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As importações de produtos vegetais terão a fiscalização simplificada a partir desta quarta-feira (1), no Porto de Santos e nos demais complexos marítimos do Brasil. Isso será possível com a implantação do Portal Único de Comércio Exterior para algumas cargas. O sistema garante um controle mais seguro e reduz a burocracia dos processos. Certos produtos de menor risco, como alguns fertilizantes, objetos de madeira e farinhas, que têm menor risco, estão entre os primeiros beneficiados.

A iniciativa permite que cargas de baixo risco ou aquelas onde o controle é apenas documental sejam liberadas em poucos minutos. Com isso, as equipes poderão se dedicar à mercadorias perecíveis ou outros produtos que precisam de análises mais minuciosas.

Antes, os scais do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) precisavam acessar até três sistemas para scalizar produtos vegetais. E o usuário ainda era obrigado a utilizar diferentes bases de dados para inserir as informações. A partir de agora, toda a informação será processada no Portal Único de Comércio Exterior. Ela será checada eletronicamente pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e enquadrada em um nível de fiscalização (canal verde, amarelo ou vermelho).

O novo processo de importação ainda não utiliza a Declaração Única de Importação (Duimp), mas já permitirá a aplicação de um gerenciamento de risco. Isso trará mais agilidade e redução no tempo de processamento dessas operações, assim como acontece nos processos de exportação já integrados.

Em 2018, as exportações de carne foram as beneficiadas. O tempo na época foi reduzido de 3 dias para cerca de 5 minutos. No ano passado, foram as exportações de algodão, complexo soja, milho e demais produtos vegetais, com a redução do tempo da emissão dos certificados internacionais.

Fonte: A Tribuna


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IATA pede esforços conjuntos de governos para permitir agilidade no transporte de mercadorias pelo ar

 

Para a IATA (International Air Transport Association) o transporte de carga aérea tem sido um parceiro vital para o fornecimento de medicamentos necessários ao combate de diversos surtos e pede apoio aos governos

A associação emitiu uma nota destacando que seus membros continuam dando todo o apoio para o transporte de cargas a fim de conter o avanço do COVID-19. Desde o início da crise o transporte de carga aérea se tornou um aliado vital para o fornecimento de medicamentos, equipamentos médicos (incluindo peças de reposição e componentes de reparo), assim como para manter a distribuição global de suprimentos sensíveis ao tempo.

Segundo a entidade, tudo isso foi possível graças a utilização da capacidade de carga em aeronaves de passageiros e voos de socorros para as principais áreas afetadas.

Além dos medicamentos, o setor aéreo também é primordial para o transporte de alimentos e outros produtos vendidos online. O comércio eletrônico deve ter grande participação dentro das medidas de apoio às políticas de quarentena e distanciamento social implementados pelos Estados.

Por conta das severas restrições de viagens e o colapso da demanda de passageiros, a capacidade de carga foi severamente afetada, com isso, a IATA pede aos governos que tomem medidas urgentes para que possa ser possível dar prosseguimento e garantir o transporte de carga aérea como apoio de luta global contra o coronavírus.

“Mais de 185 mil voos de passageiros foram cancelados desde o final de janeiro em decorrência das restrições de viagens em diversos países. Com isso, a capacidade vital de carga diminuiu justo quando se faz necessária a luta contra o COVID-19”, alertou Alexander de Juniac, diretor geral e CEO da IATA. “A frota mundial de aeronaves cargueiras foi mobilizada para compensar o déficit causado. Os governos precisam tomar medidas urgentes para que possamos garantir que as linhas vitais de suprimentos permaneçam em pleno funcionamento de maneira eficaz”.

Para a IATA, os governos precisam ver os transportadores de carga aérea como parte vital na luta conta o coronavírus. Entre as medidas que a entendiade pede que sejam tomadas se destacam:

Excluir quaisquer restrições relacionadas ao COVID-19 aos operadores de carga aérea, permitindo garantir que os produtos médicos possam ser transportados de maneira ininterrupta;

Isentar os tripulantes de voos cargueiros, que não interagem com o público, a se submeterem a quarentena de 14 dias;

Garantir medidas padronizadas entejam em vigor e que garantam que a carga aérea possa ser transportada ao redor do mundo com interrupções mínimas;

Remover cobranças e taxas de sobrevoo e estacionamento, além das restrições de slots, para que sejam facilitadas as operações durante esse tempo de pandemia sem precedentes.

 

Fonte: UOL


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O número de casos do novo coronavírus cresce dia após o outro no país, impactando fortemente a economia. A projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que iniciou o ano próximo a um avanço de 3%, foi revisto pelo próprio governo 0,02%.

A balança comercial, que registra a soma dos valores exportados e importados, entretanto, não dá sinais de ter sentido o efeito da pandemia.

Dados do Ministério da Economia apontam que, de janeiro até a terceira semana de março deste ano, foram exportados US$ 44,1 bilhões, valor ligeiramente superior ao registrado no mesmo período do ano passado: US$ 43,5 bilhões.

A evolução é resultado da alta do dólar – que encerrou a quarta-feira (25/03) cotado a R$ 5,03 – que torna os produtos brasileiros mais baratos no exterior, somado a outras particularidades da produção exportadora local. O fato de ser bastante amparada em produtos primários, como alimentos, a torna mais resiliente a esses movimentos.

Primeiros meses

Em janeiro, foram exportados US$ 14,5 bilhões ante US$ 16,1 em importações. O saldo ficou negativo em US$ 1,6 bilhão. Na época, a moeda norte-americana estava cotada perto dos R$ 4,1. Em fevereiro, a situação mudou. Cotada na casa dos R$ 4,3, as exportações subiram para US$ 16,3 bilhões e as importações caíram para US$ 13,2 bilhões. O saldo foi positivo em US$ 3 bilhões.

Em março, com o dólar na casa dos R$ 5, o movimento manteve a tração. Até o dia 22, já foram vendidos US$ 13,2 bilhões e comprados US$ 10,5 bilhões do exterior. O saldo está positivo US$ 2,6 bilhões. Enquanto em janeiro a média diária de exportações era de US$ 659 milhões, em março o valor está em U$ 883 milhões. Esse valor evoluiu apesar da depreciação das expectativas em todo o mundo.

Segundo a professora de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Marta dos Reis Castilho, a exportação de soja, um dos principais produtos brasileiros na balança, ganhou ritmo nas últimas semanas e favoreceu a alta mesmo com a economia global em crise. “Nas exportações, o impacto [negativo] é pouco porque tem o fôlego dado pela soja”, enfatiza.

Além disso, ela destaca que o perfil das exportações brasileiras, com larga fatia composta por produtos agrícolas, como milho, laranja e café, deve garantir que haja menor impacto do novo coronavírus por se tratarem de bens primários e, em muitos casos, indispensáveis.

Teoricamente, a alta do dólar favorece as exportações, pois o produtor gasta em real, que está desvalorizado, e recebe em dólar. O mesmo efeito, porém em ordem inversa, é sentido pelos compradores.

Neste ano, a moeda norte-americana encareceu 26,72% para os brasileiros. Em termos de comparação, em 1º de janeiro o dólar era vendido a R$ 4,0195.

 

Importações

Se a indústria exportadora foi favorecida pela alta do dólar, o mesmo não pode ser dito dos importadores. Os produtos vindos de fora também registraram alta no acumulado do ano na comparação com o mesmo período de 2019. O valor subiu de US$ 35,3 bilhões entre janeiro e a terceira semana de março de 2019 para US$ 40 bilhões no mesmo período de 2020.

“Pelo lado das importações tá começando a afetar”, destaca Castilho. Isso porque a média diária caiu mês por mês, inclusive nas três primeiras semanas de março. Em janeiro, a média diária estava em US$ 735 milhões. Em março, passou para US$ 705 milhões.


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Para o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, portuários e caminhoneiros estão trabalhando como verdadeiros “soldados”, mesmo com o avanço do coronavírus no Brasil. “Precisamos manter as cidades abastecidas. Então, a carga precisa chegar. É preciso produzir e as pessoas têm que trabalhar”, disse o ministro em entrevista as rádios CBN/Brasil e CNN/Brasil.

Segundo ele, os portos precisam continuar funcionando nesse período de crise devido ao coronavírus, pois o modal marítimo é responsável pela entrada da maior parte dos produtos importados, como remédios, tecnologia na área de saúde, alimentos, etc. “Rendo homenagem à coragem dos portuários. Vejo manifestações positivas, quando dizem: ‘Eu quero trabalhar. O Brasil precisa de mim nesse momento’. Percebemos várias ondas de solidariedade, de comprometimento, de brasilidade, e é disto que precisamos”, destacou.

Tarcísio de Freitas afirmou, ainda, que algumas medidas estão sendo tomadas diante do avanço da COVID-19: “Por exemplo, em parceria com o Ministério Público do Trabalho, soltamos uma orientação técnica sobre a escala de trabalho nos portos. Alguns portos ainda trabalham com a “escala de parece”, que obriga o portuário a se deslocar até o local para ver se está na escala, e isso causa aglomeração. A gente está substituindo esse procedimento pela escala eletrônica”.

Comitê

De acordo ainda com o ministro, há um esforço de todo o Governo Federal para manter portos, rodovias e aeroportos funcionando e, uma das ações tomadas, foi a formação de um comitê de crise integrando os secretários estaduais de transporte.

Ele ainda alertou dos perigos de algumas medidas de quarentena de estados e municípios, sublinhando que serviços essenciais não podem ser fechados, e foi além de supermercados e farmácias, citando borracharias e mecânicas. “O caminhão precisa circular, mas o pneu continuará dando problema, assim como falhas mecânicas. Precisamos dar uma estrutura para que tudo funcione”, sublinhou.

Fontes: CBN/Brasil e CNN/Brasil


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Sindicato dos estivadores diz que ministro da infraestrutura pediu que trabalho continue

SANTOS, SP (FOLHAPRESS) – Os estivadores do porto de Santos decidiram deixar para sexta-feira (20) a decisão de paralisar ou não as operações no porto de Santos por temor de prejuízos a economia.

De acordo com o presidente da Sindiestiva (Sindicato dos Estivadores de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão), Rodnei Oliveira da Silva, o ministro da infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, solicitou que os trabalhadores adiassem a votação.

“O ministro me ligou, solicitou que não fizéssemos a paralisação. Ele bateu muito na questão econômica, nos prejuízos que isso poderia trazer”, disse à reportagem.

“Ele [Tarcísio] ainda não deu prazo do quanto devemos esperar. Explicou que está querendo trabalhar em uma espécie de um paliativo, de liberar algum recurso aos trabalhadores, o que vemos com bons olhos, uma liberação de um FGTS aos trabalhadores avulsos”, completou.

Logo cedo, os trabalhadores portuários estiveram reunidos com outros representantes de sindicatos do porto de Santos, como a Sopesp (Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo) e o OGMO (Órgão de Gestão de Mão de Obra). Um representante da Codesp, atual SPA (Santos Port Authority), também esteve presente.

Durante a tarde, a categoria convocou uma assembleia para decidir sobre a paralisação. No encontro, ficou definido, momentaneamente, o adiamento da paralisação. O prazo final para a decisão é a próxima sexta-feira, quando haverá nova reunião com autoridades.

“Se não tiver uma posição concreta até lá, nós vamos parar”, disse, em discurso, Rodnei de Oliveira.


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A média das exportações da segunda semana de março caiu 20% em relação aos primeiros sete dias do mês

 

Enquanto o coronavírus se alastra pelo país, a economia já começa a apresentar os primeiros sinais da contaminação. O Ministério da Economia divulgou, nesta segunda-feira, 16, um balanço das exportações e importações do país nas primeiras semanas de março — e os resultados não são nada animadores. A média das exportações da segunda semana do mês somou 770 milhões de dólares, 20% abaixo da média de 962 milhões de dólares registrada na primeira semana de março. Os resultados foram impactados pela queda nas exportações da exportação de 33,9% de semimanufaturados, pelo recuo de 21,5% nos embarques de petróleo e derivados, soja, minério de cobre e milho. A exportação de manufaturados caiu 11,6% na comparação entre as duas semanas — impactados pela venda de aviões, automóveis, ferro e aço e motores.

 

Os resultados brasileiros denotam a piora do cenário global em relação à doença. Então epicentro daquilo que se tornaria uma pandemia de coronavírus, a China assistiu sua produção industrial do país despencar no ritmo mais forte em três décadas nos dois primeiros meses do ano. A indústria caiu 13,5% em janeiro e fevereiro na comparação com o mesmo período do ano anterior. Foi o resultado mais fraco desde janeiro de 1990 — dados que, evidentemente, têm impacto direto nas exportações e importações brasileiras. Por lá, indústrias e fábricas chegaram a ficar paralisadas para evitar o avanço do vírus, o que impactou a demanda por produtos básicos brasileiros e desaqueceu os envios para o Brasil.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o total de casos na China é de 81.048, país com mais infectados. O número de mortes causado pela doença chegou a 3.208. Segundo o governo chinês, o pico do surto já foi superado. Nesta segunda, subiu de 200 para 234 o número de casos confirmados no Brasil. De acordo com levantamento do Ministério da Saúde, 2.064 pessoas são monitoradas por suspeitas de estarem infectadas.

 

Fonte: Veja


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Vietnã e Indonésia respondem por mais de 2 bilhões de dólares por ano da aquisição de produtos como algodão, soja e blocos de aço do Brasil

 

O Mercosul está se preparando para começar no ano que vem negociações de tratados comerciais com o Vietnã e com a Indonésia, que ocupam um lugar importante na pauta de exportações brasileira. Juntos, os dois países asiáticos respondem por mais de 2 bilhões de dólares por ano da aquisição de produtos como algodão, soja e blocos de aço do Brasil. “Sem as barreiras tarifárias, a pauta comercial do Brasil com esses países, que estão em franco crescimento econômico, deverá se diversificar e crescer”, afirma Paula Barboza, coordenadora-geral de negociações comerciais extrarregionais do Itamaraty. “Há espaço de crescimento principalmente para produtos industriais e do agronegócio.”

Outros tratados devem ser fechados em breve. Até o final de 2020, a expectativa é assinar o acordo de livre-comércio com o Canadá, o décimo principal importador de produtos brasileiros.

Os exportadores estão animados com a previsão de maior demanda do país da América do Norte por autopeças, óleos e produtos de higiene baseados na biodiversidade brasileira, além de frutas típicas do Norte e do Nordeste.

As tratativas com a Coreia do Sul também seguem a todo vapor. “Devemos finalizar as negociações até o início de 2021”, afirma Barboza. As novas tratativas deverão se somar ao acordo entre o Mercosul e a União Europeia, assinado em julho de 2019.

 

Fonte: Exame


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A demanda de transporte aéreo de carga da América Latina em janeiro aumentou 1,4% e seguiu no caminho oposto da média global, que encolheu 3,3%. Ambos resultados são comparações com igual período do ano passado.

Segundo relatório da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), o coronavírus teve um pequeno impacto negativo da procura mundial deste tipo de serviço. Para a entidade, em 2020, o Ano Novo Lunar Chinês ocorreu antes do que em 2019. Isso distorceu os números de 2020, mostrando um resultado fraco, pois muitos fabricantes chineses estariam fechados durante o período deste feriado.

Porém, na América Latina, os volumes de carga com ajuste sazonal aumentaram devido a novas conexões de rotas, o que é um desenvolvimento positivo para as transportadoras da região. A capacidade aumentou 2,4% em relação ao ano passado.

Na média global, janeiro representou o décimo mês consecutivo de queda nos volumes de carga na comparação ano a ano, mensurados por toneladas de carga por quilômetro (CTKs*).

Para Alexandre de Juniac, diretor geral e CEO da Iata, o impacto do coronavírus no setor, no primeiro mês do ano, não foi muito grande. Tendo em vista que a epidemia ainda estava, praticamente, alojada na China em janeiro, é sinal que o resultado do próximo mês será ainda pior.

“Esperamos que tempos difíceis estejam por vir. A direção que os eventos futuros tomarão ainda não está clara”, avalia o representante da Iata.

A capacidade de carga, medida em toneladas de carga disponível por quilômetro (ACTKs), aumentou 0,9% na comparação ano a ano em janeiro de 2020. O aumento da capacidade foi maior que o crescimento da demanda pelo 21º mês consecutivo.


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Economistas temem graves repercussões da doença na economia. Há semanas sem faturamento, firmas europeias de médio porte com negócios na China já temem falência. Especialista prevê colapso da indústria automotiva.

 

“As empresas agora estão aprendendo como o sistema global de produção é frágil”, diz Gabriel Felbermayr, presidente do Instituto de Economia Mundial (IfW), em entrevista à DW. O impacto econômico do coronavírus lembra os economistas do colapso do banco Lehman Brothers em 2008.

Na época, muitos se deram conta repentinamente da grande fragilidade do sistema financeiro. O economista austríaco explica que a consequência foi as empresas organizarem suas estruturas financeiras de maneira diferente, ficando, desde então, muito menos dependentes de empréstimos bancários. “Algo semelhante pode surgir do coronavírus”, especula Felbermayr, acrescentando ser importante reduzir cadeias de valor, “as produções têm que ser realocadas de volta à Europa”.

 

Epidemia como chance

A epidemia tem efeitos econômicos principalmente através de medidas às vezes drásticas que autoridades e empresas adotam para evitar maior disseminação do vírus como, por exemplo, restrições de viagens ou fechamento de fábricas. Empresas internacionalmente ativas e com ampla rede comercial, tal como as dependentes de exportação, são as mais afetadas.

O ministro da Economia da França, Bruno Le Maire, vê a epidemia como uma chance de mudança para a globalização, em vista da vulnerabilidade das cadeias de fornecimento interligadas internacionalmente, um acontecimento que põe as práticas atuais totalmente de ponta-cabeça. O surto e suas consequências teriam, segundo ele, revelado uma dependência “irresponsável e irracional” em relação à China.

As relações globais de fornecimento teriam que ser repensadas, sobretudo nos setores de saúde e automotivo, de acordo com Le Maire. “Não podemos continuar de 80% a 85% dependentes da China para ingredientes farmacêuticos”, acrescentou, durante uma visita à capital grega, Atenas.

O presidente da Câmara de Europeia Comércio da China, Jörg Wuttke, considera as consequências econômicas do coronavírus “muito mais extremas do que a maioria suspeita”. “Tenho ouvido pedidos de ajuda de todos os cantos”, disse, em entrevista, frisando que muitas empresas de médio porte que operam na China já estão no rumo da falência.

Muitas dessas companhias já atravessam semanas sem faturamento algum. “Isso, em geral, não é um problema para grandes corporações”, comenta Wuttke. “Mas muitas empresas de médio porte já estão em apuros.”

 

Fornecimento em risco

Até agora, as consequências para o fornecimento na Alemanha estão sendo subestimadas. Somente as grandes companhias de navegação Cosco e Maersk estariam segurando nos portos nas últimas quatro semanas, 70 navios porta-contêineres, cada uma.

“Como os navios realizam viagens de seis semanas, ainda chegam embarcações da China, mas em breve haverá muito menos chegadas, e escassez de diversos produtos na Europa”, prevê o chefe da Câmara de Comércio. A indústria farmacêutica seria a principal afetada, além de outras áreas.

Compradores, profissionais de logística e gerentes da cadeia de suprimentos alemã estão atualmente se armando contra os efeitos negativos da epidemia de coronavírus na China. “Em muitas das empresas envolvidas, estão sendo criadas forças-tarefa para identificar e corrigir rapidamente possíveis interrupções na cadeia de suprimentos”, diz Riccardo Kurto, especialista em China da Federação para Gerenciamento de Materiais, Compras e Logística (BME), em entrevista à DW.

“Algumas empresas nos disseram que, juntamente com seus fornecedores chineses, identificam escassez de suprimentos existentes ou iminentes na China e desenvolvem planos de emergência adequados”, acrescenta Kurto,  explicando que isso inclui uma análise precisa da extensão e da possível duração da epidemia. “Nessa situação, é essencial que as autoridades chinesas forneçam informações transparentes sobre a propagação do vírus”, explica o especialista.

De acordo com uma nota da BME, a federação foi informada por sua rede de membros na China que fontes alternativas de fornecimento estão sendo desenvolvidas atualmente em outras partes do mundo. Além disso, as empresas estariam em contato próximo com sua base de fornecedores chineses. “Os parceiros comerciais da BME nos disseram que seus estoques estão chegando a um ponto crítico. Por isso, estão encomendando certos materiais de produção em falta de fornecedores alternativos fora da China, como, por exemplo, de fornecedores na Europa”, explica Kurto. Ele observa, entretanto, que essa solução tem consequências que não devem ser subestimadas na cadeia logística e de suprimentos das empresas compradoras e que devem ser levadas em consideração.

 

Voos de carga adicionais

Enquanto isso, a Lufthansa, o grupo de carga aérea de maior faturamento na Europa, está planejando voos adicionais de carga para a China. Um porta-voz da Lufthansa Cargo anunciou que a oferta seria ampliada a partir deste domingo (01/03) das atuais sete, para oito conexões semanais.

Inicialmente, o grupo tinha cancelado todos os voos de passageiros para a China continental de todas as suas companhias aéreas, devido ao novo coronavírus. A subsidiária de carga Lufthansa Cargo manteve uma oferta mínima de cinco voos semanais, a tendo recentemente aumentado para sete voos. No entanto, o número de voos ainda está longe do normal de 15 viagens de ida e volta, especialmente porque os porões das aeronaves de passageiros não estão disponíveis pelo menos até a alteração do plano de voo internacional, em 28 de março. Os demais aviões de carga fazem escalas regularmente em Novosibirsk, na Rússia, para evitar longas estadas das tripulações na China.

Mas o setor de carga aérea, afetado particularmente pelas medidas contra o coronavírus, também pode ser um dos primeiros vencedores se houver uma retomada da produção global e se as cadeias de suprimentos interrompidas precisarem ser fechadas novamente o mais rápido possível. “Basicamente, foi demonstrado no passado que pausas de produção mais longas geralmente são seguidas por picos de demanda”, disse o porta-voz da Lufthansa Cargo.

A indústria automobilística, particularmente importante para a Alemanha, já está abalada pelo Brexit e pelo conflito comercial entre a China e os Estados Unidos. “Através da propagação dinâmica do coronavírus foi criado um perigo novo e extremamente difícil de ser avaliado”, escreve Ferdinand Dudenhöffer, especialista da indústria automobilística.

“Não se trata mais da estabilidade das cadeias de suprimentos, e sim, cada vez mais, da perda de demanda em dimensão crescente”, afirma. Dudenhöffer prevê que o mercado global de automóveis entrará em colapso em decorrência da crise do coronavírus. Segundo suas estimativas, pouco menos de 77 milhões de veículos serão vendidos em 2020 – cerca de 7,5 milhões a menos que em 2017.

De acordo com um estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Ifo, a indústria automobilística alemã também está preocupada com um acentuado declínio de suas exportações nos próximos meses.

 

Repercussões no PIB

De acordo com o banco alemão de desenvolvimento KfW, a epidemia de coronavírus deve fazer com que a estagnação que vem afetando a economia alemã continue pelo menos até meados do ano.

Para 2020 como um todo, a instituição espera que o Produto Interno Bruto (PIB) aumente apenas 0,8%, em vez dos 0,9% anteriores. No entanto, essa previsão se baseia na suposição de que a epidemia continue confinada à China e diminua dentro de algumas semanas.

“Se a epidemia durar mais tempo, e também outras regiões do mundo forem afetadas mais severamente, aumentam as probabilidades de efeitos graves no comércio exterior e nas cadeias de valor às quais a indústria alemã está particularmente exposta”, alerta Fritzi Köhler-Geib, economista-chefe do KfW. “Por isso, a situação na Itália me preocupa.”

As perspectivas para a economia vão ficando mais tenebrosas, sobretudo porque o vírus agora também está se espalhando para fora da China. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para uma “possível pandemia”. Embora na China, seu país de origem, o surto já tenha atingido o pico, o aumento repentino de infecções no Irã, na Itália e na Coreia do Sul é “profundamente preocupante”, segundo o especialista.


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O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, conquistou um certificado internacional que credencia o terminal a se tornar um dos principais aeroportos da América Latina a importar e exportar produtos da indústria farmacêutica.

O aeroporto obteve a certificação global CEIV PHARMA (Center of Excellence for Independent Validators in Pharmaceutical Logistics), emitida pela IATA (International Air Transport Association), que tem por objetivo auxiliar as organizações e toda a cadeia de fornecimento de carga aérea a atingir a excelência na logística de produtos farmacêuticos.

Esta conquista é mais um resultado de uma série de investimentos realizados pela concessionária Aeroporto Brasil Viracopos no TECA (Terminal de Carga) desde o início da concessão. “São mais de R$ 80 milhões investidos em melhorias e modernização do Terminal de Carga desde 2012”, disse o diretor de Operações da concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, Marcelo Mota.

A certificação global de Viracopos garante à indústria farmacêutica que o transporte e o armazenamento dos produtos deste segmento estejam em conformidade com as melhores práticas mundiais. “Com a garantia de qualidade e confiabilidade nos processos logísticos, Viracopos está pronto para processar ainda mais importações e exportações das principais empresas farmacêuticas do mundo”, completou o gerente de Operações de Carga do TECA de Viracopos, Ricardo Luize.

Atualmente, Viracopos já atende a algumas das principais indústrias farmacêuticas mundiais. Com a ampliação de suas câmaras frias realizada nos últimos três anos, o TECA está preparado para o aumento de demanda do setor farmacêutico.

Viracopos investiu na ampliação e melhorias no complexo frigorífico, de forma que atualmente conta com 11 câmaras frias e uma antecâmara com temperaturas controladas que ficam entre -18°C e 22°C. Para um melhor atendimento das cargas farmacêuticas, Viracopos conta com câmaras com temperaturas flexíveis que podem ter seu ‘set point’ alterado, modificando o range de temperatura do local quando necessário.


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