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Após privatização, BR avalia criar empresa para entrar em etanol

10 de agosto de 2019 Mercado

Operador Logístico de Carga - Rio e São Paulo – Concluída a privatização, a BR Distribuidora pretende atuar em dez frentes para tentar alcançar rentabilidade compatível à obtida por concorrentes do setor privado. As medidas para modernizar a distribuidora foram definidas por um grupo de trabalho que inclui diretores e gerentes. Entre as iniciativas, está a entrada no negócio de comercialização de combustíveis, comprando de diferentes fornecedores, inclusive no exterior, e vendendo até mesmo para concorrentes. Nessa linha, a BR avalia criar uma empresa para atuar no segmento de etanol.

Newsletter - Em outra frente, a distribuidora quer expandir a capacidade de produção de sua fábrica lubrificantes em 15 milhões de litros por mês. A produção atual de 27 milhões de litros mensais deve chegar a 42 milhões de litros em 2022. A empresa pretende ainda formar um sistema próprio de pagamentos, que fidelize ainda mais seus clientes.

Prêmios e Certificados - Segundo Rafael Grisolia, presidente da BR Distribuidora, as dez medidas de modernização já estão em andamento, mas o resultado de algumas devem ser percebidos mais rapidamente no balanço da companhia do que outros. “Gestão de custos e aquisição de produtos são iniciativas que, naturalmente, devem retornar resultados de maneira mais rápida”, afirmou, por e-mail, Grisolia ao Estadão/Broadcast, plataforma de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Agente de Carga Internacional - No geral, as iniciativas perseguem cortes de custo, ganhos de eficiência, entrada em novos negócios e saída de outros. Faz parte do programa, por exemplo, mudar o sistema de precificação. A BR vai começar a adotar um modelo segmentado por microrregião, no qual há uma diferenciação de preço por cliente, dependendo do local no qual está e também o volume de produtos que consome.

Agente de Carga - A BR também aposta nas lojas de conveniência para ampliar os negócios. “A conveniência é um dos pilares de crescimento”, afirmou Grisolia. “No momento, estudamos alternativas de modelo de negócio que permitam a captura de valor em toda a cadeia de conveniência.”

Operador Multimodal de Carga - Líder só no tamanho

Prêmios e Certificados - Todo esforço do grupo de trabalho é para acabar com a lacuna que separa a BR de grandes distribuidoras do setor privado com as quais compete. A BR é dona da maior fatia do mercado de derivados de petróleo no Brasil, mas está longe de apresentar a melhor rentabilidade. Na sua frente estão a Raízen, sociedade da Shell com a Cosan, e a Ipiranga, do Grupo Ultra.

Marítimo - Nos últimos anos, a rede de revenda da BR perdeu espaço para os postos de bandeira branca, segundo analistas de mercado. A avaliação é que a empresa vem sendo afetada pela crise econômica, que faz os consumidores darem prioridade a preços no lugar da marca. Assim, um número maior de pequenas distribuidoras tem conseguido oferecer combustíveis importados a um valor menor e, pouco a pouco, vão ganhando fatias do mercado, principalmente em cima da participação da BR.

Sea Freight - Em janeiro de 2011, a BR tinha cerca de 40% de participação no mercado interno de óleo diesel, contra 21% das empresas de bandeira branca, de acordo com estatísticas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e Plural, que representa as grandes distribuidoras. Em maio deste ano, a fatia da BR estava em cerca de 30%, ante 28,8% dos concorrentes sem marca.

Air Freight - “Mesmo controlada pela Petrobras, a empresa já tinha o objetivo de aumentar rentabilidade”, diz Luciano Losekann, professor da Faculdade de Economia da UFF e pesquisador do Grupo de Economia da Energia (GEE) da UFRJ. “Sem o controle estatal, vai ter mais flexibilidade para buscar reduzir custos. Assim, suas metas podem se aproximar da Raízen.”

Multimodal Logistics Operator Brazil - A empresa alertou esta semana, num formulário de referência a investidores, porém, que o Tribunal de Contas da União e outros órgãos de controle e cortes judiciárias podem considerar que a Petrobras ainda é a sua controladora ou que ainda exerce posição dominante nos processos decisórios. Em resposta, pode exigir que a BR se sujeite à Lei das Estatais.

Operador Logístico de Carga - Para o analista de Energia e Petróleo e Gás da XP investimentos, Gabriel Francisco, a empresa tem uma corrida para conseguir melhorar o seu custo operacional, hoje na casa dos R$ 80/m³ contra R$ 60/m³ dos seus principais pares. “A melhora que tem de vir na empresa é operacional”, afirma. Sobretudo no que diz respeito à otimização logística e de transporte e gestão de despesas”, disse.

Fonte: https://exame.abril.com.br/negocios/apos-privatizacao-br-avalia-criar-empresa-para-entrar-em-etanol/


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