Arquivos Notícias - D-Log - Excelência e Confiabilidade

pexels-pixabay-51325-1200x794.jpg

A balança comercial acumula saldo positivo de US$ 2,05 bilhões até a segunda semana de novembro, um crescimento de 27,8%, pela média diária, em relação a novembro de 2019, com a corrente de comércio subindo 4,5% e alcançando US$ 15 bilhões. Na segunda semana do mês, o superávit foi de US$ 0,572 bilhão, com corrente de comércio de US$ 7,694 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 4,133 bilhões e importações de US$ 3,561 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (16/11) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

No acumulado do mês, as exportações somam US$ 8,524 bilhões e as importações, US$ 6,475 bilhões, enquanto no ano as exportações totalizam US$ 182,671 bilhões e as importações, US$ 133,194 bilhões, com saldo positivo de US$ 49,478 bilhões e corrente de comércio de US$ 315,865 bilhões.

Veja os dados completos da balança comercial

Nas exportações, comparadas as médias até a segunda semana deste mês (US$ 947,14 milhões) com a de novembro de 2019 (US$ 886,84 milhões), houve crescimento de 6,8%. Em relação às importações, a alta foi de 1,5%, na comparação entre as médias até a segunda semana de novembro deste ano (US$ 719,41 milhões) com a de novembro do ano passado (US$ 708,61 milhões).

Assim, até a segunda semana de novembro de 2020, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 1,666 bilhão e o saldo, também por média diária, foi de US$ 227,73 milhões. Comparando-se este período com a média de novembro de 2019, houve crescimento de 4,5% na corrente de comércio.

Setores 

No acumulado até a segunda semana do mês, comparando com novembro do ano anterior, pela média diária, houve crescimento de US$ 59,82 milhões (+34,5%) em Indústria Extrativa e de US$ 13,48 milhões (+2,6%) em produtos da Indústria de Transformação, com recuo de US$ 11,16 milhões (-6,3%) em Agropecuária.

Na Indústria Extrativa, as principais altas na média diária foram de minério de ferro e seus concentrados (+49,7%), com aumento de US$ 45,25 milhões; óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (+13,2%), com alta de US$ 9,27 milhões; minérios de cobre e seus concentrados (+83,4%), com crescimento de US$ 6,31 milhões; e outros minerais em bruto (+69,5%), que subiram US$ 0,71 milhão.

Já na Indústria de Transformação, também pela média diária, destacaram-se as vendas de açúcares e melaços (+89,9%), com aumento de US$ 25,37 milhões; ouro não monetário (+45,6%), que exclui minérios de ouro e seus concentrados, com alta de US$ 7,67 milhões; álcoois, fenóis, fenóis-álcoois e seus derivados halogenados, sulfonados, nitrados ou nitrosados (+94,7%), que subiram US$ 5,36 milhões; carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (+12,8%), com crescimento de US$ 4,82 milhões; e carne suína fresca, refrigerada ou congelada (+64,9%) com aumento de US$ 4,49 milhões na média diária.

Importações 

Do lado das importações, no acumulado até a segunda semana deste mês, comparando com novembro de 2019, a Secex registrou crescimento de US$ 1,15 milhão (+7,1%) em Agropecuária, queda de US$ 27,87 milhões (-62,6%) em Indústria Extrativa e crescimento de US$ 36,5 milhões (+5,7%) em produtos da Indústria de Transformação.

A combinação desses resultados levou a um aumento das importações pela média diária, puxado principalmente pelo crescimento dos seguintes produtos na Agropecuária: soja (+2.505,6%), com aumento de US$ 2,47 milhões; matérias vegetais em bruto (+49,3%), subindo US$ 0,37 milhão; milho não moído, exceto milho doce (+7,7%), com alta de US$ 0,11 milhão; especiarias (+53,2%), com crescimento de US$ 0,10 milhão; e café não torrado (+371.439,2%), com aumento de US$ 0,08 milhão.

Já na Indústria de Transformação, o crescimento das importações na média diária foi impulsionado por válvulas e tubos termiônicos, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (+26,7%), com alta de US$ 6,35 milhões; adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos (+12,7%), com crescimento de US$ 5,26 milhões; equipamentos de telecomunicações, incluindo peças e acessórios (+15,8%), subindo US$ 4,38 milhões; propano e butano liquefeito (+276,6%), com aumento de US$ 3,96 milhões; e cobre (+64,9%), que cresceu US$ 3,36 milhões.

(*) Com informações da Secex/Ministério da Economia


Viracopos-1400x600-1200x514.jpg

Aeroporto deve fechar ano de 2020 com maior marca desde o início da concessão. Puxado pelo aumento das movimentações na importação, exportação e cargas domésticas, o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), registrou em outubro o maior movimento de carga (em peso) para um mês desde o início da concessão, em 2012, com um total de 27.886 toneladas. A maior marca anterior havia sido registrada no mês de setembro deste ano com 23.896 toneladas.

Com 206,1 mil toneladas já movimentadas no acumulado entre janeiro e outubro deste ano, Viracopos deve fechar o ano de 2020 com movimentação recorde para um ano desde o início da concessão. O recorde anterior para o acumulado do ano foi em 2018, com um total de 241,3 mil toneladas.

Na importação, a alta no mês de outubro chegou a 27,8% em relação ao mesmo mês de 2019, com um total de 12,5 mil toneladas ante 9,8 mil de outubro de 2019. Com isso, outubro é o melhor mês até agora no ano para a importação.

A exportação também apresentou nova alta em outubro, chegando a 36,3% em relação ao mesmo mês de 2019, com 7,4 mil toneladas enviadas para fora do país ante 5,4 mil de outubro do ano passado.

Outro setor que apresentou alta foi o de remessas expressas (courier), de importação e exportação, com 7,4% de crescimento em relação a outubro de 2019, com um total de 550 quilos ante 512 do mesmo mês de 2019.

Já as cargas domésticas, que circulam dentro do país, apresentaram o melhor mês do ano com alta de quase 10% em outubro em relação a setembro, somando 6,6 mil toneladas. No acumulado do ano, de janeiro a outubro, este setor apresentou 45,14% de alta em relação ao mesmo período de 2019.

No total acumulado deste ano foram processadas em Viracopos 42,9 mil toneladas de cargas domésticas ante 29,6 mil ton. do mesmo período de 2019.

TECA Viracopos

Hoje, o Terminal de Carga (TECA) de Viracopos é um dos mais importantes e movimentados do Brasil e é o maior em carga importada no país. Além de contar com uma ampla, ágil e moderna estrutura para movimentação, armazenamento e liberação de cargas, o aeroporto é responsável por movimentar quase 40% de toda carga aérea importada do país em toneladas.

Como reconhecimento das melhorias e dos investimentos realizados nos últimos anos, Viracopos foi eleito foi eleito o Melhor Aeroporto de Carga do Mundo no Air Cargo Excellence Awards 2018, na categoria até 400 mil toneladas/ano. A premiação é realizada pela Air Cargo World, uma das principais publicações do setor, e celebra as melhores performances na área de transporte aéreo.

O TECA tem figurado nos últimos anos no pódio da premiação. Em 2014, o Air Cargo Excellence Awards já havia premiado Viracopos como o segundo melhor da América Latina, além de ter reconhecido o terminal como o Melhor Aeroporto da América Latina no quesito Operação de Carga.
Em 2015, Viracopos ficou com o título de Melhor Aeroporto de Carga da América Latina e, em 2016, ganhou como segundo Melhor Aeroporto de Carga do Mundo. Já em 2020, o TECA obteve a premiação de terceiro Melhor Aeroporto de Carga do mundo, também na categoria até 400 mil toneladas/ano.

 

Fonte: Assessoria – *Crédito da foto: Divulgação/Viracopos


3-1200x675.jpg

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,55 bilhão e corrente de comércio de US$ 7,377 bilhões, na primeira semana de novembro de 2020 – com quatro dias úteis –, como resultado de exportações no valor de US$ 4,464 bilhões e importações de US$ 2,914 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (9), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia (Secex/ME).

No ano, as exportações totalizam US$ 178,611 bilhões e as importações, US$ 129,633 bilhões, com saldo positivo de US$ 48,978 bilhões e corrente de comércio de US$ 308,243 bilhões.

Análise do mês

Nas exportações, comparadas a média diária até a primeira semana de novembro de 2020 (US$ 1.115,89 milhões) com a de novembro de 2019 (US$ 886,84 milhões), houve crescimento de 25,8%, em razão  do aumento nas vendas de produtos da Indústria de Transformação (+15,7%), da Indústria Extrativista (+ 56,3%) e também da Agropecuária (+ 27,0%).

O crescimento das exportações foi puxado, principalmente, pelo aumento nas vendas dos seguintes produtos da Indústria de Transformação: Açúcares e melaços (+ 90,4%); Álcoois, fenóis, fenóis-álcoois, e seus derivados halogenados, sulfonados, nitrados ou nitrosados (+ 189,6%); Veículos automóveis de passageiros (+ 48,6%); Celulose (+ 39,2%) e Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (+ 22,6%). Quanto à Indústria Extrativista, o crescimento das exportações se deve, principalmente, ao aumento das vendas dos seguintes produtos: Minério de ferro e seus concentrados (+ 44,8%); Óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (+ 48,2%); Minérios de cobre e seus concentrados (+ 312,4%); Outros minerais em bruto (+ 165,2%) e Fertilizantes brutos, exceto adubos (+ 27,0%). Já no que se refere à agropecuária, o aumento das exportações de deve, principalmente, ao Café não torrado (+ 102,7%); Algodão em bruto (+ 97,2%); Milho não moído, exceto milho doce (+ 45,2%); Frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (+ 100,2%) e Especiarias (+ 61,5%).

Nas importações, a média diária até a primeira semana de novembro de 2020 (US$ 728,46 milhões) ficou 2,8% acima da média de novembro do ano passado (US$ 708,61 milhões). Nesse comparativo, aumentaram os gastos, principalmente, com Agropecuária (+19,6%) e com produtos da Indústria de Transformação (+7,1%). Já em relação à Indústria Extrativista houve queda de gastos (-68,2%).

O aumento das importações foi puxado, principalmente, pela elevação  dos gastos com a compra dos seguintes produtos da Indústria de Transformação: Válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (+ 40,3%); Equipamentos de telecomunicações, incluindo peças e acessórios (+ 31,8%); Polímeros de etileno, em formas primárias (+ 147,3%); Outras matérias plásticas em formas primárias (+ 58,5%) e Adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos, (+ 9,1%). Em relação à Agropecuária, o aumento das importações foi puxado, principalmente, pelo aumento  dos gastos com os seguintes produtos: Soja (+ 2.077,9%); Trigo e centeio, não moídos (+ 27,6%); Matérias vegetais em bruto (+ 107,3%); Produtos hortícolas, frescos ou refrigerados (+ 10,7%) e Outras sementes oleaginosas de copra ou linhaça (+ 222,0%).

(*) Com informações da Secex/Ministério da Economia


2-1200x799.jpg

O comércio exterior da China cresceu 4,6% em outubro em termos anuais, mostraram os dados oficiais divulgados no último sábado (7).  De janeiro a outubro, a corrente de comércio da China (exportação+importação) atingiu a impressionante cifra de US$ 3,91 trilhões, o maior volume de comércio registrado por um único país no período.

As exportações saltaram 7,6% ano a ano, enquanto as importações subiram 0,9% em termos do yuan (moeda chinesa), informou a Administração Geral das Alfândegas.

Nos primeiros 10 meses de 2020, o comércio exterior de mercadorias da China totalizou 25,95 trilhões de yuans (US$ 3,91 trilhões), um aumento anual de 1,1%, acelerando ante o aumento de 0,7% nos três primeiros trimestres, informou a Administração em comunicado.

A Associação das Nações do Sudeste Asiático permaneceu como o maior parceiro comercial da China durante o período, seguida pela União Europeia e pelos Estados Unidos.

As empresas privadas desempenharam um papel significativo no crescimento do comércio, com seu comércio exterior expandindo 10,5% nos primeiros 10 meses, representando 46,2% do total nacional, mostraram os dados da Administração.

(*) Com informações da Xinhua

Fonte: Comex do Brasil


pexels-tom-fisk-2217513-1200x799.jpg

Após meses imersa em crise provocada pela pandemia de Covid-19, a indústria brasileira traça estratégias de recuperação e aposta em reforçar a internacionalização das empresas. Essa saída é importante no contexto de reestruturação das cadeias de suprimentos internacionais –afetadas pela pandemia– e exige que as empresas brasileiras estejam posicionadas para atender a demanda.

O reforço e o investimento no comércio exterior expandem a demanda pelo produto nacional e instigam a competitividade interna e externa da indústria. Esse processo é fundamental para aumentar a produtividade e acelerar o crescimento econômico.

Para ampliar a presença das empresas no comércio mundial, a indústria brasileira precisa de um aperfeiçoamento da governança da política comercial do país para tornar o processo decisório mais eficiente, eficaz e equilibrado nos resultados.

Entre as propostas elaboradas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) para a retomada da economia, está a necessidade de modernizar o financiamento público para as exportações e reduzir a burocracia e os custos do comercio exterior.

“Nas duas últimas crises econômicas (2008/2009 e 2014/2016), a exportação teve papel fundamental como alavanca para a retomada do crescimento. Na crise de 2020 não é diferente. Por essa razão, precisamos utilizar ao máximo o potencial da demanda externa para auxiliar a retomada da economia brasileira”, contextualiza o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.

A CNI também elaborou a Agenda Internacional da Indústria, produzidos a partir de ampla consulta ao setor privado brasileiro nos últimos meses de 2019, quando a crise da Argentina e a desaceleração do crescimento da China já impunham desafios ao comércio exterior brasileiro. A publicação reúne 109 ações, distribuídas em 4 eixos: política comercial, serviços de apoio à internacionalização, ações em mercados estratégicos e cooperação internacional.

“Ainda nos falta uma Estratégia Nacional de Comércio Exterior com metas e prazos bem definidos, considerando que as exportações serão um dos poucos motores de retomada do crescimento após o fim da pandemia“, alerta Abijaodi. Ele lembra que países como Alemanha, Estados Unidos e Reino Unido já têm esse instrumento. A Agenda traz ações importantes para 2020, mas que seguramente serão realocadas para 2021.

Desafios

Os danos causados pela pandemia ainda impõem alguns obstáculos para o desenvolvimento do comércio exterior. “Com a pandemia, os desafios para se posicionar no exterior são ainda maiores porque é uma crise global. Na prática, todos os mercados estão retraídos e o desafio de vender é maior. Então, as dificuldades de começar agora são maiores que no passado”, explica o presidente do Fórum das Empresas Transnacionais da CNI e CEO da empresa Stefanini, Marco Stefanini.

Um dos desafios do país é eliminar o resíduo tributário na exportação –com a reconstituição da alíquota do Reintegra– e assegurar a manutenção e pleno funcionamento dos instrumentos de financiamento e garantias.

No médio prazo, é importante que o Brasil continue avançando nas agendas de facilitação de comércio, com a modernização da aduana, e de acordos comerciais, com a abertura de novos mercados. Também é necessário reforçar a defesa comercial, pois a crise gera um aumento das práticas desleais de comércio.

Segundo Stefanini, é importante para as empresas definir metas de longo prazo. “Conquistar mercados internacionais demanda tempo, por isso é fundamental ter uma estratégia bem definida, além de investimento e perseverança”. Para ele, as empresas precisam desenvolver a marca em um país estrangeiro, desenvolver a cultura. Também é preciso conhecer o cliente na ponta, desenvolver maturidade de ponto de vista de pensar global e não local.

Desempenho da indústria no mundo

De acordo com dados do estudo Desempenho da Indústria no Mundo, feito pela CNI, a indústria brasileira é a 16ª em participação na produção mundial do setor. Até 2014, o Brasil estava entre os 10 maiores produtores no ranking mundial. Em trajetória de queda desde 2009, a participação do Brasil na produção industrial mundial caiu de 1,24%, em 2018, para 1,19%, em 2019. É o piso da série histórica iniciada em 1990.

A participação nacional nas exportações, que já havia recuado de 0,91% para 0,88%, de 2017 para 2018, manteve o viés negativo e ficou em 0,82%, em 2019, igualando o menor patamar da série histórica, registrado em 1999. O Brasil ocupava a 30ª colocação no ranking global no último dado disponível, de 2018.

O estudo aponta que, com a nova retração em 2019, a indústria nacional passa a ocupar a 16ª posição global. Desde 2015, foi superada pelas indústrias do México, da Indonésia, da Rússia, de Taiwan, da Turquia e da Espanha.

O desempenho das exportações da indústria de transformação brasileira retrata a perda de competitividade. “O cenário torna ainda mais urgente a aprovação de reformas e legislações que destravem a economia brasileira e aumentem a competitividade da indústria nacional. São os casos da reforma tributária, da nova lei do gás e do reforço em investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Essas são iniciativas essenciais para restabelecer condições para a indústria brasileira voltar a competir internacionalmente”, comentou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

A perda de participação da indústria brasileira na produção industrial mundial ocorre desde meados da década de 1990, mas os dados evidenciam que a crise econômica brasileira de 2014-2016 intensificou esse movimento. Nesse período, o PIB da indústria acumulou queda de 10,1%, enquanto a agropecuária recuou 2,1% e os serviços recuaram 4,9%. Diferentemente do Brasil, a produção industrial mundial manteve-se em crescimento, após queda em 2009, ano da crise financeira global.

Garantias de crédito

No atual cenário, a definição de políticas públicas de financiamento e garantias de crédito às exportações se torna ainda mais importante para a indústria.

Para que as empresas brasileiras possam competir em condições de igualdade com seus concorrentes no comércio internacional, elas precisam de um sistema público de financiamento e garantias às exportações que proporcione segurança para a realização dos investimentos.

“Empresas que usam esses instrumentos chegam a exportar quase 15% a mais. Além disso, ampliam até 70% seus mercados e aumentam seu número de funcionários em até 10%. Instrumentos desse tipo existem em mais de 90 países e têm ganhado cada vez mais relevância na política comercial das maiores economias do mundo”, destaca o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.

Para ele, os principais gargalos do sistema oficial de crédito no Brasil são: insegurança jurídica; falta de alinhamento da prática brasileira ao mínimo praticado pelos demais países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE); e falta de previsibilidade, clareza e dificuldade de acesso aos mecanismos de apoio oficial.

Nessa linha, para melhorar o sistema oficial de crédito é preciso aprimorar a governança. “É necessário reduzir a confusão de competências de formulação e operacionalização da política de financiamento à exportação e multiplicidade de órgãos atuantes. Também é preciso assegurar previsibilidade, transparência e segurança orçamentária no acesso aos mecanismos de apoio oficial, e alinhar a ação brasileira ao praticado internacionalmente”, diz Abijaodi.

Financiamento para exportações

Para garantir subsídios de apoio às exportações, a indústria pediu ao governo federal para ampliar a previsão orçamentária para o Programa de Financiamento às Exportações (Proex) Equalização em 2021, dos atuais R$ 1 bilhão para R$ 1,6 bilhão. A CNI, em parceria com o Fórum de Competitividade das Exportações, a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), também pediu suplementação de pelo menos R$ 400 milhões para o programa ainda neste ano, dos atuais R$ 600 milhões para R$ 1 bilhão.

O Proex Equalização é um programa do governo federal de apoio às exportações brasileiras de bens e serviços criado em 1979. Na modalidade Equalização, ele assume parte dos encargos financeiros do financiamento de exportações brasileiras, tornando-os equivalentes àqueles praticados no mercado internacional.

As entidades destacam que o programa é essencial por promover igualdade e isonomia entre as exportações do Brasil de alto valor agregado e as dos demais países. O custo de financiamento das exportações brasileiras é significativamente mais alto que o de exportações de países concorrentes. A título de exemplo, países como a Coreia do Sul, Espanha, Alemanha e Índia também fazem equalização de encargos financeiros das operações de crédito às exportações.

Certificado de Origem Digital

Um dos caminhos da indústria para facilitar o processo do comércio internacional e avançar com a digitalização e desburocratização do setor em tempos de pandemia é o Certificado de Origem Digital (COD). A ferramenta traz vantagens como benefício tarifário, redução de custos operacionais, além de diminuir o tempo de duração do trâmite comercial como um todo.

Em maio, a CNI lançou uma nova plataforma para a emissão do COD para exportadores brasileiros. O sistema é mais ágil e moderno permite que o empresário emita o documento de forma simples. Além do benefício econômico, no contexto da pandemia da Covid-19, o COD reduz a circulação de papéis e pessoas que podem se tornar vetores da doença.

“Hoje, a pandemia exige que as empresas reinventem o processo de  internacionalização e busquem novas formas de fazer negócio, em especial, sem o contato presencial. Toda essa energia deve estar focada em buscar ferramentas que possam reduzir o tempo, trazer vantagens financeiras e reduzir o esforço da empresa na produção de documentos de comércio exterior”, destaca o coordenador de Serviços de Internacionalização da CNI, Felipe Spaniol.

A emissão do COD é feita pela Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN) coordenada pela CNI. Presente nas federações das indústrias dos estados e do Distrito Federal, ela promove a internacionalização das empresas brasileiras por meio da oferta de um conjunto de serviços customizados a suas necessidades. Em casos específicos, a depender do acordo comercial entre os países, o COD pode garantir a isenção completa das tarifas alfandegárias.

“O COD impacta diretamente na competitividade das exportações brasileiras. Além disso, ele atesta que que o produto atende regras gerais de comércio. Ou seja, independente de ter o benefício fiscal, o COD garante legitimidade e reconhecimento daquele produto lá fora”, explica Spaniol.

No primeiro quadrimestre de 2020, a emissão de COD pela CNI mais que dobrou na comparação com o mesmo período de 2019. O salto foi de 116%.

Atualmente, é possível emitir certificado com a assinatura digital, que é um passo além da emissão eletrônica, para Argentina e Uruguai. “Com esses 2 países nós emitimos hoje exclusivamente certificado com assinatura digital. Então, além do documento ser feito em um sistema online, ele é assinado eletronicamente e enviado por arquivo digital direto para a aduana do país de destino”, esclarece Spaniol.

Em 2020, está em andamento o processo piloto de implementação do COD com o Paraguai, único integrante do Mercosul que ainda não aceita o documento com assinatura digital.

Para o presidente do Fórum das Empresas Transnacionais da CNI e CEO da empresa Stefanini, Marco Stefanini, o modelo digital ajuda a quebrar barreiras globais, o que considera fator importante para as empresas brasileiras expandirem os negócios.

“Esse ponto do digital é uma variável que já estava presente antes da pandemia, mas agora acelerou. Então, se tem um viés positivo com a pandemia é esse, existe uma pegada muito mais digital que favorece a internacionalização. Reduz tempo, burocracia, ajuda a entender o cliente, o mercado. As soluções digitais facilitam a vida, aumentam a eficiência”, diz.

 

Fonte: Comex do Brasil


shutterstock_pfIsWAv-1200x800.jpg

A Receita Federal publicou na edição de hoje do Diário Oficial da União a Instrução Normativa RFB nº 1.984/2020, que trata da habilitação de declarantes de mercadorias para atuarem no comércio exterior, bem como as regras para credenciamento de responsáveis e representantes nos sistemas informatizados do órgão. Com o intuito de diminuir a burocracia e facilitar o fluxo de mercadorias, a habilitação passa a ser concedida via de regra de forma automática, através do sistema Habilita, localizado no Portal Único do Comércio Exterior.

Outra mudança significativa foi a dilatação do prazo de desabilitação automática por inatividade, que passou de seis meses para 12 meses. Caso a desabilitação ocorra, o interessado pode pedir a habilitação automaticamente através do sistema Habilita. A nova Instrução Normativa passa a vigorar a partir de 1º de dezembro de 2020.

A IN 1984/2020 também reúne legislação espalhada em atos dispersos e a organiza de maneira mais simples, definindo de maneira clara os papéis que cabem aos declarantes, responsáveis que atuam em seu nome perante a Receita Federal e representantes autorizados. A sistemática de habilitação Expressa, Limitada e Ilimitada foi mantida, de acordo com as características das empresas e pessoas físicas que requerem a habilitação e de sua capacidade financeira.

Caso o responsável queira aumentar o limite de sua habilitação, ele pode fazer o requerimento de maneira automática pelo sistema Habilita, ou abrir um Dossiê Digital de Atendimento, nos casos em que seja necessária a inclusão de documentos comprobatórios de sua capacidade financeira que não possam ser acessados automaticamente pelo sistema.

A habilitação automática busca agilizar o processo e trazer simplificação para o usuário do comércio exterior, mas sem abrir mão do controle aduaneiro e do combate a fraudes, prevendo regras para a punição de quem agir em desacordo com as regras previstas, que variam de sanções administrativas como a exclusão da habilitação até a responsabilidade criminal dos responsáveis.

A nova Instrução Normativa se insere em um contexto de controle aduaneiro que prevê o gerenciamento de risco integral do comércio exterior, atingindo as fases pré-despacho, o despacho em si e as operações posteriores.

 

Fonte: Comex do Brasil


terminal-portuário-1200x801.jpg

As contas externas registraram saldo positivo pelo sexto mês seguido em setembro, de US$ 2,320 bilhões, informou hoje (23) o Banco Central (BC). Foi o primeiro resultado positivo para setembro desde de 2007 (US$ 482 milhões) e o maior para o mês na série histórica iniciada em 1995.

No ano passado, no mesmo mês, houve déficit de US$ 2,727 bilhões em transações correntes (contas externas), que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do Brasil com outros países.

“Seguindo a tendência dos meses anteriores, essa reversão decorreu do aumento de US$ 2,1 bilhões no superávit da balança comercial de bens, e das reduções de US$ 2,1 bilhões e de US$ 885 milhões nos déficits em renda primária [lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários] e serviços [viagens internacionais, transporte, aluguel de investimentos, entre outros], respectivamente”, diz o BC, em relatório.

De janeiro a setembro, foi registrado déficit em transações correntes de US$ 6,476 bilhões, contra US$ 36,748 bilhões em igual período de 2019.

Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, essa redução do déficit no acumulado do ano e os resultados positivos mensais são explicados pela retração da demanda por bens e serviços do exterior, devido à crise gerada pela pandemia de covid-19. “A menor demanda por bens e serviços importados diminui o déficit em transações correntes”, explicou.

Em 12 meses encerrados em setembro, houve déficit em transações correntes de US$ 20,7 bilhões (1,37% do Produto Interno Bruto – PIB), ante saldo negativo de US$ 25,7 bilhões (1,66% do PIB) no período equivalente terminado em agosto.

Balança comercial                                              

As exportações de bens totalizaram US$ 18,485 bilhões em setembro, com recuo de 9,1% em relação a igual mês de 2019. As importações somaram US$ 13,130 bilhões, queda de 23,3% na comparação com setembro do ano passado. Com esses resultados, a balança comercial registrou superávit de US$ 5,355 bilhões no mês passado e de US$ 36,969 bilhões, no acumulado de sete meses.

Serviços

O déficit na conta de serviços (viagens internacionais, transporte, aluguel de investimentos, entre outros) atingiu US$ 1,621 bilhão em setembro, ante US$ 2,506 bilhões em igual mês de 2019. Nos sete meses do ano, o saldo negativo chegou a US$ 15,350 bilhões, ante US$ 25,593 bilhões de janeiro a setembro de 2019.

No caso das viagens internacionais, as receitas de estrangeiros em viagem ao Brasil chegaram a US$ 164 milhões, enquanto as despesas de brasileiros no exterior ficaram em US$ 301 milhões. Com isso, a conta de viagens fechou o mês com déficit de US$ 138 milhões. No acumulado do ano até setembro, o saldo negativo é de US$ 2,029 bilhões.

Segundo Rocha, as viagens internacionais são o principal determinante para o resultado da conta de serviços. Ele destaca que o turista e quem viaja a negócios ainda têm receio de se expor em viagens ao exterior.

“Atrações turísticas com espaço limitado, shows e eventos restritos diminuem a atratividade das viagens”, disse. Ele citou ainda o medo de ter restrições para retornar ao Brasil, com a segunda onda de covid-19 em países da Europa. Além disso, o dólar mais caro também reduz a atratividade das viagens ao exterior.

Rendas

Em setembro de 2020, o déficit em renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) chegou a US$ 1,625 bilhão, contra US$ 3,733 bilhões em igual período de 2019. De janeiro a setembro, o saldo negativo ficou em US$ 30,089 bilhões, ante US$ 42,825 bilhões em igual período do ano passado.

A conta de renda secundária (gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) teve resultado positivo de US$ 212 milhões, contra US$ 280 milhões em setembro de 2019. Nos sete meses do ano, o resultado positivo chegou a US$ 1,994 bilhão, contra US$ 977 milhões em igual período de 2019.

Investimentos

Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 1,597 bilhão no mês, ante US$ 6,033 bilhões em setembro de 2019. De janeiro a setembro, o IDP chegou a US$ 28,554 bilhões, contra US$ 52,032 bilhões nos sete meses de 2019.

Nos 12 meses encerrados em setembro de 2020, o IDP totalizou US$ 50 bilhões, correspondendo a 3,31% do PIB, em comparação a US$ 54,5 bilhões (3,52% do PIB) no mês anterior.

De acordo com Rocha, a crise gerada pela pandemia gerou incertezas, o que faz com que sejam adiados os investimentos diretos. “Quando está tendo um choque na economia mundial, [algo] novo que traz muita incerteza, a primeira reação é parar um pouquinho e avaliar como vai se dar aquele investimento que tinha uma programação”, disse. Segundo ele, as medidas se isolamento e os impactos da crise estão se prolongando por mais tempo do que o imaginado inicialmente.

Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque os recursos são aplicados no setor produtivo e costumam ser investimentos de longo prazo. Apesar de os investimentos estarem menores neste ano, no acumulado de 12 meses o IDP supera o déficit nas contas externasque também se reduziu por conta da crise gerada pela pandemia..

Em setembro, houve entrada líquida de investimento em carteira no mercado doméstico no total de US$ 1,207 bilhão, contra US$ 4,911 bilhões de saída líquida em igual período de 2019. No caso das ações e fundos de investimento, houve saída de US$ 972 milhões. Já os investimentos em títulos de dívida tiveram entrada líquida de US$ 2,179 bilhões.

De janeiro a setembro, houve saídas líquidas de US$ 27,074 bilhões nesses tipos de investimento, contra a entrada líquida de US$ 2,598 bilhões observados em igual período de 2019.

(*) Com informações da Agência Brasil


ISPS-Code-min-1920x1080-1200x675.jpg

O presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou nesta quinta-feira (24/9) a Lei n° 14.060 que permite a prorrogação excepcional, por um ano, dos prazos para cumprimento dos regimes de drawback suspensão e isenção. Esses regimes conferem maior competitividade aos exportadores brasileiros, desonerando de tributos as importações e aquisições locais de insumos utilizados na produção de bens destinados ao mercado externo.

A nova legislação teve origem na Medida Provisória 960, editada em 4 de maio deste ano, no contexto das ações adotadas pelo governo federal para reduzir os impactos da pandemia da Covid-19 sobre a economia brasileira.

Além da confirmação do texto original da MP 960, que previa a prorrogação excepcional de prazos de cumprimento apenas para o drawback suspensão, a lei publicada nesta quinta contempla a extensão desse benefício para o regime de drawback isenção. A ampliação busca evitar que, em função da redução na atividade econômica no Brasil e no exterior, provocada pelo coronavírus, as empresas brasileiras que detenham atos concessórios de drawback isenção, com vencimento improrrogável em 2020, não consigam efetuar, no prazo originalmente estabelecido, a reposição do estoque de insumos equivalentes aos anteriormente aplicados em bens exportados. Isso porque a realização dessas operações neste momento poderia comprometer o capital de giro das empresas sem proporcionar a elas, no curto prazo, a correspondente entrada de receitas.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia (Secex/ME) apontam 325 atos concessórios de drawback isenção com vencimento neste ano e reposições de insumos autorizadas na ordem de US$ 942,3 milhões. Desse montante autorizado, o valor de US$ 424,9 milhões (cerca de 45% do total) diz respeito a operações que, com a nova lei, poderão ser concretizadas em 2021.

O que é drawback

Os regimes de drawback permitem a suspensão, isenção ou redução a zero de tributos, na importação ou na aquisição no mercado interno, de insumos a serem empregados ou consumidos na industrialização de produtos exportados.

Estão contemplados na desoneração tributária o Imposto de Importação (II), o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), a Contribuição para o PIS/Pasep, a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Especificamente no regime de suspensão, o exportador não precisa pagar o Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) e o Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) incidentes sobre as compras externas.

De acordo com a Secex/ME, em 2019, US$ 49,1 bilhões foram exportados com a utilização do mecanismo de drawback, o que representa 21,8% das vendas externas totais do Brasil no período. A base de empresas usuárias dos regimes de suspensão e isenção, em torno de 2 mil, contempla uma diversificada lista de setores produtivos, dentre os quais o de minérios de ferro, carne de frango congelada, celulose, químico e automotivo.

A notícia foi publicada em 25/09/2020 na página do Ministério da Economia.


JAIR-BOLSONARO-TRUMP-G20-2019-6716.jpg-1200x800.jpg

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (19) que representantes do Brasil e dos Estados Unidos concluíram, há poucos dias, as negociações de três acordos demandados por empresários dos dois países, de facilitação de comércio, boas práticas regulatórias e anticorrupção. “Esse pacote triplo será capaz de reduzir burocracias e trazer ainda mais crescimento ao nosso comércio bilateral, com efeitos benéficos também para o fluxo de investimentos”, disse.

Bolsonaro participou da abertura da conferência de negócios US-Brazil Connect Summit nesta segunda-feira, de forma virtual, e convidou os investidores a examinarem a carteira de negócios do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), de concessões e privatizações do governo federal. Ele destacou as novas oportunidades de negócios no país, com a abertura do mercado brasileiro de gás natural e o fortalecimento na área de biocombustíveis, “essenciais nesse processo de reforma de nossa matriz energética”.

Para o presidente, “há um enorme potencial” na agenda de cooperação entre os dois países, e, diversas áreas de interesse comum. “Para o futuro, vislumbramos um arrojado acordo tributário, um abrangente acordo comercial e uma ousada parceria entre nossos países para redesenhar as cadeias globais de produção”, afirmou.

Durante seu discurso, o presidente também falou sobre a assinatura de acordo na área de Defesa, com a abertura de novas oportunidades de cooperação entre as Forças Armadas e as indústrias de ambos os países. “Esse é o primeiro acordo da modalidade que os EUA firmam com um país da América do Sul, o que também demonstra a disposição do lado americano em aprofundar a relação bilateral”, ressaltou.

No mesmo sentido, Bolsonaro disse que a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) é “um firme propósito do Estado brasileiro, para o qual temos muito nos empenhado, tanto em nível técnico quanto político”, com o apoio do governo dos EUA.

“O ingresso do Brasil na OCDE irá gerar efeitos positivos para a atração de investimentos nacionais e internacionais e será mais uma evidência da nossa disposição em assumir compromissos e responsabilidades compatíveis com a importância do nosso país no sistema internacional”, afirmou o presidente.

De acordo com Bolsonaro, sua aproximação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inaugurou “uma nova etapa no relacionamento entre as duas maiores economias e democracias do hemisfério”.

“A prioridade que o Brasil confere a essa relação é clara e sincera. Desde o início de meu governo, visitei os EUA em quatro oportunidades, e em todos estive com o presidente Trump”, afirmou.

(*) Com informações da Agência Brasil.


china.jpg

A corrente de comércio entre o Brasil e a China vai superar este ano pela primeira vez a marca de US$ 100 bilhões, cifra jamais registrada na história do comércio exterior brasileiro com um país ou mesmo bloco de países. Em forte aceleração, o comércio sino-brasileiro acumula, de janeiro a setembro, um fluxo de US$ 78,028 bilhões, e o destaque é a robusta e constante alta nas exportações brasileiras para o principal parceiro comercial do País. No período, o Brasil acumulou um superávit de US$ 28,757 bilhões.

Enquanto o comércio com a China bate sucessivos recordes, o intercâmbio com os Estados Unidos, segue na direção oposta e registrou, de janeiro a setembro, o pior desempenho em onze anos. De acordo com dados do “Monitor de Comércio Brasil-Estados Unidos”, divulgado ontem (14) pela Amcham Brasil, as trocas entre os dois países tiveram uma contração de 25,1% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Com uma forte queda de 31,5%, as exportações brasileiras somaram US$ 15,2 bilhões, enquanto as vendas americanas, com uma retração de 18,8% totalizaram US$ 18,3 bilhões. Nos nove meses deste ano, a balança comercial proporcionou aos Estados Unidos um superávit de US$ 3,1 bilhões no intercâmbio com o Brasil.

De acordo com o estudo da Amcham,  projeção é de  que as exportações brasileiras fechem o ano com uma queda entre 27% e 30% e as importações contraiam de 20% a 22%, com o déficit para o Brasil podendo oscilar entre US$ 2,4 bilhões e US$ 2,8 bilhões.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, mostram a crescente relevância da China como maior parceiro comercial do Brasil. Com uma alta de 14,1% e um total de US$ 53,393 bilhões, a China foi o destino final de 34,1% de todo o volume embarcado pelas empresas brasileiras para o exterior, enquanto apenas 9,69% foram comercializados com os Estados Unidos.

Com relação às importações, mesmo com uma queda de 7,5%, a China respondeu por 21,5%  das compras brasileiras no exterior. Os Estados Unidos ficaram com uma fatia de 16% no período.

Em 2019, a corrente de comércio com a China totalizou US$ 98,628 bilhões, com exportações de US$ 63,357 bilhões e importações no total de US$ 35,217 bilhões.  Nas trocas com os Estados Unidos, os números foram mais modestos: US$ 59,806 bilhões, gerados por exportações no montante de US$ 29,716 bilhões e importações no valor de US$ 30,906 bilhões

Fonte: Comex do Brasil


AGENTE DE CARGA INTERNACIONALAGENTE INTERNACIONALOPERADOR LOGÍSTICO DE CARGA
OPERADOR MULTIMODALTRANSPORTE DE CARGA AÉREAOPERADOR LOGÍSTICO NO BRASILOTM OPERADOR DE TRANSPORTE MULTIMODAL



D-LOG BRASIL

Rua Nova Jerusalém, 78 - Tatuapé
03410-000 - São Paulo-SP
comercial@dlogbr.com
+55 11 3634-2300

FACEBOOK