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Entre os meses de janeiro e junho deste ano, a China foi o destino final de 33,8% de todas as exportações brasileiras, percentual recorde jamais alcançado por um parceiro comercial do Brasil isoladamente desde que a série histórica começou a ser levantada pelos órgãos responsáveis pelo comercio exterior brasileiro.

No período, os embarques para os chineses totalizaram US$ 34,351 bilhões, com uma alta de 14,6% em comparação com o mesmo período de 2019. As importações de produtos chineses, correspondentes a 12% das compras totais do Brasil, somaram US$ 16,695 bilhões. Em seis meses, a balança comercial sino-brasileira resultou num superávit de US$ 17,659 bihões em favor do Brasil.

Para se ter uma ideia desse dado, o segundo principal destino das exportações brasileiras no período, os Estados Unidos,  absorveu apenas 8,5% de todo o volume embarcado pelas empresas brasileiras para o exterior.

Em termos de valores, as exportações para a China no mês de junho totalizaram US$ 7,370 bilhões (média diária de US$ 351 milhões), contra um total de US$ 5,713 bilhões (média de US$  300,7 milhões por dia) registrados no mesmo mês em 2019. Por outro lado, as exportações para os Estados Unidos somaram US$ 1,517 bilhão (média diária de US$ 72 milhões), ante US$ 2,429 bilhões (média diária de US$ 127,8 milhões) em junho do ano passado.

No acumulado janeiro-junho, o Brasil exportou para a China mercadorias no total de US$ 35,848 bilhões (média diária de US$ 291,4 bilhões), correspondentes a 35% das exportações totais brasileiras no primeiro semestre do ano. Em 2019, de janeiro a junho, as vendas aos chineses somaram US$  31,202 bilhões (média diária de US$ 253,7 bilhões), equivalentes a um percentual de 28,5% das exportações totais brasileiras.

 

Fonte: Comex do Brasil


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A movimentação de cargas pelo Porto de Santos registrou recorde histórico para o mês de maio e para o total acumulado no período. Ao atingir 12,98 milhões de toneladas, maio superou em 13,9% a até então maior marca para esse mês, ocorrida em 2017, e em 18,1% o verificado no mesmo mês do ano passado. É a quarta vez consecutiva que o Porto de Santos bate o recorde mensal.

O presidente da Santos Port Authority, Fernando Biral, destacou a capacidade do Porto de Santos no atendimento à crescente demanda e pontuou que a Companhia já planejou a expansão da capacidade futura no Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ), que prevê investimentos de quase R$ 10 bilhões e o aumento da oferta do complexo para 240,6 milhões de toneladas ao ano até 2040. O plano está em análise no Ministério da Infraestrutura.

Desempenho

A significativa alta mensal elevou o acumulado no ano para 58,00 milhões de toneladas, ultrapassando em 8,2% o maior acumulado para o período, ocorrido em 2018, e em 11,5% o verificado em 2019, sempre na comparação janeiro-maio.

O movimento mensal foi fortemente impulsionado pelo robusto aumento de 27,6% nos embarques, liderados pelo crescimento de 40,2% exportações de soja em grãos e farelo (4,50 milhões de toneladas), carga de maior participação na movimentação total do complexo, e de 94,3% nos carregamentos de açúcar (2,25 milhões de toneladas), segunda maior carga escoada por Santos.

No total acumulado, o quadro é semelhante, com os embarques acusando alta de 13,7%, também impulsionados pelo complexo soja (18,86 milhões de toneladas), que cresceu 22,4%, seguido pelo açúcar (6,67 milhões de toneladas) com aumento de 35,1%.

Outro destaque nos embarques foi o crescimento de 209,6% de óleo combustível (246,5 mil toneladas) no mês, elevando em 70,6% o total no período (881,35 mil toneladas). Nos desembarques, ressalta-se o crescimento de 67,3% nas descargas de adubo (653,3 mil toneladas) no mês, incremento de 32,2% no acumulado dessa carga (2,14 milhões de toneladas).

As operações com contêineres, que tiveram queda no mês, mantiveram alta ao registrar nos cinco primeiros meses do ano 1,71 milhão TEU (unidades equivalentes a contêineres de 20 pés), novo recorde para o total do período, superando em 1,2% o maior desempenho, ocorrido em 2017, e em 8,3% na comparação com os cinco primeiros meses de 2019.

As atracações registraram 403 navios em maio, somando 1.996 navios no período, com crescimentos de 2,0% e 1,9%, respectivamente.


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Após ter previsto em abril que o comércio mundial de bens teria um recuo entre 13% e 32% em 220, antes de se recuperar em 21% a 24% em 2021, a Organização Mundial do Comércio (OMC) informou hoje (23) que, apesar de o fluxo internacional de mercadorias ter recuado a uma taxa recorde nos primeiros meses do ano devido à pandemia de Covid-19, esse cenário trágico inicialmente previsto não chegou a se concretizar.

De acordo com a Organização, as respostas rápidas do governo ajudaram a amenizar a contração, e os economistas da OMC agora acreditam que, embora os volumes comerciais registrem um declínio acentuado em 2020, é improvável que eles atinjam o pior cenário projetado em abril.

O volume de comércio de mercadorias diminuiu 3% em relação ao ano anterior no primeiro trimestre, de acordo com as estatísticas da OMC. As estimativas iniciais para o segundo trimestre, quando o vírus e as medidas de bloqueio associadas afetaram uma grande parcela da população global, indicam uma queda ano a ano de cerca de 18,5%. Esses declínios são historicamente grandes, mas poderiam ter sido muito piores.

Grau menor de incertezas

As previsões anuais de comércio da OMC de 20 de abril, à luz do grande grau de incerteza em torno da gravidade e do impacto econômico da pandemia, estabeleceram dois caminhos plausíveis: um cenário relativamente otimista em que o volume do comércio mundial de mercadorias em 2020 se contrairia em 13%, e um cenário pessimista em que o comércio cairia 32%. Na situação atual, o comércio só precisaria crescer 2,5% ao trimestre pelo restante do ano para atender à projeção otimista. No entanto, em 2021, desenvolvimentos adversos, incluindo uma segunda onda de surtos de COVID-19, crescimento econômico mais fraco do que o esperado ou amplo recurso a restrições comerciais, poderiam ver a expansão do comércio aquém das projeções anteriores.

Cenário menos pior

“A queda no comércio que estamos vendo agora é historicamente grande – na verdade, seria a mais acentuada já registrada. Mas  poderia ter sido muito pior”, disse o diretor-geral  da OMC, Roberto Azevêdo.

Para o diplomata brasileiro, “essa é uma notícia genuinamente positiva, mas não podemos nos dar ao luxo de ser complacentes. As decisões políticas têm sido cruciais para amenizar o golpe contínuo no produto e no comércio e continuarão a desempenhar um papel importante na determinação do ritmo da recuperação econômica. Para que a produção e o comércio se recuperem fortemente em 2021, todas as políticas fiscais, monetárias e comerciais precisarão continuar na mesma direção. “

À luz dos dados comerciais disponíveis para o segundo trimestre, o cenário pessimista da previsão de abril, que assumiu custos de saúde e econômicos ainda maiores do que o que havia ocorrido, parece menos provável, pois implicava quedas mais acentuadas no primeiro e no segundo trimestres.

Indicadores positivos.

A pandemia de COVID-19 e os esforços de contenção associados se intensificaram na segunda quinzena de março. Medidas estritas de distanciamento social e restrições a viagens e transporte entraram em vigor na maioria dos países ao longo de abril e maio e agora estão sendo cada vez mais relaxadas. Esses desenvolvimentos se refletem em vários indicadores econômicos que, em conjunto, sugerem que o comércio pode ter atingido o fundo do poço no segundo trimestre de 2020.

Os voos comerciais globais, que transportam uma quantidade substancial de carga aérea internacional, caíram quase três quartos (- 74%) entre 5 de janeiro e 18 de abril e, desde então, aumentaram 58% até meados de junho. A taxa de transferência do porto de contêineres também parece ter recuperado parcialmente em junho em relação a maio. Enquanto isso, os índices de novos pedidos de exportação dos índices dos gerentes de compras também começaram a se recuperar em maio, após quedas recorde em abril. É útil ter em mente que esses rebotes seguem quedas históricas ou quase históricas e precisam ser monitorados com cuidado antes de tirar conclusões definitivas sobre a recuperação, conclui a OMC.

 

Fonte: Comex do Brasil.


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A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,653 bilhão e corrente de comércio de US$ 6,966 bilhões, na terceira semana de junho de 2020 – com cinco dias úteis –, como resultado de exportações no valor de US$ 4,31 bilhões e importações de US$ 2,656 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (22/6), pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

Ano – No ano, as exportações totalizam US$ 96,742 bilhões e as importações, US$ 76,377 bilhões, com saldo positivo de US$ 20,366 bilhões e corrente de comércio de US$ 173,119 bilhões

Análise do mês – Nas exportações, comparadas a média diária até a terceira semana de junho de 2020 (US$ 873,22 milhões) com a de junho de 2019 (US$ 968,74 milhões), houve queda de -9,9%, em razão da diminuição nas vendas na Indústria Extrativa (-24,3%) e de produtos da Indústria de Transformação (-18,3%). Por outro lado, houve aumento nas vendas em Agropecuária (+30,2%).

Redução nas vendas – A queda nas exportações foi puxada, principalmente, pela diminuição nas vendas dos seguintes produtos da indústria extrativista: óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-39,3%); minério de ferro e seus concentrados (-13,8%); minérios de cobre e seus concentrados (-26,1%); minérios de alumínio e seus concentrados (-26,3%) e outros minérios e concentrados dos metais de base (-1,8%).

Indústria de Transformação – Já em relação aos produtos da Indústria de Transformação, a queda nas exportações foi puxada, principalmente, por carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas (-36,0%); aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-81,4%); veículos automóveis de passageiros (-35,7%); farelos de soja e outros alimentos para animais, excluídos cereais não moídos, farinhas de carnes e outros animais (-21,8%); e produtos semiacabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço (-30,3%).

Importações – Nas importações, a média diária até a terceira semana de junho de 2020 (US$ 530,78 milhões) ficou 22,6% abaixo da média de junho do ano passado (US$ 685,72 milhões). Nesse comparativo, caíram os gastos, principalmente, com Agropecuária (-14,2%), com a Indústria Extrativa (-2,1%) e também com produtos da Indústria de Transformação (-24,3%).

Compras reduzidas – A diminuição das importações foi puxada, principalmente, pela queda dos gastos com a compra dos seguintes produtos da Indústria de Transformação: óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (-53,5%); veículos automóveis de passageiros (-70,5%); partes e acessórios dos veículos automotivos (-54,5%); torneiras, válvulas e dispositivos semelhantes para canalizações, caldeiras, reservatórios, cubas e outros recipientes (-66,3%); e veículos automóveis para transporte de mercadorias e usos especiais ( -63,1%).

Agropecuária – Com relação a Agropecuária, a queda nas importações foi puxada pela diminuição de compras com pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (-52,5%); látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-59,0%); frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (-33,0%); milho não moído, exceto milho doce (-96,2%); e Cevada, não moída ( -32,5%). Por fim, a queda nas importações também foi influenciada pela diminuição de compras com os seguintes produtos da Indústria Extrativa: carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-27,5%); gás natural, liquefeito ou não (-20,6%); outros minérios e concentrados dos metais de base (-52,4%); outros minerais em bruto (-13,1%) e minérios de alumínio e seus concentrados ( -95,2%). (Ministério da Economia)


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A demanda por transportes rodoviários de cargas no Brasil voltou a melhorar na última semana, atingindo o maior nível desde o final de março, em meio ao relaxamento de algumas normas de isolamento social para controlar o coronavírus, indicou pesquisa divulgada nesta terça-feira pela NTC&Logística.

O indicador teve melhora de 1,4 ponto percentual na semana até 14 de junho, e agora apresenta queda de 36,8% em relação aos níveis verificados antes da crise sanitária e econômica.

Esse é o melhor resultado desde a semana terminada em 29 de março, quando o recuo da demanda atingia 26,9%.

“Os números parecem indicar este caminho… vêm melhorando. Se nada atrapalhar, acredito que estejamos no início da retomada. Mas para termos certeza é preciso aguardar as próximas semanas”, afirmou o responsável pela pesquisa da NTC, Lauro Valdivia.

Desde o início do levantamento, em março, o menor nível foi registrado na semana até 19 de abril –queda de 45,2%.

Embora tenha havido melhora na demanda, o percentual de empresas que tiveram queda no faturamento durante a pandemia aumentou para 89%, ante 88% na semana anterior. Em meados de maio, o índice chegou a 94%, segundo a NTC&Logística.

Para cargas fracionadas, que contêm pequenos volumes, a sondagem mostrou uma melhora de pouco mais de 5 pontos na comparação semanal, embora ainda haja uma variação negativa de 31,23% em relação aos níveis pré-pandemia.

Já para cargas lotação, que ocupam toda a capacidade dos veículos e são utilizadas principalmente nas áreas industrias e agrícolas, a retração chegou a 37% na última semana, melhora de 2 pontos.

 

 

Fonte: Reuters


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Moeda norte-americana ficou no menor patamar desde 13 de março. O dólar voltou a cair forte ante o real nesta segunda-feira, renovando mínima em 12 semanas, em mais um dia de notável apetite por risco em todo o mundo diante de otimismo com a recuperação da economia global.

O dólar à vista caiu 2,66%, a R$ 4,855 na venda, menor patamar desde 13 de março (R$ 4,8128).

Na B3, o dólar futuro de maior liquidez cedia 2,40%, a R$ 4,8530, às 17h36.

O mercado acelerou as vendas de moeda no fim da sessão ao mesmo tempo que o dólar ampliou as perdas no exterior e ativos de risco ganharam ainda mais tração, conforme prevalece no mercado percepção de que o pior da crise econômica causada pelo coronavírus já ficou para trás.

Em Wall Street, o índice Nasdaq Composite, com forte peso de papéis do setor de tecnologia, fechou em máxima histórica, confirmando novo “bull market” (mercado em alta). O S&P 500, referência para os mercados acionários dos EUA, apagou as perdas do ano. E o Ibovespa, principal índice das ações brasileiras, teve a sétima alta seguida, mais longa sequência do tipo desde 2018.

Boa parte dessa euforia é explicada ainda pela surpresa positiva com dados de emprego nos EUA divulgados na sexta-feira (5). A expectativa era de perda de postos de trabalho, mas houve geração de vagas em maio, o que fortaleceu esperança de que a economia começa a se recuperar.

O otimismo dos últimos dias pegou um mercado de câmbio no Brasil com posição técnica amplamente comprada em dólar. A virada na moeda forçou desmonte de posições, o que retroalimentou a correção.

Depois de perder no fim de maio a média móvel de 50 dias, o dólar fechou nesta segunda abaixo da linha de 100 dias pela primeira vez desde janeiro. As médias móveis são acompanhadas de perto pelo mercado e quedas sustentadas abaixo delas costumam ser entendidas como indicação de continuação do movimento (no caso, de recuo do dólar).

A próxima média móvel a ser testada é a mais relevante, de 200 dias, atualmente em R$ 4,5511.

Nos últimos 14 pregões, o dólar caiu em 11. A moeda recua 9,09% em junho e 17,73% desde que bateu a máxima recorde para um fechamento (de R$ 5,9012  em 13 de maio).

Mas a magnitude do ajuste, bem como da recuperação dos mercados no mundo, começa a atrair alguma cautela.

“Vejo esse otimismo todo como meio exagerado”, disse Luis Laudisio, operador da Renascença. No entanto, ele ponderou que, mesmo com a exuberante recuperação, o real ainda ocupa o posto de pior desempenho entre as moedas globais neste ano. “Ainda acho que o noticiário sobre fiscal pode atrapalhar (a alta do real), mas, por ora, isso vem sendo ignorado, e não apenas aqui.”

Em 2020, o real ainda perde 17,35%.

O Rabobank vê o câmbio mais pressionado até o fim do ano, com o dólar fechando a R$ 5,45, alta de 12,3% ante o encerramento desta segunda.

“Embora a alta volatilidade de meados de maio tenha diminuído nas últimas duas semanas, ainda vemos incertezas globais e domésticas se aproximando. Com uma volatilidade mais forte e persistente, o Covid-19 e as incertezas fiscais ainda deixarão o real pressionado até o final do ano”, disseram em nota.

 

 

Fonte: Agência Brasil


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Balança comercial teve superávit de US$ 4,5 bilhões no mês e corrente de comércio chegou a US$ 31,3 bilhões; no ano, saldo é de US$ 16,349 bilhões, com corrente de US$ 154,253 bilhões

A balança comercial brasileira registrou crescimento do volume das exportações no mês de maio, apesar do cenário adverso da economia global. O volume exportado, medido pelo índice de quantum, aumentou 5,6% em relação a maio de 2019, segundo dados preliminares divulgados nesta segunda-feira (1º/6) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia (ME). No acumulado do ano, o aumento das vendas para o exterior foi de 1,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Esse bom desempenho em maio foi determinado pela alta de 36,1%, no volume das exportações do setor agropecuário, pelo índice de quantum, devido à forte competitividade do país nas exportações desta categoria de bens, somada à elevada demanda mundial, sobretudo a asiática. No ano, o crescimento das exportações da agropecuária foi de 19,9% em quantum.

“Observa-se que a demanda dos países asiáticos pelos produtos brasileiros continua aquecida. Para aquele continente, houve crescimento do valor exportado de 27,7% no mês e de 16,8% no acumulado do ano”, comentou o secretário de Comércio Exterior do ME, Lucas Ferraz. Ele acrescenta que o bom desempenho exportador do agronegócio tem compensado o recuo observado para as exportações de produtos industrializados, conferindo resiliência ao setor exportador nacional e contribuindo para uma queda menos acentuada da atividade doméstica, em um contexto de queda progressiva do PIB global.

Além do aumento no volume de exportação, o Brasil obteve recorde histórico para meses de maio dos embarques de soja (15,5 milhões de toneladas), petróleo em bruto (8,4 milhões de toneladas), açúcares e melaço (2,7 milhões de toneladas), farelo de soja (2 milhões de toneladas), óleos combustíveis (1,6 milhão de toneladas), alumina (789 mil toneladas), carne de aves (373 mil toneladas), carne bovina (155 mil toneladas) e café (216 mil toneladas). “Vale ressaltar que Petróleo, açúcar, farelo de soja, café e carne bovina foram recordes mensais, não só para meses de maio, mas para quaisquer meses da série histórica”, destaca Ferraz.

Corrente e saldo comercial

Já em valores, a corrente de comércio no mês chegou a US$ 31,3 bilhões, com recuo de 3,1% em relação à média diária de maio de 2019. O saldo comercial foi de US$ 4,5 bilhões, um recuo de 11,1% em relação à média de maio do ano passado, resultado de queda de 1,6% das importações e de 4,2% das exportações no mês.

A moderada queda na importação de maio foi influenciada principalmente por operações de nacionalização de duas plataformas de petróleo, no valor total de US$ 2,7 bilhões. Essas operações ocorrem devido à migração do regime aduaneiro especial Reptro para o regime aduaneiro especial “Reptro-Sped”. O novo regime, implementado em 2018, determina que equipamentos admitidos temporariamente na importação, com pagamentos de afretamentos e aluguéis, sejam nacionalizados.

“Excluindo-se as aquisições de plataformas no valor total importado, observa-se que as importações em maio recuaram 21,7% pela média diária em relação a maio de 2019. O saldo comercial, excluindo-se o ‘efeito plataforma’, cresceu 42,4% em maio pela média diária. Já a corrente de comércio, excluído o mesmo efeito, recuou 11,5%”, salientou o secretário.

Na exportação, a média diária de maio foi de US$ 897 milhões, valor 4,2% inferior à média de maio de 2019. Segundo a Secex, a queda do valor exportado foi resultado direto do forte recuo dos preços internacionais, em função do enfraquecimento da demanda global, reduzindo em 15,6% os preços dos bens exportados pelo Brasil, em relação ao mesmo mês do ano anterior.

No entanto, em relação ao valor exportado, também houve recorde para meses de maio em soja (US$ 5,1 bilhões), carne bovina (US$ 683 milhões), ouro (US$ 411 mi), carne suína (US$ 215 mi), amidos (US$ 53 mi) e arroz (US$ 32 mi). “As carnes bovina e suína são recordes mensais para quaisquer meses da série histórica”, lembra Ferraz.

Acumulado do ano

Apesar de o volume exportado pela economia brasileira crescer 1,7% nos cinco primeiros meses do ano, pelo índice de quantum, o País sentiu a queda de 5,3% nos preços comercializados, em consequência do desaquecimento da economia global. Por isso, o valor exportado recuou 4,5% de janeiro a maio, para US$ 85,3 bilhões.

Em decorrência dos valores exportados e importados no ano, a corrente de comércio brasileira recuou 2,8%, alcançando US$ 154,3 bilhões no período. Já o saldo comercial do Brasil, dada a maior queda dos valores exportados em relação à queda das importações, recuou 17,9% em relação ao saldo dos primeiros cinco meses de 2019, atingindo US$ 16,4 bilhões no ano.

O secretário Lucas Ferraz explica que, excluindo-se o “efeito plataforma” e o peso que estes bens têm nos resultados do ano, as exportações cairiam 3,1% ao invés da queda registrada de 4,5%, pela média diária, em relação ao mesmo período do ano passado. Já as importações recuariam 6,9%, com uma queda de 7,6% nas importações de bens de capital. A corrente de comércio, neste caso, diminuiria 4,8%, e o saldo comercial aumentaria 9,3% no acumulado do ano.

Expectativa para 2020

A Secex mantém a projeção para o resultado da balança comercial em 2020 divulgada no início de maio. A expectativa para o ano é de as exportações somem US$ 199,8 bilhões, com queda de 11,4% em relação ao resultado de 2019, de US$ 225,4 bilhões.

A importação, por sua vez, deverá encerrar o ano com US$ 153,2 bilhões, redução de 13,6% em relação aos US$ 177,3 bilhões de 2019. O saldo comercial deverá ser de US$ 46,6 bilhões e a corrente de comércio, de US$ 353 bilhões.

“Entendemos que, por ora, não houve mudança nos fundamentos que justifique alterações nas projeções para o final do ano”, afirmou Ferraz. A próxima revisão da projeção será feita junto com o anúncio dos dados preliminares mensais de junho.


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Brasilia – Em um cenário bastante adverso, tem-se uma boa notícia no comércio exterior brasileiro. Do grupo do G20, bloco econômico composto por países ricos como a Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia, e países emergentes como a África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, China, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, México e Turquia, o Brasil foi o único integrante a expandir suas exportações no primeiro quadrimestre de 2020.

A avaliação foi feita hoje (28) pela  Associação Brasileira de Consultoria e Assessoria em Comércio Exterior (Abracomex), ao analisar informe da Organização para Cooperação e  Desenvolvimento Econômico (OCDE), sobre o desempenho do comércio internacional do G20 no primeiro quadrimestre do ano.

De acordo com a Abracomex, os países asiáticos não deixaram de importar produtos brasileiros mesmo sendo afetados pelo grave quadro de saúde mundial, e este é um dos principais motivos para que o Brasil apresentasse o bom resultado.  A Ásia representa 47, 2% do total de todas as exportações brasileiras, o aumento nos quatro primeiros meses foi de 10,9% em comparação com o mesmo período de 2019.

Ao comentar esses dados, o professor Gilberto Campião da Abracomex, diz que “os bons números estão relacionados à exportação de bens primários alimentícios, onde o Brasil é o grande produtor, e este ano conseguimos lograr um aumento da nossa produção agrícola, com grande superávit e alguns produtos têm demanda garantida, como alimentos e vestuário”.

Ainda de acordo com o professor Campião, “para o futuro, as perspectivas de crescimento são ainda melhores, já que o agronegócio continua sendo o maior colaborador pelos números. A soja em grãos, suco de laranja, as carnes de boi, frango e suína, café, açúcar, milho e outros são produtos de demanda pouco elástica, ou seja, são produtos que mesmo depois da pandemia continuarão sendo muito procurados em todos os continentes. Outros setores como o minério de ferro e petróleo exportaram juntos 13,3 milhões de toneladas em maio de 2020, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia”.

Gilberto Campião também diz que as perspectivas pós pandemia são de que o Brasil continuará sendo um dos principais exportadores, em função da nossa riqueza mineral e extensão agrícola, associada a tecnologia de produção.

Segundo ele, “estamos entre as maiores economias do mundo e as nossas exportações ainda não refletiram essa realidade, além disso o  Brasil é um país jovem, cheio de energia e seguramente estará em breve, entre as quatro maiores economias mundiais”.

(*) Com informações da Abracomex


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