. “Não são mais vistos como uma ameaça”, acredita Arbache.

Fonte: Portos e Navios

A D-Log atua a mais de 20 anos com transporte internacional, exportação e importação. Somos um operador multimodaloperador logístico, agente de carga nacional e agente de carga internacional com o expertise na área de Transporte Aéreo, Rodoviário, Marítimo e Desembaraço Aduaneiro. Atuamos em São Paulo, Rio Grande do Sul, Santos e em todo o Brasil, além de diversos países em todos os continentes.

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PF registra conversa entre deputado federal ligado a Michel Temer e dirigente de empresa do Porto de Santos

Uma conversa por telefone na qual o presidente Michel Temer dialoga com o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), interceptada pela Polícia Federal, pode gerar um novo pedido de inquérito ao Supremo Tribunal Federal (STF) e levanta suspeita sobre o novo Decreto dos Portos. A informação foi revelada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pela Reportagem.
No último dia 4, Temer recebeu ligação de Loures, que estava grampeado. O deputado buscava saber sobre a assinatura do novo Decreto dos Portos e a conversa durou pouco mais de 2 minutos. O presidente da República informou o parlamentar que iria assinar o decreto na outra semana.
Depois de falar com Temer, Loures passou informações também por telefone a Ricardo Conrado Mesquita, membro do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) e diretor da empresa Rodrimar, que opera no Porto de Santos.
No dia 10 deste mês, Temer assinou o decreto para facilitar investimentos privados nos portos. Na conversa ao telefone, o presidente indica o que é uma das principais mudanças previstas no decreto: o aumento para 35 anos de prazos dos contratos de arrendatários, prorrogáveis por até 70 anos.
Na ligação gravada, após Loures comentar que teve informação de que já teria sido assinado o decreto, Temer disse: “Não. Vai ser assinado na quarta-feira à tarde. Vai ser numa solenidade até, viu?”. Em outro trecho da conversa, o presidente diz que “aquela coisa dos 70 anos lá para todo mundo parece que está acertando aquilo lá”.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) deve pedir a abertura de inquérito para investigar Loures por suspeita de tráfico de influência. Os investigadores ainda avaliam o caso para definir se o presidente deve ou não ser incluído no pedido de investigação.
Em delação premiada homologada pelo Supremo Tribunal Federal, o ex-diretor de Relações Institucionais da J&F (dona da JBS, de Joesley Batista), Ricardo Saud, também citou o deputado Rodrigo Loures e o executivo Ricardo Mesquita. Segundo Saud, o parlamentar cogitou utilizar Mesquita como intermediário da propina a ser paga pela JBS.
Ainda na delação, Saud disse que o presidente da Rodrimar, Antônio Celso Grecco, é “amigo” do presidente Michel Temer.

Defesa

Em nota, o Planalto afirma que “houve amplo debate com o setor antes da publicação do decreto de renovação das concessões de portos. Todos os dados são públicos”. E ainda relata que as conversas não continham nenhum objeto protegido por sigilo tampouco informações privilegiadas.
“Na conversa entre o presidente Michel Temer e o deputado Rodrigo Rocha Loures, somente se revela o dia em que estava programado evento público para assinatura do ato. Sequer o conteúdo foi repassado como informação. Nas conversas subsequentes, o deputado dialoga com empresários e fala da preparação da divulgação, inclusive para a imprensa.
O assunto não comportava nenhum sigilo ou informação privilegiada, apenas a publicação do decreto que finaliza o longo processo de negociação entre o Governo e o setor empresarial, como é comum e legítimo em uma democracia”, consta na nota do Planalto.
O Grupo Rodrimar informou que a conversa entre seu diretor Ricardo Mesquita e o deputado Rodrigo Loures ocorreu pois Mesquita, como conselheiro da ABTP, integrava o grupo de representantes empresariais que elaborou uma lista de demandas do setor, pedida pelo Governo e que serviu como base para o novo Decreto dos Portos. E as reuniões desse grupo eram acompanhadas por parlamentares, entre eles, Loures.
Ao preparar o decreto, o Ministério dos Transportes havia pedido uma relação das demandas prioritárias das empresas do setor, medidas julgadas essenciais para atrair investimentos. Essa lista foi elaborada por representantes de entidades empresariais portuárias e entregue ao Governo.
A Rodrimar ainda relatou que não foi atendida “totalmente” pelo decreto, mas “parcialmente”, uma vez que as novas regras não garantem a renovação dos contratos de arrendamento firmados antes de 1993 – o contrato do terminal de contêineres do grupo, no Cais do Saboó, foi assinado antes desse ano.
O Grupo ainda negou que seu diretor tenha recebido qualquer pedido para intermediar dinheiro de propina, justificando que o nome de Mesquita foi usado por Loures sem o conhecimento do executivo. A empresa também negou qualquer relação de amizade do empresário Antônio Celso Grecco com o presidente Temer.
Fonte: A Tribuna
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